sábado, abril 19, 2008

Casamento é teste de prestígio para Dilma Rousseff

19/04/2008 - 10h16

Por Sinara Sandri

PORTO ALEGRE (Reuters) - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, reuniu ministros, governadores, parlamentares e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva para celebrar o casamento de sua filha, Paula, em Porto Alegre na noite de sexta-feira.

Os convidados tentaram minimizar o evidente caráter político do evento, mas admitiram que o momento era de reconhecimento do prestígio de Dilma.

"A maioria (dos políticos convidados) não conhece os noivos. Seguramente, (a presença) é pela Dilma", disse o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) à Reuters.

Dilma Rousseff está no alvo das atenções em função do vazamento, pela Casa Civil, de informações sigilosas sobre gastos presidenciais. Os dados fariam parte de um suposto dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas o caráter de desagravo do evento foi recusado por vários convidados.

"A ministra não precisa de solidariedade ou desagravo, é uma figura essencial do governo", disse o assessor de assuntos internacionais de Lula, Marco Aurélio Garcia, a jornalistas. "Os problemas que estão ocorrendo são de menor monta. É simplesmente a expressão de amizade e reconhecimento ao extraordinário trabalho que vem realizando neste governo."

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o motivo para o deslocamento de tantas autoridades até Porto Alegre era festivo.

"Ninguém vai a um casamento por política, vai por amizade", disse Chinaglia a jornalistas.

Demonstrar amizade também seria a intenção dos governadores Jaques Wagner (PT-BA), Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Roberto Requião (PMDB-PR) --este último afirmou ser "amigo de muito tempo" da ministra.

SOLIDARIEDADE

A maioria dos convidados evitou falar com os jornalistas. O presidente Lula participou apenas da cerimônia religiosa e não fez nenhuma aparição para o público, frustrando as expectativas de um pequeno grupo que acompanhava a chegada das autoridades na calçada em frente à Igreja.

Política, eleições presidenciais e as ações do governo não foram os assuntos preferidos dos convidados, mas a ênfase na defesa da ministra Dilma Rousseff foi maior entre suas colegas.

"Se a oposição ataca e coloca Dilma em evidência, nós, os amigos, estamos aqui para participar de um momento especial de sua família e vamos defendê-la", disse a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).

Para a governadora do Pará, Ana Júlia (PT), a ministra Dilma seria uma "boa candidata" às eleições presidenciais e neste momento precisaria de apoio.

"Como mulher, sou solidária (à ministra Dilma) e contrária a todo o tipo de baixaria que ela tem sido vítima. Todas as mulheres precisam deste apoio", disse a governadora.

Seja por amizade, reconhecimento ou apoio, o casamento mobilizou seis ministros de Estado, incluindo Guido Mantega (Fazenda) e Celso Amorim (Relações Exteriores), e sete governadores, entre os quais Yeda Crusius (PSDB-RS), além de vários parlamentares.

O que teria sido projetado para ser uma cerimônia discreta transformou-se em um evento com 600 convidados e um aparato de segurança que envolveu 300 policiais, viaturas do corpo de bombeiros e ambulâncias, transtornando o já complicado trânsito do centro da cidade.

(Edição de Isabel Versiani)
UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

* Luiz Inácio Lula da Silva
* Guido Mantega
* Casa Civil
* Roberto Requião
* Celso Amorim

UOL

quinta-feira, abril 17, 2008

SUPERCOMPUTADOR SISTÊMICO DA UFRJ PROCESSARÁ AMPLO VOLUME DE DADOS, DESTA E DE MAIS QUATORZE OUTRAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

UFRJ ganha supercomputador que está entre os 100 mais poderosos do mundo
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 17 de abril de 2008 às 18h31
Atualizada em 17 de abril de 2008 às 18h32
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São Paulo - Supercomputador Netuno, que demandou recursos de R$ 5 milhões e foi financiado pela Petrobras, começa a funcionar em 13 de maio.

O Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) acaba de ganhar um dos mais potentes supercomputadores da América Latina, o Netuno.

O supercomputador demandou recursos de 5 milhões de reais e foi financiado pela Petrobras. A inauguração da máquina será no dia 13 de maio.

A capacidade de processar amplo volume de dados simultaneamente beneficiará, além da UFRJ, outras 14 universidades brasileiras.

A máquina será utilizada pelas Redes Temáticas de Geofísica Aplicada e de Modelagem e Observação Oceanográfica.

Segundo os técnicos envolvidos na produção do ranking Top 500, que reúne as maiores máquinas de processamento paralelo do mundo, o Netuno deve ficar entre os 100 primeiros da lista.

O cluster instalado na UFRJ é composto por 256 servidores Dell de alto desempenho, cada um com dois processadores de quatro núcleos Intel, com 2.6 GHz. O desempenho estimado é de 64 gigaflops por nó.

As máquinas são interligadas entre si por uma rede de dados Infiniband de alta performance, além da rede Gigabit Ethernet tradicional.
REINO UNIDO PROPÕE AÇÃO SISTÊMICA CONTRA PORNOGRAFIA INFANTIL

17/04/2008 - 10h54
Reino Unido pede esforço mundial para combater pornografia infantil

da Folha Online
da Ansa, em Londres

A IWF (Fundação para o Controle da Internet no Reino Unido, na sigla em inglês) pediu nesta quinta-feira aos governos da comunidade internacional o lançamento de uma campanha global para fechar os sites que lucram com a venda de pornografia infantil.

O IWF informou que existem no mundo cerca de 2.755 sites do tipo, dos quais cerca de 80% operam comercialmente.

"Trata-se de um número controlável e os sites podem ser eliminados se as empresas da web, os governos e a polícia trabalharem juntos", garante a entidade.

O IWF, responsável por identificar e fechar as páginas britânicas que publicam imagens de crianças abusadas sexualmente, desenvolveu um estudo mundial para quantificar o problema.

"Cremos que 2.755 é um número controlável. Pedimos agora que se realize um esforço mundial para combater este problema", afirmou.

Orkut

No Brasil, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia do Senado pediu na semana passada a quebra do sigilo de informações sobre os registros de acessos de 3.261 álbuns do Orkut --site de relacionamento do Google-- denunciados por conter pornografia infantil.

Em entrevista à Folha Online, o presidente da CPI, Magno Malta (PR-ES), afirmou que há a possibilidade de o Orkut sair do ar no país caso a companhia não colabore com as demandas dos senadores.

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Livraria

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Especial

* Leia o que já foi publicado sobre pornografia infantil

Folha Online

quarta-feira, abril 16, 2008

A crise da economia norte-americana ainda não adquiriu o caráter sistêmico, apesar de deterioração ocorrida no último mês

16/04/2008 - 20h28
Relatório do Fed indica deteriorização no último mês nos EUA

Washington, 16 abr (EFE).- A economia americana se deteriorou no último mês, em um cenário caracterizado por um mercado de trabalho debilitado, uma desaceleração na procura por créditos e um setor residencial que não consegue se reerguer, conforme apontou o Federal Reserve (Fed, banco central americano).

A constatação foi feita no "livro bege" do Fed publicado hoje, que revisa a situação econômica do país.

O documento, elaborado a partir dos dados recopilados pelos 12 bancos que formam o sistema do Fed, indica que nove distritos observaram uma desaceleração no ritmo da atividade econômica, enquanto os três distritos restantes qualificaram a situação econômica como "mista ou estável".

A despesa dos consumidores foi outro indicador que desacelerou na maior parte do país, com alguns distritos advertindo para quedas nas vendas no varejo e de automóveis.

Em contrapartida, o setor de turismo se manteve "forte", em linhas gerais, com um aumento notável de visitantes estrangeiros em alguns distritos.

Em relação aos serviços não financeiros, o Fed observa que o panorama varia de acordo com cada distrito.

Assim, a demanda de serviços de transporte foi "geralmente" fraca no último mês para a maior parte das regiões, enquanto os serviços de empresas e de saúde "continuaram crescendo".

A situação da indústria manufatureira também variou dependendo dos distritos.

Assim, alguns observaram um "ligeiro" aumento da atividade e vários apontaram que a produção foi "mista ou estável".

Os relatórios dos 12 bancos assinalaram que o mercado imobiliário e de construção tiveram um comportamento fraco, sobretudo no setor residencial.

O setor imobiliário comercial também experimentou a crise econômica vivida pelos EUA registrando desaceleração, assim como o mercado de locação.

As instituições financeiras em muitos distritos registraram uma demanda menor de créditos para o consumo devido às cada vez mais estritas condições para consegui-los, e um aumento no risco dos ativos.

Do lado positivo, se encontra o setor agrícola, que "melhorou sua situação" e a indústria energética, que é "robusta", segundo o relatório.

O mercado de trabalho, no entanto, está ainda mais debilitado, desde o último relatório do Fed, embora alguns distritos tenham registrado uma falta de mão-de-obra qualificada e outros constataram "pressões" sobre os salários.

O relatório ressalta o desafio enfrentado pelo Fed para ajudar a economia americana, que passa por sua maior crise financeira desde a Grande Depressão, em 1929.

O documento servirá de guia ao Comitê de Mercado Aberto do Fed, que avaliará em sua próxima reunião a possibilidade de alterar o valor da taxa de juros do país.

A gravidade da crise ficou evidente nas palavras do presidente do Fed, Ben Bernanke, que reconheceu no dia 2 de abril que a economia americana passa por um período "muito difícil" e que era possível uma recessão.

UOL

segunda-feira, abril 14, 2008

GENERAL ELECTRIC: RESULTADOS RUINS PROVOCAM QUEDA SISTÊMICA NAS BOLSAS DE VALORES MUNDIAIS

14/04/2008 - 18h08
Bolsas mundiais em queda por resultados ruins da General Electric

LONDRES, 14 Abr 2008 (AFP) - As principais praças financeiras da Europa fecharam em baixa depois que os mercados asiáticos desabarem, afetados pelos resultados decepcionantes do grupo americano General Electric que reavivaram a preocupação pelo estado da economia mundial.

As bolsas européias terminaram no vermelho, apesar da publicação de dois indicadores macroeconômicos melhores que o previsto nos Estados Unidos e na Eurozona, mas que não conseguiram compensar a tensão dos investidores no início de uma semana marcada pela publicação de resultados de várias empresas.

A bolsa de Londres perdeu 1,08%, Frankfurt 0,74%, Paris 0,66% e Madri 0,89%.

As vendas do varejo nos Estados Unidos resistiram em março, com uma alta de 0,2% em relação com fevereiro, e de 0,1% sem contar os automóveis. A produção industrial na Eurozona aumentou em fevereiro cerca de 0,3% em relação ao mês anterior, enquanto analistas esperavam uma alta de 0,2%.

A Bolsa de Nova York fechou em baixa nesta segunda-feira, afetada pelas perdas trimestrais e um novo apelo ao mercado anunciado pelo banco Wachovia, que neutralizaram as boas cifras de vendas a varejo em março: o Dow Jones perdeu 0,19% e o Nasdaq, 0,63%. O Banco Wachovia anunciou perdas de 350 milhões de dólares no primeiro trimestre, reduziu em mais da metade seu dividendo trimestral e lançou um chamado ao mercado para obter 7 bilhões de dólares.

O Dow Jones Industrial Average (DJIA) teve uma queda de 23,36 pontos a 12.302,06 unidades e o índice de alto componente tecnológico Nasdaq desceu 14,42 pontos a 2.275,82 unidades.

Em Tóquio, o índice Nikkei dos principais valores terminou o dia com forte baixa de 3,05%, sua maior queda em um mês.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng encerrou com forte baixa de 4,47%. Além do pessimismo reinante na economia mundial, os temos de um ajuste da política monetária na China prejudicaram os valores chineses, principalmente os financeiros e imobiliários.

Em Xangai, o índice composto afundou 5,62%.

A bolsa de Seul, por sua vez, caiu 1,85%, Cingapura 2,3% e Sidney 1,71%. Nova Zelândia e Taipei tiveram perdas mais moderadas, de 0,52% e 0,19% respectivamente.

Os mercados de Bombaim e Bangcoc não funcionaram devido a um feriado.

A General Electric, considerada um medidor da economia americana pela diversidade das suas atividades, publicou na sexta-feira resultados decepcionantes e revisou para baixo suas previsões anuais. O grupo responsabilizou a desaceleração econômica nos Estados Unidos.

A má notícia já havia provocado na sexta-feira a queda das bolsas européias, assim como Wall Street, onde o Dow Jones perdeu 2,04% e o Nasdaq, 2,61%

domingo, abril 13, 2008

ORGANIZAÇÃO SISTÊMICA DOS MUNICÍPIOS DO PAIS (SUB-SUBSISTEMA DO SISTEMA ECONÔMICO SOCIAL BRASILEIRO


Planalto lança programa de apoio à gestão de municípios

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança na terça-feira em Brasília, em mais uma Marcha dos Prefeitos - a 11ª -, o programa Agenda Nacional de Apoio à Gestão dos Municípios, com medidas para simplificar o acesso das prefeituras a informações sobre programas do governo federal. O anúncio foi feito ontem pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

Entre as medidas da agenda, segundo a secretaria, está o lançamento do Portal de Convênios, coordenado pelo Ministério do Planejamento. Com mais facilidade de acesso aos dados de programas federais, a página da internet pretende agilizar o processo de assinatura de convênios entre prefeituras e organismos federais e a prestação de contas, contribuindo também, conforme a secretaria, para maior transparência dos gastos públicos.

Promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e pela Frente Nacional dos Prefeitos, com apoio financeiro de bancos oficiais e da Petrobras, a 11ª Marcha espera reunir em Brasília, até quinta-feira, cerca de quatro mil participantes, entre prefeitos e vereadores.

Os temas principais do encontro, este ano, são a reforma tributária e o programa Territórios da Cidadania, cujo lançamento levou a oposição a ingressar com ações no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral. PSDB e DEM afirmam ser inconstitucional o decreto que criou o programa e dizem tratar-se de campanha eleitoral.
Pasárgada

A Marcha dos Prefeitos ocorre uma semana depois da prisão de 16 prefeitos pela Polícia Federal, sob acusação de corrupção no uso de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Pesquisa da própria CNM, divulgada quarta-feira, revela que 60,5% dos 296 prefeitos que não estão mais nos cargos após a última eleição municipal, em 2004, tiveram os mandatos cassados.

Imprimir Indique para um amigo PSDB e DEM vão discutir como fazer oposição ao governo

sábado, abril 12, 2008

COMBATE SISTÊMICO PARA ELIMINAR A POBREZA MUNDIAL:

Nobel da Paz cria o negócio social para eliminar a pobreza mundial

12/04/2008
O economista bengalês Muhammad Yunus ajudou milhões de pessoas ao lançar o sistema de microcrédito. Agora Yunus tem uma nova idéia - o negócio social -, que ele acredita que poderá eliminar a pobreza mundial
O economista bengalês Muhammad Yunus ajudou milhões de pessoas ao lançar o sistema de microcrédito. Agora Yunus tem uma nova idéia - o negócio social -, que ele acredita que poderá eliminar a pobreza mundial

Mark Hannam*

Muhammad Yunus é um homem modesto que tem muitos motivos para ser imodesto. Em meados da década de setenta, ele começou a fornecer pequenos empréstimos aos pobres de Bangladesh e, em 1983, criou um banco, que chamou de Grameen (que em bengali significa "da vila"). O Grameen prosperou, e atualmente emprega 25 mil pessoas. Todos os anos ele fornece um total de US$ 500 milhões em pequenos empréstimos, preponderantemente para mulheres. Este modelo de "microcrédito" foi copiado em todo o mundo em desenvolvimento e, em 2006, Yunus e o Banco Grameen foram laureados conjuntamente com o Prêmio Nobel da Paz.

Não se contentando em formar um único empreendimento, Yunus criou uma série de companhias com a logomarca Grameen a fim de fornecer alimentos e serviços baratos aos pobres: telefones celulares, empréstimos a estudantes, roupas de malha, uma fábrica de tecidos, uma clínica de olhos e, mais recentemente, uma joint venture com a companhia francesa Danone para vender iogurte barato a crianças da zona rural. Yunus também redigiu um manifesto defendendo o seu estilo de iniciativa empresarial, que ele chama de "negócio social". Ele alega que este tipo de negócio fará com que seja possível acabar com a pobreza no mundo, e em um período mais curto do que a maioria das pessoas acha possível. Sendo assim, esta é uma idéia grandiosa, ainda que ele só esteja parcialmente certo quanto à escala dos benefícios envolvidos.

Yunus duvida da capacidade dos governos, multinacionais, instituições filantrópicas e organizações não governamentais para a obtenção de melhorias radicais e sustentáveis dos padrão de vida dos pobres e, em vez disso, volta-se para os negócios. Os negócios sociais, conforme Yunus os descreve, geram lucros, mas não os distribuem. Os investidores recuperam o seu dinheiro, mas nada mais do que isso: nada de dividendos ou ganhos de capitais. Todos os lucros são reinvestidos na expansão do negócio, no desenvolvimento de produtos ou na redução dos custos. É um capitalismo sem garras e presas.

A questão não é tornar os ricos mais ricos, mas possibilitar que os negócios cresçam de tamanho e, desta forma, gerem um impacto maior no mundo. Segundo as palavras de Yunus, a idéia é "permitir que os indivíduos que trabalhem para o negócio deixem a sua assinatura no planeta".

A história de vida de Yunus sugere que ele demorou um certo tempo para descobrir qual seria a sua própria assinatura no planeta. Ele nasceu em 1940, em Chittagong, uma cidade na extremidade leste da Baía de Bengala. O seu pai era um ourives bem-sucedido, e a mãe era conhecida pela sua natureza caridosa, algo que Yunus afirma ter tido um profundo efeito sobre ele.

Ele estudou economia na Universidade de Dhaka, antes de conseguir uma bolsa Fulbright que permitiu que obtivesse um doutorado em economia na Universidade Vanderbilt, no Tennessee, em 1970. Ele lecionou nos Estados Unidos durante alguns anos antes de retornar ao recém-independente Bangladesh, em 1972, tendo assumido rapidamente o cargo de diretor do departamento de economia da universidade em Chittagong, a sua cidade natal.

Durante a onda de fome em Bangladesh de 1974-75, Yunus começou a emprestar pequenas somas do seu próprio dinheiro aos moradores da vila. Isto o ensinou que o acesso ao capital é essencial para que os pobres atinjam a auto-suficiência. O Banco Grameen, e, subseqüentemente, toda a idéia de negócio social, desenvolveu-se a partir desta constatação simples.

A idéia de que uma companhia precisa lutar tanto por sucesso financeiro quanto por impacto social não é nova. Jonathan Swift ajudou a criar fundos para empréstimos de pequena escala na Irlanda no século 18. O que o Banco Grameen fez foi transformar essa idéia em uma proposição empresarial verossímil, e encorajar outras pessoas pelo mundo a seguir esse exemplo.

Os sistemas de microcrédito consistem tipicamente no empréstimo de pequenas cifras - às vezes de apenas US$ 30 ou US$ 40. A idéia é encorajar as pessoas às quais o acesso ao crédito é normalmente negado, devido à falta de caução ou de histórico de crédito, a usarem os empréstimos para darem início a pequenos negócios ou desenvolverem negócios já existentes. Os bancos de microcrédito costumam cobrar juros que dão a impressão de serem muito elevados: 50% ou mais anualmente. Mas comparadas às alternativas - que no caso dos pobres das zonas rurais geralmente significam agiotas predadores, que podem cobrar 400% de juros por um empréstimo, ameaçando recorrer à violência caso o pagamento da dívida não seja feito no prazo estabelecido - as condições dos empréstimos de microcrédito são sem dúvida atraentes. Segundo o Banco Grameen, o seu índice de liqüidação das dívidas é de 98%.

Uma outra característica de vários sistemas de microcrédito é o foco nas mulheres, que são freqüentemente discriminadas pelos fornecedores tradicionais de crédito. A recuperação do dinheiro investido pelos bancos de microcrédito depende da pressão individual que pode ser aplicada através de redes formadas por amigos ou familiares, e as mulheres muitas vezes são pontos centrais dessas redes. Cerca de 95% dos empréstimos concedidos pelo Banco Grameen foram dados a mulheres.

Quando Yunus começou a emprestar em meados da década de 1970, nem as principais instituições financeiras nem as organizações de desenvolvimento achavam que o microcrédito tinha grande possibilidade de funcionar em larga escala. Mas, ao final de 2005, havia mais de 3.000 organizações do tipo operando em todo o mundo, fornecendo crédito a cerca de 110 milhões de pessoas. A maioria dessas instituições - cerca de 85% - fica na Ásia, mas também existem sistemas significativos do gênero na América Latina e na África.

Mas o microcrédito também pode fazer uma diferença para as pessoas que sofrem de exclusão financeira nas cidades do Ocidente. O Banco Grameen acaba de abrir uma filial em Nova York, que empresta dinheiro a imigrantes que não participam do sistema bancário tradicional dos Estados Unidos.

As organizações de microcrédito estão tendo um efeito real sobre os pobres? Elas são capazes de crescerem suficientemente para alcançar todos os pobres? Em uma pesquisa recente sobre o impacto do microcrédito, os economistas Karol Boudreaux e Tyler Cowen argumentam que, embora o microcrédito possa alcançar menos resultados do que alegam os seus defensores mais entusiasmados, as conquistas possibilitadas pelo sistema são reais: "O microcrédito pode ajudar certas pessoas, que talvez ganhem US$ 2 por dia, a ganharem algo como US$ 2,50 por dia. Isso pode não parecer um aumento drástico, mas quando a pessoa ganha US$ 2 por dia, trata-se de um grande passo à frente. E o progresso não é o estado natural da humanidade; o microcrédito é importante mesmo quando ele não faz nada mais do que impedir o declínio".

À medida que as organizações de microcrédito crescem, o impacto cumulativo dessas pequenas melhorias nas vidas dos pobres começa a agregar-se a uma mudança concreta na economia global. Na primeira conferência sobre microcrédito, realizada em Washington, D.C., em 1997, chegou-se a um acordo quanto à meta de fornecer empréstimos de microcrédito a 100 milhões das famílias mais pobres do mundo até 2005 - um objetivo audacioso, tendo em vista que a meta anterior era inferior a 10 milhões de famílias. A meta só foi alcançada no final de 2006, mas o simples fato de ela ter sido atingida já foi um fato impressionante. Isso também sugere que existe potencial para o crescimento rápido dos negócios sociais, caso estes apresentem produtos apropriados e um modelo de negócios que forneça tais produtos de forma sustentável.

Tendo em vista os níveis crescentes de afluência no Ocidente, vários jovens trabalhadores podem se dar muito mais ao luxo de priorizar as necessidades dos outros, bem mais do que podiam os seus avós . Eles também também acreditam que as companhias bem intencionadas deveriam ser tão tolerantes com a ineficiência como são os melhores negócios maximizadores de lucros. Os fins são importantes, mas não os meios.

Ninguém ainda pode afirmar com certeza que o setor de negócios sociais poderá algum dia ser tão bem-sucedido quando Yunus alega que ele será. Mas mesmo que esse sistema atenda apenas parte das expectativas, isto ainda seria um grande feito. A maior façanha de Yunus nos últimos 30 anos foi criar uma série de instituições de negócio sociais que funcionam. Yunus deixou a sua assinatura distinta sobre o planeta; e ele agora quer que outros façam o mesmo.

*Mark Hannam é diretor da Fair Finance, uma companhia de microfinanciamento com sede em Londres.

Tradução: UOL

sexta-feira, abril 11, 2008

O Blog "Sistemismo" e o Painel do Paim Repercutem em Portugal


Para acessar o Blog de "Além Mar", clique nas palavras escritas em azul:

JoanaRSSousa on Technorati - 10 abr.

http://joanarssousa.blogspot.com/ http://sistemismo.blogspot.
com/2007/11/chegou-do-brasil.html. 127 days ago in PAINEL DE BLOGS (Painel do Paim)

SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO - JÁ CAMINHA PARA A QUARTA EDIÇÃO

http://sistemismo.blogspot.com/2008/02/blog-post.html

SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO - JÁ CAMINHA PARA A QUARTA EDIÇÃO


quinta-feira, abril 10, 2008

FHC REALIZA UMA ABORDAGEM SISTÊMICA DA SOCIEDADECONTEMPORÂNEA À NÍVEL PLANETÁRIO

09/04/2008 - 21h17
FHC dá palestra no Porto e defende lideranças mundiais


Porto, 9 abr (Lusa) - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso alertou para os novos problemas originados pelos países emergentes, num quadro mundial multipolar, defendendo a necessidade de lideranças fortes que conduzam à mudança.

"O mundo hoje não é mais bipolar nem baseado numa hiperpotência, mas tem vários centros, é multipolar", disse Fernando Henrique, durante uma conferência na Fundação de Serralves, no Porto.

O ex-presidente brasileiro falou de improviso durante cerca de uma hora, perante um auditório lotado, apresentando a sua análise do que é o mundo contemporâneo e do que poderá ser a política mundial nas próximas duas décadas.

"Vejo com grande preocupação a falta de grandeza das lideranças contemporâneas", afirmou, admitindo que a definição das eleições norte-americanas "pode ter um efeito muito grande no mundo".

Para Fernando Henrique, "as mudanças são de tal ordem que podemos ter esperança" no aparecimento de lideranças que "falem com força" e que protagonizem uma reforma profunda das Nações Unidas.

"Não é de uma reforminha que precisamos, mas de uma reestruturação profunda das bases da ONU", defendeu, ressaltando que o atual Conselho de Segurança apenas existe para "dizer sim ou não aos países que têm direito de veto".

O ex-presidente lembrou que "a ONU não foi criada para que todos fossem iguais, mas para que o mundo vivesse em paz", na mesma época em que surgiram o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial do Comércio.

Nova ordem mundial

Segundo Fernando Henrique, o fim da guerra fria e da bipolarização entre EUA e União levou alguns setores norte-americanos a acreditar que seu país surgiria como uma hiperpotência.

O ex-presidente disse que esta hiperpotência nunca se afirmou porque a Europa conseguiu se unir, países como o Brasil e a Índia começaram a se afirmar no cenário mundial e a China protagonizou "um deslocamento muito rápido da periferia para o centro" da política mundial.

"Hoje, há novos centros de poder, o mais visível dos quais é a China", afirmou, lembrando que "quase toda a América Latina se livrou do problema da dívida devido ao aumento dos preços provocado pela China".

Na nova ordem mundial, de acordo com ex-governante brasileiro, é preciso também contar com a reorganização da Rússia, que pretende se assumir como "superpotência energética", e estar atento a uma possível aliança Moscou-Pequim.

Questões contemporâneas

Fernando Henrique ainda apontou o papel da União Européia no cenário mundial, a evolução do mundo islâmico e o futuro da África como questões a serem analisadas para o futuro.

"Será que vamos deixar a China fazer na África o que fizeram alguns países europeus?", questionou, alertando que a presença chinesa no continente africano "rege-se estritamente pelo interesse estratégico chinês e não pelo que é melhor para a África".

Na conclusão do seu raciocínio, o ex-presidente brasileiro defendeu que "o mundo dos próximos 20 anos exige uma imensa capacidade negociadora", defendendo que "a força não resolve as questões".

"O poder militar, por mais forte que seja, não é suficiente para colocar ordem no mundo", afirmou, lembrando a atuação das Forças Armadas dos Estados Unidos no Iraque.

UOL

quarta-feira, abril 09, 2008

O aumento do poder aquisitivo e o crescimento da comunidade fazem dos muçulmanos um dos mercados de consumo mais promissores do mundo

A Meca do varejo


Por Luciene Antunes


| 03.04.2008

Bill Pugliano/Getty Images

EXAME No mês passado, o Wal-Mart inaugurou na cidade de Dearborn, nos Estados Unidos, sua primeira loja concebida inteiramente para atender o público muçulmano. O novo supermercado possui 550 tipos de artigos sob medida para esses clientes, como CDs de música árabe, cosméticos cuja fórmula não contém ingredientes proibidos pela religião (como gordura de porco) e carnes de animais que foram sacrificados segundo as regras sagradas do Corão. Na equipe de funcionários há 35 atendentes com fluência no idioma árabe. Ao inaugurar sua unidade islâmica, o Wal-Mart, empresa profundamente identificada com o modo de vida americano, tenta responder a uma expectativa de mercado. Dearborn, com 100 000 habitantes, está localizada em Michigan, estado que reúne uma comunidade de 500 000 seguidores do islamismo, uma das maiores concentrações de fiéis fora do Oriente Médio. A operação faz parte de um plano do Wal-Mart de criar pontos-de-venda que sejam capazes de estabelecer uma forte identificação com a comunidade onde suas lojas estão inseridas. "A orientação de marketing da empresa era muito padronizada. Isso não funciona mais", afirmou Bill Bartell, gerente da loja de Dearborn, em entrevista recente à revista americana Newsweek.

A estratégia é também a aceitação de uma realidade demográfica e cultural, com reflexos óbvios para negócios como o varejo. A comunidade islâmica -- com toda a sua particularidade de preceitos e comportamentos -- é uma das que mais crescem no mundo, e as empresas não podem ignorar isso. O McDonald's possui hoje no cardápio, em algumas de suas lojas nos Estados Unidos, vários itens especiais, como o McNuggets de frango halal, como são chamados os pro dutos permitidos pelo código muçulmano. Em sua loja localizada na cidade de Detroit, a rede de móveis Ikea mantém um restaurante típico, distribui catálogos em árabe e produz peças de decoração para o Ramadã, o principal feriado religioso do islamismo. Os serviços foram criados com a consultoria da Câmara de Comércio Árabe-Americana. Em 2005, a inglesa Tesco, segunda maior rede varejista do planeta (atrás apenas do Wal-Mart), introduziu produtos halal em 6% de suas lojas. Hoje, cerca de 30% de seus pontos-de-venda espalhados pelo mundo já oferecem esses artigos.

Um estudo recente da consultoria A.T. Kearney estimou que as vendas de produtos e serviços para esse público já movimentem 2 trilhões de dólares por ano (veja quadro). A alta de preços do petróleo multiplicou o poder de consumo da população do Oriente Médio e a comunidade cresce rapidamente não apenas nos países muçulmanos. Estados Unidos, França e Alemanha são exemplos de nações onde há um grande contingente de seguidores da religião. O número de muçulmanos está estimado hoje em 1,5 bilhão de pessoas -- o equivalente a 20% da população mundial. No ritmo atual de evolução demográfica, essa proporção deve chegar a 30% até 2025. "É um mercado com grande potencial, mas ainda pouco explorado", afirma Martin Walker, um dos autores da pesquisa da A.T. Kearney.

Negócio emergente
O mercado voltado para os consumidores muçulmanos é um dos que mais crescem no mundo atualmente. Conheça algumas de suas características:
Existem 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo, o equivalente a um quinto da população mundial. Desse total, a parcela que mora em países mais desenvolvidos e que possui alta renda per capita cresce rapidamente
As vendas de produtos e serviços que seguem os preceitos do Corão totalizam em média 2 trilhões de dólares por ano
O mercado mundial para serviços financeiros que respeitam as regras do islamismo é estimado em 400 bilhões de dólares e cresce a uma taxa de 15% ao ano
Fonte: A.T. Kearney

A CONSOLIDAÇÃO DOS MULÇUMANOS como um mercado relevante está diretamente ligada à globalização. O fenômeno faz com que parcelas cada vez maiores dessa população passem a consumir produtos e serviços ocidentais -- desde que isso não implique desrespeitar os preceitos do Corão. Por causa dessa situação, as companhias são obrigadas a realizar uma série de adaptações. Um dos mercados mais complexos de atuação é o financeiro. Nos bancos voltados para muçulmanos há processos especiais de leasing, empréstimos e hipotecas, já que a cobrança de juros configura, no islamismo, o grave pecado da usura. Para não ferir o preceito, as instituições financeiras combinam com os clientes a margem de lucro que receberão por essas operações. Perdas e ganhos também devem ser compartilhados. Se uma empresa toma um empréstimo e tem lucro, os resultados são divididos entre as partes, e vice-versa. Por fim, é vetado investir em companhias envolvidas nos mercados de bebidas, fumo e jogos de azar.

O mercado mundial para serviços financeiros que respeitam as regras do Corão é estimado atualmente em 400 bilhões de dólares -- e cresce a uma taxa de 15% ao ano. Na carteira de serviços de instituições como HSBC, Citi, Barclays e American International Group já existem uma série de serviços voltados para clientes mulçumanos. De acordo com especialistas da JWT, quarta maior agência de publicidade do mundo, as empresas estão diante do mais promissor e inexplorado segmento de consumo. "Ignorar um mercado que representa 7 milhões de pessoas somente nos Estados Unidos é um erro tão grave quanto foi o de voltar as costas para os hispânicos, que só receberam a devida atenção das companhias americanas a partir dos anos 90", diz Marian Salzman, vice-presidente executiva da JWT.

terça-feira, abril 08, 2008

Presidentes Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula precisam se unir (Helio Fernandes)

Contra a criação de 216 países na Amazônia

A quase totalidade dos senadores desconhecia os riscos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas da ONU. As matérias do repórter Carlos Newton aqui nesta Tribuna representaram enorme alerta, houve pânico geral. Artur Virgilio foi à tribuna do Senado e mostrou o que pode e certamente acontecerá na Amazônia.

Contou os fatos mas não pôde fazer análise, que é também assustadora, desmembradora, desagregadora e destruidora da nacionalidade. (Parece, de outra maneira, a luta do presidente Lincoln, de 1860 a 1864, para evitar a divisão dos EUA. A luta que começou como combate à escravidão se transformou em esforço heróico e desesperado, para que o país não se DESAGREGASSE. Por isso, na História é lembrada e estudada como "Guerra da Secessão").

Agora estamos ameaçados de divisão maior, sem que tomem providências para defender a integridade e a integração do Brasil. Precisou o repórter Carlos Newton esmiuçar o assunto para que alguns tomassem conhecimento do que está na ONU há muito tempo. Deputados e senadores vão e voltam da ONU e não sabem de coisa alguma. Agora têm que definir se estão contra ou a favor do Brasil ÚNICO e SOBERANO, como fez Artur Virgilio.

Descaso, imprudência ou inconseqüência, desconheciam que a tal Declaração assinada pela representação brasileira na ONU não pode ser aprovada no Senado. Essa é uma questão que mereceria CPI de alto nível, com representação igual dos maiores partidos. É importante e não pode ser tratada em apenas um discurso ou dois.

Essa CPI iria verificar que diplomatas do Itamarati (com o desconhecimento total do chanceler, que não sabia de nada) cometeram crime de lesa-pátria. Se os senadores aprovarem a tal Declaração, será transformada em NORMA CONSTITUCIONAL e terá que ser cumprida.

O que é que os diplomatas brasileiros aprovaram na ONU? A CRIAÇÃO DE 216 NOVOS PAÍSES na Amazônia, que serão DESMEMBRADOS do território nacional. Todos esses 216 NOVOS PAÍSES serão independentes e totalmente desligados do Brasil.

Alguns serão MINÚSCULOS (como o Principado de Andorra), outros, maiores do que a Itália e a França, e que já tem até nome: "PAÍS IANOMAMI". Todos os interessados no desdobramento do Brasil se escondem atrás dos "pobres indígenas, coitados, tão explorados e abandonados". Explorada e abandonada é a Amazônia em toda a sua existência. Índios de "terno e gravata", aculturados, que não representam coisa alguma, ganharam terras continentais, que já venderam de "papel passado".

PS - Como esta não é uma questão pessoal e sim a DEFESA da SOBERANIA NACIONAL, e o impedimento de uma GUERRA CIVIL que na certa acontecerá, chamo a atenção dos presidentes da República, sejam de que partido forem, para que ASSINEM DECLARAÇÃO CONJUNTA, condenando a Declaração que está para ser votada na ONU.

PS 2 - Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, independente de divergências, esqueçam tudo por um momento, e lancem MANIFESTO-LIBELO em defesa da Amazônia, contra a divisão do Brasil. Se ficarem omissos, SERÃO RESPONSABILIZADOS, HOJE E SEMPRE.

Fonte: Tribuna da Imprensa

segunda-feira, abril 07, 2008


Comunidade Brasileira se Torna Sistêmica nos EUA


07/04/2008 - 16h50

Comunidade brasileira nos EUA evoluiu e se espalha, diz sociólogo

RAFAEL GOMEZ
enviado especial da BBC Brasil a Denver, Estado do Colorado

A comunidade brasileira radicada nos Estados Unidos passou por um processo de evolução que permitiu que ela se espalhe pelo país, de acordo com um sociólogo americano.

Franklin Goza, professor da Universidade Bowling Green, do Estado de Ohio, lecionou no Brasil e fez pesquisas sobre o fenômeno da imigração brasileira nos Estados Unidos.

"Agora, a população brasileiro-americana já está estabelecida nos Estados Unidos", explicou Goza.

"Eles falam inglês, eles são familiarizados com a sociedade americana. Chegamos a um ponto em que eles se tornaram uma massa crítica. Por isso as pessoas não têm mais que ficar apenas em um lugar."

Segundo o professor, os brasileiros já criaram bases em praticamente todos os 50 Estados americanos.

"No começo, quando as pessoas vêm, elas gostam de ficar só em um lugar, porque encontram proteção no grande número. O grupo protege todos os membros", disse.

"Agora, eles vão para onde eles acham que podem ganhar dinheiro. Estão se tornando capitalistas e estão indo onde há oportunidades."

Seattle

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, de 1,3 milhão a 1,5 milhão de brasileiros vivem nos Estados Unidos, sendo 450 mil ilegais.

Tradicionalmente, esses imigrantes se concentram nas regiões dos Estados de Massachusetts, Nova York e Flórida.

Mas uma viagem por outros Estados não tradicionalmente associados à imigração brasileira confirma a percepção de Franklin Goza.

Marcello, um imigrante brasileiro que vive em situação ilegal na região da cidade de Seattle, no Estado de Washington, residiu antes no Estado da Geórgia, mas optou por se fixar no extremo noroeste do país em busca de melhores oportunidades.

Segundo ele, o Estado também oferece certas vantagens para os imigrantes que alguns outros Estados não proporcionam, como a possibilidade de tirar carteira de habilitação - algo essencial em algumas cidades do país.

"A comunidade brasileira é crescente na região de Seattle. Alguns vêm tirar carteira de motorista, gostam e decidem vir para cá", disse ele.

Denver

No Colorado, a comunidade brasileira também aparentemente cresceu nos últimos anos.

O Consulado do Brasil em Houston (Texas), que acumula responsabilidade sobre os brasileiros no Colorado, atendeu cerca de 230 brasileiros num consulado itinerante que visitou o Estado nos dia 7 e 8 de março.

Sandra Marino Meyer, moradora da região de Denver que atua informalmente como ajudante do consulado no Estado, estima que até cinco mil brasileiros possam estar morando no Colorado.

Outra brasileira residente na região de Denver, Fátima Prado, diz que notou nos últimos tempos uma mudança de perfil dos brasileiros que estão chegando.

"Tem aparecido gente de outros Estados. Por exemplo, a Flórida. A Flórida é um lugar que tem milhares de brasileiros. Isto aqui é uma formiguinha perto da Flórida, e tem vindo gente de lá para cá."

Fortes chuvas afetam 190 mil habitantes do Nordeste




07/04/2008 - 20h37

São Paulo - O Ministério da Integração Nacional divulgou hoje que cerca de 190 mil habitantes foram afetados pelas fortes chuvas que atingem o Nordeste nos últimos 30 dias. "A situação está mudando todos os dias porque as chuvas não param", afirmou hoje o secretário nacional de Defesa Civil, Roberto Guimarães. O último balanço da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), anunciado hoje, registrava 204 cidades como prejudicadas pelas chuvas. Deste total, a Paraíba lidera, com 68 municípios atingidos, seguida do Rio Grande do Norte (33), Piauí (30), Maranhão (26), Pernambuco (25) e Ceará (24). O número de desabrigados é de 68,6 mil moradores, 56,7 mil só no Piauí.

O Ministério da Integração realizou hoje uma reunião entre os técnicos da Sedec e os representantes dos seis Estados que mais sofreram prejuízo. Durante o encontro, discutiram as prioridades de cada governo de Estado para agir contra os danos causados pelas chuvas. Integrantes do ministério seguiram em viagem de inspeção ao Maranhão.

Carina Urbanin

UOL

domingo, abril 06, 2008

Chuvas Fortes em Todo o Nordeste Causam Efeitos Sistêmicos

06/04/2008 - 18h40
Chuva causa mortes e prejuízo nos Estados nordestinos

Mônica Bernardes, da Agência Estado
Em Recife

As chuvas que atingem a maior parte dos Estados do Nordeste há cerca de vinte dias voltaram a causar mortes e prejuízos em várias cidades da região durante o final de semana. Na segunda-feira (7) um grupo de governadores nordestinos deve se reunir com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, em Brasília, para tentar garantir mais recursos para obras de reconstrução de casas e estradas e para o atendimento aos desabrigados.

No Piauí, o número de desabrigados, segundo dados do governo estadual, já passa de 42 mil. Ao todo, 29 municípios decretaram estado de emergência. Hoje o Piauí atingiu a marca de 48 horas de chuva sem trégua. Os rios Parnaíba, Poti e Gurguéia ameaçam transbordar, deixando mais 26 cidades sem ligação por terra com a capital piauiense. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) informou que vai segurar água na barragem de Boa Esperança para evitar mais água nos rios.

No Maranhão já são 26 os municípios que decretaram estado de emergência. O governo estadual afirma que o número de desabrigados já chega perto dos 30 mil. Tropas do Exército foram convocadas para auxiliar na retirada de moradores das cidades de Pedreiras e Trizidela do Vale, no norte do Estado, onde o rio Mearim transbordou e inundou a maior parte das localidades. De acordo com a Defesa Civil, o maior número de desabrigados está na cidade de Presidente Dutra, distante 350 quilômetros da capital São Luís. São mais de 2.300 pessoas.

Na Paraíba, as enchentes já provocaram a morte de 15 pessoas, duas delas no sábado (5)- quando dois adolescentes foram arrastados pela correnteza do Rio Paraíba, no município de Itabaiana. Cerca de 2,9 mil pessoas estão desabrigadas e mais de 11 mil estão desalojadas. Seis rodovias estaduais estão interditadas e mais de 900 casas foram danificadas.

Calamidade pública
No Rio Grande do Norte, o governo decretou estado de calamidade pública em 33 municípios. No Estado, 19 estradas estão interditadas total ou parcialmente. O número de desabrigados já passa de 5 mil. Quatro pessoas estão desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros. O Governo estadual adotou várias ações de emergência envolvendo, praticamente, todas as secretarias e órgãos do Estado.

A estrutura montada inclui helicópteros, barcos, caminhões e tratores. Equipes do Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Militar e prefeituras participam das operações de socorro às comunidades ilhadas. A ajuda também ocorre com a distribuição de cestas básicas, medicamentos e vacinas. Na zona rural, os prejuízos com a perda das plantações e animais ainda não foi calculado.

Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos visitou ontem alguns dos 17 municípios que decretaram estado de emergência. Segundo números atualizados no final desta manhã pela Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), 785 famílias foram afetadas: 389 estão desabrigadas e outras 396 foram desalojadas, de maneira preventiva. O Estado adquiriu 3.750 colchões e 3.750 cobertores, além de 750 cestas básicas, que começarão a ser distribuídos esta semana.

Na Bahia, a maior parte dos problemas registrados pela Defesa Civil aconteceu na capital, Salvador. Há pelo menos 30 pontos sob o risco de deslizamento nos bairros de Brotas, Monte Serrat, Castelo Branco e Valéria. Em outros locais, como Itaigara, Pau da Lima e Periperi os problemas foram os alagamentos. Cerca de 180 famílias deixaram suas casas e estão alojadas em escolas e clubes da região. O governo estadual não divulgou informações sobre o número de desabrigados ou vítimas fatais das chuvas.

UOL

sábado, abril 05, 2008


Abortamento provocado e suas implicações sistêmicas


Aborto e suas implicações
Antonio Baptista Gonçalves

A polêmica e a controvérsia que envolve a questão do aborto impossibilitam que o assunto tenha um posicionamento pacífico e, a cada manifestação, seja favorável ou contrária, a discussão novamente se avoluma e se inflama.

Não existe uma declaração que agrade unissonamente os dois lados da discussão, pois questões como essas produzem idéias radicais.

Se adotarmos a posição da igreja católica teremos uma repugnância visceral sobre qualquer possibilidade do aborto, porque, segundo os dogmas católicos, o ideal é o casamento entre duas pessoas com fins específicos de reprodução e ampliação da espécie.

Uma visão um tanto quanto conservadora e que trata o sexo como um pecado. Exemplo da questão foi o caso bíblico de Adão e Eva, através da parábola da maçã e do paraíso. Segundo a visão católica, o fruto inerente ao casamento é o herdeiro e, se houver mais de um pouco importa, pois esta foi a vontade do criador, não sendo possível a utilização de preservativos ou de qualquer outro controle artificial de natalidade.

Para os contrários a essa ótica, casos como a gravidez decorrente de estupro, o anencéfalo, ou seja, o feto com problemas graves congênitos, é justificável para a prática do aborto.

Fora os casos especiais previstos em lei, a prática do aborto, no Brasil, é considerada como homicídio doloso, visto que o agente sabia e pretendia obter o resultado.

O resultado prático é que enseja a discussão do tema, já que envolve aspectos psicológicos, sociais e familiares.

O primeiro trata da mulher que não deseja ter o filho, ou por não ter maturidade suficiente, ou por não querer alterar o seu corpo, ou por não desejar ser mãe; já o segundo é decorrente do processo de natalidade, ou seja, o casal já possui mais filhos do que pode sustentar. E, por fim, a ótica familiar, por entender que a filha é muito nova para assumir tal compromisso e que tal responsabilidade ficará a cargo dos avós, etc.

De acordo com a Justiça brasileira, os casos autorizados por lei são: estupro, risco de morte para a mãe e, mediante autorização judicial, nos casos de fetos anencéfalos.

No entanto, existe um terceiro interessado nessa questão que torce avidamente pela não legalização: o Estado.

E por qual motivo? Explicaremos mais adiante, mas numa discussão inicial é função precípua do Estado a informação, o fornecimento de educação, saúde, etc. Entretanto, o que é concedido à população? De forma adequada, nenhum desses itens.

O escopo da não legalização do ponto de vista estatal é o viés religioso, afinal, no maior país católico seria até incongruente posicionamento diverso. Todavia, estaria a máquina estatal apta a enfrentar realmente a questão? Existe um serviço clínico preparado para auxiliar uma grávida?

Todo esse debate é interessante, mas, a nosso ver, falta a voz da maior interessada na questão: a futura mãe.

Uma mulher que se sujeita a enfrentar a clandestinidade de uma clínica para praticar o aborto, ou pior, inserir utensílios domésticos em seu próprio ventre não pratica tal ato de forma inocente ou leviana.

Portanto, a voz da mulher em questão deve ser preponderante. De que adianta o Estado proibir, a igreja condenar, se a própria pessoa não está convencida da gravidez e não a deseja.

A censura à privação de uma vida e com isso o debate sobre quando começa a vida do feto é louvável, no entanto, quem irá conviver diariamente com a criança será sua mãe.

Se desde a origem a criança não é desejada, como será a relação materna? Esse terreno é altamente perigoso, porque se não tratado com seriedade pode banalizar o bem maior que é a chegada de um ser humano. Então como determinar a possibilidade ou não de um aborto?

Ao se analisar a questão num país com desenvolvimento social elevado e grande estrutura social e no campo da saúde, a ser fornecida pelo Estado, a discussão é inócua, pois existem todas as condições para informação e prevenção.

De tal sorte, que alguns países europeus ao invés de enfrentar problemas com controle de natalidade se deparam com o caminho inverso, qual seja: o envelhecimento da população.

O foco central da questão do aborto é se a justificativa da desinformação ou, ainda, a tratativa de evitar que uma nova vida chegue a uma família que não tem a menor condição de sustento.

Sobre esse aspecto, o enfoque deixa de ser religioso ou moral e passa a ser analisado do ponto de vista social e, seria essa a melhor solução? Seguramente esse texto irá enfrentar grande resistência, como já esperado, mas, o que é pior: uma criança nascer sem condição de sustento ou uma mãe correr risco numa operação clandestina?

Ambos os casos são abomináveis e, num mundo ideal nada disso deveria existir, o que não remonta ao caso brasileiro, por isso a discussão deve ser social, sim.

O que resulta da opinião da pessoa diretamente envolvida, assim não haverá demagogia ou falso moralismo sobre a questão, o que não pode ocorrer é a banalização do aborto como um capricho, porque as conseqüências a serem enfrentadas pela mãe não são pequenas.

A primeira delas é a psicológica, pois, não raro a mulher se arrepende ou cria traumas psicológicos em decorrência de um ato impensado ou precipitado. A segunda é uma conseqüência física, porque não é garantido que a gestante consiga engravidar novamente.

E, ao contrário do que pode parecer, o nosso posicionamento é que a decisão deve ser muito considerada, porém, não ser exclusividade de um juiz ou terceiro não envolvido na gestação, a mãe deve ser consultada e as razões ponderadas.

Se o substrato for favorável ao aborto que o Estado se aparelhe decentemente e não mascare uma vez mais uma situação de completo despreparo e aparelhagem tanto para campanhas de conscientização quanto para a realização dos procedimentos cirúrgicos adequados.

Seguramente o dissenso será enorme e a polêmica, como foi dito na abertura, somente irá fomentar ainda mais a discussão. Por isso o debate deve continuar até que, se possível, ocorra uma conclusão definitiva sobre o tema, o que hoje, parece longínqua.

Quinta-feira, 3 de abril de 2008

Fonte: Última Instância

sexta-feira, abril 04, 2008

Hélio Fernandes numa abordagem sistêmica da eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro


A imoral e complicada eleição do Rio


Quem é candidato, quem é protegido de quem?

A eleição do Rio, lógico, para prefeito, está sendo marcada pela infidelidade, deslealdade, traição e desprezo total pelos partidos ou as cúpulas que os controlam. Chamo a atenção do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a questão. O ministro Marco Aurelio Mello, presidente do TSE, tem que ver o que está acontecendo, é muitíssimo mais grave do que a simples troca de partido.

O deputado federal Marcelo Itagiba, antes de se lançar candidato pelo PMDB, procurou o governador Sérgio Cabral, lógico, influentíssimo no partido, mas não majoritário. Perguntou: "Governador, o senhor vê algum inconveniente na minha tentativa de ser candidato a prefeito?" Resposta de Cabral: "Nenhuma, vá em frente".

Marcelo foi, obteve o apoio de 9 dos 10 deputados federais do PMDB, mais Anthony Mateus, Picciani, Eduardo Cunha e outros. Sérgio Cabral, vendo o crescimento dessa candidatura, imediatamente se movimentou. E apareceu com a proposta (que muitos "analistas" e jornalistas amestrados chamaram de "lançamento de candidato do PT") de apoiar o desconhecido Molon.

Antes disso, o PMDB e o DEM haviam assinado um acordo protocolo para 2008 e 2010. Os partidos apoiariam Solange Amaral (candidata de César Maia) para prefeita. Em troca, apoiariam Cabral para a reeeleição em 2010, com César Maia e Picciani para o Senado. Anthony Mateus, o mais forte de todos eleitoralmente, ficaria como opção para o que pretendesse.

Portanto, agora, a convenção estadual terá que se reunir para anular esse acordo e deixar Sérgio e Picciani livres para a "traição mais favorável a eles". Depois então farão a convenção municipal, com recurso para a nacional. Tudo no maior tumulto e confusão.

Paulo Ramos resolveu ser candidato pelo seu partido, procurou Miro Teixeira (eventualmente também no PDT), declarou sua intenção, perguntou o que Miro achava. Resposta: "Ótimo, Paulo, o PDT precisa de um candidato como você, não sou candidato". Agora, como Miro e Lupi se movimentam pela candidatura, Paulo Ramos me disse ontem, textualmente: "Miro Teixeira foi desleal, traidor e inconveniente". Ainda perguntei, como faço sempre: publico como declaração tua? E Paulo Ramos: "Com todas as aspas possíveis".

Marcelo Itagiba e Paulo Ramos falaram ontem pelo telefone, e conversarão hoje, no Rio. Importante. Marcelo se fortalece, Paulo Ramos está sendo procurado pelos insatisfeitos de tolos os partidos. Pergunto: "Paulo, você poderia ser vice do Marcelo?". E ele, com veemência: "Sou amigo do Itagiba, mas SOU CANDIDATO A PREFEITO até o fim".

Molon não cresce nem aparece. Foi usado por Cabral e Picciani, que pretendiam mostrar que Molon era apenas oportunista quando atacava os dois. Não tem chance. E se Marcelo Itagiba ganhar a convenção do PMDB, como ficam Sérgio e Picciani? "Trabalharão" por Crivela, não por convicção (que não têm), mas para preservar uma saída no caso de Jandira, Itagiba ou Paulo Ramos irem para o segundo turno. Tentarão levar Crivela para esse "pódio" quase impossível.

Nessa negativa de posições e até traição a eles mesmos, Gabeira não pode ser deixado de lado. Oposicionista, exilado, ativista e participante, contra a corrupção e tudo o mais, se alia logo ao PSDB do Rio? Que representa tudo que ele combateu? Não vai nem para o segundo turno. Além de não ter votos, o PSDB tira os poucos que Gabeira tem, nunca disputou eleição majoritária, diferente. Quem vê ou fala com Gabeira, vê um homem desanimado, com expressão corporal de abandonado e derrotado.

PS - Há 6 meses escrevo sobre a eleição do Rio conversando com quase todos, excluídos alguns com quem tenho vergonha e constrangimento. Ainda escreverei muito. Fica faltando Jandira Feghali, que trabalha intensamente e pode chegar ao segundo turno. Se chegar, não perde.

Ayres Brito
Carlos Alberto pediu "vista" na questão das células-tronco. Relatado por 4 ou 5 ministros (um deles Ayres Brito), vote sem ler, Carlos Alberto, está votando direito.

Já disse aqui, logo que o ministro Carlos Alberto Direito pediu "vista" do caso das células-tronco-embriões. "Como ele só tem 4 anos e meio no Supremo, pode ficar com o processo até o fim". Depois, Gandra Martins "insinuou" que ele entregaria no final do ano. Agora, o próprio ministro diz, "estou estudando e consultando especialistas". Para quê?

Depois do voto magistral de Ayres Brito (uma hora e meia de sabedoria), ninguém podia pedir "vista". Ou se pedisse, ficaria constrangido se não entregasse em uma semana.

O Congresso caiu muito em todos os sentidos, até na linguagem. Ontem, o senador Sérgio Guerra, que estenta o pomposo título de presidente do PSDB, falava sobre o dossiê. E dizia: "Isso é conversa para boi dormir". Já ouvi discursos mais consistentes.

O presidente Garibaldi não presidia a sessão, teria reclamado. Seu mandato termina em janeiro de 2008. Como foi eleito em substituição, e vem dirigindo o Senado muito bem, já existem os que defendem que seja eleito até 2010.

Provavelmente a oposição viria do DEM, liderado pelo senador Agripino Maia. Os dois serão candidatos à reeeleição em 2010, têm tudo para se reelegerem. Só falta a definição da governadora do Rio Grande do Norte.

Dona Ideli Salvatti corre seríssimos riscos de não se reeleger por Santa Catarina em 2010. Ela monopoliza a antipatia e o histerismo. Se fosse mais comedida, melhoraria.

O segundo suplente de senador Paulo Duque ocupou indevidamente a tribuna do Senado e afirmou sem constrangimento: "Até agora, no Brasil todo, morreram 84 pessoas de dengue, não é uma epidemia".

Quem é Paulo Duque, o que significa como "representante sem votos"? Que cargos ocupou e de onde vem? Ninguém sabe. Eu sei por que "cobri" a Constituinte de 1946, ele carregava a pasta do senador Arturzinho Bernardes. Melhorou muito.

A queda de José Serra, que bateu com a cabeça no chão, me lembrou uma antiga e genial apreciação do Millor, sobre uma queda.

A professora perguntou à aluna como se chamava a queda de uma pessoa. A aluna respondeu: "Caiu PROSTITUÍDA no chão".

A professora corrigiu. Acrescento: Serra caiu PROSTRADO. Já Orestes Quércia cairia realmente PROSTITUÍDO. Serra se levantou, Quércia não se levantaria.

Agora que o crédito é fácil, compre seu carro, grande utilidade. Verifique bem os juros e as mensalidades. Ao fazer o seguro, olhe bem a seguradora, 80% não têm a menor credibilidade ou respeito.

E faça apenas seguro contra ROUBO ou PERDA TOTAL. O resto a seguradora COME. Qualquer batida, a franquia impede devolução ou pagamento, você mesmo é que paga. E os seguros são caríssimos.

Cuidado com as empresas (corretoras, bancos, fundos, etc.) que recomendam "comprar ações, investir na bolsa".

Esse é realmente investimento lucrativo, mas para profissionais, que jogam sabendo o que vai acontecer, como diretores de bancos. A CVM assiste.

Os juros nos EUA continuarão sendo reduzidos, quaisquer que sejam as perspectivas. No Brasil podem subir, também quaisquer que sejam as expectativas ou acontecimentos.

O melhor que se pode esperar é que as taxas (11,25 no momento) fiquem estáveis. Nos próximos 4 meses não admita nem invista esperando redução dos juros. Não acontecerá.

O plano de Serra, que está em andamento através de auxiliares do governador, sem a sua participação direta ou pessoal, tem três fases. É um projeto planejado contra Alckmin.

1 - Negar legenda ao ex-candidato a presidente, com esta suposta e repetida alegação: "Kassab é aliado de Serra, foi seu vice em 2004, e o governador tem total confiança nele".

Se o "compromisso" do governador é com Kassab para manter a palavra, então por que não apoiar Alckmin?
Este é do seu partido, foi governador e candidato a presidente da República, era intimíssimo de Covas, falta o quê?

2 - Se Alckmin obtiver a legenda do PSDB (que já obteve o maior número de vezes), como agirá Serra? Trabalhará pela vitória do amigo, abandonando o correligionário.

3 - Sem máquina e sem Poder, Serra tentará impedir Alckmin de ser governador em 2010. Como terá que sair 6 meses antes da eleição, passará o cargo ao ex-stalinista Goldman.

Que terá o apoio de Serra para enterrar de vez Alckmin.
XXX

O assessor especial (?) do presidente Lula, Marco Aurelio, errou muito em todos os 5 anos do governo Lula. Finalmente tinha que acertar uma. Chamou César Maia de IRRESPONSÁVEL, essa é uma palavra que não se separa dele.

Com uma única exceção. A forma como Eduardo Cunha classifica e identifica o alcaide na televisão. Essa é ainda mais verdadeira.

XXX

O Esportv (NET) compra tanto programa (para os outros não comprarem), não pode mostrar, prejudicando o assinante. Ontem, exibiram uma das quartas do Master de Tênis de Miami, às 2 e 10 da madrugada. E ainda tiveram a audácia de dizer "AO VIVO". O jogo havia se realizado às 7 da tarde, horário de Miami, passaram de madrugada. Depois reclamam da queda de audiência.

XXX

As Farc, que já foram idealistas, mudaram para seqüestradores-narcotraficantes, deveriam soltar imediatamente a ex-senadora Ingrid Betancourt. Correm sérios riscos. Se a ex-senadora morrer (dizem que seu estado é gravíssimo), a repercussão contra eles será colossal

quinta-feira, abril 03, 2008

Epidemia de Dengue pode ter amplitude sistêmica, no país

03/04/2008 - 15h51

Estudo aponta que dez capitais devem estar em alerta para possíveis surtos de dengue

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Além do Rio de Janeiro, outras dez capitais devem estar em alerta para um possível surto de dengue segundo o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), do Ministério da Saúde. Em outras duas capitais, Porto Velho (RO) e Salvador (BA), a situação é mais grave e é classificada pelo relatório como risco de surto. O levantamento apurou a infestação do mosquito em 171 municípios que possuem maior risco de proliferação. O resultado foi divulgado em novembro de 2007 para que cada localidade aplicasse medidas preventivas.

As capitais em estado de alerta são Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO), Maceió (AL), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), São Luiz (MA), Recife (PE), Aracaju (SE) e Vitória (ES).

Em Fortaleza, o secretário municipal de saúde, Odorico Monteiro de Andrade, já transferiu seu gabinete para o Centro de Controle de Endemias da cidade. "A secretaria está muito preocupada, nós consideramos a situação pré-epidêmica e estamos trabalhando para manter o controle e, na pior das hipóteses, se houver epidemia, que nós tenhamos um controle sobre ela", disse em entrevista à Agência Brasil.

Em 2008 foram registrados em Fortaleza cerca de 2.150 casos de dengue, com sete óbitos ainda em investigação. Andrade afirmou que o trabalho está sendo realizado em dois eixos: prevenção - com a ação de 1.150 agentes de endemia para eliminar criadouros do mosquito - e manejo clínico de casos de dengue.

"Estamos fazendo um esforço importante de treinamento e capacitação de funcionários da saúde para fazer um diagnóstico diferencial entre a virose dengue e a não-dengue. Com isso a gente pode tratar adequadamente [os doentes] e evitar óbitos". Segundo o secretário, o combate à doença acontece durante todo o ano e é intensificado no inverno.

Em Manaus, até ontem, foram registrados 3.789 casos suspeitos - o número já ultrapassa os contabilizados no ano passado. Desses, 1.428 já foram confirmados, sendo 63 de dengue hemorrágica, com 5 mortes. Para a diretora de epidemiologia e ambiente do município, Leila Brasil, o quadro ainda não configura epidemia, mas a Fundação de Vigilância de Saúde de Manaus, em parceria com a secretaria estadual de saúde, já trabalha na Operação de Impacto de Combate à Dengue.

Segundo Leila, nas últimas semanas, os registros diminuíram e a população está mais sensível à necessidade de eliminar os focos de reprodução do Aedes aegypti. "Já fizemos várias passeatas em distritos que tinham alta densidade de mosquito, entregando material com informações sobre a dengue e alertando a população", contou.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (2) pela manhã que alguns estados merecerão atenção especial durante todo o ano de 2008 para evitar situações semelhantes à ocorrida no Rio de Janeiro esse ano.

"Na Região Norte a nossa preocupação são com os estados do Pará, Rondônia e Amazonas. No Nordeste, a Bahia, o Rio Grande do Norte e Sergipe", enumerou.

De acordo com Temporão, esses estados apresentam um número maior de casos em 2008, mas em termos quantitativos, a situação no Rio de Janeiro é muito mais grave. "No Rio você tem 50 mil casos e algumas centenas em outros estados", comparou.

quarta-feira, abril 02, 2008

Bolsa de Wall Street cai 0,35% por temor de recessão nos EUA


02/04/2008 - 17h11

Nova York, 2 abr (EFE) - A Bolsa de Nova York fechou hoje com uma queda de 0,35% no Dow Jones Industrial, devido ao temor dos investidores de que a economia americana entre em recessão, depois que o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, não descartou essa possibilidade.

terça-feira, abril 01, 2008

Crise financeira dos Estados Unidos tem reflexos sistêmicos, afetando as Bolsas de Valores do mundo inteiro

Mais uma vez a cautela dos investidores em relação ao rumo da economia norte-americana causou volatilidade nos mercados. Ao longo do período, a Bovespa acumulou alta de 2,48%, mas no mês e no ano acumula perdas de 4,78% e 5,38% respectivamente. A semana também foi marcada pelo pequeno volume de negociações, sendo que na sexta-feira o pregão foi o de menor volume no mês: R$ 3,9 bilhões.

O motivo continua sendo a incerteza sobre o rumo da economia norte-americana. A divulgação dos dados não surpreendeu, eles continuam apontando para uma economia em intensa desaceleração.

Internamente a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central chamou atenção para os riscos de aceleração da pressão inflacionária. As projeções para o IPCA foram revisadas em alta e ultrapassaram a meta do governo (4,5%) para o ano de 2008, ficando em 4,6%. O relatório apresentou ainda dados sobre a economia global, dizendo que o maior risco do setor externo é a desaceleração da economia norte-americana, destacando os riscos que esta pode apresentar para o Brasil. O documento relata também que a expansão da economia vai durar e que há riscos de alta de inflação tanto aqui quanto no exterior. Esse risco é puxado, principalmente, pela elevação dos preços de alimentos e energia. O relatório foi interpretado pelo mercado como um sinalizador de que o Copom irá aumentar a taxa Selic em sua próxima reunião.



Fonte: Ágora