quarta-feira, setembro 26, 2007

Percepção da corrupção no Brasil segue alta

BRUNO WILHELM SPECK

Um olhar sobre os países que lideram a lista e o grupo dos lanterninhas deixa bem claras as implicações da corrupção

EM SUA 12ª edição, o Índice de Percepções da Corrupção apresenta o Brasil em 72º lugar num total de 180 países avaliados. Na escala entre zero e dez, o país recebeu a nota 3,5, invertendo a queda que vinha sofrendo nos últimos anos. A coleta de dados para a nota deste ano se refere ao período entre janeiro de 2006 e julho de 2007. Desde o ano 2000, as notas vinham caindo de 3,9 para 3,3, no ano passado. Ainda é cedo para festejar a recuperação deste ano, pois ela está dentro da margem de erro da pesquisa.
Os resultados do IPCorr confirmam o retrato dos anos anteriores, em que o Brasil ocupava posição intermediária similar. Nessa mesma faixa estão outros países importantes, como a China, a Índia e o México.
Dentro da América Latina, destacam-se positivamente o Chile e o Uruguai (7,0 e 6,7, respectivamente). A Venezuela (2,0) e o Equador (2,1) receberam as piores avaliações na região.
Um olhar sobre os países que lideram a lista -como Suécia, Canadá e Suíça- e o grupo dos lanterninhas -incluindo Sudão, Afeganistão e Iraque- deixa bem claras as implicações da corrupção para o desenvolvimento político, econômico e social de qualquer país.
Percepções realmente são bastante subjetivas e podem distorcer a realidade. Mesmo assim, parece pouco aconselhável classificá-las como irrelevantes. O IPCorr revela um fator importante que influencia o comportamento dos agentes econômicos, nacionais e internacionais.
A avaliação de que num determinado país os negócios funcionam à base da propina tende a afastar investidores. Para ser mais exato: aqueles que apostam na competitividade se afastam, ao mesmo tempo em que outros, acostumados a trabalhar olhando a mão do poder público, são atraídos.
A atribuição de uma única nota a um país para descrever um fenômeno tão complexo como a corrupção -que envolve desde a propina ao guarda de trânsito até grandes escândalos envolvendo ministros e deputados- é um exercício simplificador.
E subsumir na mesma cifra as diferentes esferas de poder no Brasil, bem como realidades tão discrepantes entre União, Estados e mais de 5.000 municípios, parece ousadia demais.
Disso resulta que o índice não pode orientar sobre possíveis caminhos para reformas. Para fazer esses diagnósticos, temos à disposição levantamentos mais específicos.
Medições da corrupção servem a diferentes propósitos. O Índice de Percepções da Corrupção tem cumprido o seu papel de mobilizar a atenção internacional em torno de um tema relevante na atualidade. O lançamento do IPCorr acrescenta o tema da corrupção à agenda da mídia internacional e instiga a reflexão nacional sobre o tema.
A medição como instrumento de gestão requer ferramentas mais específicas. As experiências das organizações vinculadas à rede da Transparência Internacional abrangem pesquisas sobre a corrupção na prestação de serviços públicos, aplicadas em grande escala em países como Bangladesh, Quênia, Bulgária ou México.
Neste último, levantamentos entre cidadãos avaliam desde 2001 o pagamento de propina em relação a 35 serviços públicos prestados nos 32 Estados daquele país, acompanhando então a sua evolução a cada dois anos.
Levantamentos dessa envergadura servem tanto para diagnosticar problemas de corrupção em áreas específicas como para acompanhar sucessos e fracassos das políticas de combate à corrupção.
A estagnação do Brasil no IPCorr somente poderá ser revertida com políticas específicas de combate à corrupção, no âmbito de cada Poder, nos diferentes entes federativos.
Avanços em áreas específicas requerem uma forte atuação concentrada do poder público, do setor privado e da sociedade.
Pesa sobre o poder público a responsabilidade de tornar a engrenagem burocrática mais transparente e mais ágil, ao mesmo tempo em que deve fortalecer os processos de revisão e fiscalização.
O setor privado e a sociedade civil têm, além da obrigação de não recorrer ao suborno nos seus negócios com o Estado, um papel importante a cumprir. Devem apoiar aqueles setores da administração pública engajados em projetos de reforma e pressionar os representantes políticos a aprovar os projetos de reforma engavetados.


BRUNO WILHELM SPECK, 46, doutor em ciência política pela Universidade de Freiburg (Alemanha), é professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e assessor sênior da Transparência Internacional (organização internacional da sociedade civil de combate à corrupção) para a América Latina.

bspeck@transparency.org


Fonte: Folha Uol (para assinantes)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2609200708.htm

domingo, setembro 16, 2007

Visão sistêmica x perspectiva fragmentária


O objetivo precípuo de nossos blogs é contrapor a metodologia sistêmica, com sua visão abrangente, globalista e integrativa, expressa em nosso livro Sistemismo Ecológico Cibernético, às abordagens fragmentárias, reducionistas e parcializantes que distorcem a percepção da realidade, mesmo quando não exista intenção de escamoteá-la, mas resultante, tão somente de erro de perspectiva.

Estas considerações decorrem do fato de termos colocado restrições ao índice de crescimento econômico do ano passado, em virtude de contrariar nossas observações pessoais, uma vez que não embutia o crescimento latente que já se fazia expresso em outros indicadores, ora evidenciados pela evolução posítiva de vários indicadores sócio-econômicos, divulgados nos últimos dias, os quais não surgiram abruptamente, mas ao reverso, expressam fatores já existentes, naquela ocasião. só agora evidenciados.

Nossa idéia, emitida então, constam de uma de nossas publicações, a qual pode ser compulsada pelo leitor, acessando as postagens de dezembro de 2006, deste blog.

Entretanto,, para comodidade, estamos reproduzindo a referida postagem, cujo inteiro teor é o seguinte:

"Sunday, December 03, 2006

SISTEMISMO

Este blog aborda diferentes temas, segundo uma perspectiva tríplice: sistêmica, ecológica e cibernética..

CRESCIMENTO ECONÔMICO - UM INDICADOR FRAGMENTÁRIO

Visualizado com os “olhos econômicos”; como diz Miriam Leitão, o índice de crescimento econômico, de aproximadamente 3%, previsto para este ano, é pífio.

Entretanto, tal indicador, pela ótica da metodologia sistêmica, preconizada por este blog, corresponde a uma percepção de caráter fragmentário, portanto não sistêmico, ao ser focalizado isoladamente.

É por este motivo que estamos divulgando aqui, o Sistemismo Ecológico e Cibernético, o qual focaliza, a um só tempo, o sistema, o ambiente em que este se situa e os seus mecanismos de controle.

Costuma-se dizer que “que a estatística é como o biquíni: mostra o supérfluo e esconde o essencial”.

Acertadamente, agiu Tereza Cruvinel ao escrever na coluna “Panorama Político”, de O Globo, de hoje:

“Juntamente com a adesão quase integral do PMDB ao Governo vieram a revelação de que a economia cresceu apenas 0,5% no terceiro trimestre e o estudo do economista Ricardo Paes de Barros (IPEA), que explica em parte, a reeleição do Presidente Lula: a renda dos 10% de brasileiros mais pobres cresceu 8% ao ano entre 2001 e 2005, enquanto a dos 10% mais ricos, apenas 0,9%. Outro estudo do Ministério do Desenvolvimento Social, mostrou um aumento médio de 37% na renda dos que recebem Bolsa Família.”

Esta publicação permite uma percepção mais abrangente da realidade brasileira atual, mas ainda carece da inclusão de outros indicadores sociais, entre os quais certos índices, de grande significação como a acentuada redução da mortalidade infantil e peri-natal, o aumento da vida média da população brasileira e, o avanço da inclusão digital que, até na população idosa ja astinge 40%.

Certamente, contribuiram para a diminuição do índice de crescimento do país,os dispêndios com o pagamento da Bolsa Família que atinge,neste ano, 1.100.000 famílias, aproximadamente 44.400.000 pessoas, reduzindo a fome endêmica, com reflexos na saúde da população,além de gastos diretos com saúde pública, educação e outros de cunho social.

Abordados sob o ângulo do desenvolvimento social e não, meramente, pelo ponto de vista do crescimento econômico, os gastos referidos constituem autênticos investimentos.

Você deixaria de aplicar seus rendimentos na educação dos seus filhos, a fim de os investir na Bolsa de Valores?

Na verdade,um dos motivos pelo qual as elites econômicas financiam a eleição de governantes é para exercer o poder de controle social que o estado conservador desempenha a contento, ou seja, privilegiando os segmentos situados no vértice da pirâmide social, em detrimento dos colocados na sua base.

Ao mesmo tempo, bancam a eleição de parlamentares para que estes verberem contra as governantes quando destoarem desses propósitos, ainda que tenham que usar de eufemismos em seus discursos, além de fazer leis que não modifiquem, mas perpetuem o “status quo”, para que o estado continue a coletar impostos pagos pelo “cidadão-eleitor-contribuinte” a fim de canalizá-los, seja lá a que título for, na direção de interesses contrários às transformações do ambiente social brasileiro e aos ditames da justiça social.

posted by Blog do Paim @ 9:23 AM 0 comments links to this post"


Acréscimo de hoje:

No ocaso de 2006 e no alvorecer de 2007 já se percebia que o país estava ingressando num perído de crescimento, com evolução positiva da estrutura social, embora imperceptível a um olhar meramente de natureza econômica, mas comprovados, agora, com a divulgação recente de indicadores que demonstram que o país vive um momento de autêntico desenvolvimento.

sexta-feira, setembro 14, 2007

RELAÇÕES ENTRE DOIS SISTEMAS NACIONAIS: O BRASIL E A ESPANHA

Lula quer acordos para ajudar brasileiros na Espanha

ANELISE INFANTE
da BBC Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na noite desta sexta-feira (horário local) a Madri, na Espanha, para tentar firmar acordos com o governo espanhol que beneficiem os imigrantes brasileiros no país.

Além disso, Lula tentará obter investimentos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e apresentará projetos de biocombustível.

Lula pretende fechar um convênio com o governo espanhol que permita, por exemplo, que as carteiras de habilitação brasileiras sejam aceitas na Espanha.

O governo socialista do primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Rodriguez Zapatero, tem acordos semelhantes de imigração com outros países, como Argentina. Os tratados permitem que os recém-chegados à Espanha tenham mais facilidades para regularizar sua documentação. O Brasil busca o mesmo privilégio.

As negociações, segundo fontes do Palácio da Moncloa (sede do governo espanhol), estão adiantadas desde a visita da secretária espanhola de Estado para a região ibero-americana, Trinidad Jiménez, a Brasília no início do mês.

Conselho da ONU

Zapatero declarou em Madri que "Lula é um parceiro político estratégico". Desde a última reunião de ambos líderes em 2005 no Brasil, as relações entre os dois países deixou de ser meramente econômica.

A Espanha apóia a candidatura brasileira para uma vaga permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e o Brasil passou a ser o maior receptor de escolas oficiais de ensino do idioma espanhol, com nove centros Cervantes.

Outro dos temas de negociação desta viagem é o pedido de investimento no PAC, especialmente para o projeto de telecomunicações.

A proposta do governo brasileiro é conseguir que em três anos e meio todos os maiores de 16 anos no Brasil tenham e-mail.

O projeto também inclui levar internet às escolas públicas e promover sistemas de educação à distância, áreas onde a Espanha tem ampla experiência.

O governo Zapatero já confirmou o interesse em investir no PAC em telecomunicações e em infra-estrutura.

Lula almoça neste sábado na fazenda de Quintos de Mora, em Toledo (a 60 quilômetros de Madri) com o primeiro-ministro Zapatero. No domingo, o presidente brasileiro terá o dia livre.

Na segunda-feira, ele será recebido pelo rei Juan Carlos 1º, pelo empresariado espanhol e novamente por Zapatero.

A volta à Brasília está prevista para o final da tarde de segunda-feira.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u328586.shtml

segunda-feira, agosto 20, 2007

ESTOURO DA BOLHA IMOBILIÁRIO NOS EUA TEM EFEITO SISTÊMICO: ATINGE TODOS OS SETORES DA ECONOMIA, NO MUNDO INTEIRO


* Turbulência faz vítimas também na renda fixa

A forte turbulência dos mercados da semana passada, que provocou grandes perdas em fundos de ações e multimercados, não poupou nem as carteiras de renda fixa.

A alta dos juros que acompanhou as incertezas reduziu o valor dos títulos prefixados e dos papéis indexados à inflação.

Com isso, muitos fundos de renda fixa de grandes bancos voltados para pequenos investidores, normalmente mais conservadores, tiveram perdas nas cotas no dia 16, quando a média dos renda fixa do mercado ficou negativa em 0,14%.

As carteiras de ações perderam 6,14% e os multimercados 0,66%.

Os prejuízos no dia 16 - quando o Índice Bovespa chegou a cair 9% ao longo do dia - aparecem nas cotas publicadas hoje no Valor.

No caso dos grandes fundos de renda fixa dos bancos de varejo, elas estão na média em torno de 0,10% no dia, mas podem chegar a 1,17%, caso da Nossa Caixa.

(Correio Braziliense - Sinopse Radiobrás)


* O estouro na bolha imobiliária nos EUA puxou para cima os juros cobrados nas linhas externas de capital de giro para tomadores brasileiros na mesma proporção da alta do risco-Brasil.

Bancos e empresas brasileiras têm evitado ao máximo tomar essas linhas para não referendar a alta, de até 100% em relação a meados de junho.

O tesoureiro de uma grande banca nacional informou que os investidores externos, que antes aplicavam seus recursos no país sem pestenejar, agora querem saber quem no Brasil tem algum tipo de exposição ao crédito imobiliário de alto risco americano.

As linhas de comércio exterior de curto prazo tiveram alta pequena nos spreads e o mercado segue normal.


(Correio Braziliense - Sinopse Radiobrás)

sábado, agosto 11, 2007

ECONOMIA MUNDIAL: SUA NATUREZA SISTÊMICA, ECOLÓGICA E CIBERNÉTICA

A economia mundial constitui um sistema:

É o Sistema Econômico-Financeiro Planetário.

O Sistema Wconômico-Financeiro do Brasil corresponde a um dos subsistemas desse sistema, de âmbito mundial.

O Sistema Econômico-Financeiro Planetário constitui, pois, um metassistema do Sistema Econômico-Financeiro Nacional mas, ao mesmo tempo, aquele constitui o ambiente em que este está inserido.

Todo sistema está envolvido pelo ambiente, com o qual efetua constantes intercâmbios, afetando-se, mutuamente.

Esta é a dimensão ecológica de todos os sistemas.

Portanto, o Sistema Econômico Financeiro do país e, sem dúvida, um sistema ecológico, devendo ser estudado, também, mediante os cânones da Ecologia, o que pode ser efetuado mediante o Sistemismo-Ecológico, um duplo referencial, de nossa autoria que aborda, simultâneamente, um sistema e, o ambiente em que ele se insere, incluindo, necessariamente, suas interações recíprocas.

Todavia, como veremos mais adiante, o Sistema Econômico-Financeiro Mundial e seus subsistemas nacionais são regulados por "uma mão invisível" ou mecanismo de "feedback", semelhante aos dispositivos de regulação das máquinas automáticas, dos organismos vivos e dos ecossistemas naturais, o que lhes permite funcionar cibernéticamente e, cujo modelo nos inspirou na elaboração da metodologia Sistêmica-Ecológica-Cibernética, de parceria com Rosalda Paim, constante do nosso livro, intitulado "Sistemismo Ecológico Cibérnético", 3a. edição.


Vejam, a seguir, o que a imprensa publicou, ontem, a respeito dos mercados econômico-financeiros, internacional e nacionais, os quais funcionam de maneira sistêmica, ecológica e cibernética, confirmando os postulados do Sistemismo Ecológico Cibernético, cuja divulgação constitui o objetivo deste blog:


* Europa e EUA socorrem mercados com US$ 154 bi

A crise das hipotecas imobiliárias atingiu ontem o ponto mais grave até aqui, com a decisão do banco francês BNP Paribas de bloquear resgates em três de seus fundos, que têm investimentos em papéis lastreados em empréstimos de alto risco.

O anúncio desencadeou uma onda de aversão a risco entre os investidores e o crédito bancário foi reduzido.

O Banco Central Europeu e o Federal Reserve (Fed, banco central americano) foram obrigados a socorrer os mercados, injetando no total US$ 154 bilhões.

Com os investidores se voltando para os papéis do Tesouro americano, considerados investimentos mais seguros, bolsas caíram em todo o mundo e o risco dos países emergentes disparou.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tentou acalmar os mercados, mas sem sucesso.

O mesmo fez o governo brasileiro: o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que "o Brasil tem dólares sobrando" e pode resistir à volatilidade do mercado.

(Estado de São Paulo - Sinopse Radiobrás)


* As preocupações com o mercado de crédito americano refletiram-se na Bolsa de São Paulo, que fechou em forte baixa de 3,28%.

O dólar também foi atingido pelo nervosismo, fechando a R$ 1,927.

A crise de inadimplência no setor imobiliário levou o presidente George Bush a discursar, na tentativa de acalmar os investidores.

(Jornal do Brasil - Sinopse Radiobrás)


* Para evitar uma quebradeira generalizada, bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa injetaram mais de US$ 150 bilhões no mercado.

Bovespa fechou em queda de 3,28%.

(Correio Brasiliense - Sinopse Radiobrás)


* Bolsas caem no mundo e BCs agem para conter crise

As principais Bolsas tiveram novo dia de turbulência provocada por temores sobre a saúde da economia norte-americana.

O movimento foi deflagrado pela decisão do banco francês BNP Paribas de suspender as operações de três fundos devido a problemas no mercado imobiliário dos EUA.

Com o anúncio, as Bolsas européias tiveram perdas.

(Folha de São Paulo - Sinopse Radiobrás


* BCs de Europa e EUA se unem para enfrentar crise das bolsas

O agravamento da crise no mercado imobiliário americano fez com que os bancos centrais da Europa, dos Estados Unidos e do Canadá injetassem o equivalente a US$ 156 bilhões em empréstimos de socorro aos mercados para impedir um efeito dominó.

A reação das autoridades foi uma resposta à decisão do banco francês BNP Paribas, segundo maior da Europa, de impedir saques de investidores em fundos de US$ 2,2 bilhões lastreados em papéis do mercado hipotecário americano.

O nervosismo tomou conta das mesas de operações e arrastou os índices das bolsas de valores pelo mundo.

Em Nova York, o Dow Jones caiu 2,83%; em Paris e Frankfurt, as baixas foram de 2,17% e 2%, respectivamente.

Em São Paulo, recuou 3,28%.

O dólar subiu 2,06% e fechou cotado a R$ 1,926.

(O Globo - Sinopse Radiobrás)


* Fed e UE socorrem os bancos e ações desabam

Foram só dois dias de trégua no mercado financeiro global após o Fed demonstrar confiança no crescimento econômico americano.

Ontem, o otimismo foi por terra após notícias de novas perdas em fundos de investimento, causadas pelas hipotecas subprimes - crédito imobiliário de alto risco.

O movimento dos investidores levou a uma queda generalizada nas bolsas de valores e alta do dólar e da taxa de risco dos emergentes.

O índice Dow Jones caiu 2,83%, o Standard & Poor's, 2,96% e a Bovespa, 3,28%.

O dólar subiu 2,17%, a R$ 1,927, e o risco-país chegou a 187 pontos-base, alta de 6%.

Desta vez, as notícias ruins partiram da Europa, com a suspensão de saque em três fundos do francês BNP Paribas, no vermelho por conta dos subprimes.

A liquidez do setor financeiro foi pesadamente afetada, obrigando os bancos centrais a intervir.

Na Europa, o BCE injetou € 94,8 bilhões na economia para conter a alta nas taxas interbancárias.

Nos EUA, o Fed jogou no mercado US$ 24 bilhões para segurar os juros. Embora os subprimes sejam 10% do mercado hipotecário americano, o medo é de contágio na economia real.

"É muito difícil saber quem está no vermelho e toda vez que os fundos forem mostrando suas perdas, como fez o BNP Paribas, os temores de contágio na economia são realimentados", disse Newton Rosa, economista-chefe do SulAmérica Investimento.

Para o chefe da área de investimentos do Credit Suísse, José Olympio Pereira, é cedo para avaliar se há uma mudança de tendência, visto que a turbulência ocorre durante as férias no Hemisfério Norte, período de menor atividade dos mercados financeiros.

(Gazeta Mercantil - Sinopse Radiobrás)

quinta-feira, agosto 02, 2007

COMO E QUANDO O GOVERNO EXACERBOU A CRISE AÉREA

A crise aérea já vinha se arrastando a algum tempo, mas o governo a exacerbou ao "esvasiar" e "tirar de campo" o Ministro da Defesa.

Waldir Pires, na prática, foi "demitido", no dia 31 de março, mediante um conlusio entre o governo e os controladores de vôo.

"Manietado", com "mãos e pés amarrados", o Ministro nada poderia fazer.

Agora, é demitido, como "bode expiatório" da crise, fabricada pelo próprio governo.

O Ministro Waldir Pires, com a biografia qie possui, não merecia ser tratado desta forma, pelo governo.

Na ocasião, publicamos a seguinte postagem, cujo teor, convém relembrar:

Sunday, April 1, 2007

CONTROLADORES DE VÔO HUMILHAM FORÇAS ARMADAS E "DEMITEM" SEU MINISTRO

Ao não aceitar a presença do Ministro Waldir Pires na reunião, os controladores de vôo humilharam as Forças Armadas e, praticamente demitiram o seu Ministro, fato jamais imaginado na história militar brasileira e, muito menos, presenciado.

O governo ainda não atentou para o tamanho da crise que assola o país, cujo estopim foi aceso pelos descontroladores (sem aspas mesmo) e permanece de braço cruzados “vendo a banda passar”, ou melhor, manietado, cativo, refém desses pretensos servidores públicos que não estão servindo a ninguém.

Assim como perdeu o controle sobre os “controladores” (agora com aspas), o governo poderá perder o controle da situação e, partir, deste fato concreto, qualquer categoria profissional poderá demitir o respectivo ministro, usurpando prerrogativa do Presidente da República, como aconteceu no caso de colapso do setor aéreo, com afetação dos vôos internacionais, inclusive, atingindo empresas estrangeiras.

A má administração desta crise, tornando necessária e imprescindível o funcionamento da CPI, não apenas, do apagão aérea, mas da crise militar e toda a administração pública federal, paralisando o Congresso, atrasando a aprovação dos instrumentos legais relativos ao PAC, comprometendo o crescimento econômico e indignando até as pessoas que não utilizam o transporte aéreo.

Estas últimas condutas desses profissionais já “chamuscou” o Presidente Lula, assim como não apenas “fritariam”, mas torrariam a pretensa candidatura de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo ou ao Palácio do Planalto, se o governo a expusesse à sanha dos controladores de vôo, no caso de no caso de concretização da infeliz idéia de transferir a Infraero para o Ministério do Turismo, como “fritaram” até queimar o Ministro da Defesa, como o fizeram com um Comandante da Força Aérea, um Presidente da Infraero e continuam expondo o governo à constantes desgastes, como é o caso da CPI do Apagão Aéreo, entre outras conseqüências enumeradas em nossa postagem do dia 20 de março próximo passado, no blog Sistemismo, cujo endereço é o seguinte:

http://www.sistemismo.blogspot.com/

O Comando da Força Aérea emitiu, no sábado passado, a seguinte comunicação, relativa ao controle de vôo

"NOTA À IMPRENSA - 31/03/07

Em decorrência do acordo estabelecido na noite de 30 de março entre o Governo Federal e os controladores, o Comando da Aeronáutica propôs que os controladores passem a exercer, independentemente da gestão militar, o controle de tráfego aéreo de natureza civil, a partir da criação de um novo órgão, diretamente subordinado ao Ministério da Defesa. Os militares e civis que atuam em órgãos de controle de tráfego aéreo passarão à subordinação dessa nova organização.

A Aeronáutica continuará com sua atribuição institucional de Controle do Espaço Aéreo, cabendo ao novo órgão a ser criado o Controle da Circulação Aérea Geral.

O Comando da Aeronáutica compreende a posição assumida pelo Governo, em face da sensibilidade do assunto para os interesses do país, principalmente no tocante à garantia da tranqüilidade do público usuário de transporte aéreo.

O Alto Comando da Aeronáutica, diante da gravidade da atitude adotada pelos controladores, destaca a importância da manutenção dos princípios basilares da hierarquia e da disciplina e reafirma a coesão da Força Aérea sob a autoridade de seu comandante.

Acesse o blog Sistemismo, clicando aqui:http: //sistemismo.blogspot.com/

Uma visão sistêmica ou um retrato global da crise, se encontra no resumo do que foi publicado na imprensa, no dia de hoje, extraído da Sinopse da Radiobrás:

JORNAL DO BRASIL

- Crise na aviação põem militares contra Lula

- Nos aeroportos, a mais ultrajante madrugada
- Enquanto o ministro Waldir Pires, com o apoio do governo, aplicava os manuais do sindicalismo às negociações com militares amotinados, milhares de passageiros, aprisionados nas áreas de embarque ou no interior de aviões parados nas pistas, enfrentavam a mais ultrajante madrugada. Em Brasília, os rebelados ouviram promessas que poderão oficializar o triunfo da baderna. Ficou claro que o calvário nos aeroportos não tem prazo para terminar.

FOLHA DE SÃO PAULO

- Acordo com amotinados provoca tensão na cúpula da Aeronáutica

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de atropelar o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica e ceder aos controladores de vôos amotinados irritou os militares, informam Eliane Cantanhêde e Leila Suwwan.
Na avaliação de altas patentes, Lula e o ministro Waldir Pires não só desmoralizaram o Comando da Aeronáutica como feriram os princípios básicos da hierarquia militar. O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, chegou a cogitar a entrega do cargo.
Os controladores vão exigir na terça-feira uma definição da gratificação salarial que receberão como "garantia" de que as demais reivindicações serão atendidas. Caso contrário, eles ameaçam parar na Páscoa.
Na reunião de negociação do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), na sexta, os controladores recusaram a presença do ministro Waldir Pires (Defesa) e de oficiais militares.
Em Washington, onde se reuniu com o presidente George W. Bush, Lula disse que conversou com Pires e o brigadeiro Saito e que pretende encontrar "solução definitiva" para a crise até terça-feira.
- Os aeroportos brasileiros viveram uma madrugada e um dia de caos ontem, com dezenas de vôos domésticos e internacionais atrasados.
Em Curitiba, um passageiro de 54 anos que esperou pelo embarque por mais de 12 horas teve um infarto e morreu ao ser hospitalizado. (...)
- O descaso do governo Lula com a crise aérea e a teoria sindicalista de relações de poder acabou de colocar o Brasil frente ao maior impasse na área militar desde a redemocratização, em 1985.
Anteontem a corda, esticada desde outubro do ano passado, estourou. Meia dúzia de sargentos podem parar o país.
- Editoriais: "Motim", sobre a deterioração da crise aérea; e "Fôlego para competir", acerca da indústria.

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Acordo desgasta militares e caos continua nos aeroportos

- Apesar do acordo que colocou fim à greve dos controladores, o movimento nos principais aeroportos do País continuou intenso ontem, com muitos vôos cancelados e atrasados. O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, assumiu que o efeito dominó deverá durar até terça-feira. "A malha aérea foi totalmente destruída. Temos atrasos que variam de 28 horas a 20 minutos", disse. O governo promete começar a colocar em prática na terça-feira um plano gradual de desmilitarização do controle de tráfego aéreo, ponto crucial do acordo com a categoria. As autoridades iniciaram as negociações de forma dura, anunciando a possível prisão de 18 controladores e punições para os líderes da rebelião. A resposta foi o maior episódio de motim no setor, com quebra aberta de hierarquia. O Palácio do Planalto assegura estar "muito satisfeito" com a atuação do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, embora ele tenha saído desgastado após ser desautorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de mandar prender os amotinados. Um dos passageiros impedidos de viajar na noite de sexta, de Curitiba para Porto Alegre, teve um enfarte e morreu na manhã de ontem. Ele tinha passado a noite em claro numa sala de espera do aeroporto.

O GLOBO

- Fim da greve não acaba com caos nos aeroportos

- Dos 553 vôos previstos, 82 foram cancelados e 101 se atrasaram.

CORREIO BRAZILIENSE

- Caos, morte... e militares à beira de um ataque de nervos

- Acordo acaba greve, mas não a confusão nos aeroportos. A decisão de Lula de desmilitarizar o controle do tráfego aéreo causou insatisfação na Aeronáutica e deixou o governo refém dos controladores de vôo. No Paraná, aconteceu o pior: um passageiro passou mal e morreu.
- Pesos pesados do PMDB se divertem em casamento da filha de dirigente do setor aéreo em Salvador. Enquanto passageiros sofriam sem vôos, eles decidiam quem vai dirigir a Infraero, a estatal que administra os aeroportos.

REVISTAS

VEJA

- Apagão aéreo - A rebelião dos controladores

Parou de vez - No pior episódio de indisciplina militar desde 1963, greve de controladores fecha todos os aeroportos do país. Não há dia nem hora para a crise terminar,

CARTACAPITAL

Caninos afiados - Caos aéreo - No ar, interesses dos defensores da privatização do controle do tráfego.

Além disso, vejamos as seguintes manchetes:

Extra: Passageiro morre de infarto em espera de vôo

O Dia: Colapso pode se repetir na semana santa.

Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/ no item Sinopses 01/04/2007

terça-feira, julho 31, 2007

QUEM MANDA, AGORA, É O MINISTRO DA DEFESA: JOBIM BATEU O MARTELO SOBRE A DEMISSÃO DO PRESIDENTE DA INFRAERO

Jobim bateu o martelo sobre a saída do brigadeiro José Carlos Pereira da presidência da Infraero.

A mudança, comunicada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem, só não deve ser imediata porque falta um nome para substituir o brigadeiro.

(Gazeta Mercantil - Sinopse Radiobrás)


OBSERVAÇÃO DO BLOG;

Agora, o Presidente da República atribuiu ao Ministério da Defesa a condição de cabeça do sistema defensivo país, cujos órgãos integrantes poderão, daqui para a frente, funcionar integradamente, como deveria ter sido desde o seu advento, deixando o seu titular de atuar como se fosse uma "Rainha da Inglaterra", que "reina, mas não governa."

Igualmente, dessa estratégia poderá emergir o Sistema Único de Controle do Espaço Aéreo, tendo como um dos seus subsistemas o de Controle de Vôo de Aeronaves Civís, estreitamente subordinado ao Ministerio da Defesa, em que este desempenhará os papéis de coordenador, integrador, avaliador e reajustador de todos os órgãos encarregados da defesa do país.

Em consequência, fica sepultada, "em cova rasa", a tentativa de "desmilitarização" do setor de controle de aeronaves civís, prevalecendo a "militarização" total do Controle de vôos, integrando o esquema de segurança do país e, indispensavelmente, subordinado ao Ministério da Defesa.

segunda-feira, julho 23, 2007

TEREZA CRUVINEL: AS MEDIDAS TÊM DOIS GRAVES DEFEITOS. UM... OUTRO, NÃO TEREM VINDO ACOMPANHADAS DA UNIFICAÇÃO DA GESTÃO NUM SÓ COMANDO

"Para os especialistas, as medidas são boas, mas têm dois graves defeitos. Um, não terem sido adotadas antes. Outro. não terem vindo acompanhadas da unificação da gestão num só comando."

(Tereza Cruvinel - Panorama Político - de Brasilia - O Globo - 22-07-07)

domingo, julho 22, 2007

CAOS AÉREO É AFETADO PELA MULTIPLICIDADE DE ÓRGÃOS COM PAPÉIS SEMELHANTES E SUPERPOSTOS

* Tráfego cresce e governo corta em segurança aérea

SÃO 19 OS ÓRGÃOS FEDEDERAIS QUE ATUAM NO SETOR AÉREO DESARTICULADAMENTE

O tráfego aéreo brasileiro cresce à velocidade de cruzeiro: de 2003 a maio deste ano, o número de passageiros subiu 40% no país.

No mesmo período, o governo cortou 49% do orçamento dos órgãos encarregados da segurança do vôo, informa José Casado.

Esse é apenas um dos aspectos do caos aéreo que o país enfrenta, com dois acidentes que resultaram em mais de três centenas de mortes nos últimos 10 meses.

Há 19 órgãos federais no setor que não se entendem.

E o país não tem sequer uma política de aviação civil.

A Agência Reguladora da Aviação Civil, a Anac, transformou-se em reduto de nomeações políticas.

E, de acordo com suas próprias contas, gasta mais com supérfluos do que com a fiscalização da aviação.

(O Globo - Sinopse Radiobrás)


OBSERVAÇÃO DO BLOG:

A existência de 19 órgãos federais com atuação no setor aéreo implica em uma verdadeira desarticulação, justaposição e superposição de funções, cuja multicefalia, fatalmente, resulta na insofismável ineficiência e ineficácia reinantes.

A pluralidade de órgãos a que estão afetos os problemas do setor aéreo, além da ausência de coordenação única, não é suficiente, mas necessária, para explicar a existência do caos aereo, uma vez que é evidente a sua participação nele.

As atuações dispendiosas e desastrosas persistirão, ainda que sejam adotadas ínúmeras providências, enquanto não forem eliminadas as organizações que envolvam duplicidades e superposições de papéis e, reunidas as sobreviventes em um único órgão, ou seja com uma única cabeça (unicéfalo), formando um sistema único.

A atual multicefalia constitui relevante fator impediente de uma adequada definição de política para o setor.

Não é ocioso insistirmos que o advento de uma organização sistêmica do setor não resolverá todos os problemas, pois não existe panacéias, mas constitui aspecto útil e indispensável, no elenco de propostas para a solução do reconhecido caos aéreo.

sábado, julho 21, 2007

AUSÊNCIA DE ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO SISTÊMICOS COMPROMETEM A EFICIÊNCIA E A EFICÁCIA DO SETOR AÉREO


Claudia Safatle:

"Há um total colapso na gestão do sistema de controle do tráfego e do espaço aéreo"

(Valor Econômico - Sinopse Radiobrás - 20-07-07)


* Renato Cláudio Costa Pereira:

Falta coordenação ao sistema aéreo.

(Folha de São Paulo - Sinopse Radiobrás - 20-07-07)


OPINIÃO DO BLOG:

Concordamos que há colapso no setor aéreo e que existe falta de coordenação, mas discordamos que tal seja designado "sistema", pois se trata, exatamente do contrário", de um "não sistema".

Por definição, sistema é "um conjunto de partes interligadas e interrelacionadas, capazes de operar conjuntamente, com um propósito definido".

Isto é tudo que o setor aéreo não é.

A sua estrutura ("anatomia") não é sistêmica, por isto mesmo, não pode ter um funcionamento ("fisiologia") de caráter sistêmico.

Os órgãos que tratam de problemas e atividades afins estão colocados de maneira dispersa.

O pretenso "sistema", não tem uma "cabeça", por isto, seu corpo opera de modo desarticulado, incoordenado, como diagnostica Renato Cláudio Costa Pereira:

"Falta coordenação ao sistema aéreo" e,

segundo Claudia Safatle:

"Há um total colapso na gestão do sistema de controle do tráfego e do espaço aéreo"

Como parte da terapêutica para a patologia do setor aérea é lhe atribuir uma organização sistêmica, criando o Sistema Único de Controle do Espaço Aéreo (SUCEA), mas isto não constitui uma panacéa, pois precisa se complementar por uma operacionalização, também, de natureza sistêmica, por gestores e pessoal que tenham intimidade com a metodologia sistêmica.

Em julho de 1975 foi criado, através da Lei 6229, o Sistema Nacional de Saúde, precursor do atual Sistema Único de Saúde (SUS) que, até hoje, se acha desarticulado e caótico.

Entre as múltiplas causas do seu mal funcionamento, destaca-se o fato de que seus quadros parece desconhecer ou não ter interesse em aplicar a filosofia que inspirou sua instauração.

Malgrado isto, o pensamento sistêmico vem, rotineiramente, sendo adotado pela administração pública federal, cujos exemplos, além da mencionada criação do SUS, destacam-se:

- a unificação da Previdência Social, no governo ditatorial;

- a criação do Ministério da Defesa, no governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso;

- a unificação dos programas sociais, incluídos no Bolsa Família;

- a instituição do Sistema Nacional de Segurança Pública (SUSP);

- a criação da Receita Federal do Brasil e outros, confirmando a tendência de organização sistêmica da Administração Pública Federal do país.

sexta-feira, julho 20, 2007

AVIÃO DA TAM VOAVA COM DEFEITO GRAVE

* O Airbus que matou pelo menos 188 pessoas em Congonhas estava com problemas na turbina desde sexta-feira, quatro dias antes da maior tragédia aérea nacional.

A TAM sabia que o A320 voava sem o reversor direito, equipamento auxiliar na frenagem, mas sustenta que a aeronave estava apta a operar.
Na segunda-feira, um dia antes do acidente, o mesmo avião teve dificuldades para pousar no aeroporto.

Ao saber ontem da notícia que reforça a hipótese de falha mecânica, ministro Marco Aurélio Garcia comemorou no Planalto.

Correio Brasiliense - Sinopse Radiobrás)


Avião voava com defeito mecânico

O Airbus que explodiu terça-feira em Congonhas, tinha problemas no reverso, um freio aerodinâmico.

A TAM admite, mas nega que isso tenha causado o acidente.

Pelo manual do fabricante, defeito não impede seqüência das operações com o avião.

(Jornal do Commércio (PE) - Sinopse Radiobrás)

quinta-feira, julho 19, 2007

ACIDENTE COM O AIRBUS DA TAM TEM REPERCUSSÕES SISTÊMICAS

* O trágico acidente com o Airbus da TAM, que provocou a morte de quase 200 pessoas em São Paulo, deve ter forte impacto econômico no setor aéreo brasileiro, que já se ressente das conseqüências da queda do Boeing da Gol, em setembro do ano passado.

Ontem, as ações preferenciais da TAM foram as que mais caíram entre as do Índice Bovespa, 9,07%.

As PN da concorrente Gol perderam 2,64%, a terceira maior queda, e as ON da Embraer, 1,37%, o oitavo pior desempenho.

Vários bancos e corretoras, aqui e no exterior, que recomendavam investimentos no setor, resolveram revisar suas avaliações, prevendo queda nas receitas das empresas por conta do receio de voar que deve se seguir ao acidente no aeroporto de Congonhas.

"Diferentemente do acidente da Gol, este coloca em cheque todo o setor e a infra-estrutura aeroportuária do país", afirma Eduardo Puzziello, analista da Fator Corretora, que está revendo as projeções para os papéis de TAM e Gol.

Ele acha que a recuperação vai ser lenta, como ocorreu com o setor elétrico depois do apagão de 2001.

O acidente de Congonhas também vai provocar um aumento dos preços dos seguros para a aviação brasileira e dificultar a colocação das apólices no exterior.

Só a indenização das vítimas da TAM deverá custar às seguradoras cerca de R$ 180 milhões, segundo estimativas do mercado.

Outros US$ 400 milhões devem ser gastos com a cobertura do casco da aeronave e a apólice de responsabilidade civil.

Cerca de 90% dos custos desses sinistros serão de responsabilidade de resseguradoras no exterior.

Isso, naturalmente, elevará o preço das novas apólices para as companhias brasileiras.

Outra perda para o setor - "incalculável", segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Eraldo Alves da Cruz- é na área do turismo.

Atrasos e o caos aéreo que se seguiram ao acidente da Gol levaram muitos brasileiros a evitar os aviões na hora de programar as férias.

O aumento do número de passageiros nos aviões está sendo garantido pelas viagens de negócios, que crescem com a economia.

Mas os pacotes de viagem de turismo caíram 15% no primeiro semestre em relação a igual período de 2006.

Uma decepção para um setor que esperava aumentar as vendas em 10%.

(Valor Econômico - Sinopse Radiobrás)

quarta-feira, julho 18, 2007

SEGURANÇA AÉREA NO BRASIL EM XEQUE FACE À NOVA TRAGÉDIA

* Nova tragédia põe em xeque a segurança área no Brasil

Menos de um ano depois da maior tragédia aérea da História do Brasil, com o país ainda vivendo os efeitos da queda do Boeing da Gol, um novo desastre, com pelo menos 187 mortos, põe em xeque a segurança dos vôos no país.

Um Airbus A320 da TAM tentou pousar sem sucesso ás 18h50m de ontem na pista do Aeroporto de Congonhas (SP), debaixo de forte chuva, arremeteu e espatifou-se do outro lado da Avenida Washington Luís no prédio da TAM Express, que fica em frente ao terminal principal do aeroporto.

Foi atingido também um posto de gasolina. O vôo 3054 havia saído de Porto Alegre com 175 pessoas a bordo - 155 passageiros, 6 tripulantes e 14 funcionários da TAM. Até as 22h, os bombeiros nem sequer haviam conseguido se aproximar do avião.

Eles acreditavam que não haveria sobreviventes entre as pessoas que estavam a bordo. Do avião, só restou a cauda; o restante da fuselagem derreteu.

Doze corpos já haviam sido retirados do prédio, onde se estima que havia de 100 a 200 pessoas no momento do acidente. Segundo relatos enviados à Infraero, o piloto tentou falar com a torre, mas os controladores não entenderam.

Na véspera, um avião bem menor e mais leve, da Pantanal Linhas Aéreas, já tinha deslizado na mesma pista, que passou por uma reforma justamente para evitar este problema.

As obras de reforma, entregues há duas semanas, não foram devidamente concluídas: faltaram as ranhuras na pista que ajudam nas aterrissagens e no escoamento da água da chuva.

Um piloto da TAM, que pediu para não ser identificado, disse não saber como a Infraero certificou a utilização da pista sem as condições mínimas de uso.

O presidente Lula convocou reunião de emergência em Brasília.

(O globo - Sinopse Radiobrás)

quinta-feira, julho 12, 2007

SENADOR RENAN CALHEIROS CEDE A PRESSÕES E DESISTE DE PRESIDIR A SESSÃO DO CONGRESSO QUE APROVOU A LDO

* O senador Renan Calheiros cedeu às pressões do Planalto e desistiu de presidir a sessão do Congresso que começou a votar a LDO.

Renan foi recebido pelo presidente Lula e voltou a dizer que está sendo vítima de perseguição política.

Pretende usar o recesso para recarregar sua popularidade em Alagoas. (.Jornal do Brasil - Sinopse Radiobrás.)


* Escândalo deixa Renan sem apoio para liderar sessão

O presidente Lula convenceu o presidente do Senado, Renan Calheiros, a não comandar o Congresso na sessão de votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O Planalto estava preocupado com a ameaça da oposição de atrasar os trabalhos no plenário, em protesto contra a insistência de Renan em permanecer no cargo apesar da suspeita de que ele recorreu ao lobista de uma empreiteira para bancar despesas pessoais.

A avaliação no governo é de que a sobrevivência política de Renan fica mais difícil a cada dia e a crise pode contaminar o Planalto.

Depois de mobilizar ministros e parlamentares para aconselhar o presidente do Senado a não chefiar a sessão, o próprio Lula conversou com Renan.

Manifestou solidariedade, mas aconselhou-o a evitar confrontos com a oposição para não prejudicar o governo.

O repúdio a Renan seria manifestado de maneira inédita no Congresso: deputados e senadores planejavam erguer cem cartões vermelhos assim que o presidente do Senado entrasse no plenário.

A idéia agora é produzir um documento com milhares de assinaturas contra Renan e estender suas folhas em varal montado diante do Congresso.

(Estado de São Paulo - Sinopse Radiobrás)


* Pressionado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), desistiu de presidir a sessão do Congresso marcada para votar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), apesar de negar que esteja isolado.

Renan também se comparou a são Sebastião ao tentar minimizar as pressões para que deixe a presidência da Casa.

(.Folha de São Paulo - Sinopse Radiobrás.)


* Pressão impede Renan de dirigir sessão do Congresso

Pressionado pela oposição e até pelo governo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), desistiu de comandar a sessão do Congresso para votação da LDO de 2008.

O Planalto interveio para evitar o aprofundamento da crise, e o presidente Lula conversou com Renan no Planalto durante 40 minutos.

Enquete do Globo mostra que a maioria dos senadores (37 dos 59 que opinaram) acredita que a imagem do Senado foi atingida e 33 acham que Renan deve ser cassado se forem provadas irregularidades fiscais.

(O GLOBO - SINOPSE RADIOBRÁS)


* Um dia com a corda no pescoço

Menos de 24 horas depois de desafiar a oposição a afastá-lo da Presidência do Congresso, Renan Calheiros viveu ontem seu dia de maior desprestígio.

Sob pressão do governo, do qual é aliado, ele foi obrigado a recuar, abrindo mão de presidir a sessão de votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Se insistisse, sofreria um duplo constrangimento.Além de obstruir a votação, impondo uma derrota ao Planalto, os opositores ameaçavam recebê-lo com cartões vermelhos.

Desde a eclosão da crise que pode levar à cassação de seu mandato, Renan nunca tinha passado tamanho vexame.

(Correio Brasiliense - Sinopse Radiobrás)


* Depois de desistir de presidir a sessão de ontem do Congresso, que aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu passar férias em Alagoas.

Com isso, o senador tenta fugir do epicentro de sua crise política durante o recesso parlamentar de julho.

(Gazeta Mercantil - Sinopse Radiobrás)

quinta-feira, julho 05, 2007

O MAIOR PROBLEMA DO CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO É A AUSÊNCIA DE UMA ORGANIZAÇÃO SISTÊMICA DO SETOR

* Depois de 3h30 de reunião, representantes da Agência Nacional de Aviação Civil, da Infraero e da Aeronáutica bateram boca e não chegaram a consenso para acabar com o caos nos aeroportos.

Para deputados da CPI do Apagão Aéreo, os envolvidos não têm soluções.

(Estado de São Paulo - Sinopse Radiobrás)


OPINIÃO DO BLOG:

O maior probalema do setor é a ausência de uma organização sistêmica.

A existência de vários órgãos para tratar de um mesmo tema, sem estrutura hierárquica e sem relação de subordinação. só pode resultar em balbúrdia, onde ninguém se entende.

É o caso do caos aéro que só poder ser solucionado mediante a organização sistêmica do setor.

Para Mário Cheves, em seu livro "Saúde e Sistemas", "a idéia de sistema dá uma conotação de plano, método, ordem, arranjo. O antônimo de sistema é caos."

Transcrevemos trecho do nosso livro "Sistemismo Ecológico Cibernético" - 3a. edição, páginas 61 e 62:

"A seguir, apresentamos algumnas definições de sistema:

Sistema é “um todo complexo e organizado; uma reunião de coisas ou partes formando um todo unitário e complexo6”.

“O todo é algo mais que o simples somatório das partes, pois envolve, necessariamente, todas as relações entre seus componentes7".

Uma característica fundamental dos sistemas é a relação existente entre suas partes constituintes, possuindo aspectos que não são inerentes a cada um dos seus componentes, considerados isoladamente.

O todo é, pois, constituído das partes integrantes do sistema, acrescidas das relações entre elas.

O sistema se constitui de um todo complexo, organizado e inter-relacionado que é, também, algo mais que o mero somatório dos seus elementos constituintes, devendo englobar, sobretudo, as relações existentes entre todos os seus componentes.

Sistema es algo que se distingue del ambiente o de sus alrededores, que está fuera de equilibrio y que reconocemos como distinto del ambiente.

Son ejemplos de sistemas, los átomos, los elementos, los compuestos orgánicos, los compuestos inorgánicos, las células, los organismos pluricelulares, la sociedad de los seres humanos, los planetas, el sistema solar, las galaxias y el universo.8”

“Um sistema é um conjunto de objetos junto com as relações entre os objetos e seus atributos. 9”

“La naturaleza puede estudiarse por medio de nuestra elección arbitraria de cualquier porción de materia de universo; esto le llamamos un sistema.. Un sistema cualquier más sus alrededores, es igual a la totalidad del universo.10”

Sistema é “qualquer agregado reconhecível e delimitado de elementos distintos que estejam de alguma forma interligados e interdependentes e que continuem a operar juntos de acordo com certas leis e de tal forma a produzir algum efeito total característico.

Um sistema, em outras palavras, é algo relacionado com algum tipo de atividade e dotado de uma certa integração ou unidade; um sistema particular pode ser reconhecido como distinto de outros sistemas com os quais, no entanto, pode estar dinamicamente relacionado.

Os sistemas podem ser complexos, podem estar formados por subsistemas interdependentes, os quais, por sua vez, embora com menos autonomia do que o agregado total, podem ser diretamente distinguidos durante as operações11”.

A idéia de sistema dá uma conotação de plano, método, ordem, arranjo.
O antônimo de sistema é caos.

…O conceito de sistema involucra o de lei e o de efeito, de resultado.
O conceito de sistema é, por conseguinte, um conceito dinâmico12.

A noção de sistema, além da idéia de totalidade, encerra a de processo, de movimento e mudança, aspectos que são compartilhados com a Cibernética e com a própria Dialética."

domingo, junho 24, 2007

AERONÁUTICA DOBRA TURNO DE CONTROLADORES DO CINDACTA-1

O governo já começou a colocar em prática as medidas de emergência anunciadas ontem à tarde para tentar vencer o caos aéreo que voltou aos aeroportos.

Os controladores de vôo que trabalharam no turno das 22 horas de sexta-feira às 7 da manhã de hoje foram convocados a permanecerem no Cindacta-1, cumprindo novo turno de trabalho. Só seriam liberados no início da tarde.

Para os controladores, a medida coloca a segurança de vôo em risco.

A mudança de escala de serviço estava prevista entre as nove medidas anunciadas pelo Comandante da Força Aérea, brigadeiro Juniti Saito.

Também já estão trabalhando no Cindacta-1 controladores militares de tráfego aéreo de outros Estados, já transferidos emergencialmente para Brasília.

Segundo os controladores, depois de trabalharem a noite inteira, os sargentos não teriam condições de prosseguir executando o trabalho por um novo turno. Além disso, a medida estaria contrariando as regras internacionais de controle de aeronaves, por exceder a carga horária.

Segurança

A Aeronáutica assegura que, em momento algum, a segurança dos passageiros será afetada por este tipo de medida.

Como o pessoal que está trabalhando agora ainda que não tem o hábito de operar tantas aeronaves como fazem os controladores habituais da área, eles controlarão menos aeronaves, o que poderá provocar demora na liberação de aviões.

Mas, em momento algum, haverá paralisação do tráfego aéreo, garantiu o órgão, que espera retomar a normalidade do fluxo aéreo aos poucos.

A carência de pessoal se agravou com o afastamento de 14 controladores na sexta-feira, considerados os cabeças do movimento.

Eles agora foram transferidos para outros setores do tráfego aéreo militar e não vão mais monitorar aeronaves civis.

"Eles diziam que era incompatível a função de militar e de controlador de vôo. Atendemos o que eles queriam.

Daqui pra frente eles serão apenas militares e não mais controlarão vôos", resumiu Saito, ontem à noite.

Seis meses depois do trabalho, eles perdem a habilitação e o treinamento e, naturalmente não serão reciclados e não poderão mais voltar às antigas funções.

(Agencia Estado - 23/6/2007 13:36)

sexta-feira, junho 22, 2007

MOTIM AMEAÇA TIRAR O BRASIL DO AR OUTRA VEZ

Em vez de relaxar e gozar, como sugeriu a ministra Marta, os brasileiros se revoltaram.

Com exceção dela e do ministro Mantega, para quem o caos aéreo é sinal de "prosperidade", ninguém agüenta mais tanta confusão nos aeroportos brasileiros.

A má notícia é que a situação corre o risco de piorar. Isso porque controladores ameaçam deflagrar nas próximas horas paralisação ainda maior que a de 30 de março, quando o país parou e o presidente Lula precisou intervir para que voltasse à normalidade. Em Brasília, ontem, dos 92 vôos programados, três foram cancelados e 46 partiram com mais de uma hora de atraso.

(Correio Brasiliense - Sinopse Radiobrás)

quarta-feira, junho 20, 2007

SUCESSÃO DE RENAN CALHEIROS JÁ ESTÁ ABERTA NO SENADO

* Pressão contra Renan aumenta no Congresso

O Senado já discute nos bastidores a sucessão de Renan Calheiros na presidência do Senado.

O senador ignorou as pressões e afirmou que vai permanecer no cargo.

Pedro Simon, colega de partido e um dos cotados para substituir Calheiros, pediu publicamente a sua renúncia.

José Sarney e a filha Roseana também são nomes fortes para presidir a Casa.

No caso de renúncia ou perda de mandato, quem assume o lugar de Renan até a realização de nova eleição é o vice-presidente Tião Viana, do PT.

(.Jornal do Brasil - Sinopse Radiobrás.)

domingo, junho 10, 2007

TRANSPOSIÇÃO NO RIO SÃO FRANCISCO TERÁ, NO NORDESTE, IMPACTO SEMELHANTE AO OCORRIDO NO CENTRO OESTE, COM A MUDANÇA DA CAPITAL

Coube ao Exército Brasileiro, em prosseguimento ao desempenho de seu papel social, a instauração do marco inicial da monumental obra de transposição das águas do Rio São Francisco, que além de colocar um paradeiro na chamada indústria da seca que durante decênios foi um sorvedouro de verbas públicas, esta realização é passível de provocar o crescimento econômico de vários Estados do Nordeste Brasileiro e a melhoria da qualidade de vida de grande faixa da população nordestina.


A jornalista MARTA SALOMON, enviada especial da Folha de São Paulo a Cabrobó (PE), ssim descreve o memorável acontecimento:


Trasnposição no São Francisco começa com 50 homens e R$ 5 bilhões de gasto

MARTA SALOMON

enviada especial da Folha a Cabrobó (PE)

Em meio a mandacarus, coroas de frade e outras plantas espinhosas da caatinga, o sargento topógrafo Hayud Farah seguiu as coordenadas do satélite e marcou o lugar onde o Exército erguerá, nos próximos meses, um paredão do tamanho de um prédio de sete andares da barragem de Tucutu.

Deu-se assim, na manhã da última terça-feira, o início oficial da polêmica obra de transposição do rio São Francisco, obra de mais de R$ 5 bilhões a ser financiada com dinheiro dos impostos.

O marco foi feito a oito quilômetros das margens do São Francisco, em Cabrobó (PE).

Do trecho onde o rio faz uma curva, sairá um dos dois canais de concreto que vão desviar parte das águas do São Francisco por centenas de quilômetros, para os Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

No caminho, nove estações de bombeamento vão erguer as águas a uma altura de até 300 metros.

Na coordenação-geral do projeto, em Brasília, o engenheiro Rômulo Macedo considera "pouco provável" que a obra pare depois de tantos problemas que enfrentou até começar a sair do papel.

Ele não descarta, porém, contestações e eventuais atrasos na superlicitação em curso, de R$ 3,3 bilhões, para a escolha das empresas privadas que farão a maior parte da obra, nem o risco de que a obra se torne, no futuro, um "elefante branco".

"Tudo está programado para que o eixo Leste seja inaugurado já neste governo e que o eixo Norte, maior, chegue a 2010 com parte funcionando, para se tornar irreversível", disse Macedo.

O objetivo é evitar que o sucessor de Lula interrompa o projeto.

Grandes obras

"Essa cena vai para o museu", comentou o sargento topógrafo Farah sob o sol forte.

Ele faz parte de uma equipe inicial de 50 homens deslocados do 2º batalhão de engenharia do Exército, sediado em Teresina.

O grupo, que alcançará 200 homens nos próximos meses, montou acampamento em Cabrobó na segunda-feira.

Outro destacamento, saído de Picos (PI), chegará amanhã ao município de Floresta, também em Pernambuco. As escavações devem começar dia 25.

O Exército cuidará da primeira parte da obra: construirá os dois pontos de captação das águas - nos municípios de Cabrobó e Floresta - e quase oito quilômetros de canais entre as margens do rio e as primeiras estações de bombeamento, além das primeiras barragens da transposição.

Dividido em 14 lotes, o restante da obra será tocado por empresas privadas.

No meio da área da caatinga que será desmatada em breve, os militares compararam a transposição a grandes obras que o país teve nos anos 70, como a Transamazônica, a hidrelétrica de Itaipu e a ponte Rio-Niterói.

O batalhão responsável pela primeira etapa das obras da transposição ganhou o nome de Pedro 2º.

Uma homenagem ao imperador que patrocinou a primeira idéia de desviar águas do São Francisco.

No PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a transposição é a obra que vai consumir o maior volume de impostos cobrados pela União.

Antônio Simões de Almeida acertou na quarta-feira, no escritório do Ministério da Integração em Cabrobó, a indenização de R$ 1,029 milhão pelas terras da fazenda Tucutu, local escolhido para a captação das águas do São Francisco no eixo Norte.

"Era uma propriedade de estimação, mas não é por isso que vou ser contra a obra, que vai beneficiar tanta gente", declarou.

Coube a Antônio "Russo", como é conhecido, a indenização mais cara a ser paga no primeiro trecho da transposição.

O processo de desapropriação é complicado pela falta de documentos que comprovem a titularidade das terras, problema que atinge 80% das propriedades localizadas numa área de cem metros nas margens direita e esquerda dos canais.

Essa faixa será cercada e vigiada para evitar roubo de água.

Desde o anúncio da desapropriação, em 2005, a fazenda Tucutu, de quase 600 hectares, parou de produzir arroz e cebola para se dedicar à criação de gado."

sexta-feira, junho 08, 2007

QUEM FALA O QUE QUER PODE OUVIR O QUE NÃO DESEJA

Reporter vai a Europa e deixa de lado temas de repercussão internacional para se fixar em problemas pessoais do Presidente, em menosprezo aos leitores que já estão bem informados, pela imprensa local, sobre este caso policial e, desejam tomar conhecimento do que realmente está ocorrendo, na Europa, onde se reuniram os Chefes de Estado das maiores economias do planeta.

Esqueceu a jornalista que "roupa suja se lava em casa" e que para pergunta ridícula, cabe resposta marota", pois o Presidente revidou à altura tal provocação e "baixaria", como publicou o jornal O Estado de São Paulo:

" O presidente Lula se esquivou e reagiu com certa irritação ao ser indagado a respeito de novas revelações da Polícia Federal sobre o envolvimento de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, com empresários investigados na Operação Xeque-Mate.

"Quero falar do G-5 e do G-8.

Na segunda-feira, você pode me perguntar o que você quiser da política interna que lhe responderei de peito aberto e de coração muito aberto", disse.

A PF dispõe de gravações nas quais Vavá cobra de R$ 2 mil a R$ 3 mil do empresário do jogo Nilton Cezar Servo, em troca de benefícios em órgãos públicos".

(Estado de São Paulo - Sinopse Radiobrás)


* Em Berlim, Lula se irrita com pergunta sobre novas denúncias contra o irmão.

(Jornal do Brasil - Sinopse Radiobrás)