sexta-feira, agosto 08, 2008

ABERTURA DA OLIMPÍADA DE PEQUIM: A MAIOR ORGANIZAÇÃO SISTÊMICA PLANETÁRIA, CONGREGANDO MAIS DE DUAS CENTENAS DE PAÍSES



Fogos e tambores abrem Olimpíada de Pequim

Por Crispian Balmer

PEQUIM (Reuters) - A poderosa China abriu na sexta-feira a Olimpíada de Pequim com um espetáculo de tambores e fogos de artifício, numa cerimônia espetacular que celebra a história do país e visa a fazer o mundo esquecer os últimos meses de controvérsias políticas.

Um Exército de 2.008 percussionistas marcou o ritmo da contagem regressiva para os Jogos, momento de glória para um país que em poucas décadas passou da pobreza e do isolamento para se tornar uma potência econômica. O evento, porém, também atrai críticas internacionais devido à situação dos direitos humanos no país.

Cerca de 80 líderes mundiais, inclusive o norte-americano George W. Bush e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, estão entre os 91 mil espectadores da cerimônia no estádio Ninho de Pássaro. A audiência televisiva global deve superar 1 bilhão de pessoas.

Marcando o início da cerimônia, fogos espocaram junto às beiradas do estádio, luzes estroboscópicas piscaram, e uma floresta de baquetas luminosas dos percussionistas tingiu de vermelho a escuridão do estádio, envolto numa névoa úmida.

A cerimônia culmina sete anos de preparativos que deram nova forma a Pequim, e pretende ser um símbolo do desenvolvimento industrial do país.

"O momento histórico que tanto esperamos está chegando", disse o presidente Hu Jintao num almoço de boas-vindas a outros dignitários. "O mundo nunca precisou tanto de compreensão mútua, tolerância mútua e cooperação mútua tanto quanto hoje."

Mas a realização da Olimpíada também fez a China, país mais populoso do mundo, chamar a atenção por fatos como os distúrbios políticos no Tibete, que atraiu uma violenta repressão.

CUSTO RECORDE

A Olimpíada custa 43 bilhões de dólares para a China, superando de longe os 15 bilhões de Atenas-2004. Milhares de pessoas tiveram suas casas desapropriadas para dar espaço às instalações olímpicas.

Os Jogos devem ser oficialmente abertos por volta de 23h (12h em Brasília) pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge. O evento vai até dia 24. Serão 10,5 mil atletas, de 204 nações (um recorde), buscando 302 medalhas de ouro em 28 esportes.

Os chineses esperam que seus compatriotas salientem o poderio do país liderando o quadro de medalhas pela primeira vez na história.

Cerca de 14 mil pessoas participam do show, para o qual foram preparados 29 mil fogos de artifício, uma invenção local. O cineasta Zhang Yimou, no passado mal-visto pelo regime, foi o responsável por condensar 5.000 anos de história chinesa num só espetáculo.

E fora do estádio também há uma coreografia cuidadosamente preparada -- no caso, o trabalho dos cerca de 100 mil policiais e soldados de prontidão para evitar atentados e protestos.

quinta-feira, agosto 07, 2008

A UTILIZAÇÃO DO MECANISMO CIBERNÉTICO (FEEDBACK) E A SOBREVIVÊNCIA DO MODELO CHINÊS


Marcha olímpica da China oferece lições sobre a flexibilidade do partido
Jim Yardley
Em Pequim

Quando Pequim dava início à construção dos seus principais estádios olímpicos quatro anos atrás, o vice-presidente e principal articulador político da China, Zeng Qinghong, advertiu os 70 milhões de membros do Partido Comunista que o próprio partido poderia passar por uma certa reconstrução.

Zeng argumentou que as "lições dolorosas" aprendidas com o colapso de outros partidos comunistas na União Soviética e na Europa Oriental não poderiam ser ignoradas. Ele afirmou que os líderes chineses precisavam "acordar" e descobrir que "o status de um partido como grupo do poder não dura necessariamente tanto quanto o próprio partido".

Zeng, atualmente aposentado, referia-se às pressões da liberalização econômica, da estagnação política e da globalização, que, segundo muitos analistas, acabariam derrubando o governo de partido único na China. As Olimpíadas também representavam um ponto de pressão, e certos analistas acreditavam que as expectativas e o escrutínio internacional vinculados aos Jogos poderiam ajudar a abrir um outro sistema político autoritário - conforme aconteceu em Seul em 1988.

Mas, se as Olimpíadas apresentaram desafios e crises indubitáveis, o Partido Comunista mostrou que é flexível. O apetite público por reformas não diminuiu, mas o efeito colateral de curto prazo das Olimpíadas foi uma intensificação do patriotismo chinês que fortaleceu o partido, possibilitando que este enfrentasse as críticas internacionais após a onda de repressão contra os manifestantes tibetanos em março e a controvérsia a respeito do percurso internacional da tocha olímpica.

A mudança econômica e social é tão rápida na China que o Partido Comunista é às vezes descrito como um administrador que não dá mais conta do trabalho. Mas nos sete anos passados desde que Pequim foi escolhida para sediar os jogos, o partido adaptou-se e seguiu em frente, reduzindo a repressão contra elementos da sociedade, ainda que esmagasse ou cooptasse as ameaças ao seu controle do poder político.

O partido absorveu empresários, profissionais urbanos e estudantes universitários em uma classe de elite vinculada ao status quo político, ainda que não faça necessariamente parte dele. Capitalistas privados podem ser o símbolo de uma China em processo de mudança, mas o partido também agarrou-se firmemente aos pilares mais lucrativos da indústria e do sistema financeiro, e nem sempre é fácil fazer uma distinção entre as maiores companhias privadas e as suas congêneres estatais na economia híbrida da China.

Enfrentando a fúria popular devido à corrupção, as autoridades chinesas precisam agora participar de sessões anuais de treinamento como parte de um programa de âmbito nacional - nem sempre bem-sucedido - para a elevação da competência. E, se as autoridades abandonaram há muito tempo os esforços para o controle de pensamento no estilo maoísta, a máquina de propaganda ainda inflama paixões nacionalistas, ou as suprime, dependendo das prioridades do partido.

"Esse é um partido que reflete bastante", afirma David Shambaugh, cientista político da Universidade George Washington e autor do livro "China's Communist Party: Atrophy and Adaptation" ("O Partido Comunista da China: Atrofia e Adaptação"). "Os seus membros têm grande capacidade de adaptação, pensam muito e são abertos, dentro de certos limites. Mas a questão fundamental é a sobrevivência. E eles vêem a sobrevivência como resultado da adaptação".

A questão suprema é saber se a adaptação sozinha é suficiente. Muitos analistas afirmam que a ausência de uma reforma democrática está prejudicando a eficiência econômica da China e que as reformas são necessárias para o enfrentamento de questões como a enorme desigualdade e a degradação ambiental. Milhares de protestos irrompem todos os anos devido aos confiscos ilegais de terras e à corrupção oficial. A crise do Tibete revelou que o nacionalismo chinês é uma grande força política, ainda que ele tenha exposto questões domésticas não resolvidas relativas à liberdade de religião e aos direitos das minorias. Para alguns analistas, a truculenta resposta oficial à questão do Tibete revelou uma liderança insegura e na defensiva.

"O partido não tem auto-confiança em relação à sua legitimidade", afirma Zhang Xianyang, um analista político liberal de Pequim. "Desta forma, o governo exibe uma reação exagerada face à turbulência social. Creio que o regime não é tão forte quanto pensam os estrangeiros e os cidadãos comuns. Mas ele também não é tão fraco quanto acha".

Negócios do partido
Para o Partido Comunista, a escolha da China, em julho de 2001, para sediar as Olimpíadas de 2008 foi um golpe político e histórico: um presente que eles poderiam fornecer aos cidadãos entusiasmados e um novo ponto focal, sete anos no futuro, que poderia ser utilizado para estimular o orgulho nacional.

Dentro do partido, os líderes concentraram-se atentamente na viabilidade do sistema. O partido não enfrentava nenhuma oposição organizada; até porque nenhuma oposição é permitida. Mas a liderança, nervosa com as tendências históricas, ordenou que fossem realizadas autópsias completas do colapso dos governos da União Soviética e da Europa Oriental. Em junho de 2001, um mês antes do anúncio das Olimpíadas, o departamento de organização do Comitê Central do Partido Comunista, que supervisiona as promoções e treinamentos no partido, publicou um relatório contundente que revelou a profunda raiva popular e recomendou "reformas do sistema" a fim de enfrentar os problemas da corrupção e da incompetência.

A economia da China disparava, e o país preparava-se para ingressar na Organização Mundial de Comércio. Mas se era verdade que o livre comércio poderia alavancar as exportações da China, o relatório do partido advertiu também que uma integração mais profunda na economia mundial poderia "implicar em perigos e pressões crescente, e é possível prever que no período seguinte o número de protestos públicos aumentará, prejudicando seriamente a estabilidade social".

O desmantelamento da economia planificada já representara um desafio ideológico: o que fazer quanto a uma classe emergente de capitalistas que estava acumulando riqueza rapidamente? Para os marxistas da velha guarda, aceitar os capitalistas seria uma apostasia, mas para um partido que temia qualquer grupo emergente como um rival na disputa pelo poder, isso pareceu ser uma política inteligente. Menos de duas semanas antes do anúncio das Olimpíadas, Jiang Zemin, que na época era o presidente, escolheu o 80º aniversário do partido para declarar que os capitalistas deveriam ser convidados a ingressar nas suas fileiras.

Os reformistas esperavam que os empresários privados pudessem um dia revelar-se uma força para a democratização. Mas, atualmente, juntamente com o fluxo de autoridades do partido para o setor empresarial, a mistura de dinheiro e poder fez com que as distinções nítidas entre os setores estatal e privado tornassem-se menos significantes do que no Ocidente. O empresariado estabeleceu vínculos mais estreitos com o governo e o partido no intuito de obter acesso aos empréstimos dos bancos estatais e tirar proveito da rede de burocratas que controlam os contratos imobiliários e governamentais. Estudantes universitários de olho em uma carreira no governo ou na academia muitas vezes fazem o mesmo cálculo.

"O partido parece estar contente com isso", afirma Bruce Dickson, acadêmico especializado na China, professor da Universidade George Washington e autor do novo livro "Wealth Into Power: The Communist Party's Embrace of China's Private Sector" ("Transformação de Riqueza em Poder: A Adoção do Setor Privado da China pelo Partido Comunista"). "Eles não estão em busca de ideólogos inflexíveis. O que querem é cooptar as pessoas para que elas façam parte do seu sistema. E eles têm tido muito mais sucesso do que as pessoas acreditam".

Além de gerenciar a ascensão da iniciativa privada, o partido também enfrentou o colapso de grande parte da economia estatal.

A fatia estatal da economia caiu de 80% em 1997 para cerca de 35% em 2006, de acordo com uma recente análise publicada no periódico "China Economic Quarterly". Mas a redução dessa fatia não reflete um declínio de influência. As análises do colapso do bloco soviético, feitas pelo partido, culpam os países pós-comunistas por terem se apressado de forma descuidada a adotar a privatização. A fim de preservar a proeminência do partido, as autoridades graduadas adotaram uma política de venda de pequenas empresas com baixas margens de lucro, mantendo, porém, o controle sobre as maiores indústrias.

Atualmente o Estado ainda exerce controle efetivo sobre recursos naturais como petróleo, gás e carvão, refinação de petróleo, produção de aço e metais ferrosos, telecomunicações, transporte, geração de energia elétrica e o sistema financeiro.

Arthur Kroeber, editor do "China Economic Quarterly", afirma que as autoridades chinesas injetaram competição no setor estatal ao lançar uma entidade estatal contra outra, sem abrir mão do controle sobre as indústrias estratégicas.

"Eles retiveram todas as indústrias maiores e que apresentam um grande fluxo de capital", diz Kroeber.

Agente da mudança
Se existe algo que tem sido um agente da mudança na sociedade chinesa, este fator chama-se Internet. Em 2001, a China tinha 26,5 milhões de usuários da Internet. Atualmente este número é de 253 milhões, o maior do mundo. Um desses usuários é um engenheiro de software chamado Lu Yunfei, que juntou-se à multidão aglomerada na Praça da Paz Celestial na noite em que Pequim ganhou o direito de sediar as Olimpíadas.

No ano seguinte, Lu começou a surfar na Web e logo deparou-se com as notícias sobre a visita feita pelo primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, a um templo que homenageia os soldados japoneses, incluindo alguns acusados de cometer atrocidades na China. Furioso, ele tornou-se um dos membros da legião de ciber-nacionalistas do país.

"Fiz uma virada de 180 graus na minha vida devido à Internet, como resultado da liberdade de informação", diz Lu, que atualmente tem 33 anos. "O movimento patriota é um resultado do desenvolvimento da Internet".

A liberdade de informação sempre foi considerada essencial para a liberalização da China, e a Internet disseminou quantidades de informação que anteriormente eram impensáveis. Apesar de um firewall da Internet e de dezenas de milhares de censores, os dissidentes ainda publicam petições que antigamente não seriam lidas. Os agricultores publicam vídeos de manifestações no YouTube. Mas o nacionalismo também floresceu nesse universo online, transformando-se em uma força complicada que o partido muitas vezes foi capaz de cultivar em benefício próprio. Em 2005, em meio a um impasse diplomático entre China e Japão, milhares de manifestantes chineses organizaram furiosas passeatas anti-nipônicas em Pequim, Xangai e outras cidades. Inicialmente, o governo aprovou a manifestação, ainda que os protestos fossem ilegais. Mas, quando as manifestações cresceram, a polícia suprimiu-as.

Neste ano, as controvérsias em torno das Olimpíadas colocaram o nacionalismo chinês no cenário mundial. Nos dias que se seguiram às violentas rebeliões tibetanas, a mídia estatal dedicou horas à cobertura dos ataques dos tibetanos contra os chineses de etnia han, bem como a documentários televisivos que elogiavam as políticas econômicas aplicadas no Tibete. Quando líderes ocidentais passaram a pedir à China que agisse com comedimento na supressão do levante, chineses nacionalistas correram a defender o partido na Internet.

A fúria patriótica intensificou-se em abril, após os protestos contra a China que perturbaram a cerimônia de passagem da tocha olímpica em Londres e Paris. As vozes que pediam moderação, ou que questionavam a responsabilidade do governo na crise do Tibete, foram sufocadas. Conforme ocorreu três anos antes durante os protestos anti-nipônicos, as autoridades inicialmente aprovaram tacitamente o fervor e até mesmo um boicote à rede francesa de supermercados Carrefour, mas depois reprimiram essas manifestações a fim de criar uma imagem mais harmônica antes dos Jogos Olímpicos.

Controlando o orgulho
Para o Partido Comunista, o nacionalismo foi sempre uma justificativa central para o seu reinado. Crianças nas escolas aprendem a história heróica do partido como o salvador da China em 1949, e como o agente que libertou o Tibete do feudalismo e do atraso econômico. Se os ocidentais muitas vezes vêem a China através do prisma da Revolução Cultural e da repressão ocorrida em 1989 na Praça da Paz Celestial, os chineses aprendem a respeito da Guerra do Ópio e dos avanços colonialistas feitos pelo Japão e o Ocidente sobre a China.

"Nacionalismo e patriotismo significam amar o seu país", afirma Zhang, o analista político. "O Partido Comunista foi tão inteligente porque vinculou nacionalismo ao amor ao partido. Eles afirmaram que o partido e o país são a mesma coisa".

Li Datong, ex-editor de uma revista estatal, que perdeu o emprego após desentender-se com as autoridades de propaganda, afirma que as autoridades que controlam a mídia de massa e a Internet procuram deixar pouco espaço para o acaso. Segundo ele, o exército de sensores do país infiltrou-se anonimamente no debate da Internet pagando a escritores de meio expediente a quantia de 5 maos, ou cerca de sete centavos de dólar, para dirigir a opinião pública e monitorar o tom do debate travado online.

"O trabalho deles é publicar artigos no Bulletin Board System para equilibrar a opinião pública", afirma Li, referindo ao sistema da Internet no qual muitos usuários interagem. "Os cibernautas os chamam de partido dos 5 maos. Se eles publicarem uma mensagem em um Bulletin Board System, recebem 5 maos".

Lu, o ciber-nacionalista, diz que os patriotas chineses fazem distinções entre país e partido. Durante a crise do Tibete ele usou o seu website para sublinhar as mensagens provocadoras que criticavam a mídia ocidental ou o separatismo tibetano como parte da onda de apoio nacionalista ao partido. Mas, nas últimas semanas, a Internet ficou cheia de mensagens iradas - muitas delas foram mais tarde censuradas - criticando o governo por um recente acordo de energia com o Japão.

Porém, quando se trata de Olimpíadas, o partido e a nação parecem inseparáveis.

"O cidadão chinês comum, ainda que não seja capaz de articular isso, sente que as Olimpíadas são uma oportunidade muito importante para a China exibir poder de Estado", diz Lu.

Zhang Jing e Huang Yuanxi contribuíram para esta matéria.

domingo, agosto 03, 2008

Existe interesse em unificar os bancos de dados do governo (Organização Sistêmica) para facilitar a vida dos cidadãos

Receita já tem instrução normativa para acabar com Declaração de Isento

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil


Brasília - A Receita Federal admitiu que já tem pronta uma instrução normativa para acabar com a Declaração de Isento e com isso evitar transtornos e custos desnecessários, principalmente para o cidadão de baixa renda que todos os anos tem que prestar contas ao Fisco. A viabilidade técnica da medida ainda está sendo analisada pelo secretário da Receita, Jorge Rachid, e deve ser divulgada em breve.

O fim da declaração de Isento vem sendo debatido em reuniões técnicas há algum tempo e ficou mais evidente a partir da unificação das Receita Federal e Previdenciária quando a base de dados dos dois órgãos permitiu melhor analise da situação dos contribuintes, segundo fontes da Receita.

Mas essa não é a única base de dados que permite atualmente à Receita Federal identificar os isentos do país. A Receita pode usar dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais, que contém informações relativas ao período compreendido entre 1994 e 2008 de trabalhadores empregados e contribuintes individuais, empregadores, vínculos empregatícios e remunerações.

A Receita monitora ainda a movimentação financeira acima de R$ 5 mil das pessoas físicas e acima de R$ 10 mil das pessoas jurídicas, as compras de imóveis, as transações com cartão de crédito e declaração de rendimentos dos empregados fornecida anualmente pelos patrões.

Segundo as informações da Receita, existe interesse em unificar os bancos de dados do governo para facilitar a vida dos cidadãos. Embora já tenha ocorrido uma grande evolução, como no caso da Receita Federal, é preciso que todos os sistemas informatizados “conversem entre si”, além de permitir a interação dos diversos sistemas de gerenciamento de banco de dados. A questão, segundo um dos técnicos da Receita ouvidos, esbarra no custo que isso acarreta, mas é uma tendência dentro do governo.

Tecnicamente, segundo os técnicos da Receita e da Previdência, nada impede que o governo veja no Cadastro Nacional de Informações Sociais a possibilidade de agregar informações e transformar o cadastro numa espécie de “Social Security”, o cadastro da previdência social dos Estados Unidos, que possibilita ao cidadão obter emprego legalmente e outros serviços do governo.

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, já anunciou que quer integrar ao cadastro os registros de identidade civil. A medida irá permitir aumentar a segurança e a qualidade do Cadastro Nacional de Informações Sociais, que registra 430 milhões de vínculos empregatícios de pessoas físicas e 26 milhões de registros de empresas de todo o país, segundo informou a Datraprev, a empresa de tecnologia da informação da Previdência Social.

No ano passado, segundo a Dataprev foram feitos testes em conjunto com a Polícia Federal adotando técnicas de identificação biométricas (como impressões digitais ou a íris) em caráter experimental com 1.500 segurados de Curitiba, São Paulo e Brasília, com base no Cadastro Nacional de Informações Sociais e nos registros de identidade civil.

Inicialmente, a meta do Ministro José Pimentel, da Previdência, segundo a assessoria da Dataprev é a inclusão previdenciária, a melhoria dos serviços oferecidos aos segurados, a inclusão dos microempreendedores no sistema previdenciário entre outras coisas além de combater às fraudes, a falsificação e sonegação.

No caso da Receita Federal, a utilização de base de dados como as do CNIS já permite tecnicamente que o Fisco possa identificar através da tecnologia da informação que são os mais de 65 milhões de brasileiros com renda anual até R$ 15.764,28 classificados como isentos. Ou seja, aproximadamente os 35% da população brasileira que enviaram informações através da internet ou tiveram que se descolar até lotéricas, correspondentes bancários e Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil podem ficar tranqüilos que a Receita já tem estudos para saber quem são eles.

quinta-feira, julho 31, 2008

Felipe corre risco de não ser candidato a Deputado, em 2010 (Publicado no Site da FM PAN de Aquidauana - MS)

Terça-feira, 29 de Julho de 2008 | 06:43Hs
Edson Paim

Site da cidade noticiou que, segundo um vereador, o Prefeito Felipe Orro estaria desinteressado da eleição de Odilon Ribeiro.
Procuramos atinar sobre a possível justificativa para essa pretensa atitude e chegamos à conclusão de que Orro poderia ter a consciência da possibilidade de acontecer com ele, em 2010, o que ocorreu com José Fragelli, em 1958.
Embora Fragelli tenha exercido os mandatos de Deputado Estadual, de 1947 a 1954 e, de Deputado Federal, de 1955 a 1959, desempenhados com brilhantismo e competência, estes fatos não constituíram argumentos suficientes para lhe garantir a indicação do Diretório da UDN de Aquidauana, para concorrer à reeleição, em 1958, sendo substituído pelo então Prefeito Fernando Ribeiro.
A razão para isto, apresentada pela direção partidária, fora assim expressa:
“ Você já foi Deputado, agora é a vez do Tico”.
Esta versão era propalada, à solta, em Aquidauana, naqueles tempos.
Fragelli deixou o Palácio Tiradentes e se recolheu à sua fazenda e voltou a advogar, tendo afirmado que não mais retornaria à política, na ocasião em que me deu carona, de Campo Grande à Aquidauana, em 1961.
Entretanto, o General Emílio Garrastazu Médici que comandara a 4ª. Divisão de Cavalaria, sediada em Campo, no inicio da década de 70, conhecendo bem as qualidades de Fragelli, por isto, como Presidente, o nomeou governador de Mato Grosso, cargo que exerceu de 1970 a 1974.
Não fosse isto, teria sido cortada, daquela maneira, a carreira do maior político de Aquidauana (embora nascido em Corumbá), e um dos mais importantes do Mato Grosso.
Deixou o governo e elegeu Senador da República, exercendo o mandato de oito anos, além de ter sido grande Presidente do Senado Federal, ocasião em que veio a assumir a Presidência da República, honraria que só obtiveram outros dois cidadãos do velho Mato Grosso: Eurico Gaspar Dutra e Jânio Quadros.
Como a história se repete: no caso de Odilon se eleger Prefeito, Zélito poderá ser indicado candidato a Deputado, em 2010 e Felipe Orro preterido, desde que, maiores proximidades genéticas venham a prevalecer sobre outras razões, como aconteceu no caso de José Fragelli, em 1958.

quarta-feira, julho 30, 2008

ORGANIZAÇÃO SISTÊMICA DO POVO BRASILEIRO:

CPF deverá ser emitido junto com a certidão de nascimento

A Receita Federal confirmou nesta quarta-feira (30) que deve ser assinado um convênio, em agosto deste ano, com a Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), que representa os cartórios, para que as crianças nascidas tenham o Cadastro de Pessoa Física (CPF) emitido no cartório juntamente com a certidão de nascimento.

"Já tivemos algumas reuniões [com a Receita Federal] e estamos prestes a assinar o convênio em agosto", confirmou o presidente da Anoreg, Rogério Bacellar, ao G1. Em um primeiro momento, haverá um projeto-piloto em algumas regiões. Não se sabe em quanto tempo, de agosto em diante, a medida passará a ser obrigatória em todo o Brasil.

Segundo o presidente da Anoreg, o maior interessado no assunto é mesmo da Receita Federal, que passaria a ter um controle mais próximos dos contribuintes desde o seu nascimento. "Têm pais que, quando os filhos nascem, já abrem caderneta de poupança ou compram um imóvel e colocam em seu nome", explicou Bacellar.

Emissão gratuita

Ainda não está definido, mas segundo revelou Bacellar, a idéia é que, assim como a certidão de nascimento, a emissão de uma via do CPF também seja gratuita nos cartórios. "Não definimos ainda, mas o CPF deve ser de graça mesmo", disse ele.

Nos Correios, que são responsáveis por 60% das solicitações de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) junto à Receita Federal, é possível pedir emissão, segunda via, alteração de dados cadastrais e regularização do CPF. Qualquer um dos serviços custa R$ 5,50.

No caso de inscrição, a entrega do documento é feita na residência do cliente 15 dias úteis após o pedido. O número da inscrição pode ser informado pela agência dois dias úteis após o atendimento, desde que o pedido não tenha sido feito em uma agência franqueada.

O que é o CPF?

O CPF é o documento que identifica o contribuinte pessoa física perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). O CPF armazena as informações cadastrais da pessoa fornecidas pelo próprio contribuinte e pelos outros sistemas de dados da Receita Federal. Segundo a lei, cada pessoa pode se inscrever no cadastro somente uma única vez e, portanto, só pode possuir um único número de inscrição.

Segundo dados da Receita Federal, 66,3 milhões de pessoas renovaram o CPF em 2007 por meio da chamada declaração de isento, que também deve acabar neste ano. Além disso, outras 24 milhões de pessoas declararam IR neste ano, o que também funciona como uma confirmação do CPF. Deste modo, há pelo menos 90 milhões de CPF's ativos no Brasil.

Globo.com
Brasil transborda de esperança em meio a crise global, diz jornal

da BBC Brasil

Uma reportagem publicada na capa da edição desta quarta-feira do diário "International Herald Tribune" afirma que o Brasil "transborda de esperança" em meio à crise econômica global.

O texto atribui o clima esperançoso ao bom momento econômico que o país atravessa.

"O Brasil, a maior economia da América do Sul, está finalmente pronto para concretizar seu potencial como importante ator no cenário global, dizem os economistas, já que atravessa sua maior expansão econômica em três décadas", afirma a reportagem.

O correspondente do jornal diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou o impulso populista de seus parceiros na Venezuela e Bolívia e estimulou o crescimento do país com uma "combinação eficiente de respeito pelos mercados financeiros e programas sociais direcionados."

"O Brasil diversificou a base industrial, tem potencial para expandir o setor agrícola e possui uma enorme reserva de recursos naturais ainda não aproveitados. Novas descobertas de petróleo irão impulsionar o país para o ranking das grandes potências petroleiras globais na próxima década", cita a reportagem.

Segundo o texto, o mercado doméstico também contribui para o crescimento e o fortalecimento da economia brasileira, já que o bom momento afeta todas as camadas sociais e estaria não apenas criando "uma nova classe de super-ricos", mas também expandindo a classe média do país.

"Na verdade, com a moeda forte e a inflação no geral controlada, os brasileiros estão em uma temporada de consumo que se tornou o principal motor da economia", afirma o Herald Tribune.

"O que faz o Brasil mais resistente é que o resto do mundo importa menos", disse ao jornal Don Hanna, responsável pelas economias emergentes no Citibank.

Programas

A reportagem de capa destaca ainda o papel dos programas sociais do governo brasileiro no crescimento econômico do país.

Segundo a matéria, Lula teria aprofundado os programas iniciados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que teria "conduzido muitas das reformas estruturais que deram as bases para o atual crescimento estável do Brasil."

Entre os programas citados pelo jornal estão o Bolsa Família e o Banco do Nordeste.

De acordo com a reportagem, assinada de Fortaleza, esses programas ajudaram a expandir o emprego formal e informal, impulsionaram a classe média e "colocaram dinheiro no bolso dos nordestinos".

"O número de pessoas abaixo da linha da pobreza - definidas como aquelas que ganham menos de R$ 125 por mês, ou US$ 79,5 - caiu de 38% em 2000 para 33% em 2006", afirma o texto.

sábado, julho 26, 2008

A CRISE SISTÊMICA DOS ALIMENTOS E O PAPEL DA AMÉRICA LATINA NA SUA SOLUÇÃO

Crise dos alimentos: 'O pior já passou', diz FAO

O pior da crise dos alimentos já passou e a América Latina "está se consolidando como a grande produtora de alimentos do planeta", na opinião de José Graziano Da Silva, diretor regional para a América Latina e o Caribe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a FAO.

"Neste momento, acreditamos que as perspectivas (sobre uma solução para a crise) são muito boas. Nos dá a impressão de que o pior já passou", disse Graziano em entrevista à BBC.

Graziano diz que os preços dos principais produtos, como o trigo e o arroz, estão se estabilizando e que "a produção de quase todos os cereais tem registrado um crescimento muito significativo e (espera-se) alcançar um recorde mundial em 2008".

Depois de meses de manchetes alarmantes sobre o aumento contínuo dos preços dos alimentos, a FAO acredita que a situação mundial de oferta e demanda melhorará graças a um aumento da produção mundial de cereais de 2,8%.

Segundo Graziano, esse aumento na produção será especialmente marcante na América Latina, onde ficará em torno de 5,7%.

"Os países do Mercosul, incluindo o Brasil, têm aumentando sua produção, o que tem contribuído para frear a escalada dos preços", afirmou.

Produção e fome Graziano afirmou, no entanto, que a América Latina vive um paradoxo, já que produz mais do que consome e "os mais pobres são os pobres do campo, que são os que produzem os alimentos." Para Graziano, a solução está em políticas de proteção aos setores mais vulneráveis - já iniciadas por governos da região - e no estímulo à agricultura familiar. "A alta nos preços dos alimentos pode representar uma oportunidade de melhora das receitas. Isso se os países têm políticas de apoio à agricultura familiar, às infra-estruturas nas zonas rurais", afirmou.

Ele afirmou ainda que o país da região que mais o preocupa é a Bolívia.

"Há uma situação de insegurança alimentar severa. As zonas mais afetadas têm sido as do altiplano, que têm sofrido inundações." Crescimento e inflação O diretor da FAO disse que o grande problema da inflação na América Latina é que ela afeta os pobres em dobro.

"A inflação média na região está em cerca de 6%, mas o impacto sobre os mais pobres chega a 12% e isso acontece porque a maior parte de sua renda vai para o consumo de alimentos", afirmou.

Mesmo assim, Graziano afirma que o impacto que as medidas antiinflacionárias terão sobre o crescimento é ainda mais preocupante.

"A maior parte dos bancos centrais, por recomendação das instituições financeiras internacionais, começaram a aumentar as taxas de juros. Isso vai afetar o crescimento, e o crescimento para a América Latina é vital", afirmou.

Biocombustíveis Segundo Graziano, a FAO reconhece que os combustíveis tem tido um impacto importante no aumento dos preços dos alimentos, mas afirma que é preciso esclarecer a que tipo de biocombustível a organização se refere.

"A FAO reconhece dois tipos de impacto: o primeiro seria o aumento do consumo do milho nos Estados Unidos para a produção do álcool e o segundo é o aumento do consumo da colza, que se utiliza na Europa para a produção de biocombustíveis", afirmou.

"Por outro lado, nós não temos verificado um impacto significativo do uso da cana-de-açúcar", completou.

Desigualdade Apesar das boas expectativas para a solução da crise, Graziano afirma que nos países que têm baixas receitas, como os africanos, "não houve um aumento tão significativo da produção, e continuará existindo uma pressão dos preços no número de pessoas famintas." A longo prazo, o diretor da FAO acredita que o mundo terá condições de produzir o suficiente para alimentar mais pessoas.

"A FAO estima que para o ano de 2050 vamos ter de duplicar a produção alimentar para atender a uma população de 9 milhões de pessoas, mas acreditamos que isso será possível", afirmou.

O principal problema, na opinião de Graziano, está na desigualdade da partilha desses alimentos.

"Há países e regiões e setores dentro de cada país que consomem mais do que precisam, e outros têm níveis elevados de desperdício por causa do mal armazenamento ou transporte", completou.

Folha Online

sexta-feira, julho 18, 2008

A Política Nacional, o Golpe de 1964 e seus reflexos em Aquidauana

(Publicado no Site da FM PAN de Aquidauana - MS, em 17-07-08

Apesar da ausência de nitidez ideológica, como vem ocorrendo na maioria dos municípios brasileiros, fruto da dissolução dos partidos, pelo governo ditatorial, é conveniente, para se compreender, mesmo hoje, a política aquidauanense, nos remontarmos ao cenário em que ela se desenvolvia no período anterior a 1964 e, o que ocorreu, posteriormente.
Até então, os campos políticos eram bem delimitados: três correntes políticas predominavam:
A UDN à direita (conservadora), o PSD ao centro (nem um, nem outro, antes pelo contrário, como diria um político mineiro) e o PTB à esquerda (reformista).
Como não poderia deixar de ser, este quadro se repetia em Aquidauana, seguindo a lógica da política federal e estadual.
O PSP (Partido Social Progressista) era, predominantemente, paulista, sem característica ideológica e personalista, pertencente ao ex-Interventor e ex-Governador de São Paulo, o médico Ademar de Barros, duas ou três vezes candidato a Presidência da República.
Entre outras correntes, destacamos o PSB, com clara definição socialista, o PRP, integralista, de Plínio Salgado e, o PL, do Deputado gaúcho Raul Pila, baluarte da pregação do regime parlamentarista, idéia que penetrava nos diversos partidos, tendo seu avanço detido e frustrado pela sua implantação, como casuísmo, para “castrar” o Governo de João Goulart, tendo vida efêmera, revogado por plebiscito. .
A UDN perdera a eleição presidencial de 1945, quando o Brigadeiro Eduardo Gomes foi derrotado pelo General Eurico Gaspar Dutra.
Nesta eleição concorreu também o candidato do Partido Comunista, Iedo Fiúza.
Em Aquidauana foi candidato a Deputado Estadual o Sr. José Alves Ribeiro (“Coronel” Zélito”), não se elegendo.
Em 1950, o mesmo Brigadeiro (UDN) perdeu a eleição para Getúlio Vargas.
0 PSD concorreu com Cristiano Machado que teve pequena votação, pois as bases pessedistas preferiram, gerando a palavra “cristianização”.
Descorçoada com os pleitos eleitorais a UDN começa apelar para o golpismo, desenvolvendo oposição sectária e “infernizando” o Governo Vargas.
O suicídio de Getúlio Vargas conduz ao poder o Vice-Presidente Café Filho, do PSP, eleito na chapa de Vargas, mas que se aproximara da UDN.
É nomeado o General João Baptista Dufles Teixeira Lott para Ministro da Guerra
O suicídio de Getúlio, em 24 de agosto de 1964, golpeia a UDN. Ele, morto aterroriza, muito mais, e faz mais estragos na UDN, do que quando vivo.
Juscelino Kubstcheck, do PSD, ex-Governador de Minas Gerais se candidata a Presidente da República, em 1955.
A UDN, já apelidada “vivandeira dos quartéis”, brada, através do jornalista Carlos Lacerda, seguido em coro pela chamada “banda de música da UDN, esbravejando: Juscelino não será eleito, se for eleito, não tomará posse, se tomar posse não terminará o mandato.
Pois bem, Juscelino é eleito, vencendo o candidato da UDN, General Juarez Távora, o qual pregava a “revolução pelo voto”.
Inicia-se ferrenha campanha udenista contra a posse de Juscelino Kubstcheck de Oliveira.
O mesmo Lott viria impedir o Presidente Café Filho, em 11 de novembro e, em 21 do mesmo mês, o Presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, que o substituíra na Presidência da República, tudo isto, unicamente para assegurar a posse de Juscelino.
O Governo de Juscelino, com seu plano de metas, o slogam “Cinqüenta anos em cinco” a fundação de Brasília, a mudança da Capital para o Planalto, o desenvolvimento da indústria automobilística, entre outras causas, transformaram Juscelino no maior estadista da República, ombreando com Getúlio Vargas.
Em Aquidauana, existia um alto nível de partidarismo, de fidelidade partidária e de caciquismo e coronelismo político.
O eleitorado de cada partido era bem delimitado.
O candidato não tinha muita significação. Importante era a sigla a que pertencia e o cacique que a comandava.
Eu sou da UDN, eu do PSD, eu sou do PTB, eu sigo o Coronel Zelito, eu acompanho Ovídio Costa, eu sigo Antonio Trindade, eu acompanho o Bonifácio (Nunes da Cunha),
Eu estou com o Maneco (Manoel Paes de Barros), predecessor de Antonio Gonçalves, o Antoninho e, Manoel Souza Cruz, no comando do PTB.
Nas últimas eleições, incluindo a de 1962, o PSD e o PTB estiveram coligados.
O eleitor afirmava: Eu sou da coligação ou, eu sou udenista.
Fundado sob a inspiração de Getúlio Vargas, “entre 1945 e 1964 foi o PTB o partido que mais cresceu, tanto em número de votos, quanto em número de filiados: em 1946 o PTB tinha 22 deputados federais; em 1964 já tinha 104. Isto refletiu a crescente urbanização e industrialização que o Brasil experimentou naqueles anos. O PTB era, entre os grandes partidos de então, o mais à esquerda, e era constantemente acusado pelos opositores de ter políticas comunistas.”
Era assim. O golpe de 1964 mudou tudo. E agora?... (Edson Paim escreveu).

terça-feira, julho 15, 2008

Lula Cria Comité Gestor da Candidatura do Rio à Olimpíada de 2016

Da Agência Brasil

Brasília - A partir de hoje (15) o Ministério do Esporte intensifica as atividades para a candidatura do Brasil aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O decreto de criação do Comitê de Gestão da Candidatura Rio 2016, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está publicado no Diário Oficial da União.

O grupo é formado por representantes dos Ministérios da Defesa, Cultura, Educação, Fazenda, da Casa Civil, além da Advocacia-Geral da União, e coordenado pelo Ministério do Esporte.

Compete aos membros do comitê, segundo a norma, “gerenciar plano estratégico de ações do governo brasileiro para o desenvolvimento e a promoção da candidatura do Rio como sede das competições, além de criar e manter base de dados sobre as atividades desenvolvidas, a fim de dar transparência às atividades do comitê”.

De acordo com o decreto, o grupo tem até o dia 31 de março de 2010 para entregar à presidência da República relatório final sobre a candidatura do estado.

sexta-feira, julho 11, 2008

Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional tem debate no Rio

Agência Brasil

Brasília - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, recebe hoje (11), às 16h30, o presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Renato Maluf, e o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Onaur Ruano, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Eles vão conversar sobre os mecanismos que precisam ser criados para a construção do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).

Também participam da audiência as representantes do Consea estadual: Kátia Maia, superintendente de Segurança Alimentar da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH); Regina Oliveira e Mariana Santarelli, representando a sociedade civil.

quarta-feira, julho 09, 2008

Liberalização do comércio global: Lula está disposto a desbloquear Rodada Doha

da Efe, em Toyako (Japão)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está disposto a desbloquear as negociações da Rodada Doha, de liberalização do comércio global, disse nesta quarta-feira o premiê do Reino Unido, Gordon Brown.

Essa foi a mensagem que Brown diz ter recebido de Lula na reunião bilateral durante a cúpula do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia), na ilha japonesa de Hokkaido. "O presidente Lula quer desbloquear as negociações na OMC [Organização Mundial do Comércio]", disse Brown.

Entenda o que é a Rodada Doha

O premiê assinalou que o sinal dado pelo presidente brasileiro é crucial para as negociações que alguns países-membros da OMC, entre eles Brasil, Índia e Estados Unidos, realizarão a partir de 20 de julho em Genebra (Suíça).

"Reino Unido e Brasil acreditam que um ambiente comercial aberto levará prosperidade às pessoas de todo o mundo e ajudará a tirar milhões de pessoas da pobreza", assinalaram os dois países em comunicado conjunto divulgado após a reunião. "Estamos convencidos de que, em um momento no qual existe uma incerteza econômica global e os preços dos alimentos sobem, devemos abrir os mercados e ampliar o comércio em vez de recorrer ao protecionismo", diz a mensagem.

"Após meses de duro trabalho e detalhadas negociações, agora estamos perto de um acordo", assinalaram no comunicado.

O Brasil integra, ao lado de China, México, Índia, e África do Sul, o chamado G5.

Os subsídios agrícolas foram hoje o principal ponto de atrito durante a reunião entre os líderes do G8 e do G5. Brasil, China, México, Índia, e África do Sul atribuem aos subsídios agrícolas dos países industrializados a maior parte da culpa pela atual crise alimentícia, que em sua opinião, representa uma ameaça contra seu desenvolvimento.

Segundo um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Japão, os dois grupos continuam divididos sobre como trabalhar dentro da OMC as negociações da Rodada de Doha para a liberalização do comércio global.

Na declaração conjunta divulgada um dia antes da reunião com os líderes do G8, o G5 advertiu que "é imperativo criar um entorno internacional propício ao comércio relacionado com a produção agrícola, estabelecendo um regime de comércio internacional para produtos agrícolas".

O porta-voz japonês disse que os dois grupos decidiram cooperar para resolver o problema da alta dos preços dos alimentos, que fez subir a inflação nos países em desenvolvimento.

Folha Online

terça-feira, julho 08, 2008

IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL DE REGISTRO CIVIL

Ministério da Justiça debate criação de registro civil único

Agência Brasil

Brasília - Começa hoje (8) em Brasília, no Centro de Convenções do Brasília Alvorada Park Hotel, o Encontro Nacional de Identificação. Promovido pelo Ministério da Justiça e o Departamento de Polícia Federal, o encontro debaterá as tecnologias disponíveis para promover a cidadania a partir da emissão de documentos oficiais invioláveis.

O objetivo é reunir representantes do governo para avaliar as tecnologias disponíveis para a criação do RIC - Registro de Identidade Civil Único - que deverá garantir ao cidadão um único documento oficial e seguro, com todas as informações necessárias - RG, CPF e outras destinadas a garantir acesso pleno aos serviços públicos.

O encontro vai até sexta-feira (11).

segunda-feira, julho 07, 2008

ALTA DOS PREÇOS DOS ALIMENTOS TERÁ PRIORIDADE NOS DEBATES DO G-8

Mylena Fiori
Enviada especial
Agência Brasil

Hokkaido (Japão) - A alta nos preços dos alimentos estará no centro dos debates da reunião do G8, de hoje (7) a quarta-feira (9) na Ilha de Hokkaido, no Japão. O tema não estava previsto na pauta inicial do encontro anual de líderes dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França. Alemanha. Itália, Japão e Rússia. Foi imposto pelas circunstâncias e acabou ganhando prioridade diante do fracasso da Conferência de Alto Nível da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), realizada no mês passado em Roma.

A expectativa é de que o seleto clube dos ricos consiga estabelecer consenso sobre medidas de médio e longo prazos para combater a inflação dos alimentos e garantir segurança alimentar tanto em países pobres quanto nas nações desenvolvidas.

A decisão japonesa de incluir a crise mundial de alimentos nos debates do G8 foi anunciada durante a 13ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), em abril. Na ocasião, como presidente de turno do G8, o Japão inclusive pediu a cooperação da Organização das Nações Unidas e do Banco Mundial. A disposição de dar prioridade à crise alimentar na cúpula de Hokkaido foi reiterada na Conferência da FAO, que se propunha a identificar causas e soluções para a disparada nos preços dos alimentos.

Na abertura da reunião de Roma, o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, ressaltou que a hora era de ações concretas, não mais de debates. "O problema da insegurança alimentar é político", concluiu Diouf. Apesar disso, depois de três dias de discussões, os 180 países presentes se limitaram a declarar boas intenções e assumir o compromisso genérico de acabar com a fome no mundo e assumir a segurança alimentar como política nacional permanente. O anúncio de ações objetivas foi empurrado para o colo dos países mais industrializados do mundo, que formam o G8 com a Rússia.

Em seu discurso na FAO, o primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, deu o tom de como serão as discussões no âmbito do G8. "Continuamos nossa dependência de combustíveis fósseis sem refletir sobre nosso estilo de vida de produção em massa, consumo em massa e lixo em massa, além da crescente emissão de gases de efeito estufa", afirmou.

Fukuda clamou por medidas urgentes para aliviar a fome e apoiar as safras de 2008 e 2009 e revelou que o governo japonês está disposto a colocar no mercado internacional, num futuro próximo, mais de 300 toneladas de arroz importado e estocado.

"Gostaria de fazer um chamado para que outros países liberem seus estoques para devolvermos algum equilíbrio ao mercado internacional de alimentos, que anda muito aquecido", disse o primeiro-ministro japonês.

Ele também pediu aos demais países que limitem suas políticas de restrições às exportações agrícolas - como a sobretaxação de exportações de grãos determinada pelo governo argentino para assegurar o abastecimento doméstico.

"Se a situação atual do mercado de alimentos é resultado da especulação e de outros fatores não relacionados à demanda real, é imperativo que demonstremos força política para monitorar estes fatores", frisou Fukuda, sinalizando o apelo que o Japão fará aos demais membros do G8 na presidência rotativa do grupo.

"Vamos nos comprometer com amplas discussões sobre mercados, comércio, desenvolvimento, mudanças climáticas e energia - que são, na verdade, os fatores que estão por trás da elevação dos preços dos alimentos -, e traduzir isso em ação", assegurou.

domingo, julho 06, 2008

PAÍSES EMERGENTES SEGUEM LONGE DO G-8

As pretensões do Brasil e de outros países emergentes que vêm participando como convidados nos últimos anos das reuniões de cúpula do G8 de se incorporarem ao grupo das potências econômicas mundiais, transformando-o em G13, estão longe de se concretizar, dizem especialistas ouvidos pela BBC Brasil. Na cúpula que se inicia nesta segunda-feira na ilha de Hokkaido, no Japão, o chamado G5, grupo formado por Brasil, China, Índia, México e África do Sul, estará novamente presente como convidado, como vem ocorrendo regularmente desde 2005. Apesar de comentários isolados como o do virtual candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, defendendo a exclusão da Rússia do G8 e a incorporação da China e do Brasil, esta é uma realidade ainda distante, segundo a BBC Brasil ouviu de diplomatas e analistas.

Jovem Pan

quarta-feira, julho 02, 2008

Veja repercussão do resgate de Betancourt na imprensa internacional

colaboração para a Folha Online

A imprensa internacional deu destaque ao resgate de 15 reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) pelo Exército colombiano, entre eles a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt e três norte-americanos.

A libertação foi confirmada pelo ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos. Ele afirmou que o estado de saúde de todos os reféns está razoavelmente bom após os anos que passaram na selva colombiana.

"Essa foi uma ação sem precedentes", declarou Santos, em coletiva na sede do Ministério da Defesa, em Bogotá. "Isso entrará na história por sua audácia e efetividade."

A franco-colombiana Betancourt foi seqüestrada em 2002, quando fazia campanha eleitoral para sua candidatura. Ela foi vista pela última vez em um vídeo da guerrilha divulgado no ano passado, onde aparecia abatida e doente.

Líderes políticos mundiais se pronunciaram e comemoraram a libertação de Betancourt.

Veja repercussão na imprensa internacional:

"New York Times" (EUA)

"Quinze reféns mantidos por rebeldes colombianos são libertados"
Reprodução

A Colômbia anunciou nesta quarta-feira ter resgatado 15 reféns da guerrilha das Farc, incluindo Ingrid Betancourt, ex-candidata presidencial, e três norte-americanos mantidos pela guerrilha a mais de quatro anos.

Os EUA estavam envolvidos no plano da operação e ajudaram com "o apoio específico", de acordo com a Casa Branca. Mas os oficiais não descreveram a natureza deste apoio, nem disseram se foram incluídos serviços de inteligência ou ajuda militar.

O resgate dos reféns, os quais o ministro da Defesa afirmou estarem em bom estado de saúde, marca a maior vitória da Colômbia na luta contra as Farc (Forças Armadas revolucionárias da Colômbia), uma insurgência de inspiração marxista que tenta derrubar o governo colombiano há mais de quatro décadas.

O filho de Betancourt, Lorenzo Delloye, afirmou à agência France Presse que as notícias são um "uma felicidade imensa, uma felicidade indescritível"

"Guardian" (Reino Unido)

"Militares colombianos resgatam reféns, incluindo Betancourt"
Reprodução

A Colômbia resgatou Ingrid Betancourt e três norte-americanos de guerrilheiros de esquerda nesta quarta-feira, após uma operação de espiões militares que enganaram os rebeldes e os renderam sem um único ferido, segundo o ministro da Defesa, juan Manuel Santos.

Ao todo, a operação libertou 15 reféns, incluindo soldados e policiais colombianos, afirmou Santos.

O resgate é a mais séria derrota para a guerrilha de 44 anos das Farc, que considerava Betancourt e os três americanos como suas moedas mais valiosas de barganha.

Em Paris, o filho da política franco-colombiana, Lorenzo Delloye, chamou a libertação da mãe, após seis anos de cativeiro, de "se verdadeira, a notícia mais bonita de toda a minha vida".

As famílias dos três reféns norte-americanos Marc Gonsalves, Thomas Howes e Keith Stansell não deram entrevistas.

"El País" (Espanha)

"Libertados Ingrid Betancourt e três norte americanos em poder das Farc"
Reprodução

O Exército da Colômbia resgatou sãos e salvos a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três norte-americanos e 11 militares seqüestrados pelas Farc, anunciou hoje o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos. Depois de 2.323 dias em cativeiro na selva colombiana, Betancourt poderá voltar a ver seus familiares e amigos.

Eles estavam a 72 quilômetros do povoado de San José del Guaviare, no sudoeste do país. Dois helicópteros ajudaram o resgate e, segundo o general Freddy Padilla de León --a maior autoridade das Forças Militares Colombianas-- dois guerrilheiros foram detidos na operação. Segundo o ministro Santos, os resgatados estão com "um estado de saúde razoável"

"Minhas felicitações muito sinceras a nossos homens da Inteligência do Exército", acrescentou Santos, ao mencionar os generais Freddy Padilla, comandante das Forças Militares, e Mario Montoya, comandante do Exército, pelo resgate, que teve como nome "Operação Jaque" e se realizou "sem o disparo de nenhum tiro".

"Esta operação que se denominou Jaque não tem precedentes e mostra a qualidade e o profissionalismo das Forças Militares colombianas", disse Santos, que acrescentou que "o país não terá como agradecer-lhes semelhante operação de resgate", que estava em execução há mais de um ano.

"Le Monde" (França)

"Ingrid Betancourt foi libertada"
Reprodução

Uma operação realizada pelas Forças Armadas Colombianas permitiu a liberação, quarta-feira (2 de julho), da antiga candidata às eleições presidenciais Ingrid Betancourt ao lado de três cidadãos norte-americanos e 11 militares colombianos que estavam seqüestrados pelas Farc.

Juan Manuel Santos, ministro colombiano da Defesa, anunciou a notícia em Bogotá, precisando que a operação ocorreu perto de San Jose del Guaviare, no sudeste do país.

Segundo a mesma foste, dois helicópteros participaram da operação, na qual dois guerrilheiros foram detidos. O ministro afirmou que a operação estava em curso há um ano e ressaltou o trabalho feito pelos generais Freddy Padilla de leon, chefe das Forças Armadas, e Mario Montoya, responsável pela zona onde ocorreu a operação.

Ao anunciar a libertação dos reféns, o ministro da Defesa afirmou ter ocorrido uma operação de infiltração de nível muito alto. Ele disse que os reféns se encontravam detidos em três diferentes lugares e que, para permitir a libertação, foi necessário que as Forças Armadas Colombianas se infiltrassem no secretariado, a direção coletiva de mais alto nível das Farc.

E foi nesse contexto os responsáveis pela movimentação da guerrilha decidiram unir os reféns, para transferi-los ao controle único de Alfonso Cano, quem assumiu a liderança das Farc após a recente morte de Manuel Marulanda, conhecido como "Tirofijo".

"El Clarín" (Argentina)

"Golpe às Farc: resgataram Ingrid Betancourt em uma operação militar audaz"
Reprodução

Estava há mais de seis anos no poder da guerrilha. Também libertaram a outros 14 reféns, entre eles três norte-americanos. Segundo o governo de Uribe, a operação foi realizada por soldados do exército que se infiltraram na organização rebelde.

Foi uma preocupação que se prolongou por seis anos, com a selva como cúmplice involuntária. E que se converteu no símbolo do dramático conflito interno que sangra a Colômbia há quatro décadas.

A história de seu cativeiro, que gerou um repúdio unânime da comunidade internacional, escreveu nesta tarde seu capítulo final: Ingrid Betancourt, ex-candidata presidencial e refém da guerrilha das Farc desde 2002, foi resgatada ilesa junto a outros 14 reféns em uma operação audaz organizada por tropas de Bogotá.

O anúncio oficial ficou nas mãos do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos. Segundo afirmou, as tropas do governo conseguiram "infiltrar-se na guerrilha das Farc, a mesma guerrilha que tem mantido um numeroso grupo de seqüestrados em seu poder nos últimos anos".

"El Tiempo" (Colômbia)

"Resgatada Ingrid Betancourt, os três norte-americanos e outros 11 seqüestrados da Força Pública"
Reprodução

Encontram-se sãos e a salvo. Assim comunicou o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, em uma coletiva.

A libertação ocorreu nesta manhã (horário local) a cerca de 70 quilômetros ao sul da cidade de San José del Guaviare, capital departamental, em um lugar sobre o rio Apaporis, em uma operação realizada por um grupo de elite das Forças Armadas Colombianas, acrescentou o ministro.

Na operação foram capturados vários guerrilheiros, entre eles um chefe das Farc conhecido somente como César, afirmou ele.

Betancourt foi seqüestrada em 2002 pelos rebeldes das (Farc) Forças Armadas revolucionárias da Colômbia, quando realizava campanha pela presidência.

Os três norte-americanos foram seqüestrados em fevereiro de 2003 quando o avião em que realizavam operações antidrogas nas selvas de Caquetá (sudeste) caiu em território controlado pelos rebeldes.
Crise mundial de alimentos domina discursos em encontro de presidentes do Mercosul

Mylena Fiori
Enviada Especial
Agência Brasil


San Miguel de Tucumán (Argentina) - Embora não estivesse na pauta, a crise mundial de alimentos e a disparada no preço do petróleo - que bateu US$ 140 por barril nas últimas semanas - acabaram dominando os discursos e as propostas da 35ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mercosul, realizada hoje (1º) na cidade argentina de San Miguel de Tucumán.

Procurando se eximir dos pequenos avanços em temas do bloco durante a presidência rotativa argentina, a presidente Cristina Kirchner argumentou, logo na abertura da plenária, que nos últimos seis meses os alimentos e a energia invadiram a agenda pública dos países no mundo todo.

"Essa disparada dos preços em matéria de alimentos põe em risco não só a economia de um país, não só as reservas de um banco central, mas coisas mais tangíveis, e que nos faz muito mais responsáveis, que é a mesma dos homens e mulheres de nossos povos", disse Cristina.

Tanto Cristina quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva culparam a especulação financeira pela inflação de alimentos. A presidente argentina assinalou, inclusive, a simultaneidade da disparada dos preços com a crise do mercado hipotecário americano. "Quando os bancos começam a fazer água é quando começam, precisamente, os movimentos especulativos no setor dos alimentos. A economia cassino que estava circunscrita ao âmbito financeiro e ao mercado de dinheiro começa a se transferir para o mundo dos alimentos", afirmou Cristina Kirchner.

O argumento foi reiterado por Lula, que lembrou as safras dos próximos três anos já estão negociadas no mercado futuro, o que se reflete nos preços atuais. No caso do petróleo, segundo Lula, o estoque do mercado futuro equivale a duas vezes o consumo da China.

Com apoio de Lula, o venezuelano Hugo Chávez sugeriu a criação de um grupo de alto nível, dentro do Mercosul, para tratar do tema. "A criação desse grupo vai permitir que nós possamos, no âmbito do Mercosul e também da Unasul, fazer uma discussão muito verdadeira sobre as necessidades alimentares de cada país", afirmou Lula.

Chávez também sugeriu a criação de um fundo para promover a produção emergencial de alimentos da região. E chegou a fazer uma proposta concreta aos colegas. Disse que a Venezuela está disposta a doar para um US$ 1 por cada barril de petróleo exportado por valor acima de 100 dólares. "Em vez de transformar alimentos em combustíveis, vamos transformar petróleo em alimento", defendeu.

A conclusão geral é de que a crise mundial de alimentos representa um desafio e uma oportunidade para os países sul-americanos. O caminho para isso é buscar a complementaridade das diferentes estruturas produtivas da região. "A integração é, para nós, uma oportunidade e uma necessidade como nunca tivemos na nossa história", resumiu Cristina Kirchner.

terça-feira, julho 01, 2008

Lula apóia proposta de Chávez de discutir segurança alimentar na América do Sul

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil


Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (1) que a proposta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de criar um grupo de alto nível para discutir segurança alimentar no Mercosul, deve ser acatada e incluída no documento final da Reunião de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada em San Miguel de Tucumán, na Argentina.

“Esse grupo vai permitir que possamos discutir no âmbito do Mersocul e na Unasul fazer uma discussão sobre as necessidades alimentares de cada país e também sobre a crise de alimentos, que ainda não está muito explicitada”, disse o presidente.

Lula afirmou que a crise mundial de alimentos deve ser encarada pelos países da América do Sul como um desafio para que produzam mais. “Devemos encarar os alimentos e a inflação como um desafio. Temos potencial e conhecimento para isso”, afirmou.

Uma ampla discussão sobre o tema alimentos foi proposta pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no discurso de abertura da reunião.

Lula falou também sobre o crescente aumento do preço do petróleo e afirmou que é preciso discutir com a comunidade mundial o consumo sem reposição dos estoques reguladores de alimentos e o mercado futuro desse produto, além do estoque de petróleo que geram especulação nos preços. “Isso tem que ser investigado”, afirmou Lula, ao relatar aos participantes da cúpula que o mercado futuro de petróleo tem estoques que dariam para abastecer o consumo da China.

Lula disse que não tinha a intenção de participar da reunião do G 8, grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia, mas decidiu ir ao encontro na tentativa de propor essas discussões. “Se não começarmos a discutir essas coisas eles [os países ricos] vão jogar, por todos os discursos que estamos vendo, a crise da inflação e do alimento nas costas dos países pobres”. O resultado, segundo Lula, seria a interferência de organismos internacionais propondo fortes ajustes fiscais, que geram recessão e desemprego.

O presidente relatou que esperava que esses temas fossem tratados na cúpula, que reuniu chefes de estado da América Latina e da União Européia, em maio, em Lima, Peru. No entanto, ele queixou-se que os latinos americanos não tiveram espaço e o papel de oradores ficou restrito aos governantes europeus.

Durante o discurso, Lula fez uma defesa dos biocombustíveis, acusados de contribuírem para a escassez de alimentos. “Se alguém me convencer de que o biocombustível vai causar fome no mundo, não trocarei meu estômago por um tanque de combustível”, disse o presidente.

Lula disse, ainda, que o Brasil tem interesse na Rodada Doha como fator disciplinador do comércio internacional, mas ressaltou que é preciso ter sempre em mente a defesa do Mercosul. “Essa tem que ser nossa prioridade”, afirmou Lula

segunda-feira, junho 30, 2008

Lula confirma apoio à aliança PT-PSDB e critica direção petista

FÁBIO AMATO
da Agência Folha, em Itajubá

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira a direção nacional do PT, confirmou seu apoio à aliança informal entre PT e PSDB para a disputa da Prefeitura de Belo Horizonte (MG) e disse que vai participar de comícios do candidato Marcio Lacerda (PSB), apoiado tanto pelo governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, quanto pelo atual prefeito da cidade, o petista Fernando Pimentel.

"Eu terei imenso prazer em participar de um comício em Minas Gerais", disse Lula, após cerimônia de comemoração dos 30 anos da Helibrás, em Itajubá (465 km de BH).

"Eu vou participar pouco das eleições. Mas Belo Horizonte é uma das cidades que eu quero ir até porque é importante a continuidade do projeto. Belo Horizonte está dando certo, a relação entre o prefeito e o governador tem sido boa, as divergências políticas têm que ser encaradas com uma certa naturalidade porque é assim mesmo", afirmou o presidente.

Para Lula, a aliança PT-PSDB em Belo Horizonte é "plenamente aceitável, viável e importante". Ao lado de Aécio e Pimentel, o presidente criticou a posição do PT nacional, que vetou a decisão dos diretórios municipal e estadual do partido em Minas favorável à coligação formal em torno do nome do ex-secretário estadual Marcio Lacerda. O vice de Lacerda é o deputado estadual Roberto Carvalho (PT).

"Eu confesso que, depois de o PT de Minas aprovar [...], a direção nacional do partido poderia tranqüilamente apenas ter confirmado tudo o que aconteceu. Se tivesse que fazer uma repreensão ao Pimentel, que a fizesse em segredo porque o jogo estava sendo feito à luz do dia", disse Lula.

O PT nacional não aceitou que o PSDB fizesse parte da coligação formal porque, apesar de aliados em Minas, os tucanos fazem oposição ao governo Lula. Além disso, há o entendimento de que a coligação poderia beneficiar o governador Aécio Neves na corrida eleitoral para a sucessão de Lula em 2010 e prejudicar um possível candidato petista.

Lula disse ser "loucura" fazer qualquer ligação entre a aliança PT-PSDB em Belo Horizonte e uma possível união entre os dois partidos para as eleições de 2010. Hoje, Aécio Neves seguiu o mesmo tom num primeiro momento. Mas depois disse que, com o resultado obtido em Minas, "uma porta fica aberta" para um possível entendimento entre petistas e tucanos no futuro.

"Acho que [a aliança PT-PSDB] é um fato político de dimensão relativa, hoje restrito a Belo Horizonte. Mas, se isso puder inspirar o país a ter uma relação de maior convergência onde PT e PSDB, mesmo não estando num mesmo projeto nacional, tenham condição de dialogar, eu acho que uma porta fica aberta. Ela é positiva para o Brasil", disse Aécio.

"Está consolidada a aliança que, acredito eu, com o apoio da população de Belo Horizonte vai dar continuidade e aprofundar aquilo que já vem acontecendo na cidade. Portanto, estaremos o prefeito, o presidente da República, eu e, espero, a população de Belo Horizonte ao lado de Márcio Lacerda."

Durante o evento de hoje, o governo brasileiro assinou acordo com a Helibrás que prevê a compra de pelo menos 50 unidades de um novo modelo de helicóptero militar de grande porte que será fabricado pela empresa em Itajubá.

O investimento previsto, segundo o ministro Nelson Jobim (Defesa), é de 350 milhões de euros. O acordo prevê a transferência de tecnologia, que é francesa, para o Brasil.
Cúpula do Mercosul reunirá na Argentina dez presidentes sul-americanos

Mylena Fiori
Enviada especial
Agência Brasil


Tucumán (Argentina) - Em cada esquina da histórica San Miguel de Tucumán, policiais federais e provinciais estão a postos para garantir a segurança de delegações e imprensa dos dez países que participarão da 35ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e dos Estados Associados. Estima-se em cerca de 3 mil o contingente destacado para o evento que mobiliza a capital da província de Tucumán, conhecida como Jardim da República. Aqui, há 192 anos, foi declarada a independência da Argentina.

O encontro, que começa hoje (30), reunirá dez mandatários sul-americanos. Todas as ruas próximas aos locais de eventos oficiais foram cercadas com grades de isolamento. Ambulâncias permanecem estacionadas em frente aos locais por onde passarão os presidentes.

Bandeiras dos países sul-americanos estão por todos os lados. Nas lojas e restaurantes, a presença de estrangeiros desperta curiosidade e amabilidade da população. “São de onde? Vieram para a cúpula”? A pergunta se repete a cada parada ou pedido de informação pelas ruas centenárias da cidade. Apenas jornalistas, estão credenciados mais de 700 profissionais.

Fundada em 1565, San Miguel de Tucumán foi declarada patrimônio histórico em 1999 e hoje é considerada centro cultural do norte argentino. Localizada a 1,2 mil quilômetros de Buenos Aires, tem cerca de 500 mil habitantes. Para um visitante de primeira viagem, parece apenas uma típica cidade do interior de origem hispânica, com uma grande praça (da Independência) em torno da qual estão localizados os principais prédios públicos – a Casa de Governo, a Catedral e o Jockey Club.

Mas não foi o acervo histórico que trouxe a 35 Cúpula de Chefes de Estado à região. Desgastado pela crise desencadeada após o aumento dos impostos sobre a exportação de grãos – e temeroso por protestos que têm se repetido em diversas regiões do país –, o governo argentino decidiu receber os 10 chefes de estado sul-americanos e suas delegações em uma região de aliados políticos.

A província de Tucumán é governada por Jose Alperovich, do Partido Justicialista de Cristina Kirchner. Sua esposa, Beatriz Rojkes, é deputada nacional e presidente do Partido Justicialista na Província de Tucumán. O ex-presidente argentino e marido de Cristina, Nestor Kirchner, é presidente nacional do partido.

Embora produza soja, o forte da economia de Tucumán é a indústria açucareira, curiosamente, um dos produtos problemáticos dentro do Mercosul. Por pressão de regiões como Tucumán, o Congresso argentino aprovou, em 2002, legislação que impede a comercialização de açúcar brasileiro no país.

sábado, junho 28, 2008

Petrobras deverá investir em quatro anos US$ 15 bilhões no exterior

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil


Rio - A estratégia de intensificar as atividades de exploração e produção de petróleo no exterior levará a Petrobras a investir fora do país US$ 15 bilhões no período 2008-2012. Atuando em 23 países, a Petrobras investiu, no passado, R$ 6,6 bilhões na expansão internacional.

Segundo dados divulgados pela Petrobras, em 2007, a produção no exterior foi de 126,2 mil barris de petróleo por dia e a de gás natural, de 18,6 milhões de metros cúbicos diários, o equivalente a 6,6% e 29% da produção total da companhia, respectivamente. As reservas provadas internacionais passaram a 1,90 bilhão de petróleo equivalente - volume 14% inferior ao de 2006, consistindo hoje em 7,3% das reservas totais da empresa.

A retração teve como conseqüência, entre outras coisas, a entrada em vigor de novos contratos na Bolívia e a reclassificação de reservas no Equador, além da reavaliação em Cottonwood. nos Estados Unidos), devido ao declínio acima do esperado na produção.

Em seu plano estratégico, a Petrobras dá prioridade a investimentos e atividades na parte americana do Golfo do México e no oeste africano para as atividades de exploração e produção. Nos próximos quatro anos, a maior parte (67%) dos investimentos de US$ 15 bilhões a serem feitos entre 2008 e 2012 seráa destinada às áreas de exploração e produção na América Latina, Oeste da África e Golfo do México.

Atualmente, o volume de petróleo e gás natural proveniente dos oito países onde a Petrobras mantém ativos de produção, em barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural) encontra-se em torno dos 200 mil barris por dia.

Hoje essa produção se dá em oito países: Angola, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Estados Unidos e Venezuela. E, a partir do próximo dia 21, também na Nigéria.

sexta-feira, junho 27, 2008

Presidente do PSB diz que resistência do PT em Belo Horizonte atrapalha aliança nacional

EGIANE SOARES
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), admitiu nesta sexta-feira que a resistência do PT à aliança com o PSDB em torno da candidatura de Márcio Lacerda (PSB) para a Prefeitura de Belo Horizonte (MG) poderá "arranhar" a união do PSB com os petistas em nível nacional. Campos, no entanto, tentou minimizar a intransigência do comando nacional do PT para formalizar a aliança com os tucanos e o PSB em Minas.

"De forma franca, isso não ajuda [a coligação nacional]. Mas é a hora do povo de Belo Horizonte falar, elegendo Márcio Lacerda, que é a vontade do governador Aécio Neves [PSDB-MG], do prefeito Fernando Pimentel [PT] e do presidente Lula. Quando o povo fala, os políticos aprendem", disse.

Na opinião do presidente do PSB, a aliança "informal" do PSDB, PT e PSB vai se impor à formalidade negada pelos petistas. "Entre o formal e o conteúdo, o importante é o conteúdo. Todos vão estar juntos na hora que forem às ruas. O povo está a favor da aliança."

Campos disse que as divergências entre os partidos "ficam reduzidas quando a aliança tem apoio do presidente Lula". O governador, que nos bastidores fez sucessivos apelos para Lula intervir no PT em prol da aliança em Belho Horizonte, negou que seja função do presidente convencer o comando do partido a aderir à união com os tucanos.

"Não cabe ao presidente interferir na vida do PT. A direção nacional do partido sabe a posição do presidente Lula. Ao longo do processo, sempre conversamos com o presidente. Respeitamos a posição [do PT], mesmo sem compreender essa decisão", disse o governador.

Nos últimos dias, Aécio e Campos vêm costurando o apoio do presidente Lula na tentativa de sensibilizar o PT para ceder à aliança com os tucanos. Campos chegou a lembrar que o PSB aceitou apoiar candidatos petistas em São Paulo e Salvador, num claro sinal de que esperava a reciprocidade petista em Belo Horizonte.

O PSDB chegou a adiar a convenção do partido para segunda-feira na expectativa de que Lula possa costurar, até lá, um acordo com Ricardo Berzoini, presidente do PT, que viabilize a aliança formal entre tucanos, petistas e o PSB em Belo Horizonte.

Veto

Na semana passada, a Executiva Nacional do PT ratificou o veto à aliança do partido com o PSDB em Minas Gerais. O comando petista rejeitou o recurso encaminhado por Aluísio Marques, do Diretório municipal do PT, que apelou à Executiva para rever a proibição de parceria com os tucanos. A Executiva também negou o pedido de intervenção preventiva no Diretório municipal --encaminhado por Rogério Correia e Sumara Ribeiro que alegavam que a ordem de veto à parceria tucana não está sendo obedecida pelos petistas de Belo Horizonte.

Os membros da Executiva consideraram a intervenção desnecessária, uma vez que foi mantida a ordem de veto à eventual parceria do PT e PSB com o PSDB, com vinha sendo pleiteado pelo grupo do prefeito Fernando Pimentel.

Desde o final do ano passado, o governador Aécio Neves (PSDB) e Pimentel articulam a chapa liderada por Lacerda, tendo como vice Roberto Carvalho (PT). Mas o comando nacional do PT determinou o veto à parceria com o PSDB sob a alegação que a negociação teria repercussão nacional.

quinta-feira, junho 26, 2008

RELATÓRIO SISTÊMICO SOBRE O USO DE DROGAS

ONU divulga relatório mundial sobre drogas

Agência Brasil

Brasília - Para marcar o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, comemorado hoje (26), o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (Unodc) divulga o Relatório Mundial sobre Drogas 2008. Será às 10h, na sede do escritório, no Lago Sul, em Brasília.

Dados adiantados pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, pelo menos uma vez ao ano, mais de 200 milhões de pessoas usam drogas ilícitas em todo o mundo. Isso representa 4,8% da população global entre 15 e 64 anos.

Participam do lançamento o representante regional do Unodc para o Brasil e Cone Sul, Giovanni Quaglia, o secretário nacional Antidrogas, general Paulo Roberto Uchôa, e o delegado da Polícia Federal Paulo Tarso Gomes. Ao final, haverá entrevista coletiva.

quarta-feira, junho 25, 2008

Inflação é preocupação mundial, diz presidente da Vale do Rio Doce

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil


São Paulo - O presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, disse hoje (24) que a inflação não é somente uma preocupação no Brasil. "Quando o preço da energia sobe da forma como subiu, vai afetar a inflação de qualquer forma. O preço do combustível subindo afeta o transporte de qualquer maneira. O preço das commodities, influenciado principalmente pela demanda da Ásia, vai subir. A questão da inflação é uma questão mundial", disse.

Segundo ele, a inflação tem afetado a empresa. "O custo da empresa está subindo e subindo forte, apesar de a gente ter tido, nos últimos anos, reajustes de preços fortes e bastante significativos que compensam a subida de custos."

Agnelli disse que os preços ainda devem continuar compensando os custos da empresa, enquanto "tiver ainda essa inflação de demanda". "Ainda não teve um ritmo de crescimento de produção compatível com o crescimento da demanda. A demanda ainda está muito à frente da produção".

O presidente do Banco Real, Fábio Barbosa, elogiou a atuação do Banco Central em relação ao combate à inflação. "O Banco Central tem reagido com precisão, na hora certa e até se antecipando ao movimento da inflação e elevando os juros. A elevação das taxas de juros naturalmente encarece o crédito, que desacelera naturalmente o ritmo de crescimento. Mas nos coloca num patamar saudável e no longo prazo é a melhor coisa que a gente possa fazer."

Indagado por jornalistas, Barbosa disse não arriscar um palpite sobre a taxa de juros do Brasil no final do ano. "Talvez vá ser menos avançado, menos agudo nessa intervenção do que teria de ser, caso deixassem a inflação crescer. Vamos ter um movimento menos intenso do que teríamos, mas isso é positivo".

Os dois executivos participaram hoje de um evento em São Paulo sobre responsabilidade social das empresas e os direitos humanos.

quinta-feira, junho 19, 2008

ABORDAGEM SISTÊMICA DA SITUAÇÃO ECONÔMICA, COM ÊNFASE NA INFLAÇÃO

Lula promove reunião para discutir conjuntura econômica

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se fará hoje uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e economistas para discutir a conjuntura econômica. O tema principal do encontro será a inflação.

O Palácio do Planalto confirmou a realização dessa conversa. Há cerca de dois meses, Lula teve uma reunião parecida em que convidou expoentes do setor privado como o ex-ministro Delfim Netto.

(Valor Online)

segunda-feira, junho 16, 2008

O BRASIL PRECISA DE UMA ADMINISTRAÇÃO SISTÊMICA PARA CRESCER EM TODOS OS SETORES E, DES MECANISSMOS CIBERNÉTICOS, PARA A CONSECUÇÃO DE MAIOR ESTADO DE EQUILÍBRIO

Para Lula, PIB brasileiro demonstra que economia está no caminho certo
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o crescimento de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) significa que a economia do país está no caminho certo, mas que o ritmo de crescimento alcançado deve acompanhar "com clareza" a demanda interna.

"Se a gente continuar consumindo mais do que a gente produz, o resultado é que a gente tenha inflação", disse, em seu programa semanal Café com o Presidente.

Lula lembrou que o fortalecimento da economia é importante para uma maior oferta de emprego, para o aumento de salários e, conseqüentemente, da renda familiar. Segundo ele, números "mais equilibrados" também colaboram para o combate à inflação.

"Vamos continuar nesse ritmo para que haja aumento do PIB sem oferecer risco à demanda interna do país. Precisamos crescer com muita responsabilidade e sem nenhum sobressalto."

Outro resultado destacado pelo presidente é o maior crescimento dos investimentos quando comparado ao crescimento do consumo. Para ele, o país vive "um bom momento", com destaque para a expansão dos negócios e para a confiança de empresários.

"Há novas fábricas sendo criadas, mais máquinas sendo instaladas, mais produção sendo gestada. E tudo isso tende a permitir um equilíbrio sustentável entre a nossa demanda e a nossa oferta."

(Agência Brasil)

sábado, junho 14, 2008

O PREÇO DO PETRÓLEO E SUAS REPERCUSSÕES SISTÊMICAS

EUA temem que alto preço do petróleo prolongue arrefecimento econômico

Osaka (Japão), 14 jun (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, reconheceu hoje que o alto preço do petróleo pode prolongar o arrefecimento econômico de seu país, embora tenha garantido que a economia americana retomará seu crescimento até o final do ano.

Em entrevista coletiva concedida ao fim da cúpula ministerial do Grupo dos Sete Países Mais Industrializados e a Rússia (G8), em Osaka (Japão), Paulson reiterou sua mensagem de que um dólar forte beneficia seu país, e se disse confiante de que os fundamentos econômicos dos EUA "serão refletidos na divisa".

Contudo, ele reconheceu que a situação econômica dos Estados Unidos segue tendo desafios pela frente, dentre os quais citou "a correção no mercado habitacional, as turbulências dos mercados financeiros e os altos preços da energia, que continuam pesando sobre o crescimento".

O secretário do Tesouro disse confiar que "até o fim do ano haverá uma aceleração no ritmo de crescimento da economia dos Estados Unidos", apesar de admitir que "o recente aumento nos preços do petróleo ameaça prolongar o arrefecimento".

Quanto ao aumento do preço dos alimentos, o outro grande tema da reunião econômica de Osaka, Paulson pediu que se "evite o risco de tentar reverter a globalização", e insistiu na necessidade de fomentar o comércio.

"A chave para seguir sendo competitivo no atual mundo em transformação é abrir-se ao comércio e ao investimento", assinalou Paulson em entrevista coletiva.

A cúpula econômica de Osaka acabou hoje com uma declaração dos membros do G8 (Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Itália, Japão e Rússia) no qual expressam sua preocupação com as pressões inflacionárias derivadas dos altos preços do petróleo e dos alimentos, e com os "ventos contrários" que ameaçam a economia mundia

sexta-feira, junho 13, 2008

ORGANIZAÇÃO SISTÊMICA DA COMUNIDADE EUROPÉIA (UE) É PERTURBADA PELA POSIÇÃO DA IRLANDA

Irlanda rejeita Tratado de Lisboa e abre uma nova crise na UE

Javier Aja Dublin, 13 jun (EFE).- A Irlanda rejeitou em plebiscito o Tratado de Lisboa, um documento chave para a reforma das instituições do bloco europeu, e abriu uma nova crise no seio da União Européia.

"Este resultado provoca incerteza e dificuldades", reconheceu hoje o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, enquanto no lado oposto, os opositores do texto realizavam o que, na sua opinião, foi uma "grande vitória para a democracia".

O certo é que a relativa folga com o fim do "não" venceu o "sim", 53,4% frente a 46,6%, e com uma participação superior a 50%, coloca o Executivo de Dublin em uma situação complicada para uma possível renegociação do documento.

Após a derrota do primeiro plebiscito sobre o Tratado de Nice (2001), o Governo irlandês pôde realizar outro ano seguinte após obter certas esclarecimentos de Bruxelas frente à neutralidade nacional e porque a participação do eleitorado na primeira consulta foi tão baixa que não foi considerada representativa.

O Executivo, dizem os opositores, tem agora um significativo mandato eleitoral para voltar a Bruxelas e parar de repente o processo de ratificação do texto do bloco, apesar de que 18 países-membros já o aceitaram por via parlamentar.

"Isto é democracia em ação e a Europa tem que escutar a voz do povo", disse o multimilionário irlandês Declan Ganley, diretor do "Libertas", um dos grupos de pressão contrários ao documento mais ativo e melhor financiado da campanha.

Segundo o "Libertas", fundado em 2004 para protestar contra o projeto de Constituição da União Européia (UE), o Tratado de Lisboa despojava agora a Irlanda de sua influência na União e permitia a Bruxelas "interferir" em sua capacidade para determinar, por exemplo, seu próprio imposto sobre sociedades, uma das chaves do crescimento econômico da ilha.

Um dos principais aliados do Governo durante a campanha, o Partido Trabalhista - terceira maior legenda nacional -, assegurou hoje que o Tratado de Lisboa "está morto" e, portanto, não poderá ser ratificado pelo resto dos países-membros da UE.

"Não tenho uma resposta sobre o que vai acontecer depois", insistiu Cowen, lembrando, no entanto, que seu Governo não está em situação de prever o que farão o resto de seus parceiros do bloco.

O primeiro-ministro adiantou que iniciará consultas durante os próximos dias para analisar as causas da rejeição irlandesa e apresentar sua postura nas próximas quinta-feira e sexta-feira durante uma cúpula de chefes de Estado e de Governo da UE em Bruxelas.

Estas são muitas e variadas, desde o medo à supressão da tradicional neutralidade da República ou sua perda de poder na tomada de decisões na UE, passando pelas preocupações dos irlandeses diante da crescente crise econômica ou da suposta erosão do caráter democrático das instituições do bloco.

"Temos a obrigação agora de refletir sobre as implicações do plebiscito irlandês para poder continuar para frente e manter este país no caminho do progresso", acrescentou o "Taoiseach", nome dado ao premiê da República da Irlanda.

Com mais clareza se expressou seu ministro da Economia, Brian Lenihan, ao lembrar que a "estrita posição legal da Irlanda" não permitirá ao Governo "ratificar o Tratado nos prazos fixados".

Segundo Lenihan, seja qual for a solução que seja acertada no futuro com o resto de membros do bloco, a Irlanda terá perdido influência na Europa.

"A influência - opinou o titular de Economia - é muito importante na UE, e tínhamos muita influência na Europa. Não acho que este resultado nos faça favor algum, não acho que estejamos em uma posição melhor." O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, e outros líderes da UE já reiteraram que o processo de ratificação do Tratado de Lisboa deveria continuar apesar da rejeição do plebiscito irlandês.

"O Tratado não está morto... Ele continua vivo", afirmou Barroso em entrevista coletiva em Bruxelas, na qual adiantou que a cúpula de líderes da UE estudará como levar em conta as preocupações manifestadas pelo povo irlandês.

"O Tratado foi assinado pelos 27 Estados-membros, por isso há uma responsabilidade conjunta para enfrentar a situação", acrescentou o presidente do Executivo do bloco.

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quarta-feira, junho 11, 2008

TREINAMENTO SISTÊMICO DOS MILITARES DOS PAÍSES AMERICANOS

Militares de 23 países das Américas participam de exercícios na Nicarágua

da Efe, em Manágua

Cerca de 500 militares dos Estados Unidos e de 22 países do Caribe e das Américas Central e do Sul iniciaram nesta quarta-feira uma série de exercícios na Nicarágua. O objetivo da missão é a manutenção da paz, informaram fontes militares.

O chefe do Estado-Maior do Exército da Nicarágua, general Julio Cesar Avilés, e o subcomandante-geral do Exército Sul dos Estados Unidos, general Manuel Ortiz, foram os encarregados de abrir o treinamento. O exercício deve durar dez dias.

Em declarações a jornalistas, o general Ortiz disse que os exercícios serão simulações de situações vividas em países onde foram realizadas operações de manutenção da paz.

Um comunicado também destaca que, neste ano, representantes de organizações internacionais, governamentais e não-governamentais participarão das atividades militares.

O objetivo específico dos exercícios é o compartilhamento de experiências e a análise de desafios que possam contribuir para o aperfeiçoamento das operações de manutenção de paz.

terça-feira, junho 10, 2008

Banco Mundial prevê crescimento sistêmico da economia neste ano, de 2,7%

SÃO PAULO - O Banco Mundial prevê que a economia global deve crescer a uma taxa de 2,7% este ano, mostrando uma desaceleração em relação ao índice de expansão de 3,7% verificado em 2007. Para 2009, espera-se uma recuperação modesta, com avanço de 3% na atividade econômica mundial.

Os países em desenvolvimento devem manter uma taxa sólida de crescimento este ano, de 6,5%, menor, contudo, do que os 7,8% de 2007. O Banco Mundial projeta uma expansão parecida para 2009, de 6,4%.

Em relatório divulgado nesta terça-feira, a instituição avalia que o ambiente econômico global está cada vez mais desafiador ante o aumento dos preços do petróleo e dos alimentos, que acabam contribuindo para maiores pressões inflacionárias e, conseqüentemente, afetando a população mais vulnerável.

"O forte crescimento no mundo em desenvolvimento está certamente ajudando a compensar a desaceleração aguda nos Estados Unidos", avaliou Uri Dadush, diretor do Departamento de Comércio Internacional do Banco Mundial. "Ao mesmo tempo, a elevação das pressões inflacionárias em nível internacional - especialmente os preços mais altos dos alimentos e da energia - estão prejudicando grandes segmentos de pessoas pobres no mundo", acrescentou.

O banco avaliou ainda que o fluxo de capital privado para mercados emergentes, que atingiu US$ 1 trilhão em 2007, deve cair para ao redor de US$ 800 bilhões em 2009. Ainda assim, será a segunda maior marca histórica.

No documento, a entidade alerta ainda que os países com grandes necessidades de financiamento externo são potencialmente os mais expostos aos problemas no crédito. "Em 2007 e 2008, vários países na Europa e Ásia Central e um poucos na América Latina, Caribe e África subsaariana estavam sob risco", revela o Banco Mundial.

O organismo complementou que, enquanto alguns países de baixa renda tiveram acesso recente ao mercado internacional de títulos, o grosso do fluxo de capital privado para países em desenvolvimento vai para apenas as grandes economias, entre elas os chamados BRICs - Brasil, Rússia, Índia e China.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

domingo, junho 08, 2008

PAÍSES DO G-8 NEGOCIAM ACORDO SISTÊMICO DE ECONOMIA DE ENERGIA NO PLANETA


G8 negociam novo acordo global de economia de energia

da Efe, em Tóquio

Os ministros de Energia do G8, grupo dos países mais industrializados do mundo, se reuniram neste domingo em Aomori (norte), no Japão, para estabelecer um novo marco de economia de energia que sirva para lutar contra a mudança climática e os crescentes preços do petróleo.

Os representantes de Energia de Japão, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia começaram um encontro de um só dia no qual discutirão as melhores formas de economia de energia, segundo a agência de notícias Kyodo.

Espera-se que o G8 estabeleça as bases da chamada Sociedade Internacional para a Cooperação na Eficiência da Energia, para a qual também convidarão outros países, tais como China e Índia.

A cooperação dentro do novo marco será de caráter voluntário, mas os países do G8 acham absolutamente essencial que as economias emergentes que mais energia consomem façam parte ativa da nova iniciativa, segundo a Kyodo.

A AIE (Agência Internacional da Energia), formada por 27 países industrializados --que não inclui China nem Índia-- contribuirá para o estabelecimento do novo marco.

Índia e China

Segundo a AIE, China e Índia serão responsáveis por quase metade da expansão de demanda de energia entre 2005 e 2030. Além disso, a China superará os EUA como o maior consumidor mundial de energia em 2010.

Espera-se que estes dois países junto com Coréia do Sul se incorporem como convidados ao longo da jornada de reuniões e discutam sobre como estabilizar o mercado do petróleo.

Os 11 países reunidos são responsáveis por cerca de 65% da demanda energética global e pelas emissões de dióxido de carbono, segundo a Kyodo.

"Não é preciso dizer que a mudança climática e a energia são as duas faces da mesma moeda. É indispensável que resolvamos estas questões de uma maneira exaustiva", disse o ministro da Indústria japonês, Akira Amari, no início do encontro.

Como presidente do G8, o Japão considera fundamental o estabelecimento do novo marco de economia de energia, o qual espera que comece a funcionar no ano que vem.

Os representantes de China, Japão, EUA, Índia e Coréia do Sul, cinco dos países que mais petróleo consomem no mundo, manifestaram ontem seu "séria preocupação" com os altos preços do petróleo, após uma reunião realizada também em Aomori.

As duas reuniões de Aomori servirão de base para a cúpula que reunirá os líderes dos países mais industrializados em julho, na ilha de Hokkaido (norte do Japão).

sábado, junho 07, 2008

ALTA DA NFLAÇÃO SISTÊMICA É AMEAÇA À ECONOMIA GLOBAL

Alta dos alimentos e do petróleo se espalha e recrudesce inflação no mundo.

Pela primeira vez em várias décadas, o mundo está preocupado com um problema que os brasileiros conhecem bem. Embora economistas já alertassem para a sua volta, foi nos últimos meses que a inflação tornou-se uma das principais preocupações mundiais. Segundo dados do Banco Mundial, a inflação global hoje está na casa dos 5,5% ao ano – o maior nível desde 1999.

FM PAN - AQUIDAUNA - MS=

sexta-feira, junho 06, 2008

REUNIÃO DE PARTICIPAÇÃO SISTÊMICA SOBRE UM PROBLEMA, TAMBÉM, SISTÊMICO: A FOME NO MUNDO

Raul e Cia aborda situação da fome no mundo

Sexta-feira, 06 de Junho de 2008 | 09:46Hs
Carolina Acosta

O programa Raul e Cia de hoje abordou a reunião da ONU (Organização das Nações Unidas) com os 193 países que discutiram a situação da fome no mundo. Segundo dados divulgados durante a cúpula, 850 milhões de pessoas sofrem uma "situação dramática de emergência alimentar" de desnutrição e a nova crise de preços dos alimentos arrastou outros 100 milhões para a indigência.

Jacques Diouf, diretor-geral da FAO, braço da ONU para Alimentação e Agricultura, havia dito, ao inaugurar na terça-feira a Cúpula sobre Segurança Alimentar, que havia passado o tempo das palavras e era hora da ação. Dois dias depois, a cúpula termina sem ação alguma e quase sem palavras.

Após três dias de debates e discursos, foram anunciadas verbas de 3 bilhões de dólares contra a fome, um décimo do que a FAO considera necessário. No documento, tido como decepcionante, o que ficou foi um pedido de "ação coordenada e urgente"

contra a alta dos alimentos e a cobrança de mais investimentos na agricultura. O texto não toma partido para os biocombustíveis, a principal bandeira internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pede somente a realização de "estudos em profundidade" e um "diálogo internacional".

A declaração final da cúpula foi aprovada, sob objeções e críticas de vários países, com os compromissos de eliminar a fome do mundo e de não utilizar os alimentos como um instrumento político e econômico.

Argentina, Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua condenaram fortemente a falta de medidas reais para a erradicação da fome no mundo. A representante equatoriana disse que "são muitos os países que não estão de acordo" com a minuta da declaração, embora nenhum tenha bloqueado a aprovação do documento, com exceção da Argentina, que fez objeção ao texto inteiro.

Os 193 países que integram a FAO, no entanto, se comprometeram a reduzir "à metade, até 2015", o número de pessoas que passam fome no mundo, segundo os termos da declaração final a que se chegou depois de complexas negociações.

Resta ao povo a esperança de que alguma coisa, de fato, possa ser feita. Caso contrário, num futuro muito próximo, a situação pode se tornar insustentável, onde a fome poderá crescer de forma galopante.

Informações da Folhaonline

quinta-feira, junho 05, 2008

A NOSSA AMAZÔNIA SOB COBIÇA SISTÊMICA

Lula: todos querem "meter dedo" na Amazônia

Quinta-feira, 05 de Junho de 2008 | 14:16Hs
Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (5), durante cerimônia do Dia Mundial do Meio Ambiente, que há muitos palpiteiros sobre a questão da Amazônia e que eles “não têm autoridade moral” para sugerir políticas de preservação.

Lula aproveitou a data para enviar ao Congresso um projeto de lei criando a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas e decretou a criação de três novas unidades de conservação ambiental.

“Eu de vez em quando acho que a Amazônia é como aqueles litros de água benta que têm na igreja, todo mundo acha que pode meter o dedo.
Basta ser católico e entrar na igreja que quer colocar o dedo para se benzer. E é muita gente dando palpite.
Não é que nós não queiramos ajuda, não é que nós não queiramos partilhar os conhecimentos que precisamos ter da Amazônia, não é que nós não queiramos produzir projetos conjuntos. Nós não podemos permitir que as pessoas tentem ditar as regras no que a gente tem que fazer na Amazônia. Posso dizer para vocês que palpites não faltam. E de pessoas que não têm autoridade política para fazer isso, pessoas que desmataram o que tinha e o que não tinha, pessoas que emitem CO2 como ninguém”, criticou o presidente.

Segundo ele, o Brasil não teme os debates internacionais sobre o tema e está disposto a colaborar, mas não abrirá mão da soberania de suas decisões.

“Somos tão solidários, que o território é nosso, mas os benefícios causados pela preservação que estamos produzindo, queremos compartilhá-lo com a humanidade porque queremos que todos respirem o ar verde produzido pelas nossas florestas”, afirmou.

Para Lula, há muito que comemorar do Dia Mundial do Meio Ambiente. “Temos muito o que comemorar no dia de hoje, pelo que já fizemos”, disse.

Unidades de conservação

O projeto de lei que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima vai nortear o Plano Nacional sobre Mudança do Clima e outras ações a serem implementadas nos três níveis da Federação sobre o tema.

Lula assinou ainda decretos criando três novas unidades de conservação, duas extrativistas e um parque nacional, que representam mais 2,6 milhões de hectares.

As reservas extrativistas (Resex) a serem criadas são Médio Xingu, no Pará (303,8 mil hectares), e Ituxi, no Amazonas (776,9 mil hectares). O Parque Nacional de Manpiguari (1,6 milhão de hectares) está localizado nos municípios de Canutama e Lábrea, no Amazonas.

Globo.Com

terça-feira, junho 03, 2008

ORGANIZAÇÃO SISTÊMICA DOS PAÍSES DA ÁFRICA

Bono sonha com Estados Unidos da África

TÓQUIO, 3 Jun 2008 (AFP) - O vocalista do grupo irlandês U2, Bono, sonha com a criação dos Estados Unidos da África como a melhor maneira de solucionar os conflitos do continente, afirmou o próprio em entrevista ao jornal japonês Asashi Shimbun.

O artista e militante, que participou na semana passada na conferência internacional de Tóquio sobre o desenvolvimento da África (Ticad), afirma que a criação dos Estados Unidos da África "seria um sonho".

"Penso que uma identidade africana mais ampla seria importante para reduzir as tensões tribais", declarou.

segunda-feira, junho 02, 2008

AÇÃO SISTÊMICA DAS TRÊS ESFERAS DE GOVERNO COM A FINALIDADE DE URBANIZAR FAVELAS


Governo investirá em urbanização de favela

A parceria inédita entre as três esferas de governo promete urbanizar um terço das favelas paulistanas até o final de 2009.

A maior parte dos recursos virá do PAC, que pode regularizar 56 favelas e assentamentos em mananciais da cidade.

Segundo a prefeitura, que vai entrar no projeto com R$ 70 milhões, será possível atender a 130 mil pessoas.

Só a urbanização de três das dez glebas de Heliópolis vai consumir R$ 165 milhões.

(Jovem Pan)

domingo, junho 01, 2008

ORGANIZAÇÃO SISTÊMICA DOS ÓRGÃOS DE PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO

Governo quer rede de pesquisa com células-tronco em junho

Os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia irão lançar, no mês que vem, uma rede nacional de pesquisas com células-tronco. De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, inicialmente, serão investidos R$ 25 milhões no programa, mas ele garantiu que "o Ministério está absolutamente disposto a dar apoio institucional, técnico, político e financeiro aos grupos (de pesquisa) que existem no Brasil".

O objetivo, segundo ele, é criar uma rede de conhecimento que integre instituições e entidades que trabalhem com projetos em conjunto. "É uma área em que o Brasil tem condições de estruturar um grau de conhecimento e competir com os países centrais no desenvolvimento de novas tecnologias para o futuro", afirmou Temporão, após inaugurar o novo prédio do ambulatório de tratamento de hanseníase da Fundação Oswaldo Cruz, ontem, no Rio.

"Infelizmente, o Brasil ficou três anos aguardando essa decisão. Isso foi muito prejudicial para um grande número de pesquisadores, mas é possível recuperar o tempo perdido", afirmou o ministro. Sobre o resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que quinta-feira confirmou a constitucionalidade do artigo sobre pesquisas com células-tronco embrionárias da Lei de Biossegurança, Temporão disse acreditar que "a decisão do Supremo não foi apenas de defesa da vida, mas também permite ao País desenvolver tecnologia própria e depender menos de tecnologia desenvolvida fora".

FONTE: TRIBUNA DA IMPRFENSA