Aspecto da Metodologia Científica, derivado da Teoria Geral dos Sistemas, de Lwidg von Bertalanffy. Alicerça-se na existência de um Universo Sistêmico, isto é, constituído em sua totalidade, por quatro linhas de sistemas: de natureza física, biológica. social e tecnológica. Corresponde a um quadro de referência capaz de operar na linha de universalidade, totalidade, abrangência, síntese e integração. Insurge com aspectos fragmemntários ou reducionistas de diversas outras metodologias.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
terça-feira, fevereiro 05, 2008
| SEM AS FORÇAS ARMADAS MOTIVADAS O QUE SERÁ DO BRASIL? De:Pedro Porfírio | |
| Para: Edson Nogueira Paim | |
| Data:31/01/08 23:12 | |
| Assunto: SEM AS FORÇAS ARMADAS MOTIVAS O QUE SERÁ DO BRASIL? |

SEM AS FORÇAS ARMADAS MOTIVADAS O QUE SERÁ DO BRASIL?
MINHA COLUNA NA TRIBUNA DA IMPRENSA DE 1 DE FEVEREIRO DE 2008

![]() |
Sob a bandeira do ambientalismo, um número de ONGs que o governo brasileiro não contabiliza atua como instrumento político de governos e empresas na defesa de interesses políticos ou financeiros na Amazônia. A presença das Forças Armadas é a garantia institucional da defesa de nossa riqueza mais cobiçada. |
http://www.tribunadaimprensa.com.br/coluna.asp?coluna=porfirio
"Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é só deles, mas de todos nós."
Al Gore, ex-Vice Presidente americano, Premo Nobel da Paz de 2007 e grande estrela da mídia como "defensor do meio ambiente".
Ao debruçar-me com a devida responsabilidade sobre as políticas públicas para as Forças Armadas, não posso esconder minha perplexidade.
Você não tem uma idéia da sucessão de erros que projeta um buraco gigantesco num amanhã bem próximo. A permanecer a tendência atual, daqui a pouco não será fácil encontrar quem queira servir às Forças Armadas, tal a baixa competitividade dos seus vencimentos, em todos os escalões, e a falta de condições operacionais, fatores que afetam em cheio a dignidade de um segmento envolto numa mística e em compromissos que vão além da paixão e dos deveres profissionais.
Eu diria que essa coleção de equívocos e até de imprudentes solapamentos ganhou uma configuração mais nítida a partir da criação do Ministério da Defesa, segundo o modelo norte-americano, que acabou confiando o conjunto dos complexos assuntos militares a pessoas sem a necessária vivência dos mesmos, sem compreensão estratégica do papel militar e sem o conhecimento e cultura indispensáveis a respeito.
Um desastre após outro
O resultado dos últimos anos tem sido um desastre após outro, com a triste rotina de uma verdadeira queda de braços - humilhante porque, na hora de botar a boca no mundo, como é da essência da sociedade democrática, os militares precisam se valer de suas esposas, dos inativos ou recorrer a subterfúgios como doar sangue para expressar seu descontentamento.
Esse quadro deprimente produz um tipo de confronto silencioso, mas de ardilosa manipulação. Para qualquer um contingenciado pela disciplina, uma de suas místicas mais sagradas, toda essa indiferença à sua sorte tem conteúdo ideológico. É como se ele estivesse sofrendo a revanche de situações preteridas.
As aflições e os nervos à flor da pele engendram a idéia de que tudo não passa de uma conspiração de esquerda para reduzir a tropa a um estamento simbólico. Isso escamoteia a verdade "verdadeira". Está em prática uma "nova doutrina", alimentada pelas grandes multinacionais, especialmente os sistemas financeiros, a partir do fim da guerra fria e do fracasso dos beligerantes de ambos os lados, em face de fatores críticos novos e diferenciados, sobretudo pela mudança do viés da supranacionalidade e do avanço da tecnologia, com a superposição do segmento econômico de serviços sobre os industriais e agro-pastoris.
O Estado Mínimo
Para entender o que se passa em relação aos militares brasileiros, é preciso partir da análise do "Consenso de Washington" e de outras teses, que incluem a idéia do "Estado Mínimo", o fim das fronteiras nacionais e uma espécie de rearrumação do sistema de poder, que na prática já acontece com a interatividade internacional dos investimentos especulativos. Você pode se posicionar em relação às aplicações na Bovespa a partir das primeiras informações sobre o desempenho das bolsas asiáticas, num ritual que já subtrai sem constrangimento a independência dos centros nervosos da economia de cada país.
Isso quer dizer claramente: A macro-economia internacional engendrou outros referenciais e hoje não se pode dizer que esse ou aquele país nos ameaça. As hidras que se infiltram sobre nossos territórios não estão sujeitos a controles de nenhum país, de nenhum governo.
São grandes complexos econômicos que podem pagar às melhores cabeças e produzir controles remotos, robôs, tudo o que precisam para refazer o mapa do mundo.
Depois que descobriram as serventias do "terceiro setor", essas ONGs com discursos direcionados, os cabeças desses complexos concluíram, a partir de estudos científicos, que precisam bancar a miniaturização das Forças Armadas nos países alvos.
Mais do que qualquer outro país, o Brasil precisa de uma política militar sólida e fortalecida, independente dos outros, tanto pela dimensão do nosso território, a extensão das nossas fronteiras, como, principalmente, pela camuflada ocupação estrangeira de nossa maior riqueza, a Amazônia e da necessidade de proteger nossa "Amazônia Azul" - os
A necessidade de um complexo militar em condições de cumprir suas funções de defesa vai muito além dos fantasiosos conflitos entre nações.
E exige uma revisão urgente, sem matizes ideológicos, porque o somatório de erros poderá ser fatal para a soberania do Brasil e para a vida da sociedade brasileira. Esses erros começam pelo virtual aniquilamento do serviço militar obrigatório, de tanta importância para nossa juventude sem rumos, até o desprezo pelo conhecimento, a dedicação e o patriotismo inerentes á vida na caserna.
Do jeito que as coisas estão indo, até os cursos superiores das Forças Armadas, que se incluem entre os melhores do Continente, vão acabar tendo sua finalidade deturpada: ao invés de formarem oficiais especializados, vão acabar se convertendo, como já acontece pontualmente, em produtores de profissionais altamente qualificados para as grandes multinacionais que pagam muito mais.
Nessa faina impatriótica de desmotivação dos militares, os interesses "ocultos" jogam com feridas não cicatrizadas e visões primárias de tecnocratas delirantes, os quais escondem da sociedade um perigoso vexame: segundo fontes merecedoras de crédito, a FAB só consegue operar com 37% de seu poder aéreo e todos seus aviões têm mais de 15 anos de uso. Na Marinha, de toda sua frota, apenas 10 navios estão em condições de combate. No Exército a sucatagem bélica é ainda maior. Segundo levantamento, por falta de investimentos, o Programa Nuclear Brasileiro já provocou um prejuízo de U$ 1,1 bilhão. Os equipamentos de artilharia são semi-obsoletos e estão em péssimo estado de conservação, sujeitos, inclusive, a um racionamento de combustível e à falta de peças.
Diante de um quadro de ostensiva depreciação do Estado e, dentro dele, de sua estrutura militar, é responsabilidade de todos, independente de ódios internalizados, procurarem entender o que realmente está por trás dessa trama, algo que faz do Brasil continental um dos países com menor participação dos gastos em defesa no seu PIB - menos de 1,6% contra 3% da média mundial, uma ninharia se considerarmos os 5% do Poder Judiciário e os 3,98% do tal superávit primário - as restrições orçamentárias para pagar os juros da dívida.
Por questão de espaço, vou parando por aqui. Voltarei ao assunto,mas desde já você poderá encontrar a segunda parte desta matéria em http://colunaporfirio.blogspot.com
EM TEMPO: Nesses dias, reuni muitas informações sobre a nossa atual "questão militar". Nessa coluna, você tem apenas alguns enfoques do meu trabalho. Espero nas próximas horas dar continuidade, publicando mais material no blog da coluna e enviando por e-mail. Peço desculpas às pessoas às quais ainda não responde sobre os primeiros comentários. Pretendo conversar com cada uma, como de hábito.
Porfírio
Esta matéria está publicada, tambem na Tribuna da Imprensa
quarta-feira, janeiro 30, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
34 Senadores, entre os quais 27 do DEM e do PSDB, suprimem, anualmente, R$ 40 bilhões da saúde, da área social e de investimentos
13/12/2007 - 02h15
Veja como cada um dos senadores votou a emenda da CPMF
GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O apoio de 45 senadores à prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não foi suficiente para garantir ao governo federal a aprovação da matéria no plenário do Senado na madrugada desta quinta-feira (13)
Com o apoio de senadores governistas, a oposição conseguiu derrubar a manutenção do "imposto do cheque" no plenário do Senado --já que o governo precisava de 49 votos pró-CPMF para garantir a vigência da contribuição.
Os 27 senadores da oposição (DEM e PSDB) votaram unidos contra a prorrogação da CPMF, mesmo com a pressão de governadores do PSDB para que mantivessem o "imposto do cheque".
O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) foi o único ausente na votação, pois retornou ao Estado para participar do enterro do governador Ottmar Pinto --apesar de já ter declarado o voto contra a CPMF. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), também não registrou voto porque só participa em caso de empate.
Confira abaixo como foram os votos dos senadores na prorrogação da CPMF:
Contra:
Adelmir Santana (DEM-DF)
Álvaro Dias (PSDB-PR)
Antonio Carlos Junior (DEM-BA)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
César Borges (PR-BA)
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Efraim Morais (DEM-PB)
Eliseu Rezende (DEM-MG)
Expedito Junior (PR-RO)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Geraldo Mesquita (PMDB-AC)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE)
Jayme Campos (DEM-MT)
João Tenório (PSDB-AL)
Jonas Pinheiro (DEM-MT)
José Agripino (DEM-RN)
José Nery (PSOL-PA)
Kátia Abreu (DEM-TO)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Mão Santa (PMDB-PI)
Marco Maciel (DEM-PE)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Mario Couto (PSDB-PA)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Raimundo Colombo (DEM-SC)
Romeu Tuma (PTB-SP)
Rosalba Ciarlini (DEM-RN)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
A favor
Almeida Lima (PMDB-SE)
Aloísio Mercadante (PT-SP)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Augusto Botelho (PT-RR)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Delcídio Amaral (PT-MS)
Edson Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
Euclydes Melo (PTB-MA)
Fatima Cleide (PT-RO)
Flavio Arns (PT-PR)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Gerson Camata (PMDB-ES)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Gim Argello (PTB-DF)
Ideli Salvatti (PT-SC)
Inácio Arruda (Pc do B-CE)
Jefferson Péres (PDT-AM)
João Durval (PDT-BA)
João Pedro (PT-AM)
João Ribeiro (PR-TO)
João Vicente Claudino (PTB-PI)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Sarney (PMDB-AP)
Leomar Quintanilha (PMDB-TO)
Magno Malta (PR-ES)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Neuto do Conto (PMDB-SC)
Osmar Dias (PDT-PR)
Patricia Saboya (PDT-CE)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Paulo Paim (PT-RS)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Renato Casgrande (PSB-ES)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Rosenana Sarney (PMDB-MA)
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Serys Slhessarenko (PT-MT)
Sibá Machado (PT-AC)
Tião Viana (PT-AC)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Valter Pereira (PMDB-MS)
Wellington Salgado (PMDB-MG)
quinta-feira, janeiro 17, 2008
FM PAN - Aquidauana (MS): Irradia e publica, no seu site, a resenha do dia 17/01/2008, de Edson Paim
| Resenha do dia com Edson Paim | |
| Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008 | 15:15Hs | |
| | Redação |
| * O Ministério da Saúde já confirmou mais quatro casos de febre amarela, dois deles com desfechos fatais, a do funcionário público e pastor Antônio Rates dos Santos, internado desde o dia 8 e o outro caso é de Luiziânia. | |
sábado, dezembro 29, 2007
ONG "Sociedade dos Amigos de Plutão"não existe. É uma "armação", através da qual pessoas inescrupulosas tentam enganar internáutas, com objetivos, obviamene políticos
Ao receber o e-mail, a seguir transcrito, fui pesquisar para não cair no "conto" da ONG "Sociedade dos amigos de Plutão" e proteger meus colegas de turma, amigos e leitores, das malévolas inenções de farsantes que pululam na rede virtual.
De: | Sergio |
| Para: | Edson Paim e outros |
| Data: | 23/12/07 22:31 |
| Assunto: | Fw: En:Fwd: ONG Amigos do Planeta Plutão |
Anexo(s):
- 26812681PROMISCUIDADE NO GOVERNO.wmv 2681kb : Abrir ou examinar com antivírusexaminar com antivírusexaminar com antivírus
__________________________________
Após reeber este e-mail do meu querido amigo e colega de turma, Sergio Franklin, por se tratar de um caso inverosímel, como outros que circulam na Internet, resolvi pesquisar e constatei se tratar de uma farsa, produzida por aqueles que, na ausência de tese, atacam a honra alheia, inclusive para atingir fins políticos.
Neste caso se trata de propósito evidente de enxovalhar a honra do próprio Presidente da República e do partido do Senador Augusto Botelho (PT-RR), meu colega de turma e do remetente do e-mail, bem como dos demais destinatários do mesmo, pois somos da turma de 1972, da Escola de Medicina e Cirurgia, que há poucos dias realizou sua reunião anual, em Mangaratiba (RJ), com a presença costumeira do referido Senador. também víítima dessa farsa, a qual urge desmascarar e, ao atingí-lo, rococheta sobre a sua turma inteira, a EMC-72.
Com a finalidade de evitar que meus colegas de turma, demais amigos e leitores, continnuem sendo vítimas dos farsantes que engendraram o "conto" da inexistente "ONG Amigos do Planeta Plutão", mandei o seguinte e-mail:
| De: | edsonpaim |
| Para: | sfranklin@uol.com.br |
| Data: | 25/12/07 19:31 |
| Assunto: | A Ong Amigos do Planeta Plutão n ão existe. Para confirmar acesse meu blog "Ongs: Sumidouro de Verbas Públicas": |
Clique no endereço seguinte e conheça a verdade sobre a suposta Ong Amigos do Planeta Plutão:
http://sumidourodedinheiro.blogspot.com/
Edson Paim
Em resposta, recebi o seguinte e-mail:
| De: | Sergio |
| Para: | Antonio Carlos EMC , Antônio João EMC , Calixto , Cecília EMC , Cristiane Cunha , Denize Alcantara , Dilma EMC , Dídimo EMC , Edoardo EMC , Elaine EMC , Eliane EMC , Eugênio EMC , Francesconi EMC , Giacon EMC , Gleice , Henrique Domingues Neto , Inara Cristina , JOMAR , juniatagermann , Leda EMC , Leonor F.S. Barros , Luis Antônio EMC , Moraes , mpsantos1945@ig.com.br , Nando , Nestor EMC , Paim EMC , Paulo , Paulo Brandão EMC , Paulo Issa EMC , Paulo Maduro EMC , Romildo , Rubinho EMC , Rômulo Barros , Sandra EMC , Saulo EMC , Sonia EMC , swamisalgado , Walter EMC |
| Data: | 25/12/07 22:23 |
| Assunto: | Res: Fw: En:Fwd: ONG Amigos do Planeta Plutão |
Você poderá constatar, por si mesmo, a verdade dos fatos, atavés da leitura das postagens, abaixo publicada, bem como enviar e-mails a todos os seus contactos, não só para os livrarem da "esparrela" em que caíram, mas até para chegar ao autor do infeliz e inverídico arquivo, o qual, pode até ter agido por boa fé, da mesma forma que os responsáveis pela circulação do e-mail, mas em proveito de inescrupuosos que conhecem a verdade, mas visam tirar proveito político.
OUÇA COMO, ACREDITANDO EM CLÁUDIO HUMBERTO, ATÉ O SENADOR HERÁCLITO
FORTES CAIU NO "CONTO" DA ONG "SOCIEDADE DOS AMIGOS DE PLUTÃO"
Clique no endereço abaixo e, depois, veja em outros de nossos blogs como farsa se originou, cresceu e continua infectando a Internet e nela se propagando
ONG sociedade amigos de plutão - Veja a verdade! (PT PFL)
http://www.youtube.com/watch?v=P04uPLaqzJk
A FARSA DA ONG "SOCIEDADE DOS AMIGOS DE PLUTÃO" FAZ LEMBRAR O EPISÓSIO DA CARTA BRANDI
A Carta Brandi e a República Sindicalista
A extrema direita tentou inviabilizar a candidatura de Juscelino e Jango (apelido de João Goulart), preparando um novo plano golpista, a ser executado por etapas, e publicando a famosa Carta Brandi, que tentava envolver Jango num caso de contrabando de armas da Argentina para o Brasil, visando a instalação de uma República Sindicalista, similar ao peronismo argentino.
Mesmo diante de todas as pressões, Juscelino e Jango venceram as eleições de 3 de outubro de 1955. Em meados de outubro de 1955, a UDN, sob a argumentação de que Juscelino e Jango tinham recebido cerca de 500.000 votos dos comunistas (a diferença entre JK e Juarez Távora foi exatamente 459.733 votos), entrou com um pedido de impugnação das eleições no TSE, numa luta coordenada pelo Deputado Pedro Aleixo e defendida na Câmara e no Senado por Afonso Arinos e Aliomar Baleeiro, mas que não prosperou. Nas próprias hostes udenistas existiam posições contrárias, como as de Adauto Lúcio Cardoso e José Américo de Almeida.
http://www.senado.gov.br/comunica/historia/Rep15.htmONG AMIGOS DE PLUTÃO NÃO EXISTE: VEJA A RETRATAÇÃO
Simples metáfora, mas, reconheço, sem a caracterização explícita. Como no período eleitoral que agora se encerra andam exasperadas as emoções, houve quem supusesse naquela crônica uma agressão ao PT, às lideranças sindicais, ao presidente e à Esplanada dos Ministérios. Penitencio-me, para que não haja dúvidas. A ONG "Sociedade dos Amigos de Plutão" não existe. Pelo menos, ainda não foi criada. Para evitar a repetição de um problema que já relato, lembro a Lei de Imprensa, dispondo de uma figura denominada retratação. Quando, no mesmo espaço, na mesma página, um jornalista se retrata, reconhecendo o erro, cessa ou nem se inicia a respectiva ação penal. Por que esse cuidado? Porque não faz um mês o comitê de campanha de Geraldo Alckmin denunciou-me à Justiça Eleitoral como tendo ofendido o candidato, ao chamar de burra e ofensiva à inteligência nacional a estratégia de ficar agredindo Lula em vez de anunciar seus programas. No TSE, em nome da liberdade de imprensa, o ministro-relator recomendou o arquivamento da ação, acompanhado em seguida pelo plenário. Seria no mínimo inusitado, na mesma eleição, ser processado pelos dois lados, mas faz tempo que de quatro em quatro anos a história se repete. Estará a virtude no meio?. http://www.tribuna.inf.br/anteriores/2006/outubro/02/coluna.asp?coluna=chagas.. Esclarecendo dúvidas
sexta-feira, dezembro 28, 2007
| Globo nega "problemas" em saída de Gloria Maria | |
| Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007 | 13:43Hs | |
| | Redação |
|
Fonte: Aceese também: http://resenhadehoje.blogspot.com/ | |
domingo, dezembro 16, 2007
Mudanças Climáticas: Agora, ação sistêmica de 188 países para a redução dos gases do efeito estufa
Governos estão satisfeitos com acordo climático "definidor"
15/12/2007 - 16h01 Por Adhityani Arga NUSA DUA, Indonésia (Reuters) - Países de todo o mundo chegaram a um acordo no sábado para iniciar negociações que visam a adoção de um novo tratado climático, mas grupos ambientais disseram que o acordo não tem substância. O acordo prevê reduções das emissões de gases do efeito estufa pelos Estados Unidos e pela China pela primeira vez, e uma agenda de dois anos que levará à adoção em Copenhagen, em 2009, de um pacto mais amplo e enérgico que sucederá o Protocolo de Quioto depois de 2012. "Este á um momento definidor para mim e meu mandato como secretário-geral", disse Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, em entrevista à Reuters, depois da reunião no balneário de luxo da Indonésia. "Todos os 188 países reconheceram que esta é a agenda definidora para a humanidade, para todo o planeta Terra." Grupos ambientalistas disseram que o acordo não tem substância, uma vez que a União Européia abandonou a exigência de que países ricos tomem as primeiras iniciativas na luta contra a mudança climática. Delegados exaustos deram uma ovação aos Estados Unidos, depois que o maior emissor de gases do efeito estufa do mundo desistiu de sua oposição no último minuto e apoiou o acordo, depois de uma noite em claro de negociações, que ultrapassaram o prazo de sexta-feira. "Temos agora uma das mais amplas agendas de negociação de mudança climática já realizadas," disse James Connaughton, presidente do Conselho da Casa Branca de qualidade ambiental. Os Estados Unidos abandonaram sua oposição às exigências da Índia de relaxar os compromissos de países em desenvolvimento ao novo pacto. O presidente George W. Bush recusou-se em 2001 a assinar o Protocolo de Quioto, dizendo que ele isentava países em desenvolvimento de forma injusta. CONSENSO A União Européia disse que está satisfeita com o acordo, considerando fundamental a inclusão dos Estados Unidos, ausente de Quioto. "Existe um só planeta. Juntos, países desenvolvidos e em desenvolvimento podem atingir o sucesso," disse o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso. A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, elogiou a postura unida dos países europeus em Bali, dizendo que era "uma base importante para bons resultados." "Naturalmente, o caminho para um sucessor do Protocolo de Quioto será difícil, mas tenho certeza de que o mandato de Bali será visto em breve como um divisor de águas," disse ela. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown disse que o acordo é "um passo vital para o mundo todo." "Agora, começa o trabalho mais difícil, com todos os países trabalhando por um acordo em Copenhagen em 2009, a fim de tratar do desafio definidor de nossa época." Os países em desenvolvimento também elogiaram o acordo. "Aqui em Bali, atingimos o consenso, um consenso mundial para todos os países," disse Hassan Wirajuda, ministro de Relações Exteriores da Indonésia. "Nenhum país foi excluído, em um processo muito abrangente. (...) Esperamos que seja não apenas uma boa base, mas também um impulso para os próximos anos." Ativistas receberam bem a guinada da postura norte-americana, descrita por ambientalistas veteranos como única na história de acordos climáticos. "Nunca tinha visto uma virada no contexto de um tratado ambiental," disse Bill Hare, do Greenpeace. "Indica claramente que os EUA são incapazes de negar a realidade da mudança climática internacionalmente." (Reportagem de Emma Graham-Harrison, Adhityani Arga, Sugita Katyal, Alister Doyle, Ed Davies, Gde Anugrah Arka e Gerard Wynn; Edição de Denise Luna)
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Senadores do DEM, PSDB, PSOL e "infieis" suprimem, anualmente, R$ 40 bilhões da saúde, da área social e de investimentos
Veja como cada um dos Senadores votou a emenda da CPMF
13/12/2007 - 02h15
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O apoio de 45 senadores à prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não foi suficiente para garantir ao governo federal a aprovação da matéria no plenário do Senado na madrugada desta quinta-feira (13)
Com o apoio de senadores governistas, a oposição conseguiu derrubar a manutenção do "imposto do cheque" no plenário do Senado --já que o governo precisava de 49 votos pró-CPMF para garantir a vigência da contribuição.
Os 27 senadores da oposição (DEM e PSDB) votaram unidos contra a prorrogação da CPMF, mesmo com a pressão de governadores do PSDB para que mantivessem o "imposto do cheque".
O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) foi o único ausente na votação, pois retornou ao Estado para participar do enterro do governador Ottmar Pinto --apesar de já ter declarado o voto contra a CPMF. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), também não registrou voto porque só participa em caso de empate.
Confira abaixo como foram os votos dos senadores na prorrogação da CPMF:
Contra:
Adelmir Santana (DEM-DF)
Álvaro Dias (PSDB-PR)
Antonio Carlos Junior (DEM-BA)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
César Borges (PR-BA)
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Efraim Morais (DEM-PB)
Eliseu Rezende (DEM-MG)
Expedito Junior (PR-RO)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Geraldo Mesquita (PMDB-AC)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE)
Jayme Campos (DEM-MT)
João Tenório (PSDB-AL)
Jonas Pinheiro (DEM-MT)
José Agripino (DEM-RN)
José Nery (PSOL-PA)
Kátia Abreu (DEM-TO)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Mão Santa (PMDB-PI)
Marco Maciel (DEM-PE)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Mario Couto (PSDB-PA)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Raimundo Colombo (DEM-SC)
Romeu Tuma (PTB-SP)
Rosalba Ciarlini (DEM-RN)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
A favor
Almeida Lima (PMDB-SE)
Aloísio Mercadante (PT-SP)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Augusto Botelho (PT-RR)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Delcídio Amaral (PT-MS)
Edson Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
Euclydes Melo (PTB-MA)
Fatima Cleide (PT-RO)
Flavio Arns (PT-PR)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Gerson Camata (PMDB-ES)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Gim Argello (PTB-DF)
Ideli Salvatti (PT-SC)
Inácio Arruda (Pc do B-CE)
Jefferson Péres (PDT-AM)
João Durval (PDT-BA)
João Pedro (PT-AM)
João Ribeiro (PR-TO)
João Vicente Claudino (PTB-PI)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Sarney (PMDB-AP)
Leomar Quintanilha (PMDB-TO)
Magno Malta (PR-ES)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Neuto do Conto (PMDB-SC)
Osmar Dias (PDT-PR)
Patricia Saboya (PDT-CE)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Paulo Paim (PT-RS)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Renato Casgrande (PSB-ES)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Rosenana Sarney (PMDB-MA)
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Serys Slhessarenko (PT-MT)
Sibá Machado (PT-AC)
Tião Viana (PT-AC)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Valter Pereira (PMDB-MS)
Wellington Salgado (PMDB-MG)
Fonte: Folha Uol
quinta-feira, dezembro 13, 2007
13/12/2007
Um dia depois de impor ao governo Lula uma de suas maiores derrotas no Congresso, o PSDB não sabia o que fazer com a "vitória política" que conquistou ao rejeitar a prorrogação da CPMF até 2011. No partido, há um clima de ressaca política. Os dois candidatos do PSDB à Presidência da República, os governadores José Serra e Aécio Neves, foram derrotados pelos tucanos do Senado.
Bastante alardeado, não pára em pé o argumento de que aprovar a CPMF exporia o racha do PSDB. O partido está rachado faz tempo. Há um grupo, liderado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que deseja fazer oposição radical a Lula. Essa ala não tem perspectiva de chegar ao poder. Age com o fígado, numa espécie de vingança pelo que FHC sofreu com o PT no verão passado.
O setor tucano que tem chance concreta de conquistar o Palácio do Planalto deseja contar com um mecanismo fiscal poderoso como a CPMF. Essa ala, de Serra e de Aécio, conseguiu que o governo fizesse grandes concessões, como destinar paulatinamente todos os recursos do imposto do cheque para a saúde. Serra e Aécio entenderam que precisam dialogar com o eleitorado de Lula se quiserem suceder o petista.
Quem é contra a CPMF e a favor de corte de gastos já vota nos tucanos. Serra e Aécio precisam pescar votos no eleitorado que hoje apóia Lula. Isso a ajuda a explicar o empenho público de ambos "para dar mais recursos para a saúde". No entanto, alguns tucanos avaliaram que seria conveniente derrotar os próprios presidenciáveis.
Na política, há derrotas que se traduzem, mais à frente, em vitória. O contrário também é verdadeiro. Numa primeira impressão, parece que o PSDB obteve uma vitória que não dá para comemorar, do tipo em que os que ganham também saem perdendo.
Há um arsenal de medidas ao qual o Palácio do Planalto poderá recorrer para cobrir a perda dos R$ 40 bilhões que previa arrecadar anualmente com a CPMF. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará carimbar a rejeição à CPMF como uma decisão política que fragilizará o SUS (Sistema Único de Saúde) e cuja paternidade é tucana e democrata. Ironicamente, enquanto o DEM comemora o feito político, os tucanos se apressam em dar explicações ao público por sua "vitória política". Aécio, por exemplo, já fala em "juntar os cacos". Bota caco nisso!
DEM ganha
Os democratas foram os verdadeiros vitoriosos no episódio em que o Senado negou a prorrogação da CPMF. O partido polarizou fortemente com Lula nas últimas semanas. Demonstrou pouca hesitação. Sem chance real no jogo sucessório de 2010, fez um discurso para se apresentar como a melhor opção política para a fatia do eleitorado que deseja redução de impostos e corte de gastos.
Sofrerá ataques de Lula, que apontará o partido como responsável pela recusa de elevação de recursos para a saúde. Mas esse é um preço político que uma sigla em busca da afirmação da identidade deve pagar. Sua situação é diferente da do PSDB, legenda que apoiou a criação da CPMF e a destinação de sua arrecadação para a saúde.
Na manga
No calor da derrota, o governo não assumirá publicamente a possibilidade de redução da meta anual de superávit primário, hoje em 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto). Mas essa saída foi estudada pela Receita Federal e o Ministério da Fazenda. E continua como uma opção de médio de prazo, quando o ambiente político se acalmar.
![]() | Kennedy Alencar, 40, é colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre os bastidores da política federal, aos domingos. E-mail: kalencar@folhasp.com.br |
Fonte: Folha Uol
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/kennedyalencar/ult511u354690.shtml
sábado, dezembro 08, 2007
ONGs: A corrupção é sistêmica nessas organizações não-governamentais
5.734 ou 35,8% das ONGs não têm fiscalização alguma e 28% delas são irregulares
* Pesquisa revela que 35,8% das organizações não-governamentais (ONGs) para assistência social não têm qualquer tipo de fiscalização no Brasil.
O percentual corresponde a 5.734 ONGs.
Sabe-se também que 28% delas são irregulares.
(Jornal do Brasil - Sinopse Radiobrás)
Veja o que temos publicado no Blog ONGS: SUMIDOURO DE VERBAS PUBLICAS
http://sumidourodedinheiro.blogspot.com/
Conheça outros blogs do Painel do Paim
http://www.blogger.com/profile/04886160289569279765quinta-feira, novembro 29, 2007
SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO EM PORTUGAL
Chegou do Brasil...
JoanaRSSousa
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- Signo astrológico: Gêmeos
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- Atividade: Consultoria
- Profissão: estudante, investigadora, bancária
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licenciada em Filosofia, pós graduada em Recursos Humanos e em Consultoria de Empresas; certificada no Método Six Thinking Hats® de Edward de Bono, pelo de Bono Thinking SystemsTM; formadora (CAP e CCPFC)
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segunda-feira, novembro 26, 2007
ABIN: Organização sistêmica do Serviço de Informações do país
É notório que está em curso um inexorável processo de organização sistêmica do serviço público federal.
Já temos enumerado os vários setores em que tal ocorre, entre eles o de segurança, com o advento do Sistema Nacional de Segurança Pública (SUSP), a criação da Receita Federal do Brasil e do FUNDEB, para só mencionar os avanços recentes.
A proposta deste blog (o carro chefe do nosso painel de blogs) é a divulgação da metodologia sistêmica, objeto do livro de nossa autoria, intitulado "Sistemismo Ecológico Cibernético", além de demonstrar que a organização sistêmica de diferentes setores do serviço público federal está em curso rápido, ainda que não seja explicitado que se trata da adoção da filosofia sistêmica.
Agora, o delegado Paulo Lacerda, acaba de apresentar a proposta de organização sistêmica do serviço de informações do país, que visa a "integração entre os órgãos públicos que atualmente agem de forma isolada, desperdiçando energia e recursos públicos. Há também outras vantagens: por envolver equipamentos (eletrônicos e de informática), servidores públicos e espaço físico já existente na sede da Abin, o custo é zero.
A central terá todos os recursos humanos e tecnológicos necessários para funcionar como um gabinete de crise e, se a emergência e as circunstâncias exigirem, acomodar autoridades como ministros ou até o presidente da República. "A Abin será como um condomínio de órgãos que atualmente funcionam de costas uns para os outros", diz o delegado Paulo Lacerda."
Para melhor elucidação da nova filosofia que está sendo implantada na ABIN, transcrevemos a seguinte matéria:
Paulo Lacerda planeja mudança revolucionária na "velha" Abin
Brasília, 26 de Novembro de 2007 - Um decreto que será analisado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próximas
Brasília, 26 de Novembro de 2007 - Um decreto que será analisado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana prevê uma singela, mas revolucionária, mudança no serviço de informações do governo. A nova Agência Brasileira de Inteligência (Abin) esboçada pelo novo diretor, Paulo Lacerda, prevê a criação do Departamento de Integração, destinado à articulação de um sistema nacional de inteligência que, entre outras funções, vai impedir que o governo continue sendo surpreendido por crises como a que parou os aeroportos ou surtos de violência como o patrocinado em São Paulo no ano passado pela organização criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC).
O segredo do projeto de Paulo Lacerda é a integração entre os órgãos públicos que atualmente agem de forma isolada, desperdiçando energia e recursos públicos. Há também outras vantagens: por envolver equipamentos (eletrônicos e de informática), servidores públicos e espaço físico já existente na sede da Abin, o custo é zero.
A central terá todos os recursos humanos e tecnológicos necessários para funcionar como um gabinete de crise e, se a emergência e as circunstâncias exigirem, acomodar autoridades como ministros ou até o presidente da República. "A Abin será como um condomínio de órgãos que atualmente funcionam de costas uns para os outros", diz o delegado Paulo Lacerda.
Profissional com larga experiência na área de informações e o diretor em cuja gestão a Polícia Federal atingiu padrão de eficácia no combate à corrupção, Lacerda ressalta que a grande mudança que pretende imprimir passa por uma solução prosaica. Implica em articular os órgãos de segurança e centralizar a produção de informações importantes para a sociedade. O problema é que até aqui, na falta de informações de qualidade e por conta do excesso de burocracia ou do tradicional jogo de empurra entre autoridades federais e estaduais, em vez de ação correta e rápida, o governo tem se perdido em discussões e imobilismo.
O decreto também tira do papel e coloca em prática, com respaldo jurídico, o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) que, embora tenha sido legalmente criado, é figura decorativa na estrutura da própria Abin. Com o fim da ditadura, a agência entrou em crise existencial e, por preconceito dos governos civis que no passado eram os próprios alvos da espionagem política, perdeu os instrumentos de investigação.
É o próprio Lacerda quem reconhece que se a agência estivesse mostrando serviços na área de informações, haveria um sério problema: - seria ilegal - diz o delegado, ao se referir à falta de condições legais, ignoradas no passado pelo antecessor da Abin, o famigerado Serviço Nacional de Informações (SNI) da ditadura militar.
http://www.gazeta.com.br/integraNoticia.aspx?Param=20%2c0%2c1128569%2cUIOU
domingo, novembro 25, 2007
Sexta-feira, Abril 06, 2007
Por Otávio Cabral e Diego Escosteguy:
O que levou o presidente Lula a ceder tão gentilmente aos controladores de vôo amotinados nos aeroportos do país no dia 30 de março, concordando em dar-lhes compensações salariais e revogando-lhes uma ordem de prisão dada pela cúpula da Aeronáutica? O que levou o presidente Lula, dias depois, a chamar os controladores de irresponsáveis e traidores, cancelando correções salariais e autorizando prisões em caso de nova rebelião? Em sua explicação pública para tamanha guinada, Lula saiu-se com justificativas contraditórias. Primeiro, disse que, ao saber do motim dos sargentos, estava a bordo do Aerolula rumo aos Estados Unidos e não recebera um "quadro completo" da situação. Depois, encarregou seus assessores de espalhar que o recuo se explicava porque, no auge da crise, não tinha alternativa além de ceder aos controladores, sob pena de manter os aeroportos do país paralisados. Por fim, em reunião com aliados no Palácio do Planalto, disse que se sentia "traído" pela categoria. "Fui apunhalado pelas costas. Esperaram eu sair do país." O que Lula não disse é que o principal motivo de ter mudado tão radicalmente de posição foi outro: os militares peitaram o presidente – e ganharam a parada.
Assim que teve sua ordem de prender os controladores de vôo cancelada por Lula, o comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Juniti Saito, reuniu-se com um grupo de oficiais, assessores jurídicos e dois representantes do Superior Tribunal Militar (STM). A reunião aconteceu no 9º andar do prédio da Aeronáutica, na Esplanada dos Ministérios. Na discussão, ponderou-se que a decisão de Lula poderia resultar numa acusação por crime de responsabilidade. Afinal, no artigo 7º da lei que define crime de responsabilidade prevê-se punição para a autoridade que venha a "incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina". Com essa poderosa ameaça na manga, o brigadeiro convocou outra reunião, para a manhã seguinte, com os nove brigadeiros que compõem o alto-comando. Nesse encontro, discutiram como ampliar o arsenal para enfrentar Lula. A primeira decisão foi que o Ministério Público Militar, afinado com a cúpula da Aeronáutica, processaria os rebelados, a despeito das promessas do presidente de que não haveria punição. "A punição dos grevistas sempre foi questão de honra. Não voltaremos atrás nem com ordem do papa", disse a VEJA um integrante do alto-comando.
Na mesma reunião, os brigadeiros decidiram ainda resistir a outra reivindicação dos sargentos amotinados que Lula mandara atender: a desmilitarização do controle de tráfego aéreo. Atualmente, os controladores de vôo e os responsáveis pela defesa aérea compartilham uma parte dos equipamentos. Os militares decidiram, ali, que os equipamentos passariam a ser usados somente pela defesa aérea. Também decidiram suspender o treinamento de novos controladores, uma tarefa hoje exclusiva da Aeronáutica, e listaram os benefícios que mandariam cortar dos rebelados: moradia funcional, transporte de casa para o trabalho, assistência médica e alimentação – tudo, hoje, cedido pela Aeronáutica. Por fim, Saito disse que, se Lula mantivesse a decisão de ceder tudo aos amotinados, ele entregaria o cargo. Os demais presentes – com uma só divergência, a do brigadeiro José Américo dos Santos – também disseram que entregariam o cargo ao presidente. "Olha só a situação em que eu cheguei", comentou o brigadeiro Saito. "Posso ser o comandante da Aeronáutica com a permanência mais curta da história."
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/04/veja-3-crise-area-militares-usam-apenas.html
COMENTÁRIO DESTE BLOG:
Em absoluta primeira mão, interpretamos a crise que, então, se estabeleceu, corroborada pela revista VEJA, na publicação supra.
Sem querer fazer trocadilho, VEJA, a seguir o que publicamos, em 31 de março, do corrente ano, em nosso blog SISTEMISMO, cujo endereço eletrônico se encontra no fim desta republicação:
Sábado, Março 31, 2007
GOVERNO PERDE O CONTROLE DA SITUAÇÃO E FAZ ACORDO COM MILITARES AMOTINADOS
Por ter agido com tibieza, no início da crise do controle do espaço aéreo, o governo perdeu o controle da situação, a ponto de ser obrigado a fazer acordo com militares amotinados, desprezando os mais sagrados princípios da vida militar - a hierarquia e a disciplina.
O governo, quando optou pelos interesses corporativos dos controladores civis de vôo, em detrimento dos interesses mais elevados - a segurança interna e externa do país, - deu início a uma crise, não mais dos controladores de vôo, mas uma crise de governo e, o pior, uma crise militar.
Estabeleceu-se, agora, um precedente perigoso, ao negociar com autores de crime militar.
Se a moda pega, brevemente, o governo será forçado a negociar com outros tipos de criminosos, não apenas com autores de crimes militares.
O episódio repete Jacareacanga, mas a conduta do governo é diametralmente oposta a de Juscelino que, primeiramente, demonstrou força, sufocando a revolta, para depois anistiar os revoltosos.
É bom recordar que naquela rebelião, à retaguarda dos revoltosos estava um poderoso partido, a UDN, tendo entre seus seguidores, muitos conhecidos como “vivandeiras dos quartéis”, embora constituísse uma agremiação política bem melhor que toda a linha de partidos sucessores e legítimos herdeiros, inclusive o atual, que agora busca, desesperadamente, desvencilhar do DNA udenista, achando que, para isto, seja suficiente a mudança de nome.
Quem subscreve esta nota esteve, sempre, na luta em pról dos trabalhadores em geral e dos servidores civis e militares, entretanto, os interesses destes não podem se sobrepor aos do povo brasileiro e, do país e, muito menos quando se referem à segurança da pátria.
Os interesses nacionais, neste caso, estão afetos ao Ministro da Defesa, unicamente, ao comando da Força Aérea Brasileira (FAB) e, não a outros órgãos Ministério da Defesa que seguem a idéia equivocada de desmilitarização do setor de controle de vôo, passível de desestruturar o processo de controle do espaço aéreo, não se sabendo qual a sua verdadeira motivação.
A conduta do Poder Executivo, neste último episódio, passou a justificar, plenamente, a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito, batizada de CPI do Apagão Aéreo, pois a incapacidade demonstrada pelos gestores do setor, está a exigir a participação do Congresso, principalmente das forças oposicionistas, que talvez, apresentem idéias mais lúcidas, a respeito desta crise militar e de governo.
Acesse a publicação feita em 31 de março, do corrente ano:
http://sistemismo.blogspot.com/2007/03/governo-perde-o-controle-da-situao-e.html
Saturday, March 31, 2007
A CPI DO "APAGÃO AÉREO TORNOU-SE ÚTIL E IMPRESCINDÍVEL
A crise de controle de vôo já extrapolou os limites do setor, transformando-se numa crise militar e numa crise de governabilidade, tendo os controladores de vôo (civis e militares) colocado o governo na defensiva e em situação pior que a decorrente do "mensalão" ou a dos "aloprados do PT."
Esta situação, sem dúvida, é resultante da ação tíbia do próprio governo, como refere a matéria publicada, hoje, no Jornal do Brasil, corroborando nossa afirmação, contida em postagem de 14 de março do blog Sistemismo, da qual transcrevemos o trecho seguinte:
"È notório que o governo foi tíbio e omisso, quando, ao agir movido por mero “companherismo”, permitiu que os “aloprados” controladores de vôo, embora em nome de interesses legítimos, descontrolassem a administração dos aeroportos, o sistema de controle de vôo e mantendo “cativos” de seus caprichos os usuários do transporte aéreo e, até autoridades governamentais".
Para acessar a postagem referida, clique aqui:
http://sistemismo.blogspot.com/
Felizmente, em meio a esta crise aguda, ouvimos pronunciamentos lúcidos, como os dos senadores Arthur Virgilio e Agripino Maia, lideres, no Senado, dos dois maiores partidos da oposição, o PSDB e o DEM, dos quais se espera grande contribuição na CPI do Apagão Aéreo, para a so lução dessa gama de crises: administrativa, militar e, principalmente de autoridade.
Até o Ministro da Defeza, na contramão do parecer da Força Aérea, Quando, por imposição do cargo que exerce, deveria defender, pelo menos, enquanto nele permanecer, insiste na desmilitarização do sistema CONTROLE DE VÕO, no espaço aéreo do país, absolutamente contrário ao papel das Forças Armadas - a defesa da da pátria, cujos integrantes juraram fazê-la.
Agora, o próprio Presidente da República, em pronunciamento nos EUA, felizmente, reconheceu que os controlados DE vôo extrapolaram seus limites, ao se referir à necessidade de se impor lrestrições às ações de servidores públicos, quando contrariarem os interesses da população e do Estado.
Neste caso, a hierarquia e a disciplina militar já foi arranhada, com
o beneplácito do próprio governo, como nunca se viu antes, no país.
Os controladores civís e militares colocaram o governo contra a parede, obrigando-o a negociar em plena crise e, ceder aos caprichos desses desservidores, inclusive, tornado impotente a Força Aérea para, nas condições por eles criadas, vigiar o espaço aéreo brasileiro contra a penetração de aeronaves estrangeiras não autorizadas ou operadas por contrabandistas, até de armamentos, além traficantes de drogas que, nestes tristes dias, encontram espaço livre para a execução dos seus propósitos e, certamente, estão se aproveitando desta situação.
A desmilitarização desse setor redundaria em perenizar estas condições, contrarias aos interesses nacionais, dos usuários dos transportes aéreos e comprometeria a segurança do nosso espaço aéreo e, portanto, a do próprio país.
A nós que, inicialmente, insurgimos contra a CPI do Apagão Aéreo, só resta apelar para a mesma, de onde poderá surgir uma “crise” de lucicez!
Para acessar outras postagens alusivas ao descontrole do espaço aéreo,clique aqui:http://sistemismo.blogspot.com/
quarta-feira, outubro 24, 2007
CORRUPÇÃO SISTÊMICA: SEU CONTROLE DEPENDE DE UMA ADMINITRAÇÃO CIBERNÉTICA
A Cibenética que se define como a "ciência das informações, do comando e do controle, no ser humano, nas máquinas e n a sociedade", está, portanto, na base de todos os mecanismos de controle e de reajujstes, inclusive dos processos administrativos.
Dentre os mecanismos cibernéticos da administração pública federal, destaca-se o Tribunal de Contas da União (TCU), cujas atividades permitem o controle da qualidade da utilização dos dinheiros públicos, possibilitando a adoção de mecanismos de "feedback", a fim de se reajustar, constantentemente, este processo, o que resultará na melhoria da eficiência e da eficácia das ações do governo.
A importância do TCU está refletida na matéria seguinte:
"Tribunal de Contas constata irregularidades de todo tipo em contratos do governo
TCU salva do ralo mais de R$ 1,34 bi
BRASÍLIA - Ações do Tribunal de Contas da União (TCU) que anularam ou sustaram contratos, editais e licitações de órgãos do governo com indícios de irregularidade impediram o eventual desperdício de mais de R$ 1,34 bilhão até o primeiro semestre deste ano. O valor aumentará até o fim do ano, pois há pelo menos mais 41 medidas cautelares do TCU ordenando a suspensão de contratos.
Até a chuva já foi usada para aumentar irregularmente o valor de contratos - empresas alegaram que tiveram de interromper atividades por conta da chuva e cobraram aditivos. No caso da implantação e pavimentação da rodovia BR-226, no trecho perto de Currais Novos, na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará, esse adicional elevou o custo final em 7,6%, num total de cerca de R$ 4,4 milhões.
No entanto, técnicos do TCU obtiveram o levantamento pluviométrico dos últimos 59 anos na região para verificar que não houve volume de chuva acima do normal. Com isso, o Tribunal determinou ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Rio Grande do Norte que não pagasse os valores relativos ao "fator chuva". O relator, o ministro substituto Marcos Bemquerer Costa, rejeitou o aditivo em 25 de julho. Para ele, o "fator chuva" só pode ser levado em consideração "em condições extraordinárias de precipitação, o que não se aplica à região".
Valores
Apenas no segundo trimestre deste ano a ação preventiva do TCU evitou um gasto de cerca de R$ 1,12 bilhão com retificação de vícios, defeitos ou incorreções em contratos. Economizou ainda cerca de R$ 3,9 milhões com eliminação de desperdícios e corte de custos administrativos, e mais R$ 1,6 milhão com a redução de preço máximo em processos de licitação. A redução de tarifas públicas consideradas elevadas em demasia poupou R$ 165,6 milhões.
Há problemas em contratos de todo tipo. No primeiro trimestre, o TCU recomendou anular, suspender ou ajustar licitações feitas pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, pela Fundação Biblioteca Nacional, pelo Banco do Brasil, pelo Comando Militar da Amazônia e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre outros. No mesmo período, detectou problemas em contratos com a Eletrobrás e a Agência Nacional de Águas.
O governo admite a existência de problemas e já desenvolve duas linhas de ação para tentar eliminá-los. A primeira, coordenada em grande parte pela Controladoria Geral da União (CGU), é intensificar a fiscalização e a prevenção. A segunda envolve mudanças na forma dos contratos. O Decreto 6.170, assinado pelo presidente Lula em 25 de julho, entrará em vigor em janeiro e prevê maior rigor na gestão de recursos.
Transferências
A partir de janeiro, por exemplo, transferências de recursos para obras serão feitas diretamente pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. O pagamento será por obra medida, o que significa que a empresa só receberá após a conclusão de cada etapa.
O decreto também cria um portal de convênios na internet. A idéia é pôr à disposição propostas padronizadas conforme os perfis dos municípios e suas necessidades, como um "banco ou prateleira de projetos".
Além disso, será obrigatório registrar todo convênio de valor superior a R$ 5 milhões no Sistema de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, com discriminação de valores e dos fornecedores que receberão os pagamentos. Isso aumentará a capacidade da União de fiscalizar e acompanhar o desenvolvimento da obra.
Serão também vetados convênios com Estados e municípios de valor inferior a R$ 100 mil. Com isso, a estimativa é de redução de 15 mil convênios anuais, com economia prevista de R$ 1,5 bilhão."
Fonte: Tribuna Online
http://www.tribuna.inf.br/anteriores/ontem/noticia.asp?no
quarta-feira, setembro 26, 2007
BRUNO WILHELM SPECK
Um olhar sobre os países que lideram a lista e o grupo dos lanterninhas deixa bem claras as implicações da corrupção
EM SUA 12ª edição, o Índice de Percepções da Corrupção apresenta o Brasil em 72º lugar num total de 180 países avaliados. Na escala entre zero e dez, o país recebeu a nota 3,5, invertendo a queda que vinha sofrendo nos últimos anos. A coleta de dados para a nota deste ano se refere ao período entre janeiro de 2006 e julho de 2007. Desde o ano 2000, as notas vinham caindo de 3,9 para 3,3, no ano passado. Ainda é cedo para festejar a recuperação deste ano, pois ela está dentro da margem de erro da pesquisa.
Os resultados do IPCorr confirmam o retrato dos anos anteriores, em que o Brasil ocupava posição intermediária similar. Nessa mesma faixa estão outros países importantes, como a China, a Índia e o México.
Dentro da América Latina, destacam-se positivamente o Chile e o Uruguai (7,0 e 6,7, respectivamente). A Venezuela (2,0) e o Equador (2,1) receberam as piores avaliações na região.
Um olhar sobre os países que lideram a lista -como Suécia, Canadá e Suíça- e o grupo dos lanterninhas -incluindo Sudão, Afeganistão e Iraque- deixa bem claras as implicações da corrupção para o desenvolvimento político, econômico e social de qualquer país.
Percepções realmente são bastante subjetivas e podem distorcer a realidade. Mesmo assim, parece pouco aconselhável classificá-las como irrelevantes. O IPCorr revela um fator importante que influencia o comportamento dos agentes econômicos, nacionais e internacionais.
A avaliação de que num determinado país os negócios funcionam à base da propina tende a afastar investidores. Para ser mais exato: aqueles que apostam na competitividade se afastam, ao mesmo tempo em que outros, acostumados a trabalhar olhando a mão do poder público, são atraídos.
A atribuição de uma única nota a um país para descrever um fenômeno tão complexo como a corrupção -que envolve desde a propina ao guarda de trânsito até grandes escândalos envolvendo ministros e deputados- é um exercício simplificador.
E subsumir na mesma cifra as diferentes esferas de poder no Brasil, bem como realidades tão discrepantes entre União, Estados e mais de 5.000 municípios, parece ousadia demais.
Disso resulta que o índice não pode orientar sobre possíveis caminhos para reformas. Para fazer esses diagnósticos, temos à disposição levantamentos mais específicos.
Medições da corrupção servem a diferentes propósitos. O Índice de Percepções da Corrupção tem cumprido o seu papel de mobilizar a atenção internacional em torno de um tema relevante na atualidade. O lançamento do IPCorr acrescenta o tema da corrupção à agenda da mídia internacional e instiga a reflexão nacional sobre o tema.
A medição como instrumento de gestão requer ferramentas mais específicas. As experiências das organizações vinculadas à rede da Transparência Internacional abrangem pesquisas sobre a corrupção na prestação de serviços públicos, aplicadas em grande escala em países como Bangladesh, Quênia, Bulgária ou México.
Neste último, levantamentos entre cidadãos avaliam desde 2001 o pagamento de propina em relação a 35 serviços públicos prestados nos 32 Estados daquele país, acompanhando então a sua evolução a cada dois anos.
Levantamentos dessa envergadura servem tanto para diagnosticar problemas de corrupção em áreas específicas como para acompanhar sucessos e fracassos das políticas de combate à corrupção.
A estagnação do Brasil no IPCorr somente poderá ser revertida com políticas específicas de combate à corrupção, no âmbito de cada Poder, nos diferentes entes federativos.
Avanços em áreas específicas requerem uma forte atuação concentrada do poder público, do setor privado e da sociedade.
Pesa sobre o poder público a responsabilidade de tornar a engrenagem burocrática mais transparente e mais ágil, ao mesmo tempo em que deve fortalecer os processos de revisão e fiscalização.
O setor privado e a sociedade civil têm, além da obrigação de não recorrer ao suborno nos seus negócios com o Estado, um papel importante a cumprir. Devem apoiar aqueles setores da administração pública engajados em projetos de reforma e pressionar os representantes políticos a aprovar os projetos de reforma engavetados.
BRUNO WILHELM SPECK, 46, doutor em ciência política pela Universidade de Freiburg (Alemanha), é professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e assessor sênior da Transparência Internacional (organização internacional da sociedade civil de combate à corrupção) para a América Latina.
bspeck@transparency.org
Fonte: Folha Uol (para assinantes)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2609200708.htm
domingo, setembro 16, 2007
O objetivo precípuo de nossos blogs é contrapor a metodologia sistêmica, com sua visão abrangente, globalista e integrativa, expressa em nosso livro Sistemismo Ecológico Cibernético, às abordagens fragmentárias, reducionistas e parcializantes que distorcem a percepção da realidade, mesmo quando não exista intenção de escamoteá-la, mas resultante, tão somente de erro de perspectiva.
Estas considerações decorrem do fato de termos colocado restrições ao índice de crescimento econômico do ano passado, em virtude de contrariar nossas observações pessoais, uma vez que não embutia o crescimento latente que já se fazia expresso em outros indicadores, ora evidenciados pela evolução posítiva de vários indicadores sócio-econômicos, divulgados nos últimos dias, os quais não surgiram abruptamente, mas ao reverso, expressam fatores já existentes, naquela ocasião. só agora evidenciados.
Nossa idéia, emitida então, constam de uma de nossas publicações, a qual pode ser compulsada pelo leitor, acessando as postagens de dezembro de 2006, deste blog.
Entretanto,, para comodidade, estamos reproduzindo a referida postagem, cujo inteiro teor é o seguinte:
"Sunday, December 03, 2006
SISTEMISMO
Este blog aborda diferentes temas, segundo uma perspectiva tríplice: sistêmica, ecológica e cibernética..
CRESCIMENTO ECONÔMICO - UM INDICADOR FRAGMENTÁRIO
Visualizado com os “olhos econômicos”; como diz Miriam Leitão, o índice de crescimento econômico, de aproximadamente 3%, previsto para este ano, é pífio.
Entretanto, tal indicador, pela ótica da metodologia sistêmica, preconizada por este blog, corresponde a uma percepção de caráter fragmentário, portanto não sistêmico, ao ser focalizado isoladamente.
É por este motivo que estamos divulgando aqui, o Sistemismo Ecológico e Cibernético, o qual focaliza, a um só tempo, o sistema, o ambiente em que este se situa e os seus mecanismos de controle.
Costuma-se dizer que “que a estatística é como o biquíni: mostra o supérfluo e esconde o essencial”.
Acertadamente, agiu Tereza Cruvinel ao escrever na coluna “Panorama Político”, de O Globo, de hoje:
“Juntamente com a adesão quase integral do PMDB ao Governo vieram a revelação de que a economia cresceu apenas 0,5% no terceiro trimestre e o estudo do economista Ricardo Paes de Barros (IPEA), que explica em parte, a reeleição do Presidente Lula: a renda dos 10% de brasileiros mais pobres cresceu 8% ao ano entre 2001 e 2005, enquanto a dos 10% mais ricos, apenas 0,9%. Outro estudo do Ministério do Desenvolvimento Social, mostrou um aumento médio de 37% na renda dos que recebem Bolsa Família.”
Esta publicação permite uma percepção mais abrangente da realidade brasileira atual, mas ainda carece da inclusão de outros indicadores sociais, entre os quais certos índices, de grande significação como a acentuada redução da mortalidade infantil e peri-natal, o aumento da vida média da população brasileira e, o avanço da inclusão digital que, até na população idosa ja astinge 40%.
Certamente, contribuiram para a diminuição do índice de crescimento do país,os dispêndios com o pagamento da Bolsa Família que atinge,neste ano, 1.100.000 famílias, aproximadamente 44.400.000 pessoas, reduzindo a fome endêmica, com reflexos na saúde da população,além de gastos diretos com saúde pública, educação e outros de cunho social.
Abordados sob o ângulo do desenvolvimento social e não, meramente, pelo ponto de vista do crescimento econômico, os gastos referidos constituem autênticos investimentos.
Você deixaria de aplicar seus rendimentos na educação dos seus filhos, a fim de os investir na Bolsa de Valores?
Na verdade,um dos motivos pelo qual as elites econômicas financiam a eleição de governantes é para exercer o poder de controle social que o estado conservador desempenha a contento, ou seja, privilegiando os segmentos situados no vértice da pirâmide social, em detrimento dos colocados na sua base.
Ao mesmo tempo, bancam a eleição de parlamentares para que estes verberem contra as governantes quando destoarem desses propósitos, ainda que tenham que usar de eufemismos em seus discursos, além de fazer leis que não modifiquem, mas perpetuem o “status quo”, para que o estado continue a coletar impostos pagos pelo “cidadão-eleitor-contribuinte” a fim de canalizá-los, seja lá a que título for, na direção de interesses contrários às transformações do ambiente social brasileiro e aos ditames da justiça social.
posted by Blog do Paim @ 9:23 AM 0 comments links to this post"
Acréscimo de hoje:
No ocaso de 2006 e no alvorecer de 2007 já se percebia que o país estava ingressando num perído de crescimento, com evolução positiva da estrutura social, embora imperceptível a um olhar meramente de natureza econômica, mas comprovados, agora, com a divulgação recente de indicadores que demonstram que o país vive um momento de autêntico desenvolvimento.




