quinta-feira, abril 10, 2008

FHC REALIZA UMA ABORDAGEM SISTÊMICA DA SOCIEDADECONTEMPORÂNEA À NÍVEL PLANETÁRIO

09/04/2008 - 21h17
FHC dá palestra no Porto e defende lideranças mundiais


Porto, 9 abr (Lusa) - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso alertou para os novos problemas originados pelos países emergentes, num quadro mundial multipolar, defendendo a necessidade de lideranças fortes que conduzam à mudança.

"O mundo hoje não é mais bipolar nem baseado numa hiperpotência, mas tem vários centros, é multipolar", disse Fernando Henrique, durante uma conferência na Fundação de Serralves, no Porto.

O ex-presidente brasileiro falou de improviso durante cerca de uma hora, perante um auditório lotado, apresentando a sua análise do que é o mundo contemporâneo e do que poderá ser a política mundial nas próximas duas décadas.

"Vejo com grande preocupação a falta de grandeza das lideranças contemporâneas", afirmou, admitindo que a definição das eleições norte-americanas "pode ter um efeito muito grande no mundo".

Para Fernando Henrique, "as mudanças são de tal ordem que podemos ter esperança" no aparecimento de lideranças que "falem com força" e que protagonizem uma reforma profunda das Nações Unidas.

"Não é de uma reforminha que precisamos, mas de uma reestruturação profunda das bases da ONU", defendeu, ressaltando que o atual Conselho de Segurança apenas existe para "dizer sim ou não aos países que têm direito de veto".

O ex-presidente lembrou que "a ONU não foi criada para que todos fossem iguais, mas para que o mundo vivesse em paz", na mesma época em que surgiram o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial do Comércio.

Nova ordem mundial

Segundo Fernando Henrique, o fim da guerra fria e da bipolarização entre EUA e União levou alguns setores norte-americanos a acreditar que seu país surgiria como uma hiperpotência.

O ex-presidente disse que esta hiperpotência nunca se afirmou porque a Europa conseguiu se unir, países como o Brasil e a Índia começaram a se afirmar no cenário mundial e a China protagonizou "um deslocamento muito rápido da periferia para o centro" da política mundial.

"Hoje, há novos centros de poder, o mais visível dos quais é a China", afirmou, lembrando que "quase toda a América Latina se livrou do problema da dívida devido ao aumento dos preços provocado pela China".

Na nova ordem mundial, de acordo com ex-governante brasileiro, é preciso também contar com a reorganização da Rússia, que pretende se assumir como "superpotência energética", e estar atento a uma possível aliança Moscou-Pequim.

Questões contemporâneas

Fernando Henrique ainda apontou o papel da União Européia no cenário mundial, a evolução do mundo islâmico e o futuro da África como questões a serem analisadas para o futuro.

"Será que vamos deixar a China fazer na África o que fizeram alguns países europeus?", questionou, alertando que a presença chinesa no continente africano "rege-se estritamente pelo interesse estratégico chinês e não pelo que é melhor para a África".

Na conclusão do seu raciocínio, o ex-presidente brasileiro defendeu que "o mundo dos próximos 20 anos exige uma imensa capacidade negociadora", defendendo que "a força não resolve as questões".

"O poder militar, por mais forte que seja, não é suficiente para colocar ordem no mundo", afirmou, lembrando a atuação das Forças Armadas dos Estados Unidos no Iraque.

UOL

quarta-feira, abril 09, 2008

O aumento do poder aquisitivo e o crescimento da comunidade fazem dos muçulmanos um dos mercados de consumo mais promissores do mundo

A Meca do varejo


Por Luciene Antunes


| 03.04.2008

Bill Pugliano/Getty Images

EXAME No mês passado, o Wal-Mart inaugurou na cidade de Dearborn, nos Estados Unidos, sua primeira loja concebida inteiramente para atender o público muçulmano. O novo supermercado possui 550 tipos de artigos sob medida para esses clientes, como CDs de música árabe, cosméticos cuja fórmula não contém ingredientes proibidos pela religião (como gordura de porco) e carnes de animais que foram sacrificados segundo as regras sagradas do Corão. Na equipe de funcionários há 35 atendentes com fluência no idioma árabe. Ao inaugurar sua unidade islâmica, o Wal-Mart, empresa profundamente identificada com o modo de vida americano, tenta responder a uma expectativa de mercado. Dearborn, com 100 000 habitantes, está localizada em Michigan, estado que reúne uma comunidade de 500 000 seguidores do islamismo, uma das maiores concentrações de fiéis fora do Oriente Médio. A operação faz parte de um plano do Wal-Mart de criar pontos-de-venda que sejam capazes de estabelecer uma forte identificação com a comunidade onde suas lojas estão inseridas. "A orientação de marketing da empresa era muito padronizada. Isso não funciona mais", afirmou Bill Bartell, gerente da loja de Dearborn, em entrevista recente à revista americana Newsweek.

A estratégia é também a aceitação de uma realidade demográfica e cultural, com reflexos óbvios para negócios como o varejo. A comunidade islâmica -- com toda a sua particularidade de preceitos e comportamentos -- é uma das que mais crescem no mundo, e as empresas não podem ignorar isso. O McDonald's possui hoje no cardápio, em algumas de suas lojas nos Estados Unidos, vários itens especiais, como o McNuggets de frango halal, como são chamados os pro dutos permitidos pelo código muçulmano. Em sua loja localizada na cidade de Detroit, a rede de móveis Ikea mantém um restaurante típico, distribui catálogos em árabe e produz peças de decoração para o Ramadã, o principal feriado religioso do islamismo. Os serviços foram criados com a consultoria da Câmara de Comércio Árabe-Americana. Em 2005, a inglesa Tesco, segunda maior rede varejista do planeta (atrás apenas do Wal-Mart), introduziu produtos halal em 6% de suas lojas. Hoje, cerca de 30% de seus pontos-de-venda espalhados pelo mundo já oferecem esses artigos.

Um estudo recente da consultoria A.T. Kearney estimou que as vendas de produtos e serviços para esse público já movimentem 2 trilhões de dólares por ano (veja quadro). A alta de preços do petróleo multiplicou o poder de consumo da população do Oriente Médio e a comunidade cresce rapidamente não apenas nos países muçulmanos. Estados Unidos, França e Alemanha são exemplos de nações onde há um grande contingente de seguidores da religião. O número de muçulmanos está estimado hoje em 1,5 bilhão de pessoas -- o equivalente a 20% da população mundial. No ritmo atual de evolução demográfica, essa proporção deve chegar a 30% até 2025. "É um mercado com grande potencial, mas ainda pouco explorado", afirma Martin Walker, um dos autores da pesquisa da A.T. Kearney.

Negócio emergente
O mercado voltado para os consumidores muçulmanos é um dos que mais crescem no mundo atualmente. Conheça algumas de suas características:
Existem 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo, o equivalente a um quinto da população mundial. Desse total, a parcela que mora em países mais desenvolvidos e que possui alta renda per capita cresce rapidamente
As vendas de produtos e serviços que seguem os preceitos do Corão totalizam em média 2 trilhões de dólares por ano
O mercado mundial para serviços financeiros que respeitam as regras do islamismo é estimado em 400 bilhões de dólares e cresce a uma taxa de 15% ao ano
Fonte: A.T. Kearney

A CONSOLIDAÇÃO DOS MULÇUMANOS como um mercado relevante está diretamente ligada à globalização. O fenômeno faz com que parcelas cada vez maiores dessa população passem a consumir produtos e serviços ocidentais -- desde que isso não implique desrespeitar os preceitos do Corão. Por causa dessa situação, as companhias são obrigadas a realizar uma série de adaptações. Um dos mercados mais complexos de atuação é o financeiro. Nos bancos voltados para muçulmanos há processos especiais de leasing, empréstimos e hipotecas, já que a cobrança de juros configura, no islamismo, o grave pecado da usura. Para não ferir o preceito, as instituições financeiras combinam com os clientes a margem de lucro que receberão por essas operações. Perdas e ganhos também devem ser compartilhados. Se uma empresa toma um empréstimo e tem lucro, os resultados são divididos entre as partes, e vice-versa. Por fim, é vetado investir em companhias envolvidas nos mercados de bebidas, fumo e jogos de azar.

O mercado mundial para serviços financeiros que respeitam as regras do Corão é estimado atualmente em 400 bilhões de dólares -- e cresce a uma taxa de 15% ao ano. Na carteira de serviços de instituições como HSBC, Citi, Barclays e American International Group já existem uma série de serviços voltados para clientes mulçumanos. De acordo com especialistas da JWT, quarta maior agência de publicidade do mundo, as empresas estão diante do mais promissor e inexplorado segmento de consumo. "Ignorar um mercado que representa 7 milhões de pessoas somente nos Estados Unidos é um erro tão grave quanto foi o de voltar as costas para os hispânicos, que só receberam a devida atenção das companhias americanas a partir dos anos 90", diz Marian Salzman, vice-presidente executiva da JWT.

terça-feira, abril 08, 2008

Presidentes Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula precisam se unir (Helio Fernandes)

Contra a criação de 216 países na Amazônia

A quase totalidade dos senadores desconhecia os riscos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas da ONU. As matérias do repórter Carlos Newton aqui nesta Tribuna representaram enorme alerta, houve pânico geral. Artur Virgilio foi à tribuna do Senado e mostrou o que pode e certamente acontecerá na Amazônia.

Contou os fatos mas não pôde fazer análise, que é também assustadora, desmembradora, desagregadora e destruidora da nacionalidade. (Parece, de outra maneira, a luta do presidente Lincoln, de 1860 a 1864, para evitar a divisão dos EUA. A luta que começou como combate à escravidão se transformou em esforço heróico e desesperado, para que o país não se DESAGREGASSE. Por isso, na História é lembrada e estudada como "Guerra da Secessão").

Agora estamos ameaçados de divisão maior, sem que tomem providências para defender a integridade e a integração do Brasil. Precisou o repórter Carlos Newton esmiuçar o assunto para que alguns tomassem conhecimento do que está na ONU há muito tempo. Deputados e senadores vão e voltam da ONU e não sabem de coisa alguma. Agora têm que definir se estão contra ou a favor do Brasil ÚNICO e SOBERANO, como fez Artur Virgilio.

Descaso, imprudência ou inconseqüência, desconheciam que a tal Declaração assinada pela representação brasileira na ONU não pode ser aprovada no Senado. Essa é uma questão que mereceria CPI de alto nível, com representação igual dos maiores partidos. É importante e não pode ser tratada em apenas um discurso ou dois.

Essa CPI iria verificar que diplomatas do Itamarati (com o desconhecimento total do chanceler, que não sabia de nada) cometeram crime de lesa-pátria. Se os senadores aprovarem a tal Declaração, será transformada em NORMA CONSTITUCIONAL e terá que ser cumprida.

O que é que os diplomatas brasileiros aprovaram na ONU? A CRIAÇÃO DE 216 NOVOS PAÍSES na Amazônia, que serão DESMEMBRADOS do território nacional. Todos esses 216 NOVOS PAÍSES serão independentes e totalmente desligados do Brasil.

Alguns serão MINÚSCULOS (como o Principado de Andorra), outros, maiores do que a Itália e a França, e que já tem até nome: "PAÍS IANOMAMI". Todos os interessados no desdobramento do Brasil se escondem atrás dos "pobres indígenas, coitados, tão explorados e abandonados". Explorada e abandonada é a Amazônia em toda a sua existência. Índios de "terno e gravata", aculturados, que não representam coisa alguma, ganharam terras continentais, que já venderam de "papel passado".

PS - Como esta não é uma questão pessoal e sim a DEFESA da SOBERANIA NACIONAL, e o impedimento de uma GUERRA CIVIL que na certa acontecerá, chamo a atenção dos presidentes da República, sejam de que partido forem, para que ASSINEM DECLARAÇÃO CONJUNTA, condenando a Declaração que está para ser votada na ONU.

PS 2 - Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, independente de divergências, esqueçam tudo por um momento, e lancem MANIFESTO-LIBELO em defesa da Amazônia, contra a divisão do Brasil. Se ficarem omissos, SERÃO RESPONSABILIZADOS, HOJE E SEMPRE.

Fonte: Tribuna da Imprensa

segunda-feira, abril 07, 2008


Comunidade Brasileira se Torna Sistêmica nos EUA


07/04/2008 - 16h50

Comunidade brasileira nos EUA evoluiu e se espalha, diz sociólogo

RAFAEL GOMEZ
enviado especial da BBC Brasil a Denver, Estado do Colorado

A comunidade brasileira radicada nos Estados Unidos passou por um processo de evolução que permitiu que ela se espalhe pelo país, de acordo com um sociólogo americano.

Franklin Goza, professor da Universidade Bowling Green, do Estado de Ohio, lecionou no Brasil e fez pesquisas sobre o fenômeno da imigração brasileira nos Estados Unidos.

"Agora, a população brasileiro-americana já está estabelecida nos Estados Unidos", explicou Goza.

"Eles falam inglês, eles são familiarizados com a sociedade americana. Chegamos a um ponto em que eles se tornaram uma massa crítica. Por isso as pessoas não têm mais que ficar apenas em um lugar."

Segundo o professor, os brasileiros já criaram bases em praticamente todos os 50 Estados americanos.

"No começo, quando as pessoas vêm, elas gostam de ficar só em um lugar, porque encontram proteção no grande número. O grupo protege todos os membros", disse.

"Agora, eles vão para onde eles acham que podem ganhar dinheiro. Estão se tornando capitalistas e estão indo onde há oportunidades."

Seattle

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, de 1,3 milhão a 1,5 milhão de brasileiros vivem nos Estados Unidos, sendo 450 mil ilegais.

Tradicionalmente, esses imigrantes se concentram nas regiões dos Estados de Massachusetts, Nova York e Flórida.

Mas uma viagem por outros Estados não tradicionalmente associados à imigração brasileira confirma a percepção de Franklin Goza.

Marcello, um imigrante brasileiro que vive em situação ilegal na região da cidade de Seattle, no Estado de Washington, residiu antes no Estado da Geórgia, mas optou por se fixar no extremo noroeste do país em busca de melhores oportunidades.

Segundo ele, o Estado também oferece certas vantagens para os imigrantes que alguns outros Estados não proporcionam, como a possibilidade de tirar carteira de habilitação - algo essencial em algumas cidades do país.

"A comunidade brasileira é crescente na região de Seattle. Alguns vêm tirar carteira de motorista, gostam e decidem vir para cá", disse ele.

Denver

No Colorado, a comunidade brasileira também aparentemente cresceu nos últimos anos.

O Consulado do Brasil em Houston (Texas), que acumula responsabilidade sobre os brasileiros no Colorado, atendeu cerca de 230 brasileiros num consulado itinerante que visitou o Estado nos dia 7 e 8 de março.

Sandra Marino Meyer, moradora da região de Denver que atua informalmente como ajudante do consulado no Estado, estima que até cinco mil brasileiros possam estar morando no Colorado.

Outra brasileira residente na região de Denver, Fátima Prado, diz que notou nos últimos tempos uma mudança de perfil dos brasileiros que estão chegando.

"Tem aparecido gente de outros Estados. Por exemplo, a Flórida. A Flórida é um lugar que tem milhares de brasileiros. Isto aqui é uma formiguinha perto da Flórida, e tem vindo gente de lá para cá."

Fortes chuvas afetam 190 mil habitantes do Nordeste




07/04/2008 - 20h37

São Paulo - O Ministério da Integração Nacional divulgou hoje que cerca de 190 mil habitantes foram afetados pelas fortes chuvas que atingem o Nordeste nos últimos 30 dias. "A situação está mudando todos os dias porque as chuvas não param", afirmou hoje o secretário nacional de Defesa Civil, Roberto Guimarães. O último balanço da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), anunciado hoje, registrava 204 cidades como prejudicadas pelas chuvas. Deste total, a Paraíba lidera, com 68 municípios atingidos, seguida do Rio Grande do Norte (33), Piauí (30), Maranhão (26), Pernambuco (25) e Ceará (24). O número de desabrigados é de 68,6 mil moradores, 56,7 mil só no Piauí.

O Ministério da Integração realizou hoje uma reunião entre os técnicos da Sedec e os representantes dos seis Estados que mais sofreram prejuízo. Durante o encontro, discutiram as prioridades de cada governo de Estado para agir contra os danos causados pelas chuvas. Integrantes do ministério seguiram em viagem de inspeção ao Maranhão.

Carina Urbanin

UOL

domingo, abril 06, 2008

Chuvas Fortes em Todo o Nordeste Causam Efeitos Sistêmicos

06/04/2008 - 18h40
Chuva causa mortes e prejuízo nos Estados nordestinos

Mônica Bernardes, da Agência Estado
Em Recife

As chuvas que atingem a maior parte dos Estados do Nordeste há cerca de vinte dias voltaram a causar mortes e prejuízos em várias cidades da região durante o final de semana. Na segunda-feira (7) um grupo de governadores nordestinos deve se reunir com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, em Brasília, para tentar garantir mais recursos para obras de reconstrução de casas e estradas e para o atendimento aos desabrigados.

No Piauí, o número de desabrigados, segundo dados do governo estadual, já passa de 42 mil. Ao todo, 29 municípios decretaram estado de emergência. Hoje o Piauí atingiu a marca de 48 horas de chuva sem trégua. Os rios Parnaíba, Poti e Gurguéia ameaçam transbordar, deixando mais 26 cidades sem ligação por terra com a capital piauiense. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) informou que vai segurar água na barragem de Boa Esperança para evitar mais água nos rios.

No Maranhão já são 26 os municípios que decretaram estado de emergência. O governo estadual afirma que o número de desabrigados já chega perto dos 30 mil. Tropas do Exército foram convocadas para auxiliar na retirada de moradores das cidades de Pedreiras e Trizidela do Vale, no norte do Estado, onde o rio Mearim transbordou e inundou a maior parte das localidades. De acordo com a Defesa Civil, o maior número de desabrigados está na cidade de Presidente Dutra, distante 350 quilômetros da capital São Luís. São mais de 2.300 pessoas.

Na Paraíba, as enchentes já provocaram a morte de 15 pessoas, duas delas no sábado (5)- quando dois adolescentes foram arrastados pela correnteza do Rio Paraíba, no município de Itabaiana. Cerca de 2,9 mil pessoas estão desabrigadas e mais de 11 mil estão desalojadas. Seis rodovias estaduais estão interditadas e mais de 900 casas foram danificadas.

Calamidade pública
No Rio Grande do Norte, o governo decretou estado de calamidade pública em 33 municípios. No Estado, 19 estradas estão interditadas total ou parcialmente. O número de desabrigados já passa de 5 mil. Quatro pessoas estão desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros. O Governo estadual adotou várias ações de emergência envolvendo, praticamente, todas as secretarias e órgãos do Estado.

A estrutura montada inclui helicópteros, barcos, caminhões e tratores. Equipes do Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Militar e prefeituras participam das operações de socorro às comunidades ilhadas. A ajuda também ocorre com a distribuição de cestas básicas, medicamentos e vacinas. Na zona rural, os prejuízos com a perda das plantações e animais ainda não foi calculado.

Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos visitou ontem alguns dos 17 municípios que decretaram estado de emergência. Segundo números atualizados no final desta manhã pela Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), 785 famílias foram afetadas: 389 estão desabrigadas e outras 396 foram desalojadas, de maneira preventiva. O Estado adquiriu 3.750 colchões e 3.750 cobertores, além de 750 cestas básicas, que começarão a ser distribuídos esta semana.

Na Bahia, a maior parte dos problemas registrados pela Defesa Civil aconteceu na capital, Salvador. Há pelo menos 30 pontos sob o risco de deslizamento nos bairros de Brotas, Monte Serrat, Castelo Branco e Valéria. Em outros locais, como Itaigara, Pau da Lima e Periperi os problemas foram os alagamentos. Cerca de 180 famílias deixaram suas casas e estão alojadas em escolas e clubes da região. O governo estadual não divulgou informações sobre o número de desabrigados ou vítimas fatais das chuvas.

UOL

sábado, abril 05, 2008


Abortamento provocado e suas implicações sistêmicas


Aborto e suas implicações
Antonio Baptista Gonçalves

A polêmica e a controvérsia que envolve a questão do aborto impossibilitam que o assunto tenha um posicionamento pacífico e, a cada manifestação, seja favorável ou contrária, a discussão novamente se avoluma e se inflama.

Não existe uma declaração que agrade unissonamente os dois lados da discussão, pois questões como essas produzem idéias radicais.

Se adotarmos a posição da igreja católica teremos uma repugnância visceral sobre qualquer possibilidade do aborto, porque, segundo os dogmas católicos, o ideal é o casamento entre duas pessoas com fins específicos de reprodução e ampliação da espécie.

Uma visão um tanto quanto conservadora e que trata o sexo como um pecado. Exemplo da questão foi o caso bíblico de Adão e Eva, através da parábola da maçã e do paraíso. Segundo a visão católica, o fruto inerente ao casamento é o herdeiro e, se houver mais de um pouco importa, pois esta foi a vontade do criador, não sendo possível a utilização de preservativos ou de qualquer outro controle artificial de natalidade.

Para os contrários a essa ótica, casos como a gravidez decorrente de estupro, o anencéfalo, ou seja, o feto com problemas graves congênitos, é justificável para a prática do aborto.

Fora os casos especiais previstos em lei, a prática do aborto, no Brasil, é considerada como homicídio doloso, visto que o agente sabia e pretendia obter o resultado.

O resultado prático é que enseja a discussão do tema, já que envolve aspectos psicológicos, sociais e familiares.

O primeiro trata da mulher que não deseja ter o filho, ou por não ter maturidade suficiente, ou por não querer alterar o seu corpo, ou por não desejar ser mãe; já o segundo é decorrente do processo de natalidade, ou seja, o casal já possui mais filhos do que pode sustentar. E, por fim, a ótica familiar, por entender que a filha é muito nova para assumir tal compromisso e que tal responsabilidade ficará a cargo dos avós, etc.

De acordo com a Justiça brasileira, os casos autorizados por lei são: estupro, risco de morte para a mãe e, mediante autorização judicial, nos casos de fetos anencéfalos.

No entanto, existe um terceiro interessado nessa questão que torce avidamente pela não legalização: o Estado.

E por qual motivo? Explicaremos mais adiante, mas numa discussão inicial é função precípua do Estado a informação, o fornecimento de educação, saúde, etc. Entretanto, o que é concedido à população? De forma adequada, nenhum desses itens.

O escopo da não legalização do ponto de vista estatal é o viés religioso, afinal, no maior país católico seria até incongruente posicionamento diverso. Todavia, estaria a máquina estatal apta a enfrentar realmente a questão? Existe um serviço clínico preparado para auxiliar uma grávida?

Todo esse debate é interessante, mas, a nosso ver, falta a voz da maior interessada na questão: a futura mãe.

Uma mulher que se sujeita a enfrentar a clandestinidade de uma clínica para praticar o aborto, ou pior, inserir utensílios domésticos em seu próprio ventre não pratica tal ato de forma inocente ou leviana.

Portanto, a voz da mulher em questão deve ser preponderante. De que adianta o Estado proibir, a igreja condenar, se a própria pessoa não está convencida da gravidez e não a deseja.

A censura à privação de uma vida e com isso o debate sobre quando começa a vida do feto é louvável, no entanto, quem irá conviver diariamente com a criança será sua mãe.

Se desde a origem a criança não é desejada, como será a relação materna? Esse terreno é altamente perigoso, porque se não tratado com seriedade pode banalizar o bem maior que é a chegada de um ser humano. Então como determinar a possibilidade ou não de um aborto?

Ao se analisar a questão num país com desenvolvimento social elevado e grande estrutura social e no campo da saúde, a ser fornecida pelo Estado, a discussão é inócua, pois existem todas as condições para informação e prevenção.

De tal sorte, que alguns países europeus ao invés de enfrentar problemas com controle de natalidade se deparam com o caminho inverso, qual seja: o envelhecimento da população.

O foco central da questão do aborto é se a justificativa da desinformação ou, ainda, a tratativa de evitar que uma nova vida chegue a uma família que não tem a menor condição de sustento.

Sobre esse aspecto, o enfoque deixa de ser religioso ou moral e passa a ser analisado do ponto de vista social e, seria essa a melhor solução? Seguramente esse texto irá enfrentar grande resistência, como já esperado, mas, o que é pior: uma criança nascer sem condição de sustento ou uma mãe correr risco numa operação clandestina?

Ambos os casos são abomináveis e, num mundo ideal nada disso deveria existir, o que não remonta ao caso brasileiro, por isso a discussão deve ser social, sim.

O que resulta da opinião da pessoa diretamente envolvida, assim não haverá demagogia ou falso moralismo sobre a questão, o que não pode ocorrer é a banalização do aborto como um capricho, porque as conseqüências a serem enfrentadas pela mãe não são pequenas.

A primeira delas é a psicológica, pois, não raro a mulher se arrepende ou cria traumas psicológicos em decorrência de um ato impensado ou precipitado. A segunda é uma conseqüência física, porque não é garantido que a gestante consiga engravidar novamente.

E, ao contrário do que pode parecer, o nosso posicionamento é que a decisão deve ser muito considerada, porém, não ser exclusividade de um juiz ou terceiro não envolvido na gestação, a mãe deve ser consultada e as razões ponderadas.

Se o substrato for favorável ao aborto que o Estado se aparelhe decentemente e não mascare uma vez mais uma situação de completo despreparo e aparelhagem tanto para campanhas de conscientização quanto para a realização dos procedimentos cirúrgicos adequados.

Seguramente o dissenso será enorme e a polêmica, como foi dito na abertura, somente irá fomentar ainda mais a discussão. Por isso o debate deve continuar até que, se possível, ocorra uma conclusão definitiva sobre o tema, o que hoje, parece longínqua.

Quinta-feira, 3 de abril de 2008

Fonte: Última Instância

sexta-feira, abril 04, 2008

Hélio Fernandes numa abordagem sistêmica da eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro


A imoral e complicada eleição do Rio


Quem é candidato, quem é protegido de quem?

A eleição do Rio, lógico, para prefeito, está sendo marcada pela infidelidade, deslealdade, traição e desprezo total pelos partidos ou as cúpulas que os controlam. Chamo a atenção do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a questão. O ministro Marco Aurelio Mello, presidente do TSE, tem que ver o que está acontecendo, é muitíssimo mais grave do que a simples troca de partido.

O deputado federal Marcelo Itagiba, antes de se lançar candidato pelo PMDB, procurou o governador Sérgio Cabral, lógico, influentíssimo no partido, mas não majoritário. Perguntou: "Governador, o senhor vê algum inconveniente na minha tentativa de ser candidato a prefeito?" Resposta de Cabral: "Nenhuma, vá em frente".

Marcelo foi, obteve o apoio de 9 dos 10 deputados federais do PMDB, mais Anthony Mateus, Picciani, Eduardo Cunha e outros. Sérgio Cabral, vendo o crescimento dessa candidatura, imediatamente se movimentou. E apareceu com a proposta (que muitos "analistas" e jornalistas amestrados chamaram de "lançamento de candidato do PT") de apoiar o desconhecido Molon.

Antes disso, o PMDB e o DEM haviam assinado um acordo protocolo para 2008 e 2010. Os partidos apoiariam Solange Amaral (candidata de César Maia) para prefeita. Em troca, apoiariam Cabral para a reeeleição em 2010, com César Maia e Picciani para o Senado. Anthony Mateus, o mais forte de todos eleitoralmente, ficaria como opção para o que pretendesse.

Portanto, agora, a convenção estadual terá que se reunir para anular esse acordo e deixar Sérgio e Picciani livres para a "traição mais favorável a eles". Depois então farão a convenção municipal, com recurso para a nacional. Tudo no maior tumulto e confusão.

Paulo Ramos resolveu ser candidato pelo seu partido, procurou Miro Teixeira (eventualmente também no PDT), declarou sua intenção, perguntou o que Miro achava. Resposta: "Ótimo, Paulo, o PDT precisa de um candidato como você, não sou candidato". Agora, como Miro e Lupi se movimentam pela candidatura, Paulo Ramos me disse ontem, textualmente: "Miro Teixeira foi desleal, traidor e inconveniente". Ainda perguntei, como faço sempre: publico como declaração tua? E Paulo Ramos: "Com todas as aspas possíveis".

Marcelo Itagiba e Paulo Ramos falaram ontem pelo telefone, e conversarão hoje, no Rio. Importante. Marcelo se fortalece, Paulo Ramos está sendo procurado pelos insatisfeitos de tolos os partidos. Pergunto: "Paulo, você poderia ser vice do Marcelo?". E ele, com veemência: "Sou amigo do Itagiba, mas SOU CANDIDATO A PREFEITO até o fim".

Molon não cresce nem aparece. Foi usado por Cabral e Picciani, que pretendiam mostrar que Molon era apenas oportunista quando atacava os dois. Não tem chance. E se Marcelo Itagiba ganhar a convenção do PMDB, como ficam Sérgio e Picciani? "Trabalharão" por Crivela, não por convicção (que não têm), mas para preservar uma saída no caso de Jandira, Itagiba ou Paulo Ramos irem para o segundo turno. Tentarão levar Crivela para esse "pódio" quase impossível.

Nessa negativa de posições e até traição a eles mesmos, Gabeira não pode ser deixado de lado. Oposicionista, exilado, ativista e participante, contra a corrupção e tudo o mais, se alia logo ao PSDB do Rio? Que representa tudo que ele combateu? Não vai nem para o segundo turno. Além de não ter votos, o PSDB tira os poucos que Gabeira tem, nunca disputou eleição majoritária, diferente. Quem vê ou fala com Gabeira, vê um homem desanimado, com expressão corporal de abandonado e derrotado.

PS - Há 6 meses escrevo sobre a eleição do Rio conversando com quase todos, excluídos alguns com quem tenho vergonha e constrangimento. Ainda escreverei muito. Fica faltando Jandira Feghali, que trabalha intensamente e pode chegar ao segundo turno. Se chegar, não perde.

Ayres Brito
Carlos Alberto pediu "vista" na questão das células-tronco. Relatado por 4 ou 5 ministros (um deles Ayres Brito), vote sem ler, Carlos Alberto, está votando direito.

Já disse aqui, logo que o ministro Carlos Alberto Direito pediu "vista" do caso das células-tronco-embriões. "Como ele só tem 4 anos e meio no Supremo, pode ficar com o processo até o fim". Depois, Gandra Martins "insinuou" que ele entregaria no final do ano. Agora, o próprio ministro diz, "estou estudando e consultando especialistas". Para quê?

Depois do voto magistral de Ayres Brito (uma hora e meia de sabedoria), ninguém podia pedir "vista". Ou se pedisse, ficaria constrangido se não entregasse em uma semana.

O Congresso caiu muito em todos os sentidos, até na linguagem. Ontem, o senador Sérgio Guerra, que estenta o pomposo título de presidente do PSDB, falava sobre o dossiê. E dizia: "Isso é conversa para boi dormir". Já ouvi discursos mais consistentes.

O presidente Garibaldi não presidia a sessão, teria reclamado. Seu mandato termina em janeiro de 2008. Como foi eleito em substituição, e vem dirigindo o Senado muito bem, já existem os que defendem que seja eleito até 2010.

Provavelmente a oposição viria do DEM, liderado pelo senador Agripino Maia. Os dois serão candidatos à reeeleição em 2010, têm tudo para se reelegerem. Só falta a definição da governadora do Rio Grande do Norte.

Dona Ideli Salvatti corre seríssimos riscos de não se reeleger por Santa Catarina em 2010. Ela monopoliza a antipatia e o histerismo. Se fosse mais comedida, melhoraria.

O segundo suplente de senador Paulo Duque ocupou indevidamente a tribuna do Senado e afirmou sem constrangimento: "Até agora, no Brasil todo, morreram 84 pessoas de dengue, não é uma epidemia".

Quem é Paulo Duque, o que significa como "representante sem votos"? Que cargos ocupou e de onde vem? Ninguém sabe. Eu sei por que "cobri" a Constituinte de 1946, ele carregava a pasta do senador Arturzinho Bernardes. Melhorou muito.

A queda de José Serra, que bateu com a cabeça no chão, me lembrou uma antiga e genial apreciação do Millor, sobre uma queda.

A professora perguntou à aluna como se chamava a queda de uma pessoa. A aluna respondeu: "Caiu PROSTITUÍDA no chão".

A professora corrigiu. Acrescento: Serra caiu PROSTRADO. Já Orestes Quércia cairia realmente PROSTITUÍDO. Serra se levantou, Quércia não se levantaria.

Agora que o crédito é fácil, compre seu carro, grande utilidade. Verifique bem os juros e as mensalidades. Ao fazer o seguro, olhe bem a seguradora, 80% não têm a menor credibilidade ou respeito.

E faça apenas seguro contra ROUBO ou PERDA TOTAL. O resto a seguradora COME. Qualquer batida, a franquia impede devolução ou pagamento, você mesmo é que paga. E os seguros são caríssimos.

Cuidado com as empresas (corretoras, bancos, fundos, etc.) que recomendam "comprar ações, investir na bolsa".

Esse é realmente investimento lucrativo, mas para profissionais, que jogam sabendo o que vai acontecer, como diretores de bancos. A CVM assiste.

Os juros nos EUA continuarão sendo reduzidos, quaisquer que sejam as perspectivas. No Brasil podem subir, também quaisquer que sejam as expectativas ou acontecimentos.

O melhor que se pode esperar é que as taxas (11,25 no momento) fiquem estáveis. Nos próximos 4 meses não admita nem invista esperando redução dos juros. Não acontecerá.

O plano de Serra, que está em andamento através de auxiliares do governador, sem a sua participação direta ou pessoal, tem três fases. É um projeto planejado contra Alckmin.

1 - Negar legenda ao ex-candidato a presidente, com esta suposta e repetida alegação: "Kassab é aliado de Serra, foi seu vice em 2004, e o governador tem total confiança nele".

Se o "compromisso" do governador é com Kassab para manter a palavra, então por que não apoiar Alckmin?
Este é do seu partido, foi governador e candidato a presidente da República, era intimíssimo de Covas, falta o quê?

2 - Se Alckmin obtiver a legenda do PSDB (que já obteve o maior número de vezes), como agirá Serra? Trabalhará pela vitória do amigo, abandonando o correligionário.

3 - Sem máquina e sem Poder, Serra tentará impedir Alckmin de ser governador em 2010. Como terá que sair 6 meses antes da eleição, passará o cargo ao ex-stalinista Goldman.

Que terá o apoio de Serra para enterrar de vez Alckmin.
XXX

O assessor especial (?) do presidente Lula, Marco Aurelio, errou muito em todos os 5 anos do governo Lula. Finalmente tinha que acertar uma. Chamou César Maia de IRRESPONSÁVEL, essa é uma palavra que não se separa dele.

Com uma única exceção. A forma como Eduardo Cunha classifica e identifica o alcaide na televisão. Essa é ainda mais verdadeira.

XXX

O Esportv (NET) compra tanto programa (para os outros não comprarem), não pode mostrar, prejudicando o assinante. Ontem, exibiram uma das quartas do Master de Tênis de Miami, às 2 e 10 da madrugada. E ainda tiveram a audácia de dizer "AO VIVO". O jogo havia se realizado às 7 da tarde, horário de Miami, passaram de madrugada. Depois reclamam da queda de audiência.

XXX

As Farc, que já foram idealistas, mudaram para seqüestradores-narcotraficantes, deveriam soltar imediatamente a ex-senadora Ingrid Betancourt. Correm sérios riscos. Se a ex-senadora morrer (dizem que seu estado é gravíssimo), a repercussão contra eles será colossal

quinta-feira, abril 03, 2008

Epidemia de Dengue pode ter amplitude sistêmica, no país

03/04/2008 - 15h51

Estudo aponta que dez capitais devem estar em alerta para possíveis surtos de dengue

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Além do Rio de Janeiro, outras dez capitais devem estar em alerta para um possível surto de dengue segundo o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), do Ministério da Saúde. Em outras duas capitais, Porto Velho (RO) e Salvador (BA), a situação é mais grave e é classificada pelo relatório como risco de surto. O levantamento apurou a infestação do mosquito em 171 municípios que possuem maior risco de proliferação. O resultado foi divulgado em novembro de 2007 para que cada localidade aplicasse medidas preventivas.

As capitais em estado de alerta são Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO), Maceió (AL), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), São Luiz (MA), Recife (PE), Aracaju (SE) e Vitória (ES).

Em Fortaleza, o secretário municipal de saúde, Odorico Monteiro de Andrade, já transferiu seu gabinete para o Centro de Controle de Endemias da cidade. "A secretaria está muito preocupada, nós consideramos a situação pré-epidêmica e estamos trabalhando para manter o controle e, na pior das hipóteses, se houver epidemia, que nós tenhamos um controle sobre ela", disse em entrevista à Agência Brasil.

Em 2008 foram registrados em Fortaleza cerca de 2.150 casos de dengue, com sete óbitos ainda em investigação. Andrade afirmou que o trabalho está sendo realizado em dois eixos: prevenção - com a ação de 1.150 agentes de endemia para eliminar criadouros do mosquito - e manejo clínico de casos de dengue.

"Estamos fazendo um esforço importante de treinamento e capacitação de funcionários da saúde para fazer um diagnóstico diferencial entre a virose dengue e a não-dengue. Com isso a gente pode tratar adequadamente [os doentes] e evitar óbitos". Segundo o secretário, o combate à doença acontece durante todo o ano e é intensificado no inverno.

Em Manaus, até ontem, foram registrados 3.789 casos suspeitos - o número já ultrapassa os contabilizados no ano passado. Desses, 1.428 já foram confirmados, sendo 63 de dengue hemorrágica, com 5 mortes. Para a diretora de epidemiologia e ambiente do município, Leila Brasil, o quadro ainda não configura epidemia, mas a Fundação de Vigilância de Saúde de Manaus, em parceria com a secretaria estadual de saúde, já trabalha na Operação de Impacto de Combate à Dengue.

Segundo Leila, nas últimas semanas, os registros diminuíram e a população está mais sensível à necessidade de eliminar os focos de reprodução do Aedes aegypti. "Já fizemos várias passeatas em distritos que tinham alta densidade de mosquito, entregando material com informações sobre a dengue e alertando a população", contou.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (2) pela manhã que alguns estados merecerão atenção especial durante todo o ano de 2008 para evitar situações semelhantes à ocorrida no Rio de Janeiro esse ano.

"Na Região Norte a nossa preocupação são com os estados do Pará, Rondônia e Amazonas. No Nordeste, a Bahia, o Rio Grande do Norte e Sergipe", enumerou.

De acordo com Temporão, esses estados apresentam um número maior de casos em 2008, mas em termos quantitativos, a situação no Rio de Janeiro é muito mais grave. "No Rio você tem 50 mil casos e algumas centenas em outros estados", comparou.

quarta-feira, abril 02, 2008

Bolsa de Wall Street cai 0,35% por temor de recessão nos EUA


02/04/2008 - 17h11

Nova York, 2 abr (EFE) - A Bolsa de Nova York fechou hoje com uma queda de 0,35% no Dow Jones Industrial, devido ao temor dos investidores de que a economia americana entre em recessão, depois que o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, não descartou essa possibilidade.

terça-feira, abril 01, 2008

Crise financeira dos Estados Unidos tem reflexos sistêmicos, afetando as Bolsas de Valores do mundo inteiro

Mais uma vez a cautela dos investidores em relação ao rumo da economia norte-americana causou volatilidade nos mercados. Ao longo do período, a Bovespa acumulou alta de 2,48%, mas no mês e no ano acumula perdas de 4,78% e 5,38% respectivamente. A semana também foi marcada pelo pequeno volume de negociações, sendo que na sexta-feira o pregão foi o de menor volume no mês: R$ 3,9 bilhões.

O motivo continua sendo a incerteza sobre o rumo da economia norte-americana. A divulgação dos dados não surpreendeu, eles continuam apontando para uma economia em intensa desaceleração.

Internamente a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central chamou atenção para os riscos de aceleração da pressão inflacionária. As projeções para o IPCA foram revisadas em alta e ultrapassaram a meta do governo (4,5%) para o ano de 2008, ficando em 4,6%. O relatório apresentou ainda dados sobre a economia global, dizendo que o maior risco do setor externo é a desaceleração da economia norte-americana, destacando os riscos que esta pode apresentar para o Brasil. O documento relata também que a expansão da economia vai durar e que há riscos de alta de inflação tanto aqui quanto no exterior. Esse risco é puxado, principalmente, pela elevação dos preços de alimentos e energia. O relatório foi interpretado pelo mercado como um sinalizador de que o Copom irá aumentar a taxa Selic em sua próxima reunião.



Fonte: Ágora

segunda-feira, março 31, 2008

Crise financeira dos Estados Unidos tem repercussões sistêmicas

31/03/2008 - 18h07

Entenda a crise financeira dos Estados Unidos

Da Redação
Em São Paulo
Financeiras americanas confiaram de modo excessivo em clientes que não tinham bom histórico de pagamento de dívidas nos últimos anos. Esse tipo de financiamento, de alto risco, é chamado de "subprime" (traduzido como "de segunda linha").

Os clientes davam como garantia suas casas, mas o mercado imobiliário entrou em crise em meados do ano passado. Os preços dos imóveis caíram, reduzindo as garantias dos empréstimos.

Com medo, os bancos dificultaram novos empréstimos. Isso fez cair o número de compradores de imóveis, agravando ainda mais a crise no setor.

O problema pode afetar o nível de emprego e o consumo, causando uma recessão geral na economia dos EUA.

Bancos transformaram esses empréstimos hipotecários em papéis e venderem a outras instituições financeiras, que também acabaram sofrendo perdas.

Alguns dos maiores bancos dos Estados Unidos anunciaram prejuízos bilionários, como o Citigroup e o Merril Lynch, que perderam quase US$ 10 bi cada um no 4º trimestre.

Como os EUA estão entre os maiores consumidores do mercado global, todo o mundo é afetado. Países que exportam para lá, como o Brasil, podem vender menos.

As Bolsas mundiais, incluindo a brasileira, sentiram o baque e tiveram perdas fortes nos três primeiros meses do ano. Na Europa e na Ásia, os índices de ações regionais tiveram o pior desempenho trimestral desde 2002.

Nos últimos meses, têm-se falado em "blindagem" da economia brasileira. O raciocínio é de que a demanda de países emergentes, principalmente a China, por matérias primas (setor em que o Brasil é forte) e o consumo interno aquecido ajudariam contrabalançar uma eventual redução de exportações para os EUA.

No plano financeiro, o inédito volume de reservas internacionais do Brasil, hoje próximo de US$ 200 bilhões, ajuda os investidores a manterem a confiança na capacidade do país de honrar suas dívidas.

Últimos golpes
Em 17 de março, o quinto maior banco de investimento dos Estados Unidos, o Bear Stearns, recebeu uma proposta de compra, por parte do JPMorgan, de US$ 2 por ação, preço irrisório, 90% inferior ao do pregão anterior. O motivo é que a instituição quase entrara em colapso, justamente por conta de problemas com o crédito de alto risco.

Dois dias depois, um novo golpe nos investidores: o preço de commodities sofreu forte queda no mercado internacional, derrubando a cotação das ações das duas maiores empresas de capital aberto do país, a Petrobras e a Vale.

(Com agências)

UOL

quarta-feira, março 12, 2008

Organização sistêmica do setor de Terapia Celular: Ministério da Saúde lança em abril o Instituto Nacional de Terapia Celular

12/03/2008

Agência FAPESP – O Ministério da Saúde programou para abril o lançamento do Instituto Nacional de Terapia Celular (INTC), de acordo com informações divulgadas pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão

Segundo o ministro, o INTC será uma rede de conhecimento que funcionará virtualmente com a proposta de integrar um conjunto de instituições de pesquisas e centros universitários para a troca de experiências com células-tronco.

O Ministério da Saúde informou que a cooperação entre as instituições possibilitará maior integração entre os pesquisadores, além da padronização de alguns processos de pesquisa em todo o Brasil.

A proposta de criação do instituto foi mantida mesmo sem a decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade da Lei de Biossegurança, que prevê a realização de pesquisas com células-tronco embrionárias humanas.

Mesmo com a decisão do STF em aberto, o ministro assegurou que as pesquisas em curso com células-tronco financiadas com recursos dos ministérios da Saúde e Ciência e Tecnologia não serão suspensas.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, desde 2005, os dois ministérios (Saúde e MCT) já garantiram R$ 24 milhões para pesquisas com células-tronco. Segundo Temporão, são estudos voltados para doenças nas quais a terapêutica celular pode revolucionar a medicina. O INTC conta ainda com um investimento de R$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

segunda-feira, março 03, 2008

A CRISE NORTE AMERICANA E A ABORDAGEM SISTÊMICA ECOLÓGICA CIBERNÉTICA


(Transcrito do blog "Sistemismo Ecológico Cibernético (Painel do Paim), de Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008):

ABORDAGEM SISTÊMICA ECOLÓGICA CIBERNÉTICA E A CRISE NORTE AMERICANA


"A visão sistêmico-ecológica-cibernética consiste numa proposta metodológica que corresponde à percepção da realidade, através de uma perspectiva que utiliza, sobretudo, conceitos, idéias, fundamentos e princípios da Teoria Geral dos Sistemas, da Ecologia, acrescida dos postulados da Cibernética e das virtuosidades da Teoria da Informação, a qual permeia as tríade ciências anteriormente mencionadas.

Na verdade, a Teoria da Informação pode ser considerada como um ramo da Cibernética, enquanto esta seria uma tributária da Teoria Geral dos Sistemas.

Dir-se-ia que nessa relação de parentesco a TGS desempenharia o papel de ciência mãe, a Cibernética o de filha e à Teoria da Informação corresponderia o de neta.

Além disso, esta metodologia se abebera de conhecimentos hauridos em outros ramos do saber.

O Sistemismo Ecológico Cibernético constitui, pois, uma metodologia de origem multirreferencial, de caráter abrangente, integrativo e sintético, portanto holístico, que permite a visualização, através de diferentes ângulos, da totalidade dos sistemas, existentes no Universo, ou seja, mediante a abordagem simultânea, efetivada, mediante o quádruplo aspecto:

* do enfoque sistêmico;

* da visão ecológica e,

* da perspectiva cibernética

* do concurso de sistemas e processos informacionais que permeiam as três características supra mencionadas.


O Sistemismo Ecológico Cibernético, não só torna possível, como exige, o simultâneo exame do sistema em tela e do ambiente em que este se insere, ao mesmo tempo em que envolve, também, as necessárias e obrigatórias relações de intercâmbio que se processam entre ambos.

Esta múltipla perspectiva, resultante, principalmente, de quatro disciplinas, dispostas como se constituída por outras tantas "lentes" superpostas, possibilitando uma visualização mais perfeita dos sistemas e ambientes em estudos, do que resultará numa atuação mais consciente sobre os mesmos, na busca da promoção, preservação e manutenção da sua homeostasia, do estado de equilíbrio ou de saúde, em conseqüência de sucessivos e constantes reajustes, processados em ambos, através da utilização de mecanismos cibernéticos, ou seja, do emprego do dispositivo de retroação ou retroalimentação, o “feedback”, o principal apanágio da Cibernética.

A abordagem proposta permite, assim, um melhor conhecimento do próprio sistema, uma vez que, além das características que lhe são inerentes, inclui, no seu estudo. as múltiplas influências que o ambiente exerce sobre tal sistema e, reciprocamente, leva em conta a maneira como as ações exercidas pelo sistema refletem nas condições do ambiente que o envolve.

A metodologia sistêmica, ecológica e cibernética postula, ainda, o reajuste contínuo e permanente, tanto do sistema como do ambiente, com o propósito de manter sua homeostasia, mediante a ação de mecanismos cibernéticos de retroação ou retroalimentação (“feedback”), naturais ou artificiais.

A inspiração e a base filosófica para a elaboração da metodologia sistêmica, ecológica e cibernética, é o modelo dos ecossistemas naturais e dos seres vivos, ambos sistemas auto-organizadores, auto-reprodutores e auto-reajustáveis, portanto cibernéticos e homeostáticos.

Por outro lado, esta proposta mantém coerência com postulados da física moderna, relativista, contingente e estatística, se contrapondo ao caráter mecanicista e determinista da física clássica que percebia o universo como um sistema compacto, determinista, fechado, semelhante a um mecanismo de relógio.

O Sistemismo Ecológico Cibernético sanciona, com reservas, porque ultrapassa postulados de funcionamento dos mercados, como a lei da oferta e procura, expressa pela "mão invisível", de Adam Smith, instrumento de grande utilidade enquanto atue como dispositivo de reajuste ou "feedback" negativo.

Mas, essa "mão invisível", direita com certeza, demonstra reducionismo e todas as suas deficiências, quando faz o processo econômico social "desandar", se tornando um instrumento de um organismo cego e anti-social (o liberalismo econômico) e passando a funcionar como mecanismno de "feedback" positivo, através da potencialização das distorções do mercado livre, passíveis de gerar o caos econômico social, como ameaçou ocorrer, recentemente, ao exibir suas "cristas" na crise do mercado imobiliário dos dos Estados Unidos, a própria sede do liberalismo selvagem, condição obstaculizada pelas sucessivas intervenções da maior economia do mundo, na correção dos rumos do mercado.

Ficou, assim, demonstrado que o sistema social não pode mais continuar, unicamente, ao bel prazer do "laisser fair", se tornando necessário domesticar o poder absoluto da "mão direita" extremada do liberalismo econômico, através da sua reorientação no sentido de promover um melhor equilíbrio ou homeostasia da sociedade, mediante a coadjuvação da "mão esquerda" , representada pelo "feedback" social, no processo de controle do mercado, em perfeita coerência com o papel regulatório do Estado democrático, no domínio econômico-social, ainda que, apenas, de caráter complementar e, em caso de comprovada necessidade.

Entretanto, esta faculdade não deve ser atribuída ao Estado totalitário, ele próprio sem mecanismos de "feedback", mas, apenas ao estado de direito - Estado democrático, - em que os Poderes Legislativos e Judiciário funcionem como mecanismo de "feedback" negativo em relação ao Poder Executivo, cujos preceitos de ordenação jurídica decorram da delegação da sociedade, expressa pela voz inconfundível do voto universal, capazes de transformar o sistema social global em um instrumento de distribuição de justiça e de bem estar social, construindo, assim, uma sociedade mais humana, mais justa e igualitária.

Adaptado do livro Sistemismo Ecológico Cibernético – 3a. edição – 2004 - Todos os direitos reservados aos autores - copyright Ó by Edson N. Paim e Rosalda C.N. Paim.

...o livro de Edson Paim, intitulado Sistemismo Ecológico Cibernético, escrito em parceria com Rosalda Paim e vai já vai para o prelo a sua quarta edição.

domingo, março 02, 2008

Zelito Ribeiro enalteceu a luta pelos relevantes trabalhos sociais da diretora da Fm Pan Erciria Brandes Garcia e também a luta inconteste do Empresário Raul Freixes, que nunca mediu esforços em prol da comunidade Aquidauanense.

Zelito Ribeiro participa de Fórum por Aquidauana

Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008 | 19:12Hs

William Franco

O Empresário Zelito Ribeiro esteve visitando o programa Radar com Corrêa Filho e falou sobre sua participação no fórum Todos Por Aquidauana, comentou sobre sua participação e sobre os debates que tratam do interesse da comunidade e desenvolvimento de Aquidauana.

Zelito disse estar feliz com a receptividade por onde ele tem promovido suas visitas, conversando com a população, amigos, empresários, nas aldeias, nos distritos e sentindo de perto as necessidades e os anseios da população. E entre as prioridades Zelito comentou o item de maior necessidade na região a falta de moradia, creches além de outros em que a população está carente .

E finalizando sua entrevista o pré candidato a uma possível candidatura a prefeitura de Aquidauana, Zelito Ribeiro enalteceu a luta pelos relevantes trabalhos sociais da diretora da Fm Pan Erciria Brandes Garcia e também a luta inconteste do Empresário Raul Freixes, que nunca mediu esforços em prol da comunidade Aquidauanense.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO - JÁ CAMINHA PARA A QUARTA EDIÇÃO


...o livro de Edson Paim, intitulado Sistemismo Ecológico Cibernético, escrito em parceria com Rosalda Paim e vai já vai para o prelo a sua quarta edição.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

SEM AS FORÇAS ARMADAS MOTIVADAS O QUE SERÁ DO BRASIL?

De:Pedro Porfírio

Para: Edson Nogueira Paim
Data:31/01/08 23:12
Assunto: SEM AS FORÇAS ARMADAS MOTIVAS O QUE SERÁ DO BRASIL?


SEM AS FORÇAS ARMADAS MOTIVADAS O QUE SERÁ DO BRASIL?

MINHA COLUNA NA TRIBUNA DA IMPRENSA DE 1 DE FEVEREIRO DE 2008


Sob a bandeira do ambientalismo, um número de ONGs que o governo brasileiro não contabiliza atua como instrumento político de governos e empresas na defesa de interesses políticos ou financeiros na Amazônia. A presença das Forças Armadas é a garantia institucional da defesa de nossa riqueza mais cobiçada.

http://www.tribunadaimprensa.com.br/coluna.asp?coluna=porfirio

"Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é só deles, mas de todos nós."

Al Gore, ex-Vice Presidente americano, Premo Nobel da Paz de 2007 e grande estrela da mídia como "defensor do meio ambiente".

Ao debruçar-me com a devida responsabilidade sobre as políticas públicas para as Forças Armadas, não posso esconder minha perplexidade.

Você não tem uma idéia da sucessão de erros que projeta um buraco gigantesco num amanhã bem próximo. A permanecer a tendência atual, daqui a pouco não será fácil encontrar quem queira servir às Forças Armadas, tal a baixa competitividade dos seus vencimentos, em todos os escalões, e a falta de condições operacionais, fatores que afetam em cheio a dignidade de um segmento envolto numa mística e em compromissos que vão além da paixão e dos deveres profissionais.

Eu diria que essa coleção de equívocos e até de imprudentes solapamentos ganhou uma configuração mais nítida a partir da criação do Ministério da Defesa, segundo o modelo norte-americano, que acabou confiando o conjunto dos complexos assuntos militares a pessoas sem a necessária vivência dos mesmos, sem compreensão estratégica do papel militar e sem o conhecimento e cultura indispensáveis a respeito.

Um desastre após outro

O resultado dos últimos anos tem sido um desastre após outro, com a triste rotina de uma verdadeira queda de braços - humilhante porque, na hora de botar a boca no mundo, como é da essência da sociedade democrática, os militares precisam se valer de suas esposas, dos inativos ou recorrer a subterfúgios como doar sangue para expressar seu descontentamento.

Esse quadro deprimente produz um tipo de confronto silencioso, mas de ardilosa manipulação. Para qualquer um contingenciado pela disciplina, uma de suas místicas mais sagradas, toda essa indiferença à sua sorte tem conteúdo ideológico. É como se ele estivesse sofrendo a revanche de situações preteridas.

As aflições e os nervos à flor da pele engendram a idéia de que tudo não passa de uma conspiração de esquerda para reduzir a tropa a um estamento simbólico. Isso escamoteia a verdade "verdadeira". Está em prática uma "nova doutrina", alimentada pelas grandes multinacionais, especialmente os sistemas financeiros, a partir do fim da guerra fria e do fracasso dos beligerantes de ambos os lados, em face de fatores críticos novos e diferenciados, sobretudo pela mudança do viés da supranacionalidade e do avanço da tecnologia, com a superposição do segmento econômico de serviços sobre os industriais e agro-pastoris.

O Estado Mínimo

Para entender o que se passa em relação aos militares brasileiros, é preciso partir da análise do "Consenso de Washington" e de outras teses, que incluem a idéia do "Estado Mínimo", o fim das fronteiras nacionais e uma espécie de rearrumação do sistema de poder, que na prática já acontece com a interatividade internacional dos investimentos especulativos. Você pode se posicionar em relação às aplicações na Bovespa a partir das primeiras informações sobre o desempenho das bolsas asiáticas, num ritual que já subtrai sem constrangimento a independência dos centros nervosos da economia de cada país.

Isso quer dizer claramente: A macro-economia internacional engendrou outros referenciais e hoje não se pode dizer que esse ou aquele país nos ameaça. As hidras que se infiltram sobre nossos territórios não estão sujeitos a controles de nenhum país, de nenhum governo.

São grandes complexos econômicos que podem pagar às melhores cabeças e produzir controles remotos, robôs, tudo o que precisam para refazer o mapa do mundo.

Depois que descobriram as serventias do "terceiro setor", essas ONGs com discursos direcionados, os cabeças desses complexos concluíram, a partir de estudos científicos, que precisam bancar a miniaturização das Forças Armadas nos países alvos.

Mais do que qualquer outro país, o Brasil precisa de uma política militar sólida e fortalecida, independente dos outros, tanto pela dimensão do nosso território, a extensão das nossas fronteiras, como, principalmente, pela camuflada ocupação estrangeira de nossa maior riqueza, a Amazônia e da necessidade de proteger nossa "Amazônia Azul" - os 7.491 km de fronteira marítima, que formam a gigantesca Área Marítima Jurisdicional, (onde dispomos de grandes reservas de petróleo) de 4.451.766 km2, mais da metade (52 %) do território continental, de 8.511.965 km2.

A necessidade de um complexo militar em condições de cumprir suas funções de defesa vai muito além dos fantasiosos conflitos entre nações.

E exige uma revisão urgente, sem matizes ideológicos, porque o somatório de erros poderá ser fatal para a soberania do Brasil e para a vida da sociedade brasileira. Esses erros começam pelo virtual aniquilamento do serviço militar obrigatório, de tanta importância para nossa juventude sem rumos, até o desprezo pelo conhecimento, a dedicação e o patriotismo inerentes á vida na caserna.

Do jeito que as coisas estão indo, até os cursos superiores das Forças Armadas, que se incluem entre os melhores do Continente, vão acabar tendo sua finalidade deturpada: ao invés de formarem oficiais especializados, vão acabar se convertendo, como já acontece pontualmente, em produtores de profissionais altamente qualificados para as grandes multinacionais que pagam muito mais.

Nessa faina impatriótica de desmotivação dos militares, os interesses "ocultos" jogam com feridas não cicatrizadas e visões primárias de tecnocratas delirantes, os quais escondem da sociedade um perigoso vexame: segundo fontes merecedoras de crédito, a FAB só consegue operar com 37% de seu poder aéreo e todos seus aviões têm mais de 15 anos de uso. Na Marinha, de toda sua frota, apenas 10 navios estão em condições de combate. No Exército a sucatagem bélica é ainda maior. Segundo levantamento, por falta de investimentos, o Programa Nuclear Brasileiro já provocou um prejuízo de U$ 1,1 bilhão. Os equipamentos de artilharia são semi-obsoletos e estão em péssimo estado de conservação, sujeitos, inclusive, a um racionamento de combustível e à falta de peças.

Diante de um quadro de ostensiva depreciação do Estado e, dentro dele, de sua estrutura militar, é responsabilidade de todos, independente de ódios internalizados, procurarem entender o que realmente está por trás dessa trama, algo que faz do Brasil continental um dos países com menor participação dos gastos em defesa no seu PIB - menos de 1,6% contra 3% da média mundial, uma ninharia se considerarmos os 5% do Poder Judiciário e os 3,98% do tal superávit primário - as restrições orçamentárias para pagar os juros da dívida.

Por questão de espaço, vou parando por aqui. Voltarei ao assunto,mas desde já você poderá encontrar a segunda parte desta matéria em http://colunaporfirio.blogspot.com

coluna@pedroporfirio.com

EM TEMPO: Nesses dias, reuni muitas informações sobre a nossa atual "questão militar". Nessa coluna, você tem apenas alguns enfoques do meu trabalho. Espero nas próximas horas dar continuidade, publicando mais material no blog da coluna e enviando por e-mail. Peço desculpas às pessoas às quais ainda não responde sobre os primeiros comentários. Pretendo conversar com cada uma, como de hábito.


Porfírio


Esta matéria está publicada, tambem na Tribuna da Imprensa

http://www.tribunadaimprensa.com.br/porfirio.asp