sábado, fevereiro 21, 2015

O Pensamento Complexo


O Pensamento Complexo é uma forma de ver o mundo que advém, entre outras coisas, do reconhecimento de uma hipercomplexidade do real, cada vez mais revelada pelos avanços da ciência, exigindo um outro modo de articulação do conhecimento que coloque em ressonância problemas oriundos de saberes múltiplos tais como a arte, a filosofia e as ciências.

Neste sentido, uma abordagem transdisciplinar da realidade surge forçosamente como uma necessidade deste projeto do pensamento, que vem se apresentando como uma metodologia aberta, ferramenta indispensável para abordar as questões de nosso tempo.

No interior deste processo de conhecimento, o mundo das certezas do sujeito cognoscente dá lugar à necessidade de assumirmos os paradoxos e convivermos com o princípio da incerteza.O ideal de verdade e neutralidade, assim como a busca de uma objetividade absoluta, vêm sendo destituídos progressivamente, cedendo cada vez mais espaço a uma abordagem processual da realidade, orientado por um paradigma ético e estético.

A inteligência da complexidade, trabalha para religar cultura científica e humanística literária, incluindo a poesia e favorecendo a operatividade de uma ética civilizatória das relações humanas sobre nosso planeta, que permita pensar o observador como parte integrante do processo de construção do conhecimento, no interior de uma rede de temporalidades e causalidades múltiplas e simultâneas.


Tereza Mendonça


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2- O que é Complexidade?

O mundo contemporâneo nos defronta com muitas questões inquietantes: aumento significativo de algumas doenças, superpopulação de um lado e solidão crescente de outro, caos urbano, violência, descrença nos poderes públicos, injustiça social, manipulação genética, alimentos transgênicos, poluição, escassez de recursos naturais, aquecimento global, excesso de informação...

Esta intrincada rede de problemas requer que ponhamos em prática uma INTELIGêNCIA da COMPLEXIDADE, que nos ensina a ter um otimismo realista e a entender que quando tudo se apresenta como perdição, ainda assim não podemos estar certos do pior.

O maior veneno que pode ter sido inoculado em nós, consiste em acreditarmos que, enquanto indivíduos e cidadãos comuns, somos impotentes para promover mudanças sociais. O pensamento complexo nos ensina que a parte e o todo estão intimamente ligados e que o somatório das pequenas ações e das interações entre elas, transcende seu aspecto local, podendo produzir efeitos surpreendentes no todo.

Este é o desafio que o IEC vem se colocando nos últimos 10 anos através de suas atividades: a partir da religação de múltiplos saberes, lançar algumas luzes sobre os dilemas de nosso tempo. Identificar, no modo de existência praticado por cada um de nós, o fermento de uma micro-política que pode transformar o mundo em que vivemos.

FONTE:
www.iecomplex.com.br/pensamento_complexo.do

Tereza Mendonça


sexta-feira, janeiro 30, 2015

Parceria: Fundação Portal do Pantanal - Painel do Paim

Os 599 Blogs da Parceria: Fundação Portal do Pantanal - Painel do Paim tratam da abordagem Sistêmica e Cibernética do Ser Humano e do seu Contexto Ambiental, preconizada por Edson Paim e Rosalda Paim, em seus livros, cuja proposta central é a organização, nos moldes da metodologia sistêmica ecológica cibernética informacional, de todos os setores da sociedade, com ênfase na administração pública, tanto a nível federal, como nos âmbitos estaduais e municipais.

terça-feira, outubro 28, 2014

Retroalimentação (Wikipédia)



Retroalimentação, realimentação ou Feedback, é o nome dado ao procedimento através do qual parte do sinal de saída de um sistema (ou circuito) é transferida para a entrada deste mesmo sistema, com o objetivo de diminuir, amplificar ou controlar a saída do sistema. Quando a retroalimentação diminui o nível da saída, fala-se de retroalimentação negativa, e quando a retroalimentação amplifica o nível da saída fala-se de retroalimentação positiva. A retroalimentação pode também ter um efeito variável (às vezes positivo, às vezes negativo) de acordo com as condições, tempo de transmissão e inércia do sistema, o que pode provocar efeitos variados (ciclos, comportamento caótico, etc.).


Norbert Wiener, no livro "Cybernetics: or the Control and Communication in the Animal and the Machine", explica a utilidade da retroalimentação para criar mecanismos auto-regulados. Quando desejamos certo padrão de movimento geral do mecanismo (ou sistema), utilizamos a diferença entre o movimento realizado de fato e o padrão de movimento desejado como um novo input para o sistema. Este novo input (entrada de informação) é a retroalimentação, e deve mover certa(s) parte(s) do sistema de tal maneira que o movimento geral realizado se aproxime mais do movimento desejado.[1] Para isso, o mecanismo poderá mesclar feedbacks positivos e negativos.
A retroalimentação é um procedimento existente em diversos tipos de sistemas, sejam eles biológicos, econômicos, elétricos (circuitos), sociais ou outros.
O termo é utilizado nas Teorias de Sistemas e de Controle, na Engenharia Elétrica, na Engenharia de controle, na Psicologia, na Biologia e especificamente na Endocrinologia.
Embora o conceito de retroalimentação, num sentido restrito, refira-se simplesmente ao retorno de informações do efeito para a causa de um fenômeno, no âmbito da comunicação e das interações humanas ele não se refere a nada de "simples". Diluindo as distinções formais entreemissor e receptor, por exemplo, ou explicitando a dinâmica recorrente que explicaria o fenômeno dos boatos e as "profecias auto-realizadoras" (self-fulfilling prophecies) que operam no mundo da política e da publicidade, este conceito não cessa de revelar o quanto a própria palavra se encontra tomada indicialmente na camada dos comportamentos, ações e reações cuja sequência nunca é linear, mas emaranhada, recursiva ou complexa.
Em um sentido restrito pode-se conceituar retroalimentação por uma visão etimológica. Do radical feed, alimentar, e do radical back, voltar, obtém-se retroalimentar um sistema.
Na linguagem popular, o termo feedback também pode ser considerado como provimento de informação sobre o estado de um sistema. Por exemplo, enquanto se aguarda o carregamento de um determinado site, uma barra de carregamento mostra ao usuário o percentual já concluído.

Referências

  1. ↑ Norbert Wiener, 1948. Cybernetics or control in the animal and the machine, pgs. 6-7.

[editar]Ligações externas

domingo, setembro 15, 2013

Proposta de organização sistêmica e cibernética de todos os setores da sociedade, com ênfase na administração pública, abrangendo os níveis federal, estadual e municipal


Os blogs do Painel do Paim tratam, principalmente, da metodologia sistêmica ou Sistemismo, nos moldes preconizados nos livros de Edson Paim e Rosalda Paim, intitulados "Sistemismo Ecológico Cibernético e, "Sistemas, Ambiente & Mecanismos de Controle", cuja proposta central é a organização sistêmica e cibernética de todos os setores da sociedade, com ênfase na administração pública, abrangendo os níveis federal, estadual e municipal

(Edson Nogueira Paim escreveu)

segunda-feira, agosto 19, 2013

ABORDAGEM SISTÊMICA ECOLÓGICA CIBERNÉTICA INFORMACIONAL


A visão sistêmico-ecológica-cibernética-informacional, se insere na linha da complexidade (pensamento complexo, de Edgar Morin) e corresponde à percepção da realidade através de uma perspectiva que utiliza, sobretudo, conceitos, ideias, fundamentos e princípios da Teoria Geral dos Sistemas, da Ecologia, mas é acrescida de conhecimentos hauridos em outros ramos do saber, como a Cibernética, tributária da TGS e a Teoria da Informação, integrante da Cibernética.

O Sistemismo Ecológico Cibernético Informacional torna possível o exame, a um só tempo, do sistema em tela e do ambiente em que o mesmo se acha inserido, envolvendo também, as necessárias e obrigatórias relações de trocas entre ambos, perspectiva esta que permite um melhor conhecimento do próprio sistema, face às influências recíprocas entre o sistema e o ambiente, considerando ainda que ambos, para manter sua homeostasia, necessitam de constantes reajustes, mediante a ação de mecanismos cibernéticos de retroação ou retroalimentação (“feedback”).

Adaptado do livro Sistemismo Ecológico Cibernético – 3a. edição – 2004 - Todos os direitos reservados aos autores - copyright Ó by Edson N. Paim e Rosalda C.N. Paim.



A BASE FILOSÓFICA DA ABORDAGEM SISTÊMICA, ECOLÓGICA E CIBERNÉTICA INFORMACIONAL

O modelo dos ecossistemas naturais e dos seres vivos, ambos sistemas auto-organizadores, auto-reprodutores e auto-reajustáveis, portanto cibernéticos e homeostáticos, inspirou a elaboração da metodologia sistêmica, ecológica, cibernética e informacional, divulgada através dos nossos blogs.

 Consideramos que o verdadeiro equilíbrio ecológico só existe onde o homem ainda não “meteu o nariz”.

O conjunto de sistemas vivos (animais e vegetais) que integra a biodiversidade amazônica (biocenose) e o substrato físico em que habita (biotopo) constituem um ecossistema único, no planeta, o qual urge ser preservado. (Edson Nogueira Paim escreveu)


É oportuno inscrever, a seguir, a seguinte publicação:

Fragmentação da floresta prejudica biodiversidade da Amazônia
(Reuters) – William Laurance, do Smithsonian Tropical Research Institute, no Panamá, e seus colegas de equipe afirmam que o desmatamento e a fragmentação da floresta amazônica possibilita a entrada de ventos quentes que provocam a morte de árvores, centenas de anos antes do que deveria acontecer, expondo árvores que normalmente seriam protegidas por outras árvores e, em consequência muitas espécies destas e, de outras plantas e animais que dependem delas, estão desaparecendo mais rapidamente do que os especialistas previam."Quando se fragmenta a floresta tropical, os ventos quentes dos pastos ao redor entram na floresta e matam muitas árvores, que simplesmente não aguentam o estresse", disse Henrique Nascimento do Instituto Nacional de Pesquisa Amazônica, em Manaus, além disso, os ventos ganham força ao redor dos fragmentos e derrubam várias árvores". A equipe internacional de pesquisadores estuda a floresta tropical brasileira há 22 anos, cobrindo 32.000 árvores.

quarta-feira, abril 17, 2013

PREMISSA


                  Vivemos em uma época em que ocorre uma verdadeira explosão ou avanços em todos os ramos do conhecimento. Daí, surge a necessidade de conhecimento especializado, de vez que todo campo de estudo torna-se, dia a dia, mais complexo. Isto tem óbvias vantagens. Entretanto, torna a cultura de cada indivíduo, dia a dia, mais parcializante, conduzindo-o a uma percepção casuística da realidade, ao comprometer sua visão gestáltica, sistêmica, holística, global ou de conjunto.
                 A abordagem do homem, focalizado como objeto do conhecimento, não constitui exceção. Disseca-se, cada vez mais, sua estrutura anatômica (óssea, muscular e nervosa), desenvolvem-se estudos histológicos, moleculares e iônicos, sua fisiologia (físico-química), nas vertentes muscular, cardiovascular, respiratória, renal, nêurica (neurotransmissores), hormonal e outras, elucida-se seus mecanismos cibernéticos (feedback) destinados a manter seu equilíbrio hidro-eletrolítico, acido-acido básico, enfim, sua consstância de composição ou homeostase). Investiga-se seu genôma, cuja estrutura é expressa em linguagem química, através de signos constituídos por moléculas de ADN.
                  Constata-se que o organismon inteiro e seus constituintes são regidos por mecanismos cibernéticos, através de milhares de mecaminsmos de feedback negativo, cujo papel é regulá-lo, corrigindo seus desvios ou descaminhos.. 
                  Retroage-se à origem das espécies, decifra-se sua história evolutiva, o surgimento do homo sapiens e seu desenvolvimento social, até os dias presentes.
                  Desse direcionamento, resulta a necessidade de especialização e,  decorre o advento dos  especialistas e dos ultra-especialistas que geralmente operam através de uma estrutura fragmentária de conhecimento que dificulta e distorce a percepção da realidade. Fragmenta-se o ser humano, mas nem sempre são capazes de reconstruí-lo. 
                 Esta visão é resultante e compatível com o paradigma cartesiano-newtoniano, analítico, mecanicista e reducionista, calcado no paradigma da física clássica, que norteou o desenvolvimento científico-tecnológico, inclusive a  evolução da medicina e da enfermagem até aos nossos dias.
                 A enfermagem, no Brasil, embora tenha surgido no contexto da saúde pública, teve o seu desenvolvimento no âmbito da medicina, adotando desde logo o seu paradigma.
                 Este consórcio permitiu, sem dúvida, o seu crescimento até determinado patamar, mas daí em diante, passou a constituir, até mesmo, um entrave, impedindo a evolução da enfermagem e sua diferenciação como ramo autônomo do saber.
                 Na verdade, o modelo médico se cristalizou, consoante a visão mecanicista, cartesiano-newtoniana da realidade e, portanto  fragmentária  e parcializante.
                 Como "divindade" tutelar, a medicina preferiu Panacéia a Higéia, centrando seus estudos nas especialidades médicas e na patologia, ao relegar a plano secundário os conhecimentos globais e a abordagem de natureza profilática.    
                 Esta perspectiva mecanicista, analítica, fragmentária, newtoniano-cartesiana  que direcionou a medicina para os rumos das especializações e ultra especializações, focalizadas nos órgãos e na doença e, não no organismo e na saúde, centralizadas no trabalho pessoal e no paciente individual, voltada para a utilização de equipamentos, cada vez mais sofisticados, prioriza a medicalização e mercantilização e relega a plano secundário os contextos social e ambiental.
                 Assim, os mesmos paradigmas que nortearam o avanço  científico-tecnológico e o progresso da medicina, durante vários séculos, atingiu o ápice do ramo ascendente de sua trajetória e, após chegar ao seu apogeu, agora se encontra em fase declínante, prestes a se exaurir, motivo pelo qual necessitam ser reciclados ou substituídos.
                 É preciso vigir, nestes tempos, um novo paradigma, decorrente de uma osmovisão contemporânea, imposta pela física moderna, expressa pela teoria da relatividade (Einstein), pela teoria quântica (Max Planck), pelo do princípio da incerteza (Heisenberger e outros), acrescida de uma percepçao orgânica da realidade (enfoque biológico e visão ecológica), oriunda dos avanços da biologia e da ecologia, impondo a nnecessudade de precedimehnto de profundos reajustes (feedback) no paradigma cartesiano-newtoniano.
                 O conhecimento médico e o modelo da medicina estão muito cristalizados e quase imunes ao processo de mudanças, mormente quando se necessita de uma verdadeira revolução no Setor de Saúde.
                 O modelo biomédico vigente não serve mais, nem para a própria medicina, que precisa buscar novos caminhos, novas alternativas, passíveis de reverter o quadro atual e retirá-la do impasse em que se encontra, pois desenvolveu uma prática  assistencial de saúde, considerada pela maioria dos estudiosos do tema, como iníqua, ultrapassada e, mesmo, perversa.
                 Se já é obsoleto para a medicina, tal modelo não pode continuar balizando o roteiro da enfermagem, sobretudo nesta etapa de sua evolução.
                 Para se alçar à condição de ciência, a enfermagem precisa provocar uma ruptura com o paradigma newtoniano-cartesiano, buscar novos caminhos, inserindo-se na realidade do pensamento científico e das ideias sociais contemporâneas.
                 O paradima que propomos para a Enfermagem é expresso pela Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - Uma Visão Holística da Enfermagem”, desenvolvida a partir de 1967 e, constante de Tese de Livre Docência (Paim, 1974), designada então "Teoria Sistêmica de Enfermagem".
                 Esta teoria, em sua versão atual, está alicerçada em estudos teóricos e, em práticas e experiências profissionais, vivenciadas durante mais de meio século, em atividades de ensino, pesquisa e extensão (assistencial), utilizando o próprio modelo dos sistemas auto-oganizadores e auto-reguladores, como o dos seres vivos e dos ecossistemas naturais, portanto, mediante uma abordagem de natureza orgânica, não mecanicista, tendo sua base filosófica no Pensamento Sistêmico Ecológico Cibernético Informacional,  um construto, também de nossa autoria, de natureza multirreferencial e holística, elaborado com base no Método Cientifico, na Física moderna, no Gestaltismo, no Sistemismo, na Cibernética, na Teoria de Informações, na Ecologia, na Fisiologia (Bioquímica e Biofísica), no Estruturalismo, no Funcionalismo, na Genética, na Teoria da Evolução, na Ciência da Administração, na Dialética, particularmente em uma Dialética dos Sistemas Vivos, além de fundamentado em outros ramos do saber, integrantes do pensamento científico contemporâneo, constituintes de uma nova cosmovisão que corresponde a aspectos de uma ruptura das fronteiras do conhecimento e interprete de uma linha de multi-referncialidade, interdisciplinaridade, transdisciplinaridade e complexidade, representando uma contribuição à busca na direção da possível unidade da ciência..
                 Nesta nova visão (holística) do universo, da vida, do homem (sistema humano), do ambiente (visão ecoógica), da sociedade, da saúde e da enfermagem, em que se passa a percebe a doença, apenas, como uma intercorrência ao longo do processo vida (existência) e a saúde como um estado de equilíbrio (homeostasia) da relação de trocas de matéria, energia e informações entre o sistema humano e o seu ecossistema, o enfermeiro exercerá, em toda a plenitude, sua prática social característica, desempenhando sua função e papeis profissionais no afã de “assistir” e "cuidar" do ser humano em sua integralidade e inserido em seu contexto ecológico, como se encontra estipulado nos Princípios das Ações Simultâneas e de Adequação do Ambiente, abrangendo todos os estágios do ciclo vital, incluindo o instante da morte, transcendendo-a para alcançar o período pós-morte imediato, expresso pelo Princípio da Extrapolação do Ciclo Vital.
                 Estes princípios são integrantes da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - Uma Visão Holística da Enfermagem, objeto desta publicação.
                 Para balizar a trajetória da enfermagem, na época presente e nos dias futuros, faz-se necessária a adoção de um sistema referencial próprio, cuja focalização constitui o objetivo deste livro.

terça-feira, abril 16, 2013

Préfácio de autoria da Profa. Dra. Isabel Cristina Fonseca da Cruz

Prefácio escrito pela Profa. Dra. Isabel Cristina Fonseca da Cruz
Titular da Universidade Federal Fluminense, para o livro "Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermaagem - Uma Visão Holística da Enfermagem", edição de  2013 (No prelo)


P R E FÁ C I O

Determinou o Tao que eu, outrora sua aluna de graduação aprendendo sobre o cuidado da mãe e do bebê no alojamento conjunto, a promoção da amamentação, os cuidados de puericultura e agora sua colega de enfermagem, na forma de reverência prefaciasse a nova edição de uma das principais obras da Professora Doutora Rosalda Paim: Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - uma visão holística da enfermagem.
O primeiro trabalho na formulação de uma teoria aconteceu na década de 1960 e tornou-se em 1970 sua tese de livre docência com o título de “Teoria Sistêmica de Enfermagem”.
Ao longo de meio século, a teorista Rosalda Paim vem trabalhando os conceitos e estrutura da teoria, apresentando neste livro sua versão mais recente.
A partir da leitura e debate resultantes da apropriação desta obra, outra versão surgirá da teoria tanto nos textos quanto nos cenários de atenção à saúde do paciente. É assim que evoluem as teorias.
No meu entender sobre teorias de enfermagem e o contexto da prática profissional no Brasil, a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética tem sua importância por ser prescritiva para o exercício profissional da enfermeira.
Esta obra deve ser lida por quem visa novas bases filosóficas para a prática da enfermeira sem perder de vista a estrutura de profissão e a base teórica definida por Florence Nightingale.
A Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética, da Dra. Rosalda Paim, inter-relaciona os conceitos em torno do fenômeno que constitui a relação enfermeira-cliente. No caso, dos conceitos que diferenciam a sua teoria das demais, eu destaco, de forma muito sucinta, o ecossistemismo por conter as ideias de ambiente e equilíbrio instável. Sob este paradigma, a relação-enfermeira-paciente seria totalmente diferente do que é atualmente. Daí a teoria de Rosalda Paim ser prescritiva devendo, portanto, ser utilizada pelas instituições e profissionais de saúde para orientar e aprimorar o cuidado clínico.
Ser um referencial filosófico da enfermeira no cuidado cotidiano do paciente em seu contexto é, seguramente, o principal propósito da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética. Igualmente, é muito desejável que a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética seja para a instituição de saúde um parâmetro para a qualidade do cuidado de enfermagem, assim como para a avaliação do grau de satisfação e sucesso do cliente com o cuidado de enfermagem recebido.
Se a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética é prescritiva para as instituições de saúde, ela também o é para as Escolas de Enfermagem. Para atuar na prática profissional a partir deste referencial teórico, é necessário que a aluna de graduação ao longo de sua formação realize suas atividades de ensino clínico tendo o ecossistemismo como um conceito de base.
E, tendo em vista que tanto o exercício profissional quanto o ensino de enfermagem não devem acontecer dissociados da pesquisa, a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética pode tanto ser um referencial para os estudos como também ser o objeto da pesquisa em si de modo a ser validada ou refutada a partir de evidências científicas e não de subjetividades.
Este livro Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - uma visão holística da enfermagem está organizado fundamentalmente em 7 capítulos.
O primeiro capítulo em seu primeiro parágrafo ao referenciar Mário Chaves, Paim declara uma das fontes que a influenciaram, revelando a sua sintonia com aquele que é, digamos assim, um precursor do que há de transdisciplinaridade e complexidade no nosso SUS (Sistema Único de Saúde). Neste capítulo, a autora apresenta o conceito central da teoria o homem, o ser, sistêmico cibernético e seus metassistemas num contexto ecológico. Com a adoção deste referencial de prática, a enfermagem pode vir a ser uma profissão da saúde por excelência (grifo meu).
Os capítulos subsequentes abordam os princípios de enfermagem específicos da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética, dos quais destaco apenas a título de exemplo o princípio da extrapolação do ciclo vital quando a enfermeira cuida do ser (pessoa, família, comunidade) no pós-morte imediato por incluir, no meu entendimento, uma diretriz para a observação da transcendência no processo do cuidado. No capítulo 3, especificamente, são apresentados os princípios de enfermagem que também são comuns às demais ciências da saúde, dentre eles, por exemplo, o princípio das ações negentrópicas realizadas com a finalidade de corrigir a entropia no paciente e seus metassistemas (inclusive o de enfermagem).
O setor saúde é apresentado conforme a teoria sistêmica tendo em vista que historicamente as pesquisas da Dra. Rosalda Paim para a construção de sua teoria são contemporâneas de todo o movimento de reforma da saúde no Brasil e inclusive desta reforma suas pesquisas fazem parte. Parece óbvio, mas cabe destacar que, conforme a teoria, o sistema de saúde proposto deve ser “centrado no paciente”. Cinquenta anos depois desta proposição e o paciente ainda não é o centro da atenção à saúde.  Esta é uma das razões de eu classificar a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - uma visão holística da enfermagem como uma teoria prescritiva.
Diante do exposto, é com muita honra e satisfação que apresento a você o livro Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - uma visão holística da enfermagem. O objetivo dele não difere dos demais livros científicos de enfermagem: fomentar o cuidado de enfermagem de qualidade (ou seja, seguro, ético, competente) centrado nos pacientes, famílias e comunidades, tanto nas instituições de saúde quanto em outros cenários. Esta sempre foi a meta profissional da Dra. Rosalda Paim e ela seguramente a alcançou na sua carreira como enfermeira e foi isso o que nos ensinou enquanto docente. Ao redigir este livro, ela compartilha com você sua experiência e tal qual um mestre Zen lhe aponta o Caminho!
Desejo uma boa leitura crítica e aproveito para lhe convidar a visitar o site Memorial Rosalda Paim onde você poderá conhecer mais sobre suas obras, sua carreira como enfermeira, pesquisadora e parlamentar, enfim sobre uma vida dedicada à Enfermagem. Neste site você poderá registrar ainda a sua opinião sobre este livro a qual será muito bem-vinda.
http://www.rosaldapaim.uff.br/

Profa. Dra. Isabel Cristina Fonseca da Cruz
Titular da Universidade Federal Fluminense.






sábado, março 09, 2013

Sistemismo Ecológico


Sistemismo Ecológico é a designação da perspectiva metodológica resultante do acoplaramento do enfoque sistêmico (Sistemismo) à Ecologia, a qual consisste na abordagem simultânea do sistema em estudo e do respectivo ambiente, inclusas as relações entre ambos

A fim de enfatizar as inter-relações que se processam no interior dos sistemas (intersubsistemas), acrescidas das interações que ocorrem entre os sistemas e seu ambiente, manifestas pelas de trocas de "matéria, energia e informações" entre ambos, influenciando-se reciprocamente, Edson Paim e Rosalda Paim acoplaram o enfoque sistêmico (Sistemismo) à Ecologia e designaram esta dupla abordagem como Sistemismo Ecológico.

(Rdson Nogueira Paim escreveu)









segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Princípio da Enfermagem Sistêmica, da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem, de Rosalda Paim


(Do livro "Teoria Sistêmico-Ecológica - Uma Visão Holística da Enfermagem" - 2a. Edição - CEL Informática - Editoração - Ano 2000)



PRINCÍPIO DA ENFERMAGEM SISTÊMICA

A Teoria dos Sistemas Gerais, cuja postulação é a existência de um Universo inter relacionado, constituído pela organização sistêmica dos seres brutos (sistema físico), dos seres vivos (sistema biológico), dos instrumentos (sistema tecnológico) e, das associações humanas (sistema social), corresponde ao alicerce fundamental da Enfermagem Sistêmica.


Corolário

- Sistema de Enfermagem – Neste Universo interrelacionado, em que a sociedade, dia a dia, se torna mais estruturada como sistema, o Setor de Enfermagem deve ser designado e estudado sob a formasistêmica (como subsistema do setor de Saúde e sub-subsistema do setor Social). A enfermagem constitui um subsistema do sistema industrial terciário (prestação de serviços), cujo produto final é o cuidado de enfermagem. O subsistema de enfermagem representa o principal elo entre o homem (família, comunidade, sociedade) e o sistema de saúde. O "telos" do sistema de enfermagem coincide com o do paciente (cliente) e com o do sistema de saúde, ou seja, "permitir que os indivíduos de uma sociedade mantenham, durante o maior tempo possível, o mais alto nível de saúde e felicidade, permissível pelo seu potencial genético e condições ambientais". Para atingir seu "telos", a enfermagem exerce as ações de enfermagem, que consistem na transferência de negentropia do enfermeiro para o cliente e/ou ambiente ou .para um e/ou outro, com o objetivo de diminuir ou eliminar suas condições entrópicas. Sistema de enfermagem é o agregado dos serviços de enfermagem integrantes de todas as instituições que prestam serviços e distribuem bens de saúde, na área considerada. Entre os aparelhos prestadores de assistência (cuidados) de enfermagem podemos citar os Departamentos, Divisões, Serviços ou Seções de enfermagem dos Ministérios, Secretarias Estaduais ou Municipais de Saúde, Hospitais, Centros ou Postos de Saúde, que constituem subsistemas do sistema de saúde.







Todos os direitos reservados aos autores copyright Ó by Rosalda C.N. Paim

terça-feira, janeiro 08, 2013

Clube Afonso Paim é vencedor do Campeonato Amador de Anastácio

Esportes | 04/12/2012

Equipe vencedora - Clube Atlético Afonso PaimEquipe vencedora - Clube Atlético Afonso Paim
A Praça de Esportes Rosalda Paim sediou mais uma vez um grande espetáculo do esporte, a final do XIII Campeonato Amador 2012, que aconteceu no último sábado, 01, disputada entre o Clube Atlético Afonso Paim X Frigorífico Buriti Esporte Clube.
O jogo começou difícil, devido a qualidade técnica dos dois times, até que aos dezesseis minutos do primeiro tempo o jogador Renan Aquino, do time Frigorífico Buriti recebeu uma bola vinda do lado direito e tocou por cobertura abrindo o placar e animando a torcida.
No segundo tempo a equipe do Afonso Paim atacava sem parar a área adversária e o Frigorifico se defendia como podia, até que aos 48 minutos, já nos acréscimos, o zagueiro Luiz Carlos (ex-jogador do Aquidauanense FC) recebeu uma bola do volante Éderson Benites e chutou ao gol, deixando o goleiro Gerson Duarte sem condições de denfender.
Com o gol, as torcidas foram ao delírio, pois a partida seria definida nos pênaltis. Assim, a equipe do Afonso Paim venceu pelo placar de 04 x 02, sagrando–se bi-campeã do Campeonato Amador de Anastácio, após doze anos batalhando pelo título.
No Amador 2012, foi premiado como goleiro menos vazado, o atleta Gerson Duarte que ganhou um troféu e uma bicicleta, já o artilheiro da competição foi o atleta Nilson Diego Ferreira dos Santos que além do troféu também recebeu uma bicicleta.
Equipe vice-campeã - Frigorífico Buriti Esporte ClubeEquipe vice-campeã - Frigorífico Buriti Esporte Clube
A equipe do Afonso Paim faturou como premiação um troféu e mais R$ 2 mil; o vice- campeão, Frigorifico Buriti levou um troféu e R$ 1 mil; o 3º colocado, a Associação Atlética Seduc/Frig. Buriti “B” ganhou um troféu e mais R$ 500.
FINAL DO SUB 16 - O Frigorífico Buriti/Seduc também disputaram pelo Campeonato Sub 16 o título de campeão, derrotando por 5 x 1 a equipe da Vila Aldeinha.
A diretoria da Liga Esportiva agradece a Prefeitura de Anastácio, Conselho Municipal de Esporte e Lazer e ao Governo do Estado/Fundesporte pelo apoio incondicional dispensado ao segmento esportivo no Município, e em especial, a LEMA.
Os agradecimentos também se estenderam a Federação de Futebol de MS que de acordo com a diretoria da LEMA, também não tem medido esforços para apoiar o futebol amador no Município.
“Não podemos deixar de agradecer todos os árbitros, assistentes, mesários (as) maqueiros, gandulas, dirigentes, atletas e ao público que não deixou de prestigiar todos os jogos do Campeonato Amador, sendo a maior prova a presença maciça da multidão que compareceu na grande final”, finalizou Oilmo Lopes, presidente da LEMA.
Confira a Ficha Técnica do jogo:
Arbitro: Marivaldo Ramos dos Santos
Assistente 01: Higino Martinez
Assistente 02: Antonio Martinez
Mesária: Rosiele Rodrigues da Silva
Maqueiro: Luis Arruda dos Santos e Cícero G. Viana
Gandulas: Lucas Richard e Adriano Silva de Arruda
O Afonso Paim jogou e venceu com os seguintes atletas: Jonieder Luiz Carlos, Alex Melquiade, Eder Silva, Diego Willian, Hermínio, Éderson Benites, Mario Junior, Wilson Cabral, Reinaldo Tavares, Alex Sander, Adailton Fernandes, Edimar Jose (Pé de Louro), Anderson Lourenço, e Emidio Cabreira; Técnico: Ismael Pereira Correia. Aux. Técnico: Max Sander Benites (Sapo), Auxiliar: Mordomo, João Armada (Cara de Gato); Preparador físico e Presidente da equipe: Simão de Souza Filho (Monho).
Frigorifico Buriti Esporte Clube jogou com os atletas: Gerson Duarte, Ademilson Paz, Osmar Vasconcelos, Marcos Antonio, Adenilson Abalo, Thiago Mendes, Renan Aquino, Ricardo Valério, Maicon Figueiredo (Tartaruga), Manoel Veigas, Rafael Medina, Osmar Dias, Nilson Diego, Edson Ferreira e Alzemiro Dias; Técnico: Adão Sebastião Barbosa Afonso, Aux. Técnico: Edson Ferreira.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura

segunda-feira, setembro 24, 2012



Ao destacar Rio+20, Dilma deve cobrar compromissos para consolidar sustentabilidade | Agência Brasil


    Carolina Gonçalves e Renata Giraldi
    Repórteres da Agência Brasil
    Brasília - Ao mencionar, no discurso em Nova York, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, ocorrida em junho, no Rio de Janeiro, a presidenta Dilma Rousseff deve reiterar o apelo para que todos se comprometam de forma prática e objetiva com as metas fixadas há três meses. Dilma ressaltará, na Assembleia Geral da ONU, que é fundamental haver um esforço conjunto para garantir o desenvolvimento comum.
    Durante a Rio+20, líderes e negociadores de mais de 190 países concordaram em fixar como prioridades o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a criação de um Fórum Político de Alto Nível Internacional e o desenvolvimento sustentável com erradicação da pobreza.
    O documento final foi considerado um avanço pelas autoridades brasileiras, mas recebeu críticas das organizações não governamentais que esperavam mais ousadia nas propostas.
    Para o governo brasileiro, o desenvolvimento sustentável é a principal alternativa para melhorar a situação de vida da humanidade e do planeta. Na Rio+20, Dilma alertou que os países não podem retroceder em relação a esse modelo de desenvolvimento e que as economias devem ir além das propostas negociadas ao longo da conferência.
    No seu discurso na 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Dilma deve retomar o tom de cobrança e exigir que os países desenvolvidas aprovem medidas mais ambiciosas de cooperação com o desenvolvimento sustentável.
    O papel dos países em desenvolvimento nas negociações tem sido destacado pelo governo brasileiro. Nas últimas discussões referentes aos vários aspectos de desenvolvimento sustentável, os líderes dos países em desenvolvimento têm assumido compromissos considerados concretos pelos especialistas, como as propostas de mudanças de padrões de consumo e produção.
    Ao final da Rio+20, as autoridades brasileiras e estrangeiras apresentaram uma série de metas voluntárias às decisões assumidas na declaração conjunta da conferência. A delegação anunciou o repasse de US$ 6 milhões para o Pnuma e US$ 10 milhões destinados ao enfrentamento das mudanças do clima nos países mais vulneráveis da África e pequenas ilhas.
    Edição: Talita Cavalcante

    domingo, maio 20, 2012


    CIBORGANIZAÇÃO: organização centrada no modelo cibernético.

    CIBORGANIZAÇÃO: ( do grego kubernhsis + organon) - organização centrada no modelo cibernético. 
    A organização econômica, social ou política há muito tempo vem-se atribuindo o nome de sistema. No entanto, seu grau de organização era tão precário que, a rigor, tratava-se de uma forma caricatural de sistema. Devido à aliança entre a informática, a eletrônica e a rede de comunicações, tornou-se possível concretizar o verdadeiro sistema social. As primeiras formas de viabilização sistêmica de importância social aconteceram no processo de comunicação e na administração empresarial; dessa forma, a cibernética dominou duas áreas vitais da organização social. Nas sociedades tradicionais, são as instituições as mais ostensivas manifestações da organização social concreta. Com o advento da cibernética, algumas instituições, - principalmente aquelas onde predomina a objetividade e a lógica, - adotaram o modelo cibernético como base organizacional. Ao contrário, aquelas instituições que são dominadas pela subjetividade e pela valorização da emotividade, sempre manifestaram uma certa aversão pela tecnicização dos modelos centrados nas relações interpessoais. Pode observar-se que as áreas institucionais onde predomina a segunda situação não são vitais para a organização, sob o prisma específico do sistema. Quando se tolera a permanência dessa mentalidade retrógrada é porque ela não interfere seriamente na eficiência da organização sistêmica. Tal liberdade emocional pode até atuar como sustentáculo estratégico da manipulação social alcançada pela ciborganização. Neste modelo, o condicionamento é tão penetrante que as formas ilusórias de opção comportamental, ao mesmo tempo que dão aos indivíduos (melhor classificados como elementos) a sensação de autonomia e independência em relação ao sistema, criam o ambiente propício à manipulação do inconsciente, ampliando a eficácia do controle. À medida que os elementos humanos são secundarizados e recondicionados, amplia-se a possibilidade da ciborganização em grande escala, direcionada para a universalidade e tendo a rede de comunicações como sistema nervoso social.


    FONTE: http://www.compuland.com.br/delfim/gloss.htm

    domingo, abril 22, 2012

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    domingo, abril 15, 2012

    Cibernética do Sistema Hormonal


    Sistema Hormonal




    O sistema endócrino e o sistema nervoso atuam em interligação, sendo ambos vitais para a saúde física e mental do ser humano.

    O sistema endócrino transmite as suas mensagens utilizando agentes químicos denominados hormonas, as quais são transportadas pelo fluxo sanguíneo, podendo atingir todas as células do organismo.

    As hormonas contribuem para a manutenção de um ambiente constante no interior do corpo, ajustando as quantidades de sal e água nos tecidos, de açúcar no sangue, entre outras funções, de acordo com as condições particulares do meio exterior. 

    As hormonas podem provocar modificaçõesa longo prazo, tais como o crescimento e a maturação sexual; modificações rítmicas, como o ciclo menstrual; e reações imediatas do organismo, sempre que a doença o atinge, sofre qualquer ferimento ou o cérebro se apercebe de qualquer perigo.

    As glândulas do corpo humano dividem-se em duas classes - as exócrinas e as endócrinas.

    As exócrinas segregam os seus produtos para ductos, ou canais, que asconduzem ao exterior do corpo ou a cavidades corporais - as glândulassalivares e as sudoríparas são dois exemplos.

    As endócrinas libertam os seus produtos - hormonas - no interior do organismo. 

    Do ponto de vista anatómico não possuem canais secretores, pelo que, as suas secreções são lançadas diretamente na corrente sanguínea. 

    Do ponto de vista bioquímico, já se viu, segregam hormonas, ou seja, substâncias quimicamente complexas, das quais sedistinguem a tiroxina - segregada pela tiroide - a paratormona - segregada pela paratiroide - a insulina e a glicagon - segregadas pelo pâncreas endócrino - a cortina e a adrenalina - segregadas pelas cápsulas suprarrenais - a secretina - segregada pelo intestino endócrino - a testosterona e o estrogénio - segregadas pelas gónadas masculina e feminina respetivamente - a hormona do crescimento, estimulinas e hormonas diabetogénicas - segregadas pela hipófise. 

    Do ponto de vista fisiológico as hormonas, segregadas em quantidades diárias, por vezes ínfimas, atuam, à distância do local de secreção, sobre os receptores (pele, esqueleto, orgãos genitais) provocando transformações morfológicas e modificações funcionais.

    O pâncreas executa funções endócrinas e exócrinas, uma vez que possui ilhéus de Langerhans, grupos microscópicos de células endócrinas, que produzem insulina e outras hormonas e produz secreções exócrinas conduzidas para o intestino para ajudar a digestão. 

    A quantidade certa de cada hormona que circula no sangue é, habitualmente, a quantidade exatamente necessária para cada momento, uma vez que a sua produção aumenta ou diminui conforme as exigências do organismo. 

    Tal deve-se ao mecanismo de feed back ou retrocontrole que regula a produção hormonal através do fornecimento, às glândulas endócrinas, de informações acerca das necessidades pontuais do organismo. 

    Num sistema de retrocontrole negativo, respeitante a uma determinada hormona, a presença de uma quantidade excessiva de hormona no sangue inibe a produção dessa hormona, enquanto num sistema de retrocontrole positivo, a presença dessa hormona estimula a sua produção.

    Diversas funções e ritmos do organismo humano são controladas pelas hormonas. 

    Estes mensageiros químicos são produzidos por alguns órgãos tais como o estômago, o fígado, os intestinos, os rins e o coração, e, principalmente, pelas glândulas endócrinas. 

    Assim, o hipotálamo controla as secreções da hipófise, a temperatura do corpo, a fome, a sede e os impulsos sexuais; a hipófise controla o crescimento dos ossos e regula a atividade das outras glândulas endócrinas; a tiroide controla o ritmo de utilização da energia pelo organismo e o desenvolvimento do corpo; as paratiroides controlam o nível de cálcio no sangue; o timo controla a produção de um tipo de leucócito sanguíneo, anti-infecioso nas crianças; as cápsulas suprarrenais controlam o equilíbrio do sal e da água no corpo e preparam-no para situações de emergência; o pâncreas controla o nível de açúcar no sangue; os ovários controlam o desenvolvimento sexual e a produção de óvulos na mulher; os testículos controlam o desenvolvimento sexual e a produção do sêmen no homem; o intestino provoca a secreção de suco pancreático e intestinal e o escoamento da bílis no intestino.

    Como referenciar este artigo: sistema hormonal. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-04-15].
    Disponível na http://www.infopedia.pt/$sistema-hormonal