sábado, junho 06, 2015

ENFOQUE SISTÊMICO OU SISTEMISMO (METODOLOGIA CIENTÍFICA)


(Do livro SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO - 3a. Edição - Edson Paim e Rosalda Paim)


O enfoque sistêmico ou Sistemismo é a percepção da realidade, ou de alguns de seus aspectos, através da perspectiva da Teoria Geral dos Sistemas (TGS), de Lwidg von Bertalanffy1.

O enfoque sistêmico é, também, designado como visão sistêmica, perspectiva sistêmica, abordagem sistêmica ou ainda, concepção sistêmica e constitui uma maneira peculiar, abrangente, globalísta, integrativa, sintética, holística, de abordar, perceber e estudar a realidade, bem como nela intervir.

Esta abordagem, alicerçada na TGS, enfatiza, ainda, as relações entre as partes do todo, ressalta os pontos de decisão e o fluxo de informações do sistema, a integração e interação entre os subsistemas e cuida de prover informações necessárias ao processo.

Este enfoque enfatiza a idéia de totalidade, globalização, abrangência, integralidade, universalidade, síntese e de inter-relacionamento das partes componentes do sistema em estudo.

A abordagem sistêmica (Sistemismo), por si só, já permitiria um enfoque abarcante e integrativo de qualquer sistema em estudo.

Mas, com o propósito de enfatizar, não apenas, as inter-relações intra-sistema (intersubsistemas), mas também as relações de trocas entre o sistema e seus arredores ou ambiente (ecossistema) e, as conseqüentes influências do ambiente no sistema e, vice-versa, os autores resolveram abordá-los, simultaneamente - o sistema e o ambiente - mediante os postulados da Teoria Geral dos Sistemas (Sistemismo).

Para Mário Chaves2, “como conseqüência do crescente volume de conhecimentos e da necessidade do uso de métodos e aparelhos cada vez mais complicados, para a indagação da natureza, o cientista se especializa, a ciência se divide e subdivide. Dos três grandes ramos: ciências físicas, biológicas e sociais surgiram várias ciências componentes: a física, a química, a geologia, a biologia, a psicologia, a sociologia etc. As ciências componentes se subdividiram.
As resultantes tornaram-se a subdividir. Ou agruparam-se umas com as outras: a físico-química, a bioquímica, a psicologia social, a economia política.
O especialista se especializa: o bioquímico de esteróides, o fisiologista renal, etc. Análise e síntese caminham sempre juntas. O progresso da análise cria a necessidade da síntese.
Assim também o avanço do especialismo na ciência gerou a necessidade de teorias holísticas, abrangendo todas as ciências, isto é, englobando todas as ciências. Uma das tais ciências é a “teoria geral dos sistemas”, proposta por Bertalanffy, como doutrina universal de integração (wholeness) e organização.
Buscou Bertalanffy, um biólogo, analisar o que as várias ciências têm em comum, a fim de encontrar princípios gerais aplicáveis a todas.
Observou ele que certas relações como as expressas pela curva exponencial, pela lei dos dividendos decrescentes, são universais, aplicáveis na explicação de fatos do mundo físico, do mundo biológico e do mundo social.
Com pequena anterioridade sobre Bertalanffy, um matemático, Wiener, havia também desenvolvido uma ciência de ciências, a Cibernética, destinada a explicar o problema de controle e comunicações na máquina, no homem e na sociedade”.

A Teoria Geral dos Sistemas (TGS) surgiu como uma teoria de abrangência, de globalização, de totalidade, de síntese, de integração, de universalidade.

Roberto Mangabeira Unger3 ao se referir à unificação das ciências, e particularmente, à unidade das ciências culturais, expressa: “duas concepções foram pressupostas: uma, a da ciência cultural, outra, a da unidade de todas as ciências culturais. Se aqui se fala em ciências da cultura, é que só o conceito do cultural pode fundamentar a unidade das ciências humanas, revelando-lhes a natureza específica.
...Temos paralelamente, insistido na unidade das ciências culturais. Esta unidade se apresenta tanto como um ideal, quanto como realidade em surgimento. Como ideal, ela radica numa exigência geral da unificação progressiva da visão científica do mundo e, noutra específica que resulta da própria unidade do fenômeno cultural como fenômeno de valor. Mas a unidade cultural já é, …uma realidade em vir-a-ser.”

A TGS corresponde a um esforço no sentido da integração das ciências em um corpo de doutrina unitária, comum e coerente, almejando tornar-se uma ciência das ciências e, mesmo, a ciência das ciências, tendo sido considerada por alguns autores como tal, contribuindo no sentido da concretização do sonho de Descartes sobre a unicidade da ciência.

Um problema fundamental da ciência contemporânea é o da teoria geral da organização। Em principio, a teoria geral dos sistemas é capaz de dar definições exatas desses conceitos e, nos casos adequados, submetê-los à análise quantitativa 4".

A influência da Teoria Geral dos Sistemas - uma meta-teoria - e do enfoque sistêmico é, atualmente, muito generalizada.

A própria definição de Teoria, (segundo Th & Th)5 se harmoniza com a idéia de sistema, pois enfatiza as interrelações, como se vê:

“Teoria é o conjunto de princípios e definições inter-relacionadas que servem conceitualmente, para organizar, de um modo sistemático, aspectos relacionados do mundo empírico".

Tal definição enfatiza a idéias de conjunto, de relação, de sistematização, constituindo na realidade, uma definição sistêmica de teoria, ao tornar claro que o conceito de teoria corresponde, sobretudo, ao de um sistema teórico.

O grande poder de síntese da Teoria Geral dos Sistemas, torna-se evidente, ao permitir O relacionamento de tudo que existe no Universo em, apenas, quatro linhas de sistemas:

- um sistema físico que vai do átomo ao Universo físico;

- um sistema biológico - desde o vírus até ao homem;

- um sistema social - a partir da família até a sociedade planetária;

- um sistema tecnológico - iniciando com a flecha (ou outro instrumento ainda mais primitivo) para se chegar ao computador, como propõe Bertalanffy, mas nós podemos substituir este termo por complexas usinas computadorizadas ou mesmo, por engenhos espaciais.

A seguir, apresentaremos algumas definições de sistema:

Sistema é “um todo complexo e organizado; uma reunião de coisas ou partes formando um todo unitário e complexo6”.

“O todo é algo mais que o simples somatório das partes, pois envolve, necessariamente, todas as relações entre seus componentes7". Uma característica fundamental dos sistemas é a relação existente entre suas partes constituintes, possuindo aspectos que não são inerentes a cada um dos seus componentes, considerados isoladamente. O todo é, pois, constituído das partes integrantes do sistema, acrescidas das relações entre elas. O sistema se constitui de um todo complexo, organizado e inter-relacionado que é, também, algo mais que o mero somatório dos seus elementos constituintes, devendo englobar, sobretudo, as relações existentes entre todos os seus componentes.

Sistema es algo que se distingue del ambiente o de sus alrededores, que está fuera de equilibrio y que reconocemos como distinto del ambiente. Son ejemplos de sistemas, los átomos, los elementos, los compuestos orgánicos, los compuestos inorgánicos, las células, los organismos pluricelulares, la sociedad de los seres humanos, los planetas, el sistema solar, las galaxias y el universo.8”

“Um sistema é um conjunto de objetos junto com as relações entre os objetos e seus atributos.9”

“La naturaleza puede estudiarse por medio de nuestra elección arbitraria de cualquier porción de materia de universo; esto le llamamos un sistema... Un sistema cualquier más sus alrededores, es igual a la totalidad del universo.10”

Sistema é “qualquer agregado reconhecível e delimitado de elementos distintos que estejam de alguma forma interligados e interdependentes e que continuem a operar juntos de acordo com certas leis e de tal forma a produzir algum efeito total característico.

Um sistema, em outras palavras, é algo relacionado com algum tipo de atividade e dotado de uma certa integração ou unidade; um sistema particular pode ser reconhecido como distinto de outros sistemas com os quais, no entanto, pode estar dinamicamente relacionado. Os sistemas podem ser complexos, podem estar formados por subsistemas interdependentes, os quais, por sua vez, embora com menos autonomia do que o agregado total, podem ser diretamente distinguidos durante as operações11”.

A idéia de sistema dá uma conotação de plano, método, ordem, arranjo. O antônimo de sistema é caos. …O conceito de sistema involucra o de lei e o de efeito, de resultado. O conceito de sistema é, por conseguinte, um conceito dinâmico12. A noção de sistema envolve, além da idéia de totalidade, encerra a de processo, de movimento e mudança, aspectos que são compartilhados com a Cibernética e com a própria Dialética. A Cibernética, sobretudo, contém no seu bojo a idéia de movimento, de processo e de mudança e, por ser integrante da TGS, potencializa as características dinâmicas desta ciência, mormente face ao seu mecanismo de regulação e controle (“feedback”) que constitui seu apanágio e, ao emprestar ao Sistemismo tal atributo, amplia o seu campo de ação e sua fecundidade, reforçando suas características dialéticas, como veremos em capítulos seguintes. Os sistemas cibernéticos são sistemas abertos, dotados de dispositivos automáticos de regulação ou de retroalimentação (“feedback”), reajustando-se às circunstâncias através desse mecanismo. Um sistema aberto é aquele que tem interação com seu ecossistema. A interação entre o sistema e o respectivo ambiente é efetuada através de trocas. Este intercâmbio pode ser sintetizado como “trocas de matéria, energia e informações”. Excetuado o Universo, o qual consiste num sistema fechado, todos os sistemas, nele existentes, são abertos, uma vez que, através dos quais, ocorrem fluxos de matéria, energia e informações. “Embora a palavra sistema tenha sido definida de muitas maneiras, todos os definidores estão de acordo que um sistema é um conjunto de partes coordenadas para realizar um conjunto de finalidades. Um animal, por exemplo, é um sistema, maravilhosamente construído, com muitas partes diferentes que contribuem de várias maneiras para a sustentação de sua vida, para seu tipo reprodutivo e suas atividades. 13” Um sistema corresponde à idéia de conjunto de partes, de inter-relações e interdependência destas, além de encerrar um objetivo, propósito, finalidade. “Os sistemas são constituídos de conjuntos de componentes que atuam juntos na execução do objetivo global”. O enfoque sistêmico é simplesmente um modo de pensar a respeito dos sistemas totais e seus componentes. Todo ser vivo pode ser considerado como um sistema. A característica vida nos permite colocá-lo na linha dos sistemas biológicos. A vida está inserida num meio físico, num meio não vida, a natureza. Um organismo vivo, como sistema biológico, está inscrito num sistema maior, o ecossistema. O ser vive em função do ecossistema e, enquanto as condições deste permitirem a sobrevivência do ser. Ultrapassadas as condições, o ser morre e sua substância passa a integrar a natureza do ecossistema. O fenômeno vida de um ser é, pois um episódio temporário no ecossistema. …Nos sistemas mais complexos, a diferenciação filogenética, operando em uma dimensão de milhões de anos, produziu sistemas orgânicos de extrema complexidade, com uma grande divisão de trabalho entre subsistemas, tal como o que se pode observar nas espécies animais atuais.l4” Todo sistema é formado por um conjunto de subsistemas, o qual, por sua vez, é constituído por um agregado de subsubsistemas. Um sistema, da mesma natureza e de maior amplitude, no qual o sistema em estudo está contido é o seu metassistema. “Um sistema (todo) é composto de elementos (partes). Ao conceber um sistema, entretanto, é necessário incluir mais atributos: o conjunto de relações que ligam entre si os elementos do sistema, e o conjunto de atividades desses elementos. Isto porque é importante que se tenha em mente que um sistema implica, a existência de um processo operacional global, e não meramente uma coleção de partes ou elementos justapostos de uma maneira qualquer. Portanto, a consideração de um sistema implica, sempre (e simultaneamente), a consideração de três conjuntos: o conjunto de elementos que compõem o sistema, o conjunto de relações desses elementos entre si e o conjunto de suas atividades (efetivas ou potenciais) 15”. O Estruturalismo também enfatiza a idéia de sistema e de relações entre os elementos integrantes de uma estrutura, havendo, portanto, um parentesco próximo entre o Sistemismo e o Estruturalismo. A avaliação dos resultados possibilita o controle ou reajuste do sistema, bem como do seu processo, através do mecanismo de retroação (“feedback”), atributo fundamental da Cibernética, compartilhado pela Teoria Geral dos Sistemas, uma vez que a Cibernética é considerada integrante desta teoria.“Constantemente é a teoria dos sistemas identificada com a cibernética e a teoria do controle, o que é incorreto. A cibernética, enquanto teoria dos mecanismos de controle na tecnologia e na natureza, fundamentada nos conceitos de informação e retroação, é simplesmente uma parte da teoria geral dos sistemas. Os sistemas cibernéticos representam um caso particular, embora importante, dos sistemas que apresentam auto regulação16”.
"A retroação é a volta do efeito (saída) sobre a causa (entrada). Se os resultados não são condizentes com os esperados, isto é, se não satisfazem os propósitos do sistema, os mecanismos de retroação (“feedback”) acionam determinados controles (humanos ou físicos), para reajustamento do sistema.12” Todo processo de avaliação deve de ser contínuo, e os critérios nos quais se fundamenta, fixados nos propósitos, para possibilitar a aferição da efetividade ou eficácia com que os resultados alcançados satisfazem aos propósitos do sistema. A retroação negativa (“feedback”), de um modo geral, permite conservar certas variáveis, dentro de determinados limites, constituindo o principal dispositivo a serviço da homeostasia. Representa uma retroação reguladora e conservadora da estrutura existente. Qualquer grandeza pode ser submetida ao controle se três condições forem satisfeitas. Primeiramente, necessitamos de um órgão regulador, capaz de processar as mudanças necessárias. A seguir, a grandeza a ser controlada, precisa ser mensurável, ou pelo menos comparável a um padrão, ou seja, necessita haver um dispositivo medidor. Finalmente, a regulação e a medição precisam ser suficientemente rápidas. A regulação pelo "feedback" pressupõe que o sistema tenha uma meta que será determinada pela configuração de suas variáveis internas em relação às variáveis externas. A grandeza a ser regulada pode ser desde a entrada de vapor numa caldeira até o grau de anestesia de um paciente numa operação cirúrgica. 18 Processo é a dinâmica, o funcionamento do sistema considerado, ou ainda, o conjunto de procedimentos cuja finalidade é a consecução dos propósitos ou metas de um sistema ou de cada um dos seus subsistemas constituintes. Corresponde, assim, à “fisiologia” do Sistema. Os aspectos centrais de um sistema são: Propósitos (ou goals), conteúdos e processos. Um sistema pode ser identificado a partir dos seus propósitos, ou seja, do que se pretenda realizar. Exemplificando com o caso do sistema de saúde e/ou seu subsistema de enfermagem, poderíamos afirmar que os propósitos de um sistema de saúde e/ou de enfermagem é representado pela busca de maior eficiência e eficácia na assistência integral ao paciente, à família e à comunidade.
A análise dos Propósitos é capaz de nos permitir derivar Conteúdos (componentes) essenciais que, integrados por meio de Processos, possam contribuir para a obtenção dos Propósitos.
Conteúdos de um sistema de saúde e/ou enfermagem e dos demais sistemas, seriam entre outros, recursos, teorias e procedimentos, passíveis de contribuírem, em diferentes níveis, para os Propósitos do Sistema. Um sistema de saúde ou de enfermagem reporta-se às interações e combinações entre os vários Conteúdos utilizados para atingir os seus Propósitos. Por sua vez, um sistema é constituído de subdivisões ou subsistemas, com Propósitos, conteúdos e processos próprios ou comuns ao sistema, e cujos resultados são essenciais para o propósito do sistema como um todo. Analogamente, a definição de supra-sistema (metassistema) refere-se ao contexto que englobe propósitos comuns e interdependentes de vários sistemas.
Entradas (inputs) são os elementos que entram na composição de um sistema. Conteúdos (componentes) são apenas um tipo de input. Saída (output) são os resultados. A avaliação dos resultados possibilita o controle ou reajuste do sistema, através do mecanismo cibernético de retroação (“feedback”). Um problema fundamental da ciência contemporânea é o da organização. Em princípio a teoria geral dos sistemas é capaz de dar definições exatas desse todo complexo e, nos casos adequados, submete-los à análise quantitativa. 19. Há modelos, princípios e leis aplicáveis a sistemas generalizados ou suas subclasses, qualquer que seja seu tipo particular, a natureza dos seus elementos constituintes e as relações ou forças que neles interagem.“... podemos esboçar cinco considerações básicas que o cientista julga deverem ser conservadas no espírito quando se pensa sobre o significado de um sistema”:

1) Os objetivos totais do sistema e, mais especificamente, as medidas de rendimento do sistema inteiro;

2) O ambiente do sistema: as coações fixas;

3) Os recursos do sistema;

4) Os componentes do sistema, suas atividades, finalidades e medidas de rendimento;

5) A administração do sistema. 20”

“As vantagens e características do enfoque sistêmico são”: a) Permite a análise de sistemas complexos, empregando o método científico para integrar os diversos fatores envolvidos nas decisões ou soluções. a) Postula que um sistema só pode ser estudado e entendido em suas relações. b) Enfatiza relações entre componentes dentro e fora do sistema. c) Integra subsistemas por meio de conexões funcionais, tendo em vista os objetivos finais do sistema. Analisa-os em termos de inputs e outputs, e quantifica-os sempre que possível. d) Geralmente, utiliza os seguintes passos, em seu desenvolvimento: Determinação de necessidades ou “goals” para o sistema. Determinação de prioridades, dentre os componentes, em função dos “goals”. Formulação de um modelo para relacionar elementos em função de “goals” (geralmente são modelos quantitativos). Avaliação dos elementos e seleção das combinações mais plausíveis.Implementação do modelo proposto.
Administração, controle e revisão da operação do sistema. Pesquisa, desenvolvimento e inovação contínua do sistema, em face das necessidades internas ou novos “goals” ou pressões externas21”.
O objetivo da teoria geral dos sistemas é a formulação de princípios válidos para os “sistemas” em geral, independente da natureza dos elementos componentes e das relações ou “forças” existentes entre eles. É, conseqüentemente uma ciência geral da “totalidade”.

“Os principais propósitos da teoria geral dos sistemas são”:

l. Há uma tendência geral no sentido da integração das várias ciências, naturais e sociais.

2. Esta integração parece centralizar-se numa teoria geral dos sistemas.

3. Esta teoria pode ser um importante meio para alcançar uma teoria exata nos campos não físicos da ciência.

4. Desenvolvendo princípios unificadores que atravessam “verticalmente” o universo das ciências individuais, esta teoria aproxima-nos da meta da unidade da ciência.

5. Isto pode conduzir à integração muito necessária na educação científica. 22

Uma das características do Sistemismo, além enfatizar as relações entre as partes do todo, é a idéia de totalidade, estabelecendo um ponto de contato com o Gestaltismo (Teoria da Forma).

O Sistemismo guarda estreita relação de parentesco, com o Estruturalismo, de vez que, em alguns aspectos, seus conceitos e idéias interpenetram e, este modo de pensar e método de análise é empregado nas ciências desde há muito tempo, da mesma forma que o Sistemismo, também analisa sistemas e examina a estrutura, as relações e as funções dos elementos constituinte desses sistemas, mormente nas áreas de humanidades.

Todo sistema possui uma estrutura ou constituição, uma "anatomia" (dimensão estática) e um funcionamento (aspecto dinâmico), constituindo este, o seu respectivo processo, ou seja, a sua "fisiologia".

Os aspectos estruturais, morfológicos, “anatômicos” e a ênfase nas relações entre as partes constituintes do todo, contidos no Estruturalismo, sanciona a sua estreita relação de parentesco com o Sistemismo, entretanto, aquele se apresentaria com aspectos estáticos e reducionistas, em comparação com a Metodologia Sistêmica, que além de possuir os mesmos atributos, é acrescida da noção de totalidade, de abrangência, de síntese e, mercê de englobar, no seu bojo, a Cibernética e a Teoria de Informações, as quais lhe transfere suas características dinâmicas (de movimento, de processo), capazes de lhe emprestar uma maior fecundidade, tornando-a mais apta que o Estruturalismo para tratar do dinamismo, do funcionamento, da “fisiologia”, dos sistemas.

Estes três tipos comunicação poderiam ser sintetizados e traduzido, em linguagem do Sistemismo, como um processo de trocas ou intercâmbio de matéria, energia e informações entre sistemas.

Em muitos aspectos, o Gestaltismo, o Estruturalismo e o Sistemismo se aproximam, mas este se apresenta com maior amplitude, maior alcance.

Por sua vez, o caráter de movimento, de dinâmica, de funcionamento, de “fisiologia” dos sistemas, enfim, de processo, aproxima o Sistemismo do Funcionalismo.

O Funcionalismo, cujo parentesco com o Sistemismo também é notório, sobretudo por se referir às funções ou operações dos organismos vivos, correspondendo perfeitamente às características dinâmicas e funcionais dos sistemas, isto é, a sua “fisiologia”, sendo considerado por alguns autores como duas metodologias associadas e complementares e, designadas, em seu conjunto, como Sistemismo/Funcionalismo, porém, não é impróprio afirmar que o primeiro contém o segundo.

A Teoria Geral dos Sistemas (Sistemismo), pode ser considerada como a própria teoria da globalização, mas o Sistemismo Ecológico Cibernético, torna-se, ainda mais fecundo para visualizar e interpretar a globalização e o processo globalizante.
A idéia de dinamismo, de movimento, de processo, que o Sistemismo encerra, ainda quando considerado isoladamente, é reforçada pelo concurso da Cibernética (já que esta é considerada abarcada pela da Teoria Geral dos Sistemas), enquanto a Cibernética, por sua vez, engloba a Teoria de Informações, o que amplia, mais ainda, a TGS.

A Cibernética e a Teoria de Informações se completam mutuamente, ao tratarem de fluxos de informações e mecanismos de regulação e controle, constituindo, cada uma delas, aspecto complementar e relevante do Sistemismo. Além dos conceitos de totalidade, integração, globalidade, síntese, abrangência, universalidade e de relações entre as partes do todo, que constituem apanágio da Teoria Geral dos Sistemas, mercê do parentesco com as disciplinas referidas, os conteúdos destas, não só confirmam os atributos referidos, como reforçam as idéias de estrutura, de dinamismo, de movimento, de funcionamento, de “fisiologia”, de transformação, de processo, de comunicação, de comando, de regulação, de controle, com referência à universalidade dos sistemas, sancionando a Teoria Geral dos Sistemas e a metodologia dela derivada, o Sistemismo, como a mais abrangente e holística dentre todas as existentes.

O Sistemismo constitui uma metodologia de grande potencialidade preditiva, de vez que, com a antecedência de quase meio século, ao surgir, já expressava a tendência à globalização, cujo advento e ubiqüidade representa o melhor testemunho e confirmação do potencial de previsibilidade da Teoria Geral dos Sistemas.

A globalização crescente é conseqüência lógica do desenvolvimento dos meios de transporte, de comunicação e, da informática, tendo resultado da transmissão instantânea das informações à nível planetário, com reflexos em todos os setores da sociedade, cujo processo avança a cada dia.

A globalização veio para ficar, para permanecer, por isso, teremos de assimilá-la, quer dela gostemos ou não.

O Sistemismo, estabelecido há pouco mais de meio século, previu o surgimento desta nova realidade e pretendeu representar, pelo menos, uma etapa decisiva na construção e evolução de um referencial consentâneo com as necessidades de nosso tempo.

Na era da globalização, torna-se, cada dia, mais necessário o conhecimento e a utilização do Sistemismo, a fim de melhor entender esse processo globalizante e, conseqüentemente, lutar contra seus efeitos danosos, aproveitando-se, ao mesmo tempo, suas potencialidades benéficas. A Teoria Geral dos Sistemas (Sistemismo), pode ser considerada como a própria teoria da globalização, sendo fecunda para visualizar e interpretar a globalização e o processo globalizante.

É de se ressaltar a impossibilidade de se considerar os elementos de uma determinada função como entidades autônomas e independentes das relações de que participam. A idéia de dinamismo, de movimento, de processo, de “fisiologia”, que o Sistemismo encerra, ainda quando considerado isoladamente, é reforçada pelo concurso da Cibernética (enquanto integrante da Teoria Geral dos Sistemas) e, por sua vez, pela Teoria de Informações (porque integrante da Cibernética).

A Cibernética e a Teoria de Informações se completam mutuamente, ao tratarem de fluxos de informações e de mecanismos de regulação e controle, constituindo, cada uma destas ciências, aspecto relevantes do Sistemismo.

Além dos conceitos de totalidade, integração, globalidade, síntese, abrangência, universalidade e de relações entre as partes do todo, que constituem apanágio da Teoria Geral dos Sistemas, mercê do parentesco com as disciplinas referidas, os conteúdos destas, não só confirmam os atributos supra referidos, como reforçam as idéias de estrutura, de dinamismo,de movimento, de funcionamento, de “fisiologia”, de transformação, de processo, de comunicação, de comando, de regulação, de controle, com referência à universalidade dos sistemas, sancionando a Teoria Geral dos Sistemas e a metodologia dela derivada, o Sistemismo, como uma das mais abrangentes e holísticaa, dentre todas as existentes.

O Sistemismo se constituía numa metodologia de grande potencialidade preditiva, de vez que, com a antecedência de quase meio século, ao surgir, já expressava a tendência à globalização, cujo advento e ubiqüidade representa o melhor testemunho e confirmação do potencial de previsibilidade da Teoria Geral dos Sistemas e, não seria exagero afirmar que ela nasceu, mesmo, em razão desta tendência, detectada pelo seu autor.

O Sistemismo que inclui, no seu bojo, a Cibernética e a Teoria de Informações, agora, corresponder a um referencial adequado para se abordar, além do próprio universo e do sistema planetário, os sistemas tecnológicos e sistemas sociais, econômicos, educacionais e outros cuja abrangência ou repercussão tem dimensão terráquea ou, mesmo aqueles que, tendo amplitude local ou regional, não deixa de ter, como seu ambiente o próprio planeta.

Com base no exposto, formulamos o Princípio abaixo descrito: 2 - Princípio do Universo Sistêmico A Teoria Geral dos Sistemas, através de seu conceito de organização sistêmica dos seres vivos (Sistema Biológico), dos seres brutos (Sistema Físico), das associações humanas (Sistema Social) e dos instrumentos (Sistema Tecnológico) postula a idéia da existência de um universo sistêmico, um dos alicerces fundamentais do Sistemismo Ecológico Cibernético.

Este princípio se baseia na abrangência da Teoria Geral dos Sistemas, capaz de abarcar, no seu bojo, o nosso sistema planetário ou o próprio universo inteiro e, cujo grande poder de síntese permite relacionar, como já nos referimos antes, tudo que nele existe em apenas, quatro linhas de sistema: - um sistema físico que vai do átomo ao universo físico; - um sistema biológico - compreendendo desde o vírus até ao próprio homem; - um sistema social - a partir da família até alcançar a sociedade planetária; - um sistema tecnológico - iniciando com a flecha (ou outro instrumento, ainda mais primitivo), para se chegar ao computador, ou mesmo, aos complexos engenhos espaciais.

REFERENCIAS BIBILOGRÁFICAS

1- BERTALANFFY, L. von - Teoria Geral dos Sistemas - Petrópolis - Ed. Vozes - l973.

2- CHAVES, M.M. - Saúde e Sistemas - RJ - Fundação Getúlio Vargas, l972 p.2.

3- JOHNSON, R.A,, Kast, F.E., ROSENWEIG, J.E. - The theory and management of sistems, International Student Edition - New York - Mc Graw-Hill, l963, - in Chaves, M.M. - op cit (2) p. 4.

4- UNGER, R.M. - O Estruturalismo e o Futuro das Ciências Culturais - in Estruturalismo - 2a. ed. Tempo Brasileiro - Revista de Cultura 15/16, p. 90/95.

5- TH & TH in BERTALANFFY - Ibid. op cit (1).

6- Ibid (4) p.3-4.

7- HALL, A. D. & FAGEN, R. E. apud OZBEKHAN, HAZAN. Perspectives of Planing. Erich Jantsch Ed. Organization for Economic Cooperation and Development. Paris, l969, p. 53 in Chaves, M.M. - op cit (2).

8- CÉSARMAN, E. - Hombre y entropía - Editorial Pax-México S/A .- Primera edición - México D.F.- Febrero de 1974, p, 275.

9- Ibid op cit (4).

10- Ibid op cit (8). p.274.

11- ALLPORT, F.H. apud OZBKHAN, HAZAN - in CHAVES, M.M - op cit (2), p. 4.

12- Ibid op cit (2), p. 4-5.

13- Ibid op cit (4).

14- Ibid op cit (4).

15- MACIEL, J. - Elementos de Teoria Geral dos Sistemas - Petrópolis - Ed. Vozes - 1974 - p. 21.

16- Ibid. (op cit (1), p. 35-36.

17- Ibid. op cit (6).

18- Ibidem.

19- Ibid. op cit. (l) p. 35-36.

20- CHURCHMAN, C. V. - Introdução à Teoria dos Sistemas. Trad. de Francisco M. Guimarães - Ed. Vozes Petrópolis, l972. p. 51.

21- OLIVEIRA, E.J.B.A & OLIVEIRA, E.M.R. - Tecnologia Instrumental - Ed. São Paulo - Livraria Pioneira, l974 p. 11.

22- Ibid op cit (l) p. 62.

sábado, fevereiro 21, 2015

O Pensamento Complexo


O Pensamento Complexo é uma forma de ver o mundo que advém, entre outras coisas, do reconhecimento de uma hipercomplexidade do real, cada vez mais revelada pelos avanços da ciência, exigindo um outro modo de articulação do conhecimento que coloque em ressonância problemas oriundos de saberes múltiplos tais como a arte, a filosofia e as ciências.

Neste sentido, uma abordagem transdisciplinar da realidade surge forçosamente como uma necessidade deste projeto do pensamento, que vem se apresentando como uma metodologia aberta, ferramenta indispensável para abordar as questões de nosso tempo.

No interior deste processo de conhecimento, o mundo das certezas do sujeito cognoscente dá lugar à necessidade de assumirmos os paradoxos e convivermos com o princípio da incerteza.O ideal de verdade e neutralidade, assim como a busca de uma objetividade absoluta, vêm sendo destituídos progressivamente, cedendo cada vez mais espaço a uma abordagem processual da realidade, orientado por um paradigma ético e estético.

A inteligência da complexidade, trabalha para religar cultura científica e humanística literária, incluindo a poesia e favorecendo a operatividade de uma ética civilizatória das relações humanas sobre nosso planeta, que permita pensar o observador como parte integrante do processo de construção do conhecimento, no interior de uma rede de temporalidades e causalidades múltiplas e simultâneas.


Tereza Mendonça


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2- O que é Complexidade?

O mundo contemporâneo nos defronta com muitas questões inquietantes: aumento significativo de algumas doenças, superpopulação de um lado e solidão crescente de outro, caos urbano, violência, descrença nos poderes públicos, injustiça social, manipulação genética, alimentos transgênicos, poluição, escassez de recursos naturais, aquecimento global, excesso de informação...

Esta intrincada rede de problemas requer que ponhamos em prática uma INTELIGêNCIA da COMPLEXIDADE, que nos ensina a ter um otimismo realista e a entender que quando tudo se apresenta como perdição, ainda assim não podemos estar certos do pior.

O maior veneno que pode ter sido inoculado em nós, consiste em acreditarmos que, enquanto indivíduos e cidadãos comuns, somos impotentes para promover mudanças sociais. O pensamento complexo nos ensina que a parte e o todo estão intimamente ligados e que o somatório das pequenas ações e das interações entre elas, transcende seu aspecto local, podendo produzir efeitos surpreendentes no todo.

Este é o desafio que o IEC vem se colocando nos últimos 10 anos através de suas atividades: a partir da religação de múltiplos saberes, lançar algumas luzes sobre os dilemas de nosso tempo. Identificar, no modo de existência praticado por cada um de nós, o fermento de uma micro-política que pode transformar o mundo em que vivemos.

FONTE:
www.iecomplex.com.br/pensamento_complexo.do

Tereza Mendonça


sexta-feira, janeiro 30, 2015

Parceria: Fundação Portal do Pantanal - Painel do Paim

Os 599 Blogs da Parceria: Fundação Portal do Pantanal - Painel do Paim tratam da abordagem Sistêmica e Cibernética do Ser Humano e do seu Contexto Ambiental, preconizada por Edson Paim e Rosalda Paim, em seus livros, cuja proposta central é a organização, nos moldes da metodologia sistêmica ecológica cibernética informacional, de todos os setores da sociedade, com ênfase na administração pública, tanto a nível federal, como nos âmbitos estaduais e municipais.

terça-feira, outubro 28, 2014

Retroalimentação (Wikipédia)



Retroalimentação, realimentação ou Feedback, é o nome dado ao procedimento através do qual parte do sinal de saída de um sistema (ou circuito) é transferida para a entrada deste mesmo sistema, com o objetivo de diminuir, amplificar ou controlar a saída do sistema. Quando a retroalimentação diminui o nível da saída, fala-se de retroalimentação negativa, e quando a retroalimentação amplifica o nível da saída fala-se de retroalimentação positiva. A retroalimentação pode também ter um efeito variável (às vezes positivo, às vezes negativo) de acordo com as condições, tempo de transmissão e inércia do sistema, o que pode provocar efeitos variados (ciclos, comportamento caótico, etc.).


Norbert Wiener, no livro "Cybernetics: or the Control and Communication in the Animal and the Machine", explica a utilidade da retroalimentação para criar mecanismos auto-regulados. Quando desejamos certo padrão de movimento geral do mecanismo (ou sistema), utilizamos a diferença entre o movimento realizado de fato e o padrão de movimento desejado como um novo input para o sistema. Este novo input (entrada de informação) é a retroalimentação, e deve mover certa(s) parte(s) do sistema de tal maneira que o movimento geral realizado se aproxime mais do movimento desejado.[1] Para isso, o mecanismo poderá mesclar feedbacks positivos e negativos.
A retroalimentação é um procedimento existente em diversos tipos de sistemas, sejam eles biológicos, econômicos, elétricos (circuitos), sociais ou outros.
O termo é utilizado nas Teorias de Sistemas e de Controle, na Engenharia Elétrica, na Engenharia de controle, na Psicologia, na Biologia e especificamente na Endocrinologia.
Embora o conceito de retroalimentação, num sentido restrito, refira-se simplesmente ao retorno de informações do efeito para a causa de um fenômeno, no âmbito da comunicação e das interações humanas ele não se refere a nada de "simples". Diluindo as distinções formais entreemissor e receptor, por exemplo, ou explicitando a dinâmica recorrente que explicaria o fenômeno dos boatos e as "profecias auto-realizadoras" (self-fulfilling prophecies) que operam no mundo da política e da publicidade, este conceito não cessa de revelar o quanto a própria palavra se encontra tomada indicialmente na camada dos comportamentos, ações e reações cuja sequência nunca é linear, mas emaranhada, recursiva ou complexa.
Em um sentido restrito pode-se conceituar retroalimentação por uma visão etimológica. Do radical feed, alimentar, e do radical back, voltar, obtém-se retroalimentar um sistema.
Na linguagem popular, o termo feedback também pode ser considerado como provimento de informação sobre o estado de um sistema. Por exemplo, enquanto se aguarda o carregamento de um determinado site, uma barra de carregamento mostra ao usuário o percentual já concluído.

Referências

  1. ↑ Norbert Wiener, 1948. Cybernetics or control in the animal and the machine, pgs. 6-7.

[editar]Ligações externas

domingo, setembro 15, 2013

Proposta de organização sistêmica e cibernética de todos os setores da sociedade, com ênfase na administração pública, abrangendo os níveis federal, estadual e municipal


Os blogs do Painel do Paim tratam, principalmente, da metodologia sistêmica ou Sistemismo, nos moldes preconizados nos livros de Edson Paim e Rosalda Paim, intitulados "Sistemismo Ecológico Cibernético e, "Sistemas, Ambiente & Mecanismos de Controle", cuja proposta central é a organização sistêmica e cibernética de todos os setores da sociedade, com ênfase na administração pública, abrangendo os níveis federal, estadual e municipal

(Edson Nogueira Paim escreveu)

segunda-feira, agosto 19, 2013

ABORDAGEM SISTÊMICA ECOLÓGICA CIBERNÉTICA INFORMACIONAL


A visão sistêmico-ecológica-cibernética-informacional, se insere na linha da complexidade (pensamento complexo, de Edgar Morin) e corresponde à percepção da realidade através de uma perspectiva que utiliza, sobretudo, conceitos, ideias, fundamentos e princípios da Teoria Geral dos Sistemas, da Ecologia, mas é acrescida de conhecimentos hauridos em outros ramos do saber, como a Cibernética, tributária da TGS e a Teoria da Informação, integrante da Cibernética.

O Sistemismo Ecológico Cibernético Informacional torna possível o exame, a um só tempo, do sistema em tela e do ambiente em que o mesmo se acha inserido, envolvendo também, as necessárias e obrigatórias relações de trocas entre ambos, perspectiva esta que permite um melhor conhecimento do próprio sistema, face às influências recíprocas entre o sistema e o ambiente, considerando ainda que ambos, para manter sua homeostasia, necessitam de constantes reajustes, mediante a ação de mecanismos cibernéticos de retroação ou retroalimentação (“feedback”).

Adaptado do livro Sistemismo Ecológico Cibernético – 3a. edição – 2004 - Todos os direitos reservados aos autores - copyright Ó by Edson N. Paim e Rosalda C.N. Paim.



A BASE FILOSÓFICA DA ABORDAGEM SISTÊMICA, ECOLÓGICA E CIBERNÉTICA INFORMACIONAL

O modelo dos ecossistemas naturais e dos seres vivos, ambos sistemas auto-organizadores, auto-reprodutores e auto-reajustáveis, portanto cibernéticos e homeostáticos, inspirou a elaboração da metodologia sistêmica, ecológica, cibernética e informacional, divulgada através dos nossos blogs.

 Consideramos que o verdadeiro equilíbrio ecológico só existe onde o homem ainda não “meteu o nariz”.

O conjunto de sistemas vivos (animais e vegetais) que integra a biodiversidade amazônica (biocenose) e o substrato físico em que habita (biotopo) constituem um ecossistema único, no planeta, o qual urge ser preservado. (Edson Nogueira Paim escreveu)


É oportuno inscrever, a seguir, a seguinte publicação:

Fragmentação da floresta prejudica biodiversidade da Amazônia
(Reuters) – William Laurance, do Smithsonian Tropical Research Institute, no Panamá, e seus colegas de equipe afirmam que o desmatamento e a fragmentação da floresta amazônica possibilita a entrada de ventos quentes que provocam a morte de árvores, centenas de anos antes do que deveria acontecer, expondo árvores que normalmente seriam protegidas por outras árvores e, em consequência muitas espécies destas e, de outras plantas e animais que dependem delas, estão desaparecendo mais rapidamente do que os especialistas previam."Quando se fragmenta a floresta tropical, os ventos quentes dos pastos ao redor entram na floresta e matam muitas árvores, que simplesmente não aguentam o estresse", disse Henrique Nascimento do Instituto Nacional de Pesquisa Amazônica, em Manaus, além disso, os ventos ganham força ao redor dos fragmentos e derrubam várias árvores". A equipe internacional de pesquisadores estuda a floresta tropical brasileira há 22 anos, cobrindo 32.000 árvores.

quarta-feira, abril 17, 2013

PREMISSA


                  Vivemos em uma época em que ocorre uma verdadeira explosão ou avanços em todos os ramos do conhecimento. Daí, surge a necessidade de conhecimento especializado, de vez que todo campo de estudo torna-se, dia a dia, mais complexo. Isto tem óbvias vantagens. Entretanto, torna a cultura de cada indivíduo, dia a dia, mais parcializante, conduzindo-o a uma percepção casuística da realidade, ao comprometer sua visão gestáltica, sistêmica, holística, global ou de conjunto.
                 A abordagem do homem, focalizado como objeto do conhecimento, não constitui exceção. Disseca-se, cada vez mais, sua estrutura anatômica (óssea, muscular e nervosa), desenvolvem-se estudos histológicos, moleculares e iônicos, sua fisiologia (físico-química), nas vertentes muscular, cardiovascular, respiratória, renal, nêurica (neurotransmissores), hormonal e outras, elucida-se seus mecanismos cibernéticos (feedback) destinados a manter seu equilíbrio hidro-eletrolítico, acido-acido básico, enfim, sua consstância de composição ou homeostase). Investiga-se seu genôma, cuja estrutura é expressa em linguagem química, através de signos constituídos por moléculas de ADN.
                  Constata-se que o organismon inteiro e seus constituintes são regidos por mecanismos cibernéticos, através de milhares de mecaminsmos de feedback negativo, cujo papel é regulá-lo, corrigindo seus desvios ou descaminhos.. 
                  Retroage-se à origem das espécies, decifra-se sua história evolutiva, o surgimento do homo sapiens e seu desenvolvimento social, até os dias presentes.
                  Desse direcionamento, resulta a necessidade de especialização e,  decorre o advento dos  especialistas e dos ultra-especialistas que geralmente operam através de uma estrutura fragmentária de conhecimento que dificulta e distorce a percepção da realidade. Fragmenta-se o ser humano, mas nem sempre são capazes de reconstruí-lo. 
                 Esta visão é resultante e compatível com o paradigma cartesiano-newtoniano, analítico, mecanicista e reducionista, calcado no paradigma da física clássica, que norteou o desenvolvimento científico-tecnológico, inclusive a  evolução da medicina e da enfermagem até aos nossos dias.
                 A enfermagem, no Brasil, embora tenha surgido no contexto da saúde pública, teve o seu desenvolvimento no âmbito da medicina, adotando desde logo o seu paradigma.
                 Este consórcio permitiu, sem dúvida, o seu crescimento até determinado patamar, mas daí em diante, passou a constituir, até mesmo, um entrave, impedindo a evolução da enfermagem e sua diferenciação como ramo autônomo do saber.
                 Na verdade, o modelo médico se cristalizou, consoante a visão mecanicista, cartesiano-newtoniana da realidade e, portanto  fragmentária  e parcializante.
                 Como "divindade" tutelar, a medicina preferiu Panacéia a Higéia, centrando seus estudos nas especialidades médicas e na patologia, ao relegar a plano secundário os conhecimentos globais e a abordagem de natureza profilática.    
                 Esta perspectiva mecanicista, analítica, fragmentária, newtoniano-cartesiana  que direcionou a medicina para os rumos das especializações e ultra especializações, focalizadas nos órgãos e na doença e, não no organismo e na saúde, centralizadas no trabalho pessoal e no paciente individual, voltada para a utilização de equipamentos, cada vez mais sofisticados, prioriza a medicalização e mercantilização e relega a plano secundário os contextos social e ambiental.
                 Assim, os mesmos paradigmas que nortearam o avanço  científico-tecnológico e o progresso da medicina, durante vários séculos, atingiu o ápice do ramo ascendente de sua trajetória e, após chegar ao seu apogeu, agora se encontra em fase declínante, prestes a se exaurir, motivo pelo qual necessitam ser reciclados ou substituídos.
                 É preciso vigir, nestes tempos, um novo paradigma, decorrente de uma osmovisão contemporânea, imposta pela física moderna, expressa pela teoria da relatividade (Einstein), pela teoria quântica (Max Planck), pelo do princípio da incerteza (Heisenberger e outros), acrescida de uma percepçao orgânica da realidade (enfoque biológico e visão ecológica), oriunda dos avanços da biologia e da ecologia, impondo a nnecessudade de precedimehnto de profundos reajustes (feedback) no paradigma cartesiano-newtoniano.
                 O conhecimento médico e o modelo da medicina estão muito cristalizados e quase imunes ao processo de mudanças, mormente quando se necessita de uma verdadeira revolução no Setor de Saúde.
                 O modelo biomédico vigente não serve mais, nem para a própria medicina, que precisa buscar novos caminhos, novas alternativas, passíveis de reverter o quadro atual e retirá-la do impasse em que se encontra, pois desenvolveu uma prática  assistencial de saúde, considerada pela maioria dos estudiosos do tema, como iníqua, ultrapassada e, mesmo, perversa.
                 Se já é obsoleto para a medicina, tal modelo não pode continuar balizando o roteiro da enfermagem, sobretudo nesta etapa de sua evolução.
                 Para se alçar à condição de ciência, a enfermagem precisa provocar uma ruptura com o paradigma newtoniano-cartesiano, buscar novos caminhos, inserindo-se na realidade do pensamento científico e das ideias sociais contemporâneas.
                 O paradima que propomos para a Enfermagem é expresso pela Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - Uma Visão Holística da Enfermagem”, desenvolvida a partir de 1967 e, constante de Tese de Livre Docência (Paim, 1974), designada então "Teoria Sistêmica de Enfermagem".
                 Esta teoria, em sua versão atual, está alicerçada em estudos teóricos e, em práticas e experiências profissionais, vivenciadas durante mais de meio século, em atividades de ensino, pesquisa e extensão (assistencial), utilizando o próprio modelo dos sistemas auto-oganizadores e auto-reguladores, como o dos seres vivos e dos ecossistemas naturais, portanto, mediante uma abordagem de natureza orgânica, não mecanicista, tendo sua base filosófica no Pensamento Sistêmico Ecológico Cibernético Informacional,  um construto, também de nossa autoria, de natureza multirreferencial e holística, elaborado com base no Método Cientifico, na Física moderna, no Gestaltismo, no Sistemismo, na Cibernética, na Teoria de Informações, na Ecologia, na Fisiologia (Bioquímica e Biofísica), no Estruturalismo, no Funcionalismo, na Genética, na Teoria da Evolução, na Ciência da Administração, na Dialética, particularmente em uma Dialética dos Sistemas Vivos, além de fundamentado em outros ramos do saber, integrantes do pensamento científico contemporâneo, constituintes de uma nova cosmovisão que corresponde a aspectos de uma ruptura das fronteiras do conhecimento e interprete de uma linha de multi-referncialidade, interdisciplinaridade, transdisciplinaridade e complexidade, representando uma contribuição à busca na direção da possível unidade da ciência..
                 Nesta nova visão (holística) do universo, da vida, do homem (sistema humano), do ambiente (visão ecoógica), da sociedade, da saúde e da enfermagem, em que se passa a percebe a doença, apenas, como uma intercorrência ao longo do processo vida (existência) e a saúde como um estado de equilíbrio (homeostasia) da relação de trocas de matéria, energia e informações entre o sistema humano e o seu ecossistema, o enfermeiro exercerá, em toda a plenitude, sua prática social característica, desempenhando sua função e papeis profissionais no afã de “assistir” e "cuidar" do ser humano em sua integralidade e inserido em seu contexto ecológico, como se encontra estipulado nos Princípios das Ações Simultâneas e de Adequação do Ambiente, abrangendo todos os estágios do ciclo vital, incluindo o instante da morte, transcendendo-a para alcançar o período pós-morte imediato, expresso pelo Princípio da Extrapolação do Ciclo Vital.
                 Estes princípios são integrantes da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - Uma Visão Holística da Enfermagem, objeto desta publicação.
                 Para balizar a trajetória da enfermagem, na época presente e nos dias futuros, faz-se necessária a adoção de um sistema referencial próprio, cuja focalização constitui o objetivo deste livro.

terça-feira, abril 16, 2013

Préfácio de autoria da Profa. Dra. Isabel Cristina Fonseca da Cruz

Prefácio escrito pela Profa. Dra. Isabel Cristina Fonseca da Cruz
Titular da Universidade Federal Fluminense, para o livro "Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermaagem - Uma Visão Holística da Enfermagem", edição de  2013 (No prelo)


P R E FÁ C I O

Determinou o Tao que eu, outrora sua aluna de graduação aprendendo sobre o cuidado da mãe e do bebê no alojamento conjunto, a promoção da amamentação, os cuidados de puericultura e agora sua colega de enfermagem, na forma de reverência prefaciasse a nova edição de uma das principais obras da Professora Doutora Rosalda Paim: Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - uma visão holística da enfermagem.
O primeiro trabalho na formulação de uma teoria aconteceu na década de 1960 e tornou-se em 1970 sua tese de livre docência com o título de “Teoria Sistêmica de Enfermagem”.
Ao longo de meio século, a teorista Rosalda Paim vem trabalhando os conceitos e estrutura da teoria, apresentando neste livro sua versão mais recente.
A partir da leitura e debate resultantes da apropriação desta obra, outra versão surgirá da teoria tanto nos textos quanto nos cenários de atenção à saúde do paciente. É assim que evoluem as teorias.
No meu entender sobre teorias de enfermagem e o contexto da prática profissional no Brasil, a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética tem sua importância por ser prescritiva para o exercício profissional da enfermeira.
Esta obra deve ser lida por quem visa novas bases filosóficas para a prática da enfermeira sem perder de vista a estrutura de profissão e a base teórica definida por Florence Nightingale.
A Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética, da Dra. Rosalda Paim, inter-relaciona os conceitos em torno do fenômeno que constitui a relação enfermeira-cliente. No caso, dos conceitos que diferenciam a sua teoria das demais, eu destaco, de forma muito sucinta, o ecossistemismo por conter as ideias de ambiente e equilíbrio instável. Sob este paradigma, a relação-enfermeira-paciente seria totalmente diferente do que é atualmente. Daí a teoria de Rosalda Paim ser prescritiva devendo, portanto, ser utilizada pelas instituições e profissionais de saúde para orientar e aprimorar o cuidado clínico.
Ser um referencial filosófico da enfermeira no cuidado cotidiano do paciente em seu contexto é, seguramente, o principal propósito da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética. Igualmente, é muito desejável que a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética seja para a instituição de saúde um parâmetro para a qualidade do cuidado de enfermagem, assim como para a avaliação do grau de satisfação e sucesso do cliente com o cuidado de enfermagem recebido.
Se a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética é prescritiva para as instituições de saúde, ela também o é para as Escolas de Enfermagem. Para atuar na prática profissional a partir deste referencial teórico, é necessário que a aluna de graduação ao longo de sua formação realize suas atividades de ensino clínico tendo o ecossistemismo como um conceito de base.
E, tendo em vista que tanto o exercício profissional quanto o ensino de enfermagem não devem acontecer dissociados da pesquisa, a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética pode tanto ser um referencial para os estudos como também ser o objeto da pesquisa em si de modo a ser validada ou refutada a partir de evidências científicas e não de subjetividades.
Este livro Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - uma visão holística da enfermagem está organizado fundamentalmente em 7 capítulos.
O primeiro capítulo em seu primeiro parágrafo ao referenciar Mário Chaves, Paim declara uma das fontes que a influenciaram, revelando a sua sintonia com aquele que é, digamos assim, um precursor do que há de transdisciplinaridade e complexidade no nosso SUS (Sistema Único de Saúde). Neste capítulo, a autora apresenta o conceito central da teoria o homem, o ser, sistêmico cibernético e seus metassistemas num contexto ecológico. Com a adoção deste referencial de prática, a enfermagem pode vir a ser uma profissão da saúde por excelência (grifo meu).
Os capítulos subsequentes abordam os princípios de enfermagem específicos da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética, dos quais destaco apenas a título de exemplo o princípio da extrapolação do ciclo vital quando a enfermeira cuida do ser (pessoa, família, comunidade) no pós-morte imediato por incluir, no meu entendimento, uma diretriz para a observação da transcendência no processo do cuidado. No capítulo 3, especificamente, são apresentados os princípios de enfermagem que também são comuns às demais ciências da saúde, dentre eles, por exemplo, o princípio das ações negentrópicas realizadas com a finalidade de corrigir a entropia no paciente e seus metassistemas (inclusive o de enfermagem).
O setor saúde é apresentado conforme a teoria sistêmica tendo em vista que historicamente as pesquisas da Dra. Rosalda Paim para a construção de sua teoria são contemporâneas de todo o movimento de reforma da saúde no Brasil e inclusive desta reforma suas pesquisas fazem parte. Parece óbvio, mas cabe destacar que, conforme a teoria, o sistema de saúde proposto deve ser “centrado no paciente”. Cinquenta anos depois desta proposição e o paciente ainda não é o centro da atenção à saúde.  Esta é uma das razões de eu classificar a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - uma visão holística da enfermagem como uma teoria prescritiva.
Diante do exposto, é com muita honra e satisfação que apresento a você o livro Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética - uma visão holística da enfermagem. O objetivo dele não difere dos demais livros científicos de enfermagem: fomentar o cuidado de enfermagem de qualidade (ou seja, seguro, ético, competente) centrado nos pacientes, famílias e comunidades, tanto nas instituições de saúde quanto em outros cenários. Esta sempre foi a meta profissional da Dra. Rosalda Paim e ela seguramente a alcançou na sua carreira como enfermeira e foi isso o que nos ensinou enquanto docente. Ao redigir este livro, ela compartilha com você sua experiência e tal qual um mestre Zen lhe aponta o Caminho!
Desejo uma boa leitura crítica e aproveito para lhe convidar a visitar o site Memorial Rosalda Paim onde você poderá conhecer mais sobre suas obras, sua carreira como enfermeira, pesquisadora e parlamentar, enfim sobre uma vida dedicada à Enfermagem. Neste site você poderá registrar ainda a sua opinião sobre este livro a qual será muito bem-vinda.
http://www.rosaldapaim.uff.br/

Profa. Dra. Isabel Cristina Fonseca da Cruz
Titular da Universidade Federal Fluminense.






sábado, março 09, 2013

Sistemismo Ecológico


Sistemismo Ecológico é a designação da perspectiva metodológica resultante do acoplaramento do enfoque sistêmico (Sistemismo) à Ecologia, a qual consisste na abordagem simultânea do sistema em estudo e do respectivo ambiente, inclusas as relações entre ambos

A fim de enfatizar as inter-relações que se processam no interior dos sistemas (intersubsistemas), acrescidas das interações que ocorrem entre os sistemas e seu ambiente, manifestas pelas de trocas de "matéria, energia e informações" entre ambos, influenciando-se reciprocamente, Edson Paim e Rosalda Paim acoplaram o enfoque sistêmico (Sistemismo) à Ecologia e designaram esta dupla abordagem como Sistemismo Ecológico.

(Rdson Nogueira Paim escreveu)









segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Princípio da Enfermagem Sistêmica, da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem, de Rosalda Paim


(Do livro "Teoria Sistêmico-Ecológica - Uma Visão Holística da Enfermagem" - 2a. Edição - CEL Informática - Editoração - Ano 2000)



PRINCÍPIO DA ENFERMAGEM SISTÊMICA

A Teoria dos Sistemas Gerais, cuja postulação é a existência de um Universo inter relacionado, constituído pela organização sistêmica dos seres brutos (sistema físico), dos seres vivos (sistema biológico), dos instrumentos (sistema tecnológico) e, das associações humanas (sistema social), corresponde ao alicerce fundamental da Enfermagem Sistêmica.


Corolário

- Sistema de Enfermagem – Neste Universo interrelacionado, em que a sociedade, dia a dia, se torna mais estruturada como sistema, o Setor de Enfermagem deve ser designado e estudado sob a formasistêmica (como subsistema do setor de Saúde e sub-subsistema do setor Social). A enfermagem constitui um subsistema do sistema industrial terciário (prestação de serviços), cujo produto final é o cuidado de enfermagem. O subsistema de enfermagem representa o principal elo entre o homem (família, comunidade, sociedade) e o sistema de saúde. O "telos" do sistema de enfermagem coincide com o do paciente (cliente) e com o do sistema de saúde, ou seja, "permitir que os indivíduos de uma sociedade mantenham, durante o maior tempo possível, o mais alto nível de saúde e felicidade, permissível pelo seu potencial genético e condições ambientais". Para atingir seu "telos", a enfermagem exerce as ações de enfermagem, que consistem na transferência de negentropia do enfermeiro para o cliente e/ou ambiente ou .para um e/ou outro, com o objetivo de diminuir ou eliminar suas condições entrópicas. Sistema de enfermagem é o agregado dos serviços de enfermagem integrantes de todas as instituições que prestam serviços e distribuem bens de saúde, na área considerada. Entre os aparelhos prestadores de assistência (cuidados) de enfermagem podemos citar os Departamentos, Divisões, Serviços ou Seções de enfermagem dos Ministérios, Secretarias Estaduais ou Municipais de Saúde, Hospitais, Centros ou Postos de Saúde, que constituem subsistemas do sistema de saúde.







Todos os direitos reservados aos autores copyright Ó by Rosalda C.N. Paim

terça-feira, janeiro 08, 2013

Clube Afonso Paim é vencedor do Campeonato Amador de Anastácio

Esportes | 04/12/2012

Equipe vencedora - Clube Atlético Afonso PaimEquipe vencedora - Clube Atlético Afonso Paim
A Praça de Esportes Rosalda Paim sediou mais uma vez um grande espetáculo do esporte, a final do XIII Campeonato Amador 2012, que aconteceu no último sábado, 01, disputada entre o Clube Atlético Afonso Paim X Frigorífico Buriti Esporte Clube.
O jogo começou difícil, devido a qualidade técnica dos dois times, até que aos dezesseis minutos do primeiro tempo o jogador Renan Aquino, do time Frigorífico Buriti recebeu uma bola vinda do lado direito e tocou por cobertura abrindo o placar e animando a torcida.
No segundo tempo a equipe do Afonso Paim atacava sem parar a área adversária e o Frigorifico se defendia como podia, até que aos 48 minutos, já nos acréscimos, o zagueiro Luiz Carlos (ex-jogador do Aquidauanense FC) recebeu uma bola do volante Éderson Benites e chutou ao gol, deixando o goleiro Gerson Duarte sem condições de denfender.
Com o gol, as torcidas foram ao delírio, pois a partida seria definida nos pênaltis. Assim, a equipe do Afonso Paim venceu pelo placar de 04 x 02, sagrando–se bi-campeã do Campeonato Amador de Anastácio, após doze anos batalhando pelo título.
No Amador 2012, foi premiado como goleiro menos vazado, o atleta Gerson Duarte que ganhou um troféu e uma bicicleta, já o artilheiro da competição foi o atleta Nilson Diego Ferreira dos Santos que além do troféu também recebeu uma bicicleta.
Equipe vice-campeã - Frigorífico Buriti Esporte ClubeEquipe vice-campeã - Frigorífico Buriti Esporte Clube
A equipe do Afonso Paim faturou como premiação um troféu e mais R$ 2 mil; o vice- campeão, Frigorifico Buriti levou um troféu e R$ 1 mil; o 3º colocado, a Associação Atlética Seduc/Frig. Buriti “B” ganhou um troféu e mais R$ 500.
FINAL DO SUB 16 - O Frigorífico Buriti/Seduc também disputaram pelo Campeonato Sub 16 o título de campeão, derrotando por 5 x 1 a equipe da Vila Aldeinha.
A diretoria da Liga Esportiva agradece a Prefeitura de Anastácio, Conselho Municipal de Esporte e Lazer e ao Governo do Estado/Fundesporte pelo apoio incondicional dispensado ao segmento esportivo no Município, e em especial, a LEMA.
Os agradecimentos também se estenderam a Federação de Futebol de MS que de acordo com a diretoria da LEMA, também não tem medido esforços para apoiar o futebol amador no Município.
“Não podemos deixar de agradecer todos os árbitros, assistentes, mesários (as) maqueiros, gandulas, dirigentes, atletas e ao público que não deixou de prestigiar todos os jogos do Campeonato Amador, sendo a maior prova a presença maciça da multidão que compareceu na grande final”, finalizou Oilmo Lopes, presidente da LEMA.
Confira a Ficha Técnica do jogo:
Arbitro: Marivaldo Ramos dos Santos
Assistente 01: Higino Martinez
Assistente 02: Antonio Martinez
Mesária: Rosiele Rodrigues da Silva
Maqueiro: Luis Arruda dos Santos e Cícero G. Viana
Gandulas: Lucas Richard e Adriano Silva de Arruda
O Afonso Paim jogou e venceu com os seguintes atletas: Jonieder Luiz Carlos, Alex Melquiade, Eder Silva, Diego Willian, Hermínio, Éderson Benites, Mario Junior, Wilson Cabral, Reinaldo Tavares, Alex Sander, Adailton Fernandes, Edimar Jose (Pé de Louro), Anderson Lourenço, e Emidio Cabreira; Técnico: Ismael Pereira Correia. Aux. Técnico: Max Sander Benites (Sapo), Auxiliar: Mordomo, João Armada (Cara de Gato); Preparador físico e Presidente da equipe: Simão de Souza Filho (Monho).
Frigorifico Buriti Esporte Clube jogou com os atletas: Gerson Duarte, Ademilson Paz, Osmar Vasconcelos, Marcos Antonio, Adenilson Abalo, Thiago Mendes, Renan Aquino, Ricardo Valério, Maicon Figueiredo (Tartaruga), Manoel Veigas, Rafael Medina, Osmar Dias, Nilson Diego, Edson Ferreira e Alzemiro Dias; Técnico: Adão Sebastião Barbosa Afonso, Aux. Técnico: Edson Ferreira.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura

segunda-feira, setembro 24, 2012



Ao destacar Rio+20, Dilma deve cobrar compromissos para consolidar sustentabilidade | Agência Brasil


    Carolina Gonçalves e Renata Giraldi
    Repórteres da Agência Brasil
    Brasília - Ao mencionar, no discurso em Nova York, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, ocorrida em junho, no Rio de Janeiro, a presidenta Dilma Rousseff deve reiterar o apelo para que todos se comprometam de forma prática e objetiva com as metas fixadas há três meses. Dilma ressaltará, na Assembleia Geral da ONU, que é fundamental haver um esforço conjunto para garantir o desenvolvimento comum.
    Durante a Rio+20, líderes e negociadores de mais de 190 países concordaram em fixar como prioridades o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a criação de um Fórum Político de Alto Nível Internacional e o desenvolvimento sustentável com erradicação da pobreza.
    O documento final foi considerado um avanço pelas autoridades brasileiras, mas recebeu críticas das organizações não governamentais que esperavam mais ousadia nas propostas.
    Para o governo brasileiro, o desenvolvimento sustentável é a principal alternativa para melhorar a situação de vida da humanidade e do planeta. Na Rio+20, Dilma alertou que os países não podem retroceder em relação a esse modelo de desenvolvimento e que as economias devem ir além das propostas negociadas ao longo da conferência.
    No seu discurso na 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Dilma deve retomar o tom de cobrança e exigir que os países desenvolvidas aprovem medidas mais ambiciosas de cooperação com o desenvolvimento sustentável.
    O papel dos países em desenvolvimento nas negociações tem sido destacado pelo governo brasileiro. Nas últimas discussões referentes aos vários aspectos de desenvolvimento sustentável, os líderes dos países em desenvolvimento têm assumido compromissos considerados concretos pelos especialistas, como as propostas de mudanças de padrões de consumo e produção.
    Ao final da Rio+20, as autoridades brasileiras e estrangeiras apresentaram uma série de metas voluntárias às decisões assumidas na declaração conjunta da conferência. A delegação anunciou o repasse de US$ 6 milhões para o Pnuma e US$ 10 milhões destinados ao enfrentamento das mudanças do clima nos países mais vulneráveis da África e pequenas ilhas.
    Edição: Talita Cavalcante